Clássico da Elite

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Rio-Fas é um dos maiores clássicos do futebol amazonense, disputado entre o Atlético Rio Negro Clube e o Nacional Fast Clube, ambos os clubes da cidade de Manaus. O clássico nasceu em 1930 com a disputa de um torneio amistoso e perdura até hoje, é o terceiro confronto mais disputado no Amazonas.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro jogo oficial entre os dois clubes foi também o primeiro do Fast de que se tem registro:

  • Fast Clube 2-1 Rio Negro, 12 de outubro de 1930; Parque Amazonense

O jogo era válido pela Taça Amistosa “Silvio Franco” que ficou de posse do Fast Clube. O jogo ficou registrado no extinto “Jornal do Comercio”.

A rivalidade era grande, apesar do desempenho razoável do Fast até a saída do Rio Negro em 1945, porém, ganhou força por volta dos anos 60, quando da sua volta ao Futebol o Rio Negro encontrou um Fast diferente daquele que conhecia antes de abandonar as competições estaduais, o Fast já havia sido campeão amazonense por quatro vezes e se firmava como a segunda força do estado, cargo este que pertencia ao clube barriga-preta.

Logo o Rio Negro precisava resgatar sua força e sua torcida, porém o Fast Clube não permitia que o Rio Negro chegasse tão facilmente as finais geralmente contra o Nacional. Sendo que nos anos 70 o Fast foi muito mais representativo que o Rio Negro, que veio a se impor somente nos anos 80.

Em Manaus era um drama, os Rionegrinos detestavam o Nacional, por isso muitos dos torcedores, aqueles que não nutriam fanatismo aderiam ao Fast nas crises políticas alvinegras, já os mais fanáticos preferiam ficar na esperança e acreditar na imortalidade de idas e voltas do Galo.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Uma pesquisa encomendada e publicada por um periódico de grande circulação na década de 70 mostrava a torcida do Rio Negro como a segunda maior de Manaus com 22,5% e a do Fast como a terceira com 7%, atualmente a realidade é bem diferente, a presença barriga-preta é maior nos estádios, porém é em número praticamente insignificante perto do que era antigamente.

Os maiores públicos registrados no clássico Rio-Fast giravam em torno de 10 a 20 mil pessoas por jogo, mostrando que era um jogo de grande apelo popular, sendo que jogos dos mesmos contra o São Raimundo por exemplo, que sempre foi considerado uma quarta força do futebol amazonense dificilmente passavam de 4 mil presentes por partida.

Jogos decisivos[editar | editar código-fonte]

Não era raro os dois clubes chegarem a decisão de um campeonato, principalmente nos antigos triângulos finais ao lado do Nacional, estiveram juntos entre os três melhores por 8 oportunidades no profissionalismo, sendo que por 25 anos seguidos um ou outro estavam entre os dois melhores do Amazonas (Fast em 9 e Rio Negro em 16 oportunidades).

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Nesta estatística foram contados jogos do Campeonato Estadual (desde 1964) e jogos do Campeonato Brasileiro.

Estatísticas
Número de jogos 120
Vitórias do Fast Clube 43
Vitórias do Rio Negro 47
Empates 30
Número de gols 265
Gols feitos pelo Fast Clube 135
Gols feitos pelo Rio Negro 130

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • É o confronto mais disputado depois de Nacional x Rio Negro e Nacional x Fast Clube na historia do futebol amazonense.
  • Em 1965 Fast e Rio Negro, ao lado do Nacional chegavam a primeira decisão envolvendo os considerados três grandes de Manaus, cada um ganhou um turno.
  • Apesar de nunca terem decidido o Campeonato Amazonense, as decisões de turno entre os clubes são numerosas.
  • A rivalidade entre Rio Negro e Fast levava grandes públicos aos estádios, o maior registrado é de 21 mil pagantes.
  • Rio Negro e Fast eram figuras frequentes nos três primeiros lugares nos anos 70 e 80, época em que formaram o chamado "Trio de Ferro" ao lado do Naça.

Última partida[editar | editar código-fonte]

17 de março de 2019, 15:00
Campeonato Amazonense
Fast Clube 1-1 Rio Negro Arena da Amazônia, Manaus

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