Clássico dos Maiorais

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Clássico dos Maiorais
Classico dos maiorais.jpg

Campinense x Treze pelo Campeonato Paraibano de Futebol de 2009
Campinense 107 vitória(s), 446 gol(s)
Treze 136 vitória(s), 494 gol(s)
Empates 159
Total de jogos 402
Total de gols 940
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O Clássico dos Maiorais é o jogo entre dois clubes de Campina Grande, estado da Paraíba: Campinense Clube e Treze Futebol Clube. Também é conhecido como clássico Galo contra Raposa, por conta dos mascotes dos dois times.

A denominação Clássico dos Maiorais é de autoria do narrador esportivo Joselito Lucena.[1]

O confronto é considerado o maior clássico do interior brasileiro, pois, ao contrário de rivalidades como o Derby Campineiro e o Come-Fogo, o Clássico dos Maiorais já decidiu 14 edições do Campeonato Paraibano. O Campinense leva vantagem com 10 títulos. Além disso, as equipes fizeram cinco confrontos de mata-mata nos últimos 10 anos. A vantagem é trezeana, com quatro triunfos.

Outro fator importante é que Treze Futebol Clube e Campinense Clube já disputaram 402 partidas, contra apenas 190 do confronto campineiro, e 170 da rivalidade de Ribeirão Preto.

Outro grande confronto entre equipes que não são de capitais é o Clássico do Interior, disputado em Santa Catarina. No entanto, aquela rivalidade decidiu apenas sete títulos estaduais, e só foi jogado 192 vezes.

História[editar | editar código-fonte]

O Clássico dos Maiorais, que há 62 anos movimenta o futebol paraibano, guarda para o torcedor inúmeros fatos curiosos que vão muito além dos dados estatísticos que confirmam quem venceu mais, quem marcou mais, quem conquistou mais títulos.

O confronto entre os clubes teve início em 27 de novembro de 1955, num jogo amistoso realizado no Estádio Municipal Plínio Lemos, que resultou na vitória do Galo por 3x0. No entanto, a rivalidade somente esquentou mesmo no dia 10 de março de 1957, quando o Treze goleou o Campinense por 4 a 0, pelo Campeonato da Liga Campinense de Futebol.

A goleada feriu os brios dos diretores do Campinense, que iniciaram o projeto de profissionalização da equipe. Até aquele momento, o rubro-negro era apenas um clube amador da cidade, e assim permaneceria se não fosse a rivalidade, que acabou gerando os jogos entre alvinegros e rubro-negros.

Em 18 de agosto de 1957, houve a sexta vitória consecutiva da equipe alvinegra, e mesmo sem ainda existir o conceito da sétima, a série de derrotas passou a incomodar tanto diretores quanto jogadores do rubro-negro, e como resultado o Campinense quebrou o jejum de vitórias, derrotando o alvinegro por 2 a 1 no estádio Presidente Vargas no dia 13 de outubro de 1957, num amistoso em homenagem ao aniversário de Campina Grande.

Alheio a estes fatos, varias sátiras foram surgindo ao longo dos anos que gradualmente foram consolidando a rivalidade entre as torcidas dos dois clubes. Porém, em 1977 teve início a mais marcante de todas as ironias já realizadas até aquela época. Depois de uma série de seis vitórias consecutivas do Campinense, a Torcida Organizada da Raposa (extinta TORA), decidiu realizar uma missa de sétimo dia caso o rubro-negro obtivesse a sétima vitória sobre os alvinegros.

A brincadeira perturbou tanto os torcedores do Treze que jamais foi esquecida, embora o Campinense não tenha conseguido realizar a missa, os torcedores do Treze guardaram o ressentimento para a década seguinte, quando deram o troco criando a ironia da “sexta”.

Em 1981, depois de cinco vitórias para os alvinegros, as torcidas organizadas do Treze levaram a campo cestas de vime para simbolizar a sexta vitória consecutiva do clube sobre o adversário. Com a concretização da “sexta”, gerou-se a expectativa em torno da missa de sétimo dia que seria a resposta dada aos rubro-negros pela sátira de 1977.

No dia 25 de outubro de 1981, compareceram ao estádio Amigão, quase 20 mil torcedores, que presenciaram aos 45 minutos do segundo tempo, o atacante Gabriel empatar a partida numa cobrança de pênalti e impedir que a resposta fosse dada.

Decorridos 26 anos, Treze e Campinense voltaram a se encontrar sob a pressão mística de uma missa de sétimo dia, no dia 4 de fevereiro de 2007, mais uma vez, onde o Treze, que vinha de 6 vitórias consecutivas sobre a raposa, queria realizar um fato inédito, enquanto o Campinense buscou inverter o quadro diante do seu principal oponente.

O Campinense ganhou do Treze por 1x0 e adiou, mais uma vez, a tão sonhada, pelas duas torcidas, Missa de 7º Dia.

Ao longo de 30 anos de expectativa em torno da missa de sétimo dia, fica uma certeza que este é um dos principais fatos que acirram um dos maiores clássicos do Brasil.

O 9º maior clássico do Brasil[editar | editar código-fonte]

Segundo uma enquete realizada pela a Revista Época[2]o Clássico dos Maiorais é o 9º maior do Brasil e o maior do Nordeste,a enquete foi feita com mais de 20 mil internautas,o clássico entre GALO e RAPOSA teve 2,76% dos votos.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Primeiro Jogo:

27 de novembro de 1955
amistoso
Campinense 0 – 3 Treze Estádio Plínio Lemos, Campina Grande

Público: não divulgado[3]

Maior goleada do Clássico[4]:

30 de abril de 1969, 16:00h
Taça ACDCG
Campinense 6 – 2 Treze Estádio Plínio Lemos, Campina Grande

Público: não divulgado[5]

Maior invencibilidade[6]:

Campinense – 25 jogos consecutivos sem perder para o Treze entre 1972 e 1974.


Maior artilheiro[7]:

Pedrinho Cangula (Campinense) – 21 gols

Últimas disputas de mata-mata:

2007 - Treze elimina Campinense na semi-final do primeiro turno. (1X1 no primeiro jogo e 2X1 no segundo)

2009 - Treze elimina Campinense na semi-final do primeiro turno. (2X0 no primeiro jogo e 1X2 no segundo)

2013 - Treze elimina Campinense na semi-final do campeonato. (vitória de 1X0 para cada lado)

2016 - Campinense elimina Treze na Fase Eliminatória, com vitória de 2X1

2017 - Treze elimina Campinense na semi-final do campeonato. (2X1 no primeiro jogo e empate 0X0 no segundo)

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[8]
Número de jogos 402
Vitórias do Treze 136
Vitórias do Campinense 107
Empates 159
Gols do Treze 494
Gols do Campinense 446

Última partida[editar | editar código-fonte]

23/04/2017 Campinense 0 x 0 Treze - Semifinal do Campeonato Paraibano 2017

Comparação de títulos entre os dois Clubes[editar | editar código-fonte]

Quadro comparativo[editar | editar código-fonte]

Há várias polêmicas quanto ao número e à validade de títulos dos dois times. O Quadro abaixo respeita e destaca todas as versões dessa história de tão acirradas disputas.

Competições nacionais Campinense Treze
Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B 0 0
Taça Brasil - Fase Nordeste 1 1
Torneio Seletivo para a Série B 1 1
Total 2 3
Competições regionais
Copa do Nordeste 1 0
Torneio Pernambuco-Paraíba 0 1
Torneio Paraíba-Rio Grande do Norte 1 1
Total 2 2
Competições estaduais
Campeonato Paraibano[2] 20 15
Copa Paraíba 2 3
Torneio Início 7 5
Torneio Heleno Nunes da FPF[3] 1 0
Total 30 23
Competições municipais
Taça Cidade de Campina Grande[4]
até 1957 0 14
a partir de 1958 3 7
Total 3 21

Notas

[1] O Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1986 terminou com os campeões de cada um dos quatro grupos promovidos à Série A, e consequentemente sendo declarados campeões pela CBF. Como não houve disputa de semifinais ou finais, muitas gente olha para aquela edição do Brasileirão com certo descrédito, mas o fato é que os quatro vencedores (Treze, Central, Internacional de Limeira e Criciúma), receberam pontos de campeões no ranking da CBF e posteriormente disputaram Primeira Divisão do futebol brasileiro. Nos sites dos quatro clubes esse título é mencionado. Nas páginas dos dois clubes nordestinos, a conquista é chamada de Campeonato Brasileiro da Série B, enquanto que nos endereços do time paulista e do catarinense a disputa é tratada como Campeonato Paralelo da CBF.

[2] Nessa contagem, Treze e Botafogo são considerados campeões paraibanos de 1975 pela FPF. No entanto, a Confederação Brasileira de Desportos, antiga CBD, entidade máxima do futebol no Brasil, reconheceu o título do Campinense Clube. O Botafogo Futebol Clube também considera-se vencedor do Campeonato Paraibano de Futebol daquele ano.

[3] O Torneio Heleno Nunes, vencido pelo Campinense Clube em 1977 e pelo Botafogo Futebol Clube em 1978 foi realizado pela Federação Paraibana de Futebol, e não pode ser confundido com o Torneio Heleno Nunes organizado pela CBF em 1984, que foi vencido pelo Sport Club Internacional.

[4] A Taça Cidade de Campina Grande começou a ser disputada nos anos 20 e o Treze Futebol Clube sempre foi a maior potência da competição. No entanto, o arquirrival do alvinegro, o Campinense Clube, só surgiu profissionalmente no futebol em 1958, quando o Galo já tinha 14 títulos. Assim, na comparação das glórias entre os dois clubes, há pessoas que só consideram as conquistas a partir do momento que os dois rivais já existiam. Para alguns historiadores, a competição nem deve ser considerada, pois tratava-se de um torneio onde o Alvinegro disputava contra equipes que nem existem mais, pelo menos antes do aparecimento da Raposa. Para outros, a Taça deve entrar para a comparação, pois nos anos 20, 30, 40 e 50 aquela era a única competição que o clubes de Campina Grande, inclusive o então amador Treze, jogavam.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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