Estádio Parque Amazonense

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Parque Amazonense
Nome Estádio Parque Amazonense
Características
Local Manaus, AM, Brasil
Capacidade 10.000 espectadores
Construção
Data 1906
Inauguração
Data 13 de julho de 1918
Partida inaugural Combinado Português/AM 0-3 Combinado Paraense/PA
Primeiro gol Arthur Moraes (Combinado Paraense)
Outras informações
Fechado 8 de julho de 1976
Demolido 1980
Mandante Cliper
Combinado Amazonense
Combinado Luso-Brasileiro
Combinado Português
Estrela do Norte
Fast
Independência
Internacional
Labor Esporte Clube
Manaos Sporting Club
Nacional
Náutico
Olímpico
Rio Negro
Rodoviária
Roraima
Seleção Amazonense

O Estádio Parque Amazonense, também conhecido como Prado, foi um estádio de futebol localizado na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas[1].

História[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 13 de julho de 1906, com o jogo entre os combinados Português e Paraense, o Parque Amazonense foi o primeiro estádio de futebol do Amazonas. Localizado no bairro de Adrianópolis, foi palco de competições de turfe e de grandes eventos[2]. O local foi aberto ao público em 1912, no governo de Constantino Nery. A primeira partida oficial foi em 13 de julho, quando Rio Negro e Nacional empataram em 1 a 1.

Em toda sua história, mudou diversas vezes de proprietário e passou por várias transformações, positivas ou negativas. Em 1960, passou a ser administrado pelos irmãos Teixeira (Artur e Amadeu, falecido em 2017), que também comandavam o América. Sob a gestão da dupla, o Parque ganhou melhorias em seu espaço.

O acidente de 1967[editar | editar código-fonte]

Em 21 de maio de 1967, o Parque Amazonense presenciou um dos mais tristes momentos do futebol do Amazonas: durante o jogo entre Rio Negro e São Raimundo, vários torcedores ficaram feridos quando as tábuas que serviam como passarela deslizaram, causando uma queda de 3 metros. Segundo os relatos do jornalista Carlos Zamith, em seu acervo, um dos torcedores feridos veio a falecer pouco depois de receber atendimento médico.

Declínio e encerramento das atividades[editar | editar código-fonte]

Logo após o acidente, Artur e Amadeu Teixeira decidiram devolver o estádio aos maçons, que repassaram-no a uma empresa da Zona Franca de Manaus. Em seguida, o Parque foi entregue a um grupo que trabalhava na construção civil. Com isso, o estádio foi perdendo o prestígio que possuía anteriormente. Seu último jogo oficial foi em 8 de julho de 1973, entre Rio Negro e Rodoviária, terminando com vitória do Galo por 3 a 1. Osmar e Sudaco foram os últimos atletas a balançar as redes do Parque Amazonense, que viria a ser demolido em 1980.

Atualmente, o Parque encontra-se abandonado, mas continua sendo utilizado por equipes amadoras que disputam o Campeonato de Peladas do Amazonas ("Peladão")[3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Casa do futebol amazonense, o Parque Amazonense sobrevive no Peladão». Futebol Nacional. Consultado em 31 de janeiro de 2018 
  2. «Parque Amazonense: de templo do esporte manauara a campo de pelada». GloboEsporte.com AM. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  3. «Casa do futebol amazonense, o Parque Amazonense sobrevive no Peladão». A Crítica. Consultado em 6 de outubro de 2017 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rayol, Walter - Esporte em Revista, 1967
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