Olímpico Clube

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Olímpico
Nome Olímpico Clube
Fundação 17 de Outubro de 1938
Estádio Arena da Amazônia
Capacidade 44.000
Presidente Brasil Ronaldo Almeida Jorge Elias
Treinador Brasil Leonardo Valente Elias
Competição Amazonas Campeonato Amazonense - 2ª Divisão
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Bandeira do estado brasileiro do Amazonas
Antigo escudo do Olympico com a letra Y.

O Olímpico Clube é um clube social com esportes variados, inclusive a natação e o futebol que é considerado o maior esporte do mundo. Está localizado na cidade de Manaus no Estado do Amazonas, Brasil.

Conhecido como "O clube dos cinco aros" e "O clube da elite de Manaus", é TRICAMPEÃO estadual (1944, 1947 e 1967). Conquistou também títulos no futebol de salão e outras modalidades esportivas.

‘O Clube da Elite de Manaus’ participou do Campeonato Amazonense em 20 oportunidades: 1939, 1940, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1954, 1955, 1956, 1957, 1964, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1973.

Em 1944 o Olímpico Clube foi campeão estadual pela primeira vez vencendo o tradicionalíssimo Atlético Rio Negro Clube, em 1947 no bicampeonato o Olímpico venceu o Fast Clube e no terceiro título amazonense em 1967 o tricolor mais lindo do mundo venceu o Nacional Futebol Clube.

Nas décadas de 50, 60, 70, 80 e 90 atuaram no Olímpico Clube jogadores descendentes de imigrantes espanhóis que desembarcaram no Amazonas e se estabeleceram na capital Manaus vindos da região litorânea chamada de Catalunha, uma localidade autônoma, situada a nordeste da península Ibérica, onde está localizada a bela cidade de Barcelona na Espanha, continente europeu.

Jogadores descendentes de imigrantes libaneses também estão na história do clube tricolor dos 5 aros da Avenida Constantino Nery que antes era sediado no Centro de Manaus, próximo ao Atlético Rio Negro Clube. Estes nobres imigrantes originaram-se da belíssima cidade litorânea de Batroun, na província do Líbano Setentrional, continente asiático e firmaram-se em Manaus principalmente na Rua Leonardo Malcher, no Centro, próximo da antiga sede do Olímpico Clube na Rua Luiz Antony, bem perto da tradicional Igreja Católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O Olímpico mantém um recorde local que perdura há décadas: O jogador Quinha é o maior artilheiro em um jogo do estadual, marcou nove gols no jogo vencido pelo Olímpico com o placar de 14-1 diante o Independência em 28 de dezembro de 1957 feito jamais igualado por outro jogador.

Bandeira do Líbano. Descendentes de libaneses vindos de Batroun jogaram no Olímpico Clube de Manaus (AM).
Bandeira da Espanha. Descendentes de espanhóis vindos da Catalunha atuaram no Olímpico Clube de Manaus (AM).

História[editar | editar código-fonte]

Um dos times de futebol da nossa Manaus que se veste com mais elegância é o Olímpico Clube, o chamado “clube dos cinco aros”, a paixão do grande cronista do passado, Belmiro Vianez. Podia ser o time titular, aspirantes ao juvenil, o cuidado era o mesmo. Tradicionalmente todos desfilavam garbosamente e quando se tratava de paradas esportivas, nas manhãs do dia 5 de setembro, ai então é que a alegria olímpica se acentuava, o que acontece até os dias atuais.

Além desse equipamento, o Olímpico possui outros e a cada ano apresenta modelos diferentes, sempre mais vistosos, sem desprezar suas cores: azul, vermelho e branco. O que marca muito o clube dos “cinco aros” é o uniforme azul marinho, destacando a gola e punhos com frisos em branco-azul-vermelho e calções azuis na mesma tonalidade das camisas. Esse é o uniforme que mais tempo de vida tem.

“Olímpico dos meus amores”, uma frase que está gravada entre os seus torcedores e até no meio dos adversários. Foi criado pelo comentarista mais ouvido da cidade, o estimado Belmiro Vianez, um torcedor declarado do simpático clube que jamais escondeu essa paixão. Também era um de seus mais severos críticos, no seu modo característico agressivo, uma conduta que o levou a ser o mais apreciado nesta cidade, durante os primeiros dez anos de existência da Federação Amazonense de Futebol - FAF, entidade que também ajudou a fundar.

Ronaldo Elias jogou no clube e foi um dos maiores defensores que brilharam no futsal amazonense e mundial, além de atuar no futebol de campo amazonense e mundial. Certamente, um dos melhores jogadores de sua época, tendo seu nome cogitado por diversas vezes para se integrar a Seleção Amazonense e Seleção Brasileira, considerado por muitos do Olímpico Clube de Manaus. Ronaldo jogou futebol nas décadas de 60 e 70 no Olympico Clube, atuando muitas partidas como defensor, armando muitas jogadas para gols e algumas vezes fazendo seus gols. Pelo seu empenho e dedicação ao glorioso "clube dos cinco aros" como é conhecido o Olympico, Ronaldo também ganhou o merecido título de primeiro sócio benemérito do clube. Jogador técnico e disciplinado atuou pelo Olympico durante dezessete anos e raramente era punido com cartão amarelo e jamais lhe foi aplicado cartão vermelho. Ronaldo Elias é um exemplo para todos os atletas, principalmente para aqueles que recebem o Prêmio Belfort Duart concedido aos jogadores de futebol mais disciplinados.

Leonardo Elias, filho de Ronaldo, também faz muito sucesso nos gramados e não esconde sua fervorosa paixão pelo Olímpico Clube.

O Olímpico Clube de Manaus é uma dissidência do Atlético Rio Negro Clube. O derby da elite manauara entre Rio Negro x Olímpico também é conhecido e considerado na cidade como sendo um derby Pai-Filho como é o tão famoso derby local entre Nacional x Fast Clube.

A abertura para os importados[editar | editar código-fonte]

Depois de um breve afastamento, o Olímpico voltada ao futebol para a temporada profissional de 1967. Sempre um clube esbanjante, o Olímpico não hesitou em trazer dezenas de atletas provenientes do estado do Rio de Janeiro, que, ganhavam salários melhores que os chamados "Prata da Casa". O Olímpico levou o título daquele ano, mediante ao profissionalismo que já habitava os campos cariocas a mais tempo.

Na final contra o poderoso Nacional, duas vitórias por 2-0 já no ano de 1968.

A volta em 2007[editar | editar código-fonte]

Depois de mais de 20 anos desativado, o tricolor dos cinco aros voltou a ativa em 2007, na disputa da segunda divisão estadual. Entretanto, depois de alguns resultados negativos, quando enfrentaria o CDC em Manicoré, pela série B do Amazonense, não chegaram a tempo por causa de uma forte tempestade com ventania durante a viagem de barco até o município de destino e perderam por W.O.. O clube utilizou o argumento de que houve um "caso fortuito com força da natureza" no barco em que estariam viajando e mesmo assim a FAF não aceitou o pedido de clemência e deram a viagem a Manicoré como inexistente. Como resultado, o clube foi banido por 2 anos de todas as competições amazonenses. A mutreta da FAF em prejudicar o Olímpico é considerada por muitos entendedores do futebol exageradamente enérgica quanto a punição ao clube, já que todos sabiam das dificuldades que se tinha em viajar de Manaus a Manicoré.

Torcidas[editar | editar código-fonte]

Até 1967, quando levantou pela terceira vez a taça amazonense, o clube dos 5 aros estava atrás de Nacional, Rio Negro, Fast Clube, São Raimundo e América. Hoje em dia isso mudou e muito, as várias finais e os vários times fortes fizeram do Olímpico a quarta força do Futebol Amazonense. O Olímpico é o quarto poder do futebol do Amazonas e para muitos entendedores do assunto a quarta maior torcida de Manaus.

  • Torcida Tricolor dos 5 aros (Ativa)
  • Torcida Leões Tricolores Manaus (Ativa)
  • Torcida Olímpico da Amazônia (Ativa)
  • Torcida Tremendão Tricolor (Ativa)
  • Torcida OlímpiGOL (Ativa)
  • Torcida Raça Tricolor (Ativa)
  • Torcida Olímpico Amor (Ativa)
  • Torcida Jovem do Olímpico (Ativa)
  • Torcida Granfinos Tricolores (Ativa)
  • Torcida Kamélia Tricolor (Ativa)
  • TUO - Torcida Uniformizada Olímpico Paixão (Ativa)
  • TDO - Torcida Desorganizada Olímpico Amor (Ativa)
  • Marchinha Tricolor da Kamélia (Ativa)
  • Charanga Olímpica (Ativa)
Torcida Uniformizada do Olímpico no Estádio do SESI em 2007

Grandes jogos[editar | editar código-fonte]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo do Olímpico consiste em dois círculos (um menor introduzido ao maior, ambos brancos de bordas azuis), uma faixa vermelha horizontal com os aros olímpicos (na cor branca) se sobrepõe a ambos. Nas partes superior e inferior entre o circulo maior e o menor, se encontram as inscrições Olímpico e Clube na cor azul.

Hino do clube[editar | editar código-fonte]

Olímpico, Olímpico, clube querido de tanta tradições.

Olímpico, Olímpico, clube que faz campeões.

Meu gloriso iolavo, meu clube eldorado do meu pavilhão.

Onde estiver os cinco aros, lutamos pela consagração.

Teus destemidos atletas estão sempre alertas pra te defender.

Com lealdade e coragem, só entram na luta para vencer-vencer.

Pra defender tuas cores, os teus torcedores estão prontos pra cantar.

A tua história, as tuas glórias, sempre-sempre, vamos contar.

Sou campeão, sou tremendão, em qualquer lugar.

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Não se tem unanimidade quanto ao uniforme tradicional do Olímpico, sendo que, já utilizou diversos tipos de combinações sempre com as três cores (azul, vermelho e branco) que obviamente, homenageiam as cores da bandeira do Amazonas. Os uniformes do Olímpico Clube se parecem com os utilizados pela Seleção da Croácia (CRO), Seleção Peruana (PER), além de se parecer com uniformes utilizados por outros times conhecidos pelo mundo, como por exemplo o Rayo Vallecano de Madri na Espanha (ESP) e do Ríver Plate de Buenos Aires na Argentina (ARG).

Nome[editar | editar código-fonte]

O nome se deve aos esportes Olímpicos e à polidesportividade do clube nos seus primeiros anos, inicialmente, usou a grafia Olympico Club que perdurou por muitos anos, e, mesmo hoje ainda é usada por vários veículos de comunicação. Hoje em dia, é utilizado majoritariamente o nome com a grafia corrente: Olímpico Clube.

Clube social[editar | editar código-fonte]

O Olímpico sempre se destacou como clube social de Manaus. É considerado um dos principais incentivadores do carnaval Manauara, criador da tradicional Banda da Negra Kamélia ou Bloco da Boneca Kamélia, que dura desde sua fundação há quase 80 anos (1938). É uma das mais importantes bandas do maior estado do Brasil por trazer a personagem que abre o carnaval amazonense desde 1958.

Além disso, o clube criou e sediou por muitos anos o Baile do Hawaii, que até os tempos atuais acontece na capital amazonense com várias marchinhas. A partir da saída do Baile do Hawaii da sede do Olímpico Clube o evento passou a acontecer geralmente no luxuoso e badalado Tropical Hotel Manaus na piscina vitória-régia.

Na década de 90 até início dos anos 2000, o clube acolheu também os ensaios culturais em forma de treinamento das danças coreografadas, dos Bois-Bumbás locais mais conhecidos, recepcionando os currais de Caprichoso e Garantido, na área aberta de sua sede. Os ensaios servem como prévias para as agremiações antes do grande acontecimento artístico-cultural na Ilha Tupinambarana em Parintins no Amazonas (AM) para a disputa final de um dos maiores eventos do planeta.

O Grêmio Recreativo Educacional e Social Escola de Samba Império da Kamélia é uma escola de samba de Manaus, vinculada ao Olímpico Clube. A Império da Kamélia é uma referência à boneca negra Kamélia, considerada patrimônio imaterial do Estado do Amazonas, e cuja origem é atrelada ao grande Olímpico.

Em 2006, a Império da Kamélia fez a sua estréia no sambódromo de Manaus. Em 2008, homenageou a Polícia Militar do Estado do Amazonas. Em 2009, sagrou-se campeã do grupo de acesso B (3ª divisão) homenageando São Jorge com o enredo: "São Jorge - O Guerreiro da Arte, do Amor e da Fé". Em 2011, com o enredo: "Do Arco da Velha, coisas que o tempo levou", chegou ao vice-Campeonato do Grupo de Acesso A (2ª divisão) conquistando uma vaga na elite,no grupo especial (1ª divisão) do carnaval Manauara. Em 2012 a agremiação levou ao Sambódromo de Manaus o enredo: "Chico da Silva & da Selva", numa homenagem ao compositor e sambista amazonense, Chico da Silva. 

Foi campeã em 2014 do Grupo de Acesso A e com isso estreou no Grupo Especial em 2015, com o enredo sobre a Luz.

Em 2017, a Kamélia viria com o enredo "Kamélia, de Majestade a Patrimônio Cultural na Passarela do Samba", porém, não irá participar do Desfile por motivo de força maior.

Boi-bumbá Caprichoso, o boi-negro da estrela azul.
Boi-bumbá Garantido, o boi branco do coração vermelho.
Tropical Hotel Manaus no bairro da Ponta Negra, próximo a orla do Rio Negro.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

(1944, 1947 e 1967)
  • Bandeira do Amazonas.svg Taça Amazonas: 1
(1967)
  • Brasão do Amazonas.svgTorneio Início: 2
(1942 e 1947)
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