Ba-Gua

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Ba-Gua
Bagé 142 vitória(s), 477 gol(s)
Guarany 150 vitória(s), 496 gol(s)
Empates 121
Total de jogos 413
Total de gols 973
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Ba-Gua é um clássico brasileiro de futebol da cidade de Bagé no Estado do Rio Grande do Sul. O confronto envolve o Grêmio Esportivo Bagé (Ba) e o Guarany Futebol Clube (Gua). É o clássico com o maior número de confrontos do futebol gaúcho [3] .

Já foram realizados 413 clássicos, desde 1921, com 150 vitórias do Guarany, 121 empates e 142 vitórias do Bagé. O Guarany marcou 496 gols, enquanto o Bagé anotou 477. O primeiro clássico ocorreu no dia 31 de julho de 1921, válido pela Taça A. Magalhães, tendo o jogo resultado num empate de 2 a 2. O segundo confronto foi disputado no mesmo ano, no dia 14 de agosto, com vitória do Bagé por 2x1[4] .

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

A denominação Ba-Gua foi dada anos mais tarde do primeiro confronto, pelo jornalista bageense Mário Nogueira Lopes, quando de um clássico de basquetebol[5] disputado pelos dois clubes, mas acabou transcendendo para o futebol[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Primeiro Ba-Gua[editar | editar código-fonte]

O primeiro clássico[7] ocorreu em 31 de julho de 1921, onde ainda hoje localiza-se o Estádio Pedra Moura.


31 de Julho de 1921 Bagé Rio Grande do Sul 2 – 2 Guarany de Bagé Rio Grande do Sul Pedra Moura, Bagé,RS.

Marceló Gol marcado
Chico Gol marcado
Relatório Lagarto Gol marcado
Cláudio Gol marcado
Árbitro: Rio Grande do SulRS

Bagé: Duarte, Fortunato e Gavino, Aníbal Machado, Guri e Estanislau, Leonardo, Argeu, Chico, Lucídio e Marceló.
Guarany: Balverdu, Avancini e Afonso, Souza Pinto, Seixas e Kluwe, Ratão, Saraiva, Greco, Lagarto e Cláudio.


A segunda partida foi em 14 de agosto de 1921, no Estádio Estrela D'alva, o Bagé venceu pelo placar de 2 a 1, gols de Argeu e Ruival, descontando Greco para o Guarany, e conquistou a taça "Antônio Magalhães"[6] .

Primeiro Ba-Gua Noturno[editar | editar código-fonte]

Ocorreu em 1953, no Estádio Estrela D'alva. O placar foi de 2 x 1 para o Bagé [8] . Gols de Luis Carlos (aos 85 minutos de partida), para o Guarany, e Osvaldo Cross Protti duas vezes (aos 88 e aos acréscimos da partida) para o Bagé. No final deste clássico ocorreu uma briga entre os jogadores da dupla.

Ba-Gua em Porto Alegre[editar | editar código-fonte]

Depois de muita polêmica entre os dirigentes da dupla Ba-Gua, a Federação Gaúcha de Futebol levou a decisão do título citadino de 1952[9] para Porto Alegre, mais precisamente o Estádio da Timbaúva, do Grêmio Esportivo Força e Luz. O Guarany, de Italiano, Getúlio e Bataclã; Caboclo, Athayde e Carioca; Miguel, Carlos Calvete, Nadir Fontoura, Bica e Zezo, venceu no tempo normal por 2 a 0, gols de Nadir e Miguel. Mas, na prorrogação, o Bagé, de Haroldo, Ário e Nascimento; Saul Mujica, Ribeiro e Tico; Denica, Heitor Moura, Cross, Álvaro e Saul, ganhou por 1 a 0, gol de Heitor Moura, e festejou o bicampeonato municipal.

Ba-Gua em outras cidades[editar | editar código-fonte]

O Ba-Gua também já foi disputado[10] na cidade de Pelotas: Bagé 1x1 Guarany, em 1977 e vitória do Guarany pelo placar de 1 a 0, em 1993.

Ba-Gua de Bombachas[editar | editar código-fonte]

Em 1988, o desportista Jaul Pacheco, criou no bairro bajeense "Mascarenhas de Moraes" uma partida de futebol disputada entre torcedores de Bagé e Guarany residentes ali. A particularidade dos confrontos é que os jogadores participantes desses amistosos, utilizavam como parte do uniforme artigos que fazem parte da indumentária gaúcha, tais como bota com espora e a bombacha. Mais adiante a partida foi, inclusive, realizada como jogo preliminar em alguns jogos oficiais da dupla Ba-Gua [11] . Nesses jogos o juiz arbitrava a partida montado um cavalo, também remetendo às tradições do Estado. O primeiro Ba-Gua de bombachas foi realizado no campo da Vila Popular, num ensolarado domingo de manhã. O placar foi de 1 a 0 para o Guarany, com gol marcado pelo ponta-direita, camisa 7, Ary Teixeira.

Polêmica do Ba-Gua de bombacha[editar | editar código-fonte]

No ano de 1988, criou-se uma polêmica, já que os tradicionalistas eram contra a realização deste tipo de evento, tendo isto resultado em processos judiciais [12] .

Números[editar | editar código-fonte]

Último jogo considerado: Guarany 0 x 1 Bagé, 11 de dezembro de 2011, válido pelo Campeonato Citadino dos 200 Anos de Bagé, disputado no estádio Estrela D'alva.

Estatística
Número de jogos 413
Vítórias do Guarany 150
Vitórias do Bagé 142
Empates 121
Número de gols 973
Gols marcados pelo Guarany 496
Gols marcados pelo Bagé 477

Clássicos históricos[editar | editar código-fonte]

Ba-Gua dos 7 a 0[editar | editar código-fonte]

Em 1940 o Bagé imprime a maior goleada[14] em um clássico Ba-Gua (que perdura até os dias atuais): 7 a 0 contra o rival Guarany. A bola utilizada na partida é guardada até hoje[15] como recordação daquele clássico, na sede do clube, e recebeu o apelido de "bola 7".

Gol dos 70 metros[editar | editar código-fonte]

Em 1953, o Guarany tinha como goleiro o argentino Héctor Lugano, considerado uma fortaleza no gol alvirrubro, até o clássico daquele ano. O zagueiro jalde-negro João Nascimento cobrou uma falta antes do meio do campo. A bola voou por todo o Estádio Pedra Moura, e acabou entrando na meta de Lugano [16] . Foi o gol da vitória do Bagé por 1 a 0, e o gol foi batizado de "o gol dos 70 metros".

Ba-Gua mais curto da história[editar | editar código-fonte]

Houve um clássico que durou apenas 10 minutos[17] . Ocorreu em 18 de setembro de 1941[18] , no Torneio Encerramento, na “Pedra Moura”. O árbitro Lourival Bueno expulsou de campo o astro jalde-negro Tupan, e os protestos de jogadores e dirigentes do Bagé foram enérgicos. Empatado em zero, o jogo foi suspenso. No dia 1º de outubro, durante sessão da Liga Bageense de Futebol, para julgar os incidentes, o Bagé foi multado em 500 mil réis e Tupan foi suspenso por três partidas, enquanto Hélio Pimentel, seis jogos.

O segundo Ba-Gua mais curto da história[editar | editar código-fonte]

Foi disputado[19] em 5 de agosto de 1956, no “Pedra Moura”, em disputa da Taça “Gaspar Silveira Martins”. Aos 26 minutos do primeiro tempo, o árbitro Alberto Salgado deu o jogo por encerrado, diante de uma briga generalizada. O escore era de 0x0. O Guarany retirou-se do campo sob a alegação da eminência de fatos mais graves e destinou sua parte na renda a instituições de caridade. O Bagé, também em nota oficial, criticou a postura do adversário, dizendo que dirigentes do Guarany invadiram o gramado e determinaram aos jogadores que deixassem o campo.

Abandono de campo por árbitro[editar | editar código-fonte]

No clássico Ba-Gua do dia 25 de novembro de 1951, o árbitro Heitor Calvete ofendeu-se com as provocações de um torcedor do Guarany e negou-se a apitar o segundo tempo, tendo de ser substituído por Agostinho Félix de Souza. O Guarany venceu a partida pelo placar de 2 a 1.

Ba-Gua dos 100 tiros[editar | editar código-fonte]

Em 1964 ocorreu um Ba-Gua no Estádio Antônio Magalhães Rossell, que era a primeira da partida da decisão do clássico citadino daquele ano, tendo como resultado um empate em 1 a 1. No final da partida ocorreu um grande distúrbio, e a Brigada Militar efetuou vários disparos para o alto para tentar conter as torcidas. Por causa deste fato, um jornal de Porto Alegre chamado Folha da Tarde noticiou a partida sob a manchete “Ba-Gua dos 100 tiros”, que acabou batizando definitivamente aquele confronto [20] .

Últimos confrontos[editar | editar código-fonte]

Bagé 1-1 Guarany - 5 de fevereiro de 2006
Guarany 1-0 Bagé - 5 de março de 2006
Guarany 3-1 Bagé - 9 de abril de 2006
Bagé 2-2 Guarany - 7 de maio de 2006
Guarany 4-0 Bagé - 28 de maio de 2006
Bagé 1-1 Guarany - 8 de julho de 2006
Bagé 2-1 Guarany - 29 de março de 2009
Guarany 0-1 Bagé - 03 de maio de 2009
Guarany 0-0 Bagé - 25 de fevereiro de 2010

Pelo Campeonato Citadino de Futebol de Bagé.

Bagé 1-1 Guarany - 15 de fevereiro de 2009
Guarany 0-0 Bagé - 2 de março de 2009
Bagé 2-1 Guarany - 29 de março de 2009
Guarany 0-1 Bagé - 03 de maio de 2009 [21] [22]

Referências

  1. "O Primeiro Clássico", Jornal Minuano, 01/12/2008
  2. "Bagé leva a melhor no Ba-Gua", Jornal Zero Hora, 18/08/2013
  3. Diferente do Gre-Nal, clássico bajeense terá 50% de cada torcida, Jornal Zero Hora, acessado em 19 de agosto de 2013
  4. Na história, a vantagem é alvirrubra, MinuanoOnline, acessado em 5 de janeiro de 2009
  5. José Higino Gonçalves (21/09/2009). Outras lembranças do basquetebol (em Português) Jornal Minuano. Visitado em 16/09/2013.
  6. a b José Higino Gonçalves (31/01/2011). Relembrando anos de final 1 (em Português) Jornal Minuano. Visitado em 02/09/2013.
  7. Jornal Minuano. O Primeiro Clássico.
  8. Jornal Minuano. 1º Ba-Gua Noturno.
  9. rsssfbrasil. Rio Grande do Sul - List of Bagé Champions Noturno. Visitado em 06/09/13.
  10. Bageense vive clima do grande clássico (em Português) Jornal Folha do Sul (15/08/2013). Visitado em 24/09/13.
  11. Tradicionalismo x Futebol Jornal Folha do Sul (24/09/2011).
  12. A polêmica do Ba-Gua de bombacha Jornal Minuano (24/11/2008).
  13. Jornal Minuano. Bagé 7 x 0 Guarany.
  14. Jornal Minuano. Bagé 7 x 0 Guarany (em Português).
  15. Site Oficial do Bagé. Algumas Curiosidades (em Português) Site Oficial do Bagé. Visitado em 02/09/13.
  16. Jornal Minuano (28/02/2011). Os 60 anos da chegada de um ídolo.
  17. José Higino Gonçalves (22/12/2008). O Ba-Gua de menor duração (em português) Jornal Minuano. Visitado em 06/09/13.
  18. rscampbag (em português) RFSSS. Visitado em 06/09/13.
  19. José Higino Gonçalves (22/12/2008). Ainda o Ba-Gua de menor duração (em português) Jornal Minuano. Visitado em 06/09/13.
  20. Jornal Minuano (05/04/2010). Empate no fim, 100 tiros e o jogo-desempate.
  21. Eduardo Ceconi. Bagé Campeão Citadino Blog Entrevero.
  22. Higino Gonçalves. Festa jalde-negra na conquista do título (em Português) Jornal Minuano.
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