Nacional Futebol Clube (Amazonas)
| Nome | Nacional Futebol Clube (Amazonas) | ||
| Alcunhas | Naça Maquinaça Leão da Vila Municipal Rei do Amazonas Clube da Estrela Azul O Maior do Amazonas O mais querido | ||
| Torcedor(a)/Adepto(a) | Nacionalino | ||
| Mascote | Águia e Leão | ||
| Principal rival | Rio Negro-AM Fast Clube | ||
| Fundação | 13 de janeiro de 1913 (112 anos) | ||
| Localização | Manaus, AM | ||
| Mando de jogo em | Arena da Amazônia | ||
| Capacidade (mando) | 44.300 pessoas | ||
| Presidente | Saullo Vianna | ||
| Treinador(a) | Gerson Gusmão | ||
| Patrocinador(a) | Avancard Atem V. V. Refeições Instituto 3B Ideia Mídia Prefeitura de Manaus | ||
| Material (d)esportivo | SJ Sports | ||
| Competição | Campeonato Brasileiro - Série D Copa do Brasil Copa Verde (Copa Norte) Campeonato Amazonense - Série A | ||
| Ranking nacional | |||
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Nacional Futebol Clube, ou simplesmente Nacional, é um clube esportivo brasileiro, com sede na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Foi fundado oficialmente em 13 de janeiro de 1913 com o objetivo de ser o clube dos brasileiros no futebol, numa época em que a modalidade era dominada pelos ingleses que viviam na capital amazonense.[2] Tem como cores oficiais o azul e o branco. Seus mascotes são a águia e o leão, sendo este último o mais conhecido, o que explica o fato de o clube ser conhecido por sua torcida como o "Leão da Vila Municipal", em referência ao então bairro da Vila Municipal (atual Adrianópolis), onde fica sua sede social.
É um dos clubes mais tradicionais da região Norte, sendo o recordista em número de títulos estaduais amazonenses de futebol desde 1918, contando atualmente com 43 conquistas, incluindo um hexacampeonato entre 1976 e 1981. É a equipe amazonense que mais disputou a divisão principal do futebol nacional, tendo participado de um total de 14 edições da competição. Na Copa do Brasil, esteve presente em 16 edições, também um recorde para equipes locais. Há ainda conquistas importantes no futsal, vôlei, basquete e outros esportes, tornando sua presença uma página importante da história poliesportiva do estado como um todo.
É também o clube dono da maior torcida no Amazonas entre equipes locais e a terceira maior da região Norte.[3][4] Seu principal rival esportivo é o Rio Negro, com quem mantém a maior rivalidade do futebol amazonense e um dos maiores clássicos da Região Norte do país.[5]
História
[editar | editar código]Fundação
[editar | editar código]Em 13 de janeiro de 1913, um grupo de jovens e senhores motivados pelo futebol, liderados por Manoel Fernandes da Silva, o "Fernandinho", reuniu-se para tratar da fundação de um novo clube esportivo. Nessa reunião, houve mais de 20 presentes, muitos dos quais mais tarde obtiveram destaque na sociedade manauara, seja em suas profissões, seja na política. Eram eles:[6]
- Adail Valente, Althberto Rocha, Antônio Craveiro, Cícero Costa, Coriolano Durand, Crisólogo Gastão de Oliveira, Djalma Cavalcante, Fausto Paiva, Francisco Flores, João Valle, Jorge Hermes, José de Mello (Cazuza), José Ernesto, José Linhares, Júlio Linares, Júlio Verner de Matos, Manoel Fernandes, Paulo Mello, Ulysses Linares, Victor Santos Ferreira e Vivaldo Lima.
Assim, em uma casa familiar na Avenida 7 de Setembro (à época intitulada Rua Municipal), no Centro Histórico de Manaus, nascia o Onze Nacional, com a proposta de ser um clube composto unicamente por brasileiros, em posição opositora à do Manaos Athletic, equipe forte da época, que aceitava apenas ingleses. O Nacional surgia igualmente forte, uma vez que possuía bons jogadores que já tinham passagem por outros clubes, como o Brasil Foot-Ball Club, nascendo como uma espécie de selecionado brasileiro. Existe a hipótese de que o clube tenha existido informalmente durante 1913, passando a se configurar como clube organizado apenas em janeiro de 1914, quando elegeu sua primeira diretoria, com a seguinte composição:[6]
- Coriolano Durand (Presidente); Júlio Verner de Matos (Vice-presidente); Crisólogo Gastão de Oliveira (1º Secretário); Francisco Flores (2º secretário); Adail Valente do Couto (Orador) e Manoel Fernandes da Silva "Fernandinho" (Capitão, como de costume à época, um cargo importante nos clubes).
Apesar dessa questão, os estatutos do Nacional informam sempre que a data de fundação é 13 de janeiro de 1913, quando foi simbolizada a fundação do Onze Nacional. A primeira ata do clube só foi redigida em 1º de maio de 1914. Dentro dessa suposta existência informal, o clube já enfrentava as principais equipes que havia em Manaus, durante todo o ano de 1913. O uniforme inicial era quase completamente branco, exceto as meias azuis, com a camisa adornada com uma estrela azul, seu símbolo maior ao nascer. O team azulino em 1913 era composto por:[6]
- Fernandinho, Antônio Craveiro (goleiro), José Ernesto; Jorge Hermes, Manuel Laiza, Althberto Rocha; Santos Ferreira, Paulo Melo, Cícero Costa, José Melo (Cazuza), Fausto Paiva, Adail Couto, Clodoaldo Costa, Ulysses Linhares, Carneiro, Ciriaco, Júlio Linhares, Bevilaqua, Djalma Cavalcante e Arthur Meninéa.[6]
Versão errada
[editar | editar código]Há uma versão da história da fundação do clube que diz que Fernandinho (idealizador maior do clube) era membro do Manáos Sporting, saindo do quadro desse clube por desentendimentos com o então presidente do Manaus Sporting, Dr. Edgard de Melo Freitas. Em determinada reunião da diretoria, discutia-se um artigo do estatuto daquele clube; então, Fernandinho (até então capitão da equipe) teria se oposto ao que fora proposto e encontrado apoio entre muitos de seus companheiros de equipe, da qual faziam parte, entre outros, o Sr. José Marçal dos Anjos, de tradicional família manauara. Descontentes, estes teriam abandonado o quadro esportivo de outrora, passando a idealizar, junto a outros esportistas independentes e jogadores oriundos de vários clubes da cidade (entre eles alguns do Brasil Football Club), a criação de uma nova agremiação.[7] Essa versão é divulgada pelo próprio clube, mas está errada, pois o Manáos Sporting só foi fundado em 2 de julho de 1913, quase seis meses depois do surgimento do Nacional.
O nome
[editar | editar código]Quando fundado, o clube recebeu um nome em inglês, em função de o esporte ter sido trazido pelos britânicos, sendo assim chamado de "Eleven National". O que motivou esse nome foi o fato de o clube ter sido fundado inteiramente por brasileiros e aceitar apenas brasileiros, o que era difícil naqueles anos. Ou seja, era uma referência ao time que entrava em campo, um "Onze Nacional". A finalidade foi a de exaltar a nacionalidade brasileira em um esporte crescente em todo o país. O clube utilizou como suas as cores da bandeira do país, para enfatizar esse teor patriótico. O Nacional chegou a ter em seu estatuto a imposição de que só permitiria jogadores brasileiros em suas fileiras.[8]
Pouco depois, ainda em 1913, o clube já estava mais estruturado. Coriolano Durand, professor e seu primeiro presidente, recebeu de Fernandinho a sugestão de que o nome deveria ser aportuguesado, uma vez que, se o clube exibia uma exaltação à sua nacionalidade e até proibia estrangeiros entre os seus, deveria refletir isso por inteiro. A ideia foi acatada, e o clube passou a se chamar "Onze Nacional". Em janeiro de 1914, com a organização do clube, ocorreu uma nova mudança: o termo "Onze" foi excluído, e o clube assumiu definitivamente seu nome atual, "Nacional", ou, na grafia da época, "Nacional Foot-Ball Club" (os estrangeirismos "futebol" e "clube" ainda não eram usados).[8]
O início: 1914-1915
[editar | editar código]A primeira partida oficial da história do campeonato de futebol do Amazonas
[editar | editar código]Durante o ano de 1913, por ainda não existirem ligas, o então "Onze Nacional", assim como os outros clubes do estado, limitou-se a fazer amistosos com equipes como Manaos Athletic, Vasco da Gama, Manáos Sporting e Onze Português, entre outros. Além disso, realizava partidas internas entre seus próprios times.
A primeira partida oficial do Nacional também é considerada a primeira partida oficial da história do futebol amazonense, valendo pelo Campeonato Amazonense de Futebol de 1914. Ela ocorreu no dia 1º de fevereiro contra o Manaos Athletic. O adversário era um famoso clube de ingleses residentes na capital amazonense, que vinha massacrando seus rivais nos jogos extraoficiais realizados desde 1908, sendo considerado imbatível até então. O confronto aconteceu no campo do adversário, o Bosque Municipal, e o clube da estrela azul venceu por 2 a 1. Os dois primeiros gols oficiais do certame amazonense foram marcados pelo jogador azulino Paulo Mello.[6]
Foi a única derrota do Athletic, que acabou sendo campeão da primeira edição histórica do estadual. Neste campeonato inaugural, o Nacional aplicou as duas maiores goleadas de sua história sobre seu maior rival, o Rio Negro. Ao lado do Nacional, o Rio Negro é o único clube remanescente daquela primeira edição. Naquele ano, os dois ainda estavam longe de ter a rivalidade que se consolidaria nos anos seguintes, com o Nacional vencendo pelos placares de 9 a 0 e 12 a 0, os maiores resultados registrados no Clássico Rio-Nal até os dias atuais.
Os jogos do Nacional naquele primeiro campeonato:
- 1º de Fevereiro de 1914 - Nacional 2x1 Athletic - Bosque Municipal
- 1º de Março de 1914 – Nacional 9x0 Rio Negro - Bosque Municipal
- 16 de Março de 1914 - Nacional 3x0 Vasco da Gama - Bosque Municipal
- 29 de Março de 1914 - Nacional 3x0 Sporting - Bosque Municipal
- 19 de Abril de 1914 – Nacional 12x0 Rio Negro - Bosque Municipal
- 10 de Maio de 1914 - Nacional 3x0 Vasco da Gama - Bosque Municipal
- 31 de Maio de 1914 - Nacional 0x2 Sporting - Bosque Municipal
- 14 de Junho de 1914 - Nacional 2x3 Athletic - Bosque Municipal
O Nacional foi vice-campeão da histórica primeira edição do Campeonato Amazonense de Futebol. Cícero Costa, principal craque nacionalino da época, foi o artilheiro do clube na competição.
Em 1915, abandonou
[editar | editar código]No Campeonato Amazonense de Futebol de 1915, o Nacional vinha bem, mas uma derrota inesperada gerou protestos entre seus atletas. Segundo eles, o referee não apresentou a imparcialidade que deveria, o que teria prejudicado o quadro azulino. Inconformado, o Nacional acabou abandonando o campeonato, mesmo estando com pontuação suficiente para disputar o título. Os jogos que disputou foram:
- 10 de Janeiro de 1915 - Nacional 1x0 Vasco da Gama - Bosque Municipal
- 24 de Janeiro de 1915 - Nacional 2x2 Manaos Athletic - Bosque Municipal
- 28 de Fevereiro de 1915 - Nacional 7x0 Rio Negro - Bosque Municipal
- 21 de Março de 1915 - Nacional 0x2 Manaos Sporting - Bosque Municipal
Após a derrota para o Sporting, o Nacional abandonou a competição. Vale lembrar que foi o Sporting, ao vencer o Nacional, quem impediu o clube de conquistar o título de 1914.
1916-1920: a conquista da hegemonia estadual
[editar | editar código]O Nacional foi fundado como um clube dedicado à prática do futebol e, nos seus primeiros anos, já se consolidava como uma potência no esporte bretão amazonense. Após o vice-campeonato no primeiro torneio oficial em 1914 e o abandono da competição em 1915, o clube conquistou seu primeiro título ao vencer o Campeonato Amazonense de Futebol de 1916, obtendo a posse da Taça Kirk. Em 1917, conquistou o bicampeonato, marcado pelo primeiro confronto direto com seu grande rival, o Rio Negro.
O rival chegou a pleitear o título nos tribunais, alegando um gol irregular na partida decisiva entre os dois clubes e solicitando a realização de um novo jogo. Dias depois, durante reunião da Liga Amazonense de Sports Athleticos, a entidade acabou sendo extinta. A questão não foi completamente resolvida, dando início à primeira controvérsia entre os adversários.[9]
Nessa época, o Nacional contava com seu primeiro campo oficial, conhecido como "Campo da Floresta".
Em 1918, o Nacional conquistou seu terceiro campeonato consecutivo, tornando-se o maior campeão estadual do Amazonas, marca que jamais seria superada. No mês de maio do mesmo ano, o clube participou da festa de inauguração do Estádio Parque Amazonense para o futebol, empatando em 1 a 1 contra o Combinado Paraense.
O Nacional sagrou-se campeão também em 1919 e 1920, alcançando cinco títulos estaduais consecutivos, feito que só seria igualado pelo próprio clube em competições oficiais do Amazonas. Nesse período, o Nacional foi convidado pelo Paysandu a jogar em Belém do Pará, tornando-se o primeiro clube do estado a realizar uma excursão interestadual, em 1919.[10] O clube realizou quatro jogos naquela capital, vencendo um e perdendo três.
1921-1932: Primeiras crises
[editar | editar código]Em 1921, o Nacional obteve uma vitória acachapante sobre o Euterpe por 19 a 0, mostrando que vinha firme na busca pelo hexa; porém, de forma surpreendente, acabou abandonando o campeonato, assim como fizera em 1915.[11]
Em 1922, o "Naça" se reorganizou e voltou forte, não dando margem aos rivais na luta pelo título. Em uma das partidas, venceu o Brasil Sport em 24 de setembro de 1922 pelo placar de 24 a 0. Esse resultado é equivalente ao que é considerado a maior goleada em jogos oficiais no Brasil.[12] O Nacional se sagrou campeão estadual ao vencer o Luso-Brasileiro por 2 a 0.
Também no final de 1922, o Nacional realizou sua segunda excursão ao Pará, desta vez a convite do Clube do Remo. Os nacionalinos disputaram sete jogos em Belém, empatando dois e perdendo cinco.[13]
Em 1923, o time azulino foi novamente campeão amazonense, contando na disputa com jogadores de destaque como Dantas, Leonardo e Marcolino (considerado o primeiro jogador do Brasil a praticar e fazer gols de bicicleta).[6]
Nos anos de 1924 e 1925, não houve disputa do campeonato estadual, e em 1926 foi realizado um torneio denominado "Extra" para suprir a falta do torneio oficial. Após esses três anos, em 1927, pela primeira vez o Nacional deixou de disputar o Campeonato Amazonense (lembrando que em 1915 e 1921 ele abandonou o campeonato em curso), retornando no ano seguinte.
Em 1928, o clube voltou ao campeonato oficial. De forma surpreendente, seu grande rival Rio Negro pediu licenciamento da competição. Num campeonato sem o Rio Negro, o Nacional liderou o primeiro turno, obtendo cinco vitórias em cinco jogos. No returno, por considerar o campeonato "desinteressante", acabou abandonando a competição, que foi vencida pelo Cruzeiro do Sul.
Após a desistência em 1928, em 1929 o Nacional desligou-se da FADA e se juntou a outros sete clubes para fundar a Associação Manauara de Esportes Athleticos, único resquício de liga paralela existente no futebol do Amazonas. Pouco depois do início do primeiro torneio, o Nacional acertou seu retorno à FADA, reintegrando-se ao quadro de filiados. Sem o Nacional, a AMEA não conseguiu concluir seu primeiro e único campeonato.
Retornando ao campeonato oficial em 1930, o clube voltou a enfrentar problemas, desta vez de cunho político interno: desentendimentos entre membros do quadro de sócios e atletas provocaram uma cisão importante dentro do clube azulino, que perdeu parte significativa de seus jogadores e sócios, culminando na fundação do Fast Clube. O Nacional permaneceu até 1932 sem conquistar um campeonato, ficando nove anos sem vencer, recorde atual do clube em termos de jejum de títulos.
1933 a 1959
[editar | editar código]Neste período, o clube acrescentou mais dez troféus à sua sala de conquistas, reafirmando ainda mais sua hegemonia.
No campeonato estadual de 1933, o Nacional conquistou o título de campeão, vencendo todos os seus adversários, incluindo o arquirrival Rio Negro, derrotado por 2 a 0 em 10 de setembro. Alguns dos jogadores da equipe campeã eram Praxísteles, Barrote e Renê Monteiro.
No campeonato de 1936, a taça voltou para as mãos do Nacional, que goleou o Rio Negro por 6 a 0 em 24 de maio. Iano, Jofre, Renê e Babá foram alguns dos atletas que integraram o elenco campeão.[14]
Em 1946, o rival Rio Negro novamente deixou o campeonato, alegando como justificativa a conquista do título de 1945 pelo Nacional; mesmo assim, o clube azulino sagrou-se campeão novamente, reafirmando sua força e hegemonia.
O Nacional também deixou de participar dos campeonatos de 1929, 1947 e 1951 por motivos esquecidos com o tempo, provavelmente por crises financeiras.
A década de 1950 foi pouco expressiva na história do Nacional, com apenas dois campeonatos conquistados, configurando o pior período de dez anos do clube.
Na conquista do campeonato de 1957, o Nacional contou com o técnico Flaviano Limongi e com jogadores de destaque como Pedro Brasil e Boanerges. Entre os resultados da campanha vitoriosa, sobressai a goleada de 10 a 1 sobre o Santos. Contudo, em junho de 1959, o Nacional sofreu a maior goleada de sua história: em excursão ao Norte do Brasil, o Fluminense, do Rio de Janeiro, derrotou os nacionalinos por 11 a 1 no Estádio Parque Amazonense. Faziam parte do elenco tricolor jogadores conhecidos, como Castilho, Pinheiro e Waldo.[15]
1930: a divisão
[editar | editar código]Após não disputar o campeonato de 1929, em 1930 o Nacional perdeu muitos de seus sócios, insatisfeitos com diversos aspectos internos do clube, entre eles o capitão Vivaldo Lima e o jogador Rodolpho Gonçalves. Eles justificaram a saída alegando mudanças no estatuto promovidas pelo então presidente Coronel Leopoldo Matos.
Dessa cisão surgiu um dos maiores rivais do Nacional, o Fast Clube, que, durante o afastamento do Rio Negro, tornou-se, ao lado do América, um dos clubes que mais resistiu à hegemonia nacionalina.
A polêmica de 1945
[editar | editar código]Em 1945, o Nacional venceu o Olímpico Clube por 3 a 2 e conquistou o título dentro das quatro linhas. Contudo, o adversário recorreu à justiça esportiva local alegando que o Leão havia atuado com um jogador irregular. Com o apoio do comando barriga-preta, o Olímpico acabou ganhando a causa, favorecendo, indiretamente, o Rio Negro.
Enquanto a disputa judicial acontecia, o então presidente da FADA participou da festa de aniversário do Rio Negro e anunciou que o título já pertencia ao clube rival. O comando nacionalino, por sua vez, recorreu para reaver o título conquistado no campo.
O tribunal reavaliou a situação e devolveu os pontos que haviam sido retirados do Leão da Vila, tornando o Nacional novamente o maior pontuador e campeão de direito do Campeonato. Os adversários, inconformados com a perda de uma disputa judicial na qual não haviam participado (o processo era entre Nacional e Olímpico), decidiram abandonar a Federação e fizeram acusações infundadas contra o clube azulino. Tais acusações eram irrelevantes, já que o Nacional havia conquistado o título, perdido temporariamente no tribunal e, posteriormente, reavido de forma legítima.
Anos 60: anos de glória
[editar | editar código]No período de 1960 a 1969, o Nacional conquistou quatro campeonatos e foi vice-campeão em duas outras ocasiões. Rumo ao profissionalismo, o "Naça" entrou para a história como o último campeão amador e o primeiro campeão profissional do Amazonas, conquistando o bicampeonato em 1963 e 1964.
Nesse período, surgiram grandes ídolos, como no elenco de 1963, que contava com Boanerges, Jonas, Sula, Jayme Basílio, Vanderlann, Hugo, Fredoca, Portuguesa, Dermilson e Pepeta, todos reverenciados pela torcida. Praticamente todos permaneceram no clube no ano seguinte.
Torneio Centro/Sul x Norte/Nordeste
[editar | editar código]Em 24 de agosto de 1969, o Nacional disputou uma partida histórica no Estádio do Maracanã, pelo "Torneio Centro/Sul x Norte/Nordeste", organizado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), em preliminar do jogo entre a Seleção Brasileira e a Venezuela pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1970. O adversário foi o Grêmio Maringá, campeão do Torneio Centro–Sul de Futebol de 1968 e do Torneio Centro-Sul x Norte/Nordeste de 1968, no qual derrotou duas vezes o Sport Recife (campeão do Torneio Norte-Nordeste de 1968) por 3 a 0, em confronto também válido pela primeira fase do Torneio dos Campeões da CBD de 1969, terminando como vencedor após dois empates contra o Santos, o segundo já em 1970.[16][17][18]
Essa partida marcou a primeira vez que um clube do Norte do Brasil atuou no até então "maior estádio do mundo".[19]
A delegação do Nacional saiu de Manaus em 20 de agosto, composta por Desembargador Paulino Gomes (Presidente), Alfredo Ferreira Pedras (Diretor de Futebol), José Renato Uchoa (Secretário), Samuel Facundo do Vale (Assessor), Juarez Klinger (Médico), Alfredo Barbosa Filho (Técnico), Messias Sampaio (Cronista esportivo) e Júlio Fernandes (Massagista). Os jogadores convocados foram: os goleiros Marialvo e Procópio; os zagueiros Pedro Hamilton, Sula, Valdomiro, Téo, Chiquinho e Valdir Santos; os volantes Mário, Rolinha e Bell; e os atacantes Zezé, Rangel, Pretinho, Marcelo e Pepeta. Em terras cariocas, a equipe utilizou um ônibus cedido pelo Vasco da Gama e recebeu um coquetel oferecido pelo Fluminense.[20]
O confronto, considerado "histórico" pela imprensa manauara, ocorreu em um domingo, 24 de agosto de 1969.[21] Durante o jogo, o Nacional dominou as ações, mas só marcou aos 4 minutos do segundo tempo, quando Pepeta, após receber passe de Mário, driblou três zagueiros adversários, invadiu a grande área e marcou o único gol da partida. Nesse momento, o presidente da Federação Amazonense de Futebol, Flaviano Limongi, exclamou:[22]
"Fizemos História"
A equipe atuou com Marialvo; Pedro Hamilton, Sula, Valdomiro e Téo; Mário e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho (Marcelo) e Pepeta. O Nacional venceu por 1 a 0, e, em seguida, a Seleção Brasileira derrotou a Venezuela por 6 a 0.[23]
Ao retornar a Manaus, a delegação foi recebida com grande festa, com milhares de pessoas no Aeroporto da Ponta Pelada e uma carreata até a sede do clube. A euforia da conquista foi tamanha que o então governador Danilo Areosa decretou ponto facultativo por dois dias.[22]
O guardanapo azul tremulou no mastro oficial do estado
[editar | editar código]Durante a transmissão da partida pelo rádio, o jovem Mário Adolfo, então criança e presente na residência oficial do governador do estado do Amazonas, retirou a bandeira oficial do mastro e colocou um guardanapo azul e branco, em referência ao Nacional. Segundo ele:[22]
"Retirei o 'pavilhão azul' meio envergonhado, mas pelo menos por 5 minutos, o 'guardanapo do Naça' tremulou no mastro oficial da residência do governador!"
— Mário Adolfo, consagrado jornalista amazonense.
Anos 70 e o hexacampeonato
[editar | editar código]Com sua tradição de conquistas, nos anos 1970 o Nacional teve uma força ímpar na história do futebol amazonense. Contando com vários craques, o clube conseguiu um inédito hexacampeonato (1976–1981). Antes disso, revelou para o Brasil jogadores como Campos Pedrilho, Toninho Cerezzo e Paulo Izidoro, que eram juniores do Atlético Mineiro e vieram ao Amazonas para realizar um "estágio", retornando a Minas para o estrelato futuro. Jogadores como Alfredo Mostarda e Antenor (campeão brasileiro em 1977 com o São Paulo) também calçaram as "chuteiras" nacionalinas.
Por volta de 1979, o Nacional realizou a intensa campanha “O Leão Dá Sorte”, com os carnês “Naça Gigante, Naça Milionário”, distribuindo prêmios aos compradores, como automóveis e terrenos. A venda desses carnês fortaleceu o patrimônio do clube, possibilitando, inclusive, a construção de sua piscina na sede social.
Deste período, destacam-se vários ídolos do clube, como Procópio, Luís Florêncio, Borrachinha, Paulo Galvão, Careca, Bendelack e Reis, sem deixar de citar o técnico Laerte Dória, que participou de três dos seis títulos do hexacampeonato.
Estreia no Brasileirão de 1972
[editar | editar código]O Clube da Estrela Azul foi o primeiro clube amazonense a disputar o Campeonato Brasileiro de Futebol, com sua estreia acontecendo na edição de 1972, sendo o primeiro jogo contra o Bahia, em 10 de setembro, no Estádio Fonte Nova:
O Nacional era comandado pelo técnico Paulo Emílio e jogou com: Edson Borracha; Jurandir, Almir e Mesquita (substituído por Luís Carlos); Antônio Piola, Danival, Jorginho e Reis; Valmir (substituído por Julião), Ismael e Laci.
Campeão com 100% de aproveitamento em 1974
[editar | editar código]Em 1974, o Nacional realizou a melhor campanha da história do Campeonato Amazonense de Futebol. O Leão da Vila conquistou um feito que permanece único até hoje: o clube foi campeão vencendo todos os seus jogos, dez naquela edição, incluindo uma vitória de 4–0 sobre o vice-campeão Rio Negro.
Outro destaque foi que o Nacional sofreu apenas três gols em todo o torneio, marcando 27, ficando com um saldo positivo de 24 gols. Até hoje, nenhum clube chegou perto desse desempenho.
O elenco principal do Nacional naquela temporada foi:
- Titulares: Procópio (G), Antenor, Renato, Eurico Souza e Luís Florêncio; Ângelo e Rolinha; Ismael, Bibi, Paulo Isidoro e Reis.
- Reservas que atuaram: Toinho (G), Djalma, Fausto, Jorginho, Said, Roberto, Expedito e Pedrilho.
1978: campeão invicto
[editar | editar código]Depois do bicampeonato, em 1978, o clube da estrela azul venceu todos os jogos do 1º e 2º turnos daquele campeonato, sagrando-se campeão de ambos. Em seguida, foi disputado um terceiro turno com o intuito de revelar um clube para uma possível final. Apesar de ter empatado três jogos, o Nacional manteve-se invicto e terminou empatado com o América e o São Raimundo em número de pontos. Foram então definidos jogos extras, e o Nacional venceu os três, conquistando também o 3º turno.
O clube, além de ter sido campeão sem necessidade de finais, conquistou o título sem sofrer uma única derrota. O elenco da conquista histórica foi:
- Rafael, Carlinhos, Paulinho, Paulo Galvão e Ely; Ray, Careca e Corrêa; Mário Gordinho, Santa Cruz e Esquerdinha, que atuaram no último jogo, em que o Nacional venceu o América por 1–0.
- O comandante do título foi o técnico gaúcho Laerte Dória, ídolo do clube.
- Outros jogadores que atuaram pelo Nacional naquele ano: Amauri (goleiro), Cláudio, Walace Sousa, Marcos, Hélio, Maranhão, Armando, Terano, Barrote, Fernandinho, Brandão, Noé Silva e Clayton.
O Nacional sagrou-se tricampeão amazonense de futebol, com uma das melhores médias de público do Norte-Nordeste.
A década de 1980: o adeus à elite
[editar | editar código]Na década de 1980, o Nacional conquistou seis edições do Campeonato Amazonense de Futebol, garantindo participações no Campeonato Brasileiro de Futebol - Série A, no qual competiu também seis vezes. Foi um período importante, marcado pela presença de grandes jogadores e pela intensificação da rivalidade com o Rio Negro, quando ambos conquistaram os 10 títulos possíveis da década, disputando oito decisões.
Ano 1981
[editar | editar código]O Torneio do Pacto Amazônico
[editar | editar código]A temporada começou com a realização do Torneio do Pacto Amazônico, em Manaus. O torneio foi promovido para celebrar um pacto político entre as nações da Amazônia internacional, no qual cada país teria um representante. Entre os participantes estiveram grandes clubes, como o Millonarios da Colômbia e o Alianza Lima do Peru. A competição contou com o aval da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), garantindo status oficial.[24] O clube sagrou-se campeão da competição ao eliminar primeiramente o Oriente Petrolero, depois superar o grande rival Rio Negro, até vencer o Fast Clube na final por 3 a 1.
Taça Amazonas e o Campeonato Amazonense
[editar | editar código]No estadual de 1981, o Nacional buscava o hexacampeonato. O clube vinha como grande favorito após conquistar a Taça Amazonas e o Torneio do Pacto Amazônico. Na Taça Amazonas, o "Naça" venceu a competição após uma grande decisão contra o Rio Negro, empatando em 0 a 0 no tempo normal e vencendo por 1 a 0 na prorrogação, com gol do jovem Jasson, que viria a se tornar um ídolo da torcida. Assim, o Nacional sagrou-se bicampeão do torneio, conquistando a primeira competição oficial da temporada.[25]
O Nacional venceu o primeiro turno do campeonato, entrou no quadrangular final do segundo turno e conquistou vitórias em todos os três jogos disputados, sagrando-se campeão amazonense com louvor. Apesar da ampla vantagem, o "Leão" ainda precisou disputar judicialmente a posse da taça, respondendo a processos movidos pelo Fast Clube e pelo América. O caso foi julgado, e o título foi confirmado, tornando o Nacional hexacampeão amazonense de forma consecutiva, um feito que permanece único no estado.[26]
O "Naça" contou com o artilheiro da competição, Jasson, jovem amapaense de 22 anos que marcou 14 gols com a camisa nacionalina. A campanha do clube incluiu 17 jogos, com 15 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota; o time marcou 31 gols, sofreu 5 e terminou com saldo positivo de 26 gols.[26]
1984: A Copa do Rei Hassan
[editar | editar código]Esse torneio foi disputado durante uma excursão do Nacional ao Marrocos, tornando o clube o primeiro da região Norte a realizar uma excursão fora da América Latina.
Na bagagem, o clube trouxe o troféu da competição em 1984. O torneio era realizado em homenagem ao rei daquela monarquia, e o Nacional, que na época disputava a Série A do Campeonato Brasileiro, foi o clube escolhido para representar o Brasil, conquistando a competição sem passar vergonha.
Ano 1985
[editar | editar código]O time de garotos conquistou o tricampeonato em 1985
[editar | editar código]Depois de uma decepcionante campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol, o Nacional viu-se obrigado a vender suas principais peças, dentre elas Dadá Maravilha, artilheiro do clube em 1984, e Freitas, principal revelação do time naquele ano, que foi vendido para o São Paulo. Com isso, a diretoria incumbiu o técnico de base Alfredo Barbosa Filho de montar um elenco jovem para o comando do técnico Elias Haddad.
Inicialmente, o elenco jovem gerou desconfiança na torcida e grande alarde na imprensa, que acabou se enganando, pois 1985 foi o campeonato mais fácil conquistado pelo Nacional até então. O time permaneceu quase quatro meses invicto, e o goleiro Arthur manteve uma sequência de 758 minutos sem sofrer gols. As partidas eram tão tranquilas que a comissão técnica não teve receio de improvisar jogadores, como o volante Marinho Macapá, que atuou parte do campeonato na lateral-direita.
Nem tudo, porém, foi tranquilo. Enquanto a equipe voava no estadual, o quarto zagueiro Oberdã lutava pela vida após ter seu intestino rompido por uma joelhada do jogador Saraiva, do Sul América. Oberdã passou por duas cirurgias e, pouco depois da segunda, o Nacional perdeu sua primeira e única partida, por 2 a 1, para o Penarol de Itacoatiara.
O campeonato prosseguiu e, após a derrota, o Nacional não foi mais superado, mantendo-se invicto até o fim da competição. Nada parecia abalar os jovens nacionalinos. O clube sagrou-se campeão: em 20 partidas, venceu 13, empatou 6 e perdeu apenas 1. O principal artilheiro foi Tita, com 12 gols, tornando-se vice-artilheiro do estadual naquele ano.
Ano 1986
[editar | editar código]Campeão na base da humildade
[editar | editar código]A temporada de 1986 começou difícil para o "Naça", mergulhado em uma crise financeira sem precedentes naqueles anos. A situação se tornava ainda mais complicada ao se observar o rival Rio Negro, que contava com apoio de empresários e um grupo de 30 jogadores. O Nacional precisou mesclar alguns profissionais experientes com jovens talentos da base, além de recorrer a empréstimos e vender parte de seus terrenos para manter o elenco. Dizia-se que, naquele ano, a disputa estadual seria "a luta do pequeno Davi contra o gigante Golias".[27]
Entre os profissionais remanescentes, o clube contava com os veteranos Edson Cimento (goleiro), Botelho (ponta-direita) e Raulino, que receberam o comando do técnico Aderbal Lana, em seus primeiros anos em Manaus. A força do time veio dos jovens locais, que assumiram o compromisso de manter o clube no topo, como Camarão, Ricardo, Artur, Tojal, Iranildo, Euzimar, Doca, Oscar e o jovem meia Sérgio Duarte. Os "jovens heróis" tiveram desempenho impressionante: em 22 partidas, venceram 15, empataram 4 e perderam apenas 2; marcaram 41 gols e sofreram apenas 8. Eles conquistaram a Taça Estado do Amazonas e garantiram a vaga na final, que foi disputada contra o "todo-poderoso" Rio Negro.[27]
A primeira partida da final ocorreu no domingo, 24 de agosto, no Estádio Vivaldo Lima, e terminou empatada em 1 a 1. O Rio Negro abriu o placar com um gol contra de Marinho Macapá, aos 26 minutos do 1º tempo; o "Naça" empatou com Botelho aos 42 do mesmo período. A administração do estádio disponibilizou uma carga de ingressos inferior à demanda, e, embora alguns torcedores tenham retornado para casa, muitos conseguiram entrar arrombando os portões; estima-se que o público tenha chegado a cerca de 20 mil pagantes, com o estádio completamente lotado.[28]
Devido ao empate, uma nova partida foi realizada três dias depois, em 27 de agosto, com público de 41.689 pessoas no Estádio Vivaldo Lima, numa quarta-feira à noite. Raulino marcou o único gol da partida aos 34 minutos do 1º tempo, após cobrança de falta, garantindo a vitória do Nacional e a conquista do tetracampeonato amazonense consecutivo. O time que disputou a final foi:[29]
Campeonato Brasileiro: Adeus à elite nacional
[editar | editar código]Em 1986, o "Naça" ainda disputou o Copão Brasil — nome dado ao Campeonato Brasileiro naquela temporada. Sob o comando do técnico Aderbal Lana, o clube azulino contratou jogadores especialmente para a competição, modificando parcialmente o time que havia sido campeão amazonense.[30] O "Leão" estreou em 31 de agosto, quatro dias após a final do estadual, diante do Alecrim, de Natal, vencendo por 1 a 0.[31]
- Jogo de estreia: 31 de agosto de 1986 – Nacional
1x0
Alecrim – Estádio Vivaldo Lima (13.245 pagantes)[31]
Na 1ª fase, o Nacional integrou o grupo D, classificando-se em 5º lugar, com resultados de destaque, como o empate em 0 a 0 com o Botafogo no Maracanã e a vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras em Manaus.[32] Na 2ª fase, permaneceu no grupo D com outras oito equipes, sendo eliminado ao terminar em 8º lugar, devido à queda de rendimento. Os resultados mais expressivos nesta fase foram as vitórias por 2 a 1 sobre o Internacional e o Atlético Mineiro, ambas em Manaus.[33] No total, o clube disputou 26 jogos, vencendo 7, empatando 6 e perdendo 13; marcou 25 gols e sofreu 33, terminando com saldo negativo de 8 gols.[34]
O Nacional era considerado potência regional e, dentro do Campeonato Brasileiro, estava no mesmo nível da dupla paraense Remo e Paysandu, além de figurar entre as maiores médias de público do Norte e Nordeste. Com a criação do Clube dos 13, o clube foi excluído da primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987 (módulos Amarelo e Verde), sendo deslocado para o Módulo Branco, considerado parte da segunda divisão, mesmo possuindo ranking e público superiores a boa parte das equipes do módulo Amarelo.
Desde então, o Nacional não retornou à elite do futebol brasileiro. Em Manaus, circulava a história de que a diretoria da época, considerada corrupta, teria entregado vários jogos para lucrar com bolões. Por outro lado, havia quem acreditasse que o clube poderia se reafirmar e retornar à elite. Entretanto, os dirigentes não se preocupavam com o futuro do Nacional. Há suspeitas históricas de que dirigentes da Federação Amazonense de Futebol e do próprio clube, agindo de má-fé, teriam vendido a vaga do Nacional na Divisão Especial de 1988 (atual Série B) para um clube paulista. Na época, o Nacional ocupava posição considerável no ranking brasileiro (entre os 30 melhores), o que lhe garantiria facilmente uma vaga entre os 24 participantes da Série B daquele ano.
Outros anos
[editar | editar código]Em 1987, o "Naça" foi vice-campeão, encerrando sua sequência de títulos que durou de 1983 a 1986. Em 1988, o clube sequer chegou à final, deixando de ser campeão ou vice pela primeira vez desde 1974; nesse período de 14 anos, havia conquistado 11 títulos e sido vice em 3 ocasiões. A ausência na final resultou na primeira vez desde 1971 em que o Nacional não participou do Campeonato Brasileiro. Em 1989, voltou à final, mas foi novamente derrotado.
No âmbito nacional, o clube enfrentou duas desclassificações amargas na disputa da Série B: em 1987, caiu de forma inesperada, precisando apenas vencer o já eliminado Rio Negro; em 1989, foi eliminado por apenas 1 ponto, terminando em 2º lugar no seu grupo.
Década de 90
[editar | editar código]O afastamento da elite do futebol brasileiro também afugentou o grande público dos estádios, e os anos 1990 consolidaram essa decadência. Em 1990, o Nacional perdeu o título para o Rio Negro, que conquistou seu 4º título consecutivo. Em 1991, a surpreendente saída do Rio Negro do campeonato deixou o caminho mais fácil; num futebol amazonense combalido, o Nacional encontrou alguma resistência apenas do outro tradicional rival, o Fast Clube. Ainda assim, foi campeão, mesmo com o empate em 0 a 0 na decisão, diante de um estádio praticamente vazio, levando o título por ter a melhor campanha e quebrando a sequência do Rio Negro, sem que este sequer entrasse em campo.
Em 1992, o próprio domínio da dupla Rio-Nal, que vinha desde 1974, foi interrompido pelo título do Sul América. Este triunfo abriu espaço para os chamados clubes menores: o próprio "Sulão" foi bicampeão em 1993, e em 1994 o campeão foi o América. O "Naça" foi vice-campeão em 1994 e campeão em 1995, permanecendo invicto no estadual por duas temporadas consecutivas. Conquistou o bicampeonato em 1996, até se licenciar em 1997.
Em âmbito nacional, o clube participou da Copa do Brasil de Futebol em 1992, de 1994 a 1997 e em 1999, tendo como maior feito a eliminação do Cristal, do Amapá, em 1995. Nas disputas do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C, foi semifinalista em 1992, ano em que conquistou o acesso à Série B, que infelizmente foi dissolvida no mesmo ano. Obteve ainda campanhas regulares nessa divisão em 1995 e 1996, alcançando as oitavas de final e quartas de final, respectivamente.
1992: Primeiro acesso do Amazonas
[editar | editar código]Em 1992, o Nacional disputou a Série C ao lado de seu tradicional rival, o Rio Negro. Os dois foram colocados em um grupo regional com outras três equipes: Atlético Acreano, Macapá e Ji-Paraná.[35] O regulamento da competição previa que o primeiro colocado de cada um dos sete grupos garantiria vaga na fase semifinal e também conquistaria uma vaga na Série B de 1993.[36]
O Nacional sobressaiu no grupo com 5 vitórias, 2 empates e 1 derrota (essa para seu maior rival), enquanto o Rio Negro ficou em segundo. Assim, garantiu historicamente o primeiro acesso do futebol do Amazonas no cenário nacional, qualificando-se para disputar a Série B de 1993. O clube avançou para a fase semifinal, onde enfrentou Tuna Luso e Auto Esporte. O Leão chegou à última rodada com chances de avançar à final, precisando apenas vencer a equipe paraense em Manaus para obter sucesso. O clube esteve a um gol de conquistar êxito, mas acabou cedendo o empate e ficou em 2º lugar no grupo e 3º lugar geral.[35]
Ano 1993
[editar | editar código]- Manobra da CBF transforma Série B de 1993 em Torneio Seletivo
Desrespeitando seus regulamentos, a CBF decidiu elevar 12 clubes da Série B de 1992 para a Série A, ao invés de 2, como estava previsto. Posteriormente, a entidade retirou o mérito esportivo da disputa da segunda divisão, não mantendo os participantes originais; assim, os sete clubes que subiram pela Série C de 1992 passaram a se juntar a 25 representantes estaduais, formando duas divisões de 32 equipes (Série A e Série B).[37]
Já em 1993, a CBF optou por não realizar aquela edição da Série B. Algum tempo depois, organizou um torneio seletivo, hoje considerado parte da história da Série C. O Nacional foi novamente colocado em um grupo regional com Rio Negro, Rio Branco-AC e Independência-AC, sagrando-se vencedor do grupo.
- Nova disputa de acesso em 1993
Após vencer seu grupo, o Nacional avançou à fase final do Torneio Seletivo da Série B de 1994, disputando novamente o acesso — pelo segundo ano consecutivo — à segunda divisão nacional, a qual disputaria por mérito naquele ano. O adversário foi o clube mato-grossense Barra do Garças. Nos jogos decisivos, o clube azulino não obteve êxito, perdendo a primeira partida fora de casa por 2x0 e empatando em casa por 1x1, encerrando sua participação na competição.
Anos 2000
[editar | editar código]Em âmbito estadual, o clube iniciou o novo milênio com o título estadual em 2000, quebrando a sequência do São Raimundo, a quem derrotou na final. Conquistou consecutivamente as finais de 2000 a 2003, sagrando-se campeão em três edições. Voltou a ser campeão em 2007 e foi vice-campeão em 2005 e 2009.
Em Copas do Brasil, seu maior êxito foi a classificação sobre o Paysandu em 2001, quando empatou por 1 a 1 fora de casa e venceu por 3 a 0 em Manaus. Pelo Campeonato Brasileiro, em 2000 retornou à Série B, permanecendo por duas temporadas. Em 2002, agora na Série C, quase realizou o "bate-volta", chegando a ter a melhor campanha da competição e avançando ao Quadrangular Final, onde enfrentou o crescente Brasiliense, o Marília e o Ipatinga. Terminou em 3º lugar geral, mas apenas os dois primeiros clubes conquistavam o acesso. Seu atacante Wallace foi o 5º maior goleador da competição, com 8 gols. Em 2005, voltou a figurar entre os oito melhores da Série C, sendo eliminado nas Quartas de Final.
A década se encerra com o vereador Luís Mitoso assumindo a presidência do clube em 2009. Neste mesmo ano ocorreu aquele que é considerado o maior vexame e a página mais controversa da história do clube: a eliminação para o Cristal na Série D. O "Leão" empatou fora de casa em 1 a 1 e chegou a estar vencendo por 2 a 0 em Manaus. No segundo tempo, de forma inacreditável, o time relaxou e sofreu cinco gols.[38]
Ano 2010
[editar | editar código]Nesta década, no âmbito estadual, o "Naça" conquistou os títulos de 2012, 2014 e 2015, além de terminar como vice-campeão em 2011, 2013 e 2017. Em 2012, enfrentou pela última vez um clássico rival em finais, o Fast Clube. No cenário nacional e regional, as eliminações na primeira fase da Série D se tornaram recorrentes, e as participações na Copa Verde, irrelevantes. Em meio a essa queda de desempenho, a campanha na Copa do Brasil de Futebol de 2013 se tornou histórica.
Ano 2013
[editar | editar código]Após disputar apenas o estadual em 2012, em 2013 o Nacional retornou ao cenário nacional, participando da Copa do Brasil de Futebol de 2013 e do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2013 - Série D.
Vice-campeão Amazonense
[editar | editar código]No estadual, o "Leão" estreou vencendo o tradicional rival Rio Negro por 2 a 0, conquistando a "Taça Centenário", uma homenagem da Federação Amazonense de Futebol aos dois únicos clubes remanescentes do primeiro estadual, de 1913, no aniversário de 100 anos deste.[39] A partida contou com jogo preliminar de jogadores históricos de ambos os clubes.
Apesar de vencer os dois primeiros jogos, o "Naça" caiu na 1ª fase da Taça Estado do Amazonas, o que levou à saída do técnico Vilson Tadei. Para o 2º turno, o clube trouxe o técnico Aderbal Lana, que mudou a postura da equipe. O time azulino chegou à final da Taça Cidade de Manaus, enfrentando o Princesa, com o objetivo de chegar à final do campeonato e também impedir o título direto do adversário, campeão do 1º turno. No 1º jogo da final, vitória por 4 a 2, com o Nacional atuando até os minutos finais com dois jogadores a menos; curiosamente, após cada expulsão, o Nacional marcou um gol.[40] No 2º jogo, o empate em 0 a 0 deu ao time azulino o título do returno.[41]
O clube chegou à final geral enquanto simultaneamente disputava a Copa do Brasil, gerando debate sobre qual competição deveria ser a prioridade. No 1º jogo da final, foi derrotado em Manaus por 3 a 1, atuando aquém do esperado, o que levou à interpretação de que o time foi preservado para a Copa do Brasil, na qual, três dias antes, havia vencido o Coritiba por 4 a 1. No 2º jogo, já classificado na Copa do Brasil, o time nacionalino mostrou seu melhor futebol, revertendo a desvantagem e vencendo por 2 a 0. O resultado levou a final para a disputa de pênaltis, onde o "Naça" acabou derrotado por 6 a 7.[42]
Chegou às Oitavas de Final da Copa do Brasil
[editar | editar código]Na Copa do Brasil de Futebol de 2013, o "Naça" fez história ao se tornar o primeiro clube nortista a chegar às Oitavas de Final da competição em seu formato mais robusto. Foi também o primeiro clube amazonense a se classificar eliminando equipes que até então disputavam a Série A do Campeonato Brasileiro, como Coritiba e Ponte Preta.
O primeiro adversário do "Leão" foi o Águia de Marabá, vencido nos dois jogos por 2 a 0 e 2 a 1,[43] classificação que marcou a virada do time, vindo de um início fraco no estadual. Na 2ª fase, o adversário foi o Coritiba, vice-campeão das duas últimas edições da Copa. No 1º jogo, em Manaus, o Nacional surpreendeu e aplicou goleada de 4 a 1 (gols de Danilo Rios aos 5' e 49', Wesley Bigu aos 30' e Amaral aos 37' do 2º tempo), sobre a equipe que três dias antes havia comemorado o tetracampeonato paranaense.[44] No jogo de volta, a derrota por 0 a 1 não impediu a classificação do "Naça", que avançou à 3ª fase.[45]
- 15 de Maio de 2013 - Nacional
4x1
Coritiba - Estádio Roberto Simonsen - SESI, Manaus; - 23 de Maio de 2013 - Coritiba
1x0
Nacional - Estádio Couto Pereira, Curitiba.
Na Terceira Fase, o Nacional enfrentou novamente um clube da Série A, desta vez a Ponte Preta. O clube venceu o 1º jogo em Campinas por 1 a 0, com gol de Danilo Rios aos 30' do 2º tempo, e o 2º jogo em Manaus também por 1 a 0, com gol de Leonardo aos 18' do 1º tempo.[46] A classificação do Nacional chamou a atenção da imprensa nacional, que considerou o clube uma das grandes surpresas da edição.
- 10 de Julho de 2013 - Ponte Preta
0x1
Nacional - Estádio Moisés Lucarelli, Campinas; - 24 de Julho de 2013 - Nacional
1x0
Ponte Preta - Estádio Roberto Simonsen - SESI, Manaus.
Nas Oitavas de Final, o Nacional enfrentou o Vasco da Gama. No primeiro jogo, em Manaus, o "Leão" se portou melhor em campo e pressionou o time carioca, tendo um gol anulado aos 4 minutos do 1º tempo. Apesar disso, valeu a máxima de "quem não faz, leva", e o Nacional acabou derrotado por 0 a 2.[47]
No 2º jogo, atuando com time misto devido a um jogo decisivo na Série D na mesma semana, o Nacional saiu à frente no placar após Danilo Rios aproveitar um rebote em cobrança de pênalti aos 6 minutos do 1º tempo. No entanto, o adversário virou o resultado, e a partida terminou em 2 a 1 a favor do Vasco, encerrando a histórica campanha do clube azulino.[48] Dez anos depois, em 2023, o feito ainda não havia se repetido.
A decepção na Série D
[editar | editar código]Em 2013, no ano do centenário do Nacional, a diretoria presidida por Mário Cortez definiu como meta o acesso à Série C de 2014. O time iniciou bem, vencendo suas duas primeiras partidas, até que o torneio foi paralisado devido à Copa das Confederações e a liminar do Clube do Remo exigindo vaga no lugar do Genus.[49]
Após a retomada da competição, o Nacional sofreu duas derrotas seguidas, o que levou à demissão do técnico Aderbal Lana, sendo substituído por Léo Goiano.[50]
Sob comando de Léo Goiano, o time perdeu novamente, chegando ao penúltimo lugar do grupo. Com ajustes no time titular e algumas contratações, a equipe conseguiu três vitórias consecutivas, garantindo a classificação.[51]
Nas Oitavas de Final, o Nacional enfrentou o Salgueiro, ambos vindos de recente eliminação nas Oitavas de Final da Copa do Brasil.[52]
O ambiente ficou conturbado com críticas à escalação do técnico, principalmente por deixar Danilo Rios na reserva, mesmo após o meia ter mostrado bom desempenho em jogos anteriores.[53]
No jogo de ida contra o Salgueiro, disputado em Pernambuco, o empate em 0 a 0 deixou a decisão para o Vivaldão. No jogo de volta, mesmo saindo atrás no placar, o Nacional reagiu com gols de Rafael Morisco e Leonardo, mas acabou cedendo o empate em 2 a 2, sendo eliminado pelo critério de gols fora de casa.[54]
Apesar da eliminação, a campanha foi marcada por superação e problemas extracampo, com críticas à escalação e debates sobre prioridades entre a Série D e a Copa do Brasil.
De 2014 a 2022
[editar | editar código]Ano 2014
[editar | editar código]Em 2014, após não disputar a Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D por ter ficado vice-campeão estadual no ano anterior, o Nacional garantiu vaga na Copa do Brasil e na estreante Copa Verde. O elenco foi apresentado ainda em 2013, com Francisco Diá como técnico.[55]
Na Copa Verde, o Nacional eliminou o Plácido de Castro ao empatar em 0 a 0 fora de casa e vencer por 1 a 0 em Manacapuru.[56] Na segunda fase, enfrentou o Clube do Remo; empatou fora por 1 a 1 e precisava de vitória simples ou empate sem gols em casa para avançar. No entanto, o empate em 2 a 2 na Arena da Amazônia resultou na eliminação pelo critério de gols fora de casa.[57]
Na Copa do Brasil, o Nacional eliminou o Esporte Clube São Luiz na primeira fase, empatando fora por 2 a 2 e vencendo em casa por 2 a 1. Na segunda fase, enfrentou o Corinthians, mas foi dominado e derrotado por 3 a 0, sendo eliminado.[58]
O estadual voltou a ser a principal competição. No 1º turno, Taça Estado do Amazonas, o Nacional foi eliminado na semifinal pelo Fast Clube. No 2º turno, Taça Cidade de Manaus, o time avançou vencendo o Manaus nas semifinais e enfrentou o Princesa na final do turno, vencendo por 2 a 1 e 2 a 0 e garantindo a disputa da final geral.[59]
A final geral, conhecida como "Batalha do SESI", foi histórica. No primeiro jogo, o Princesa venceu por 2 a 0, dando vantagem ao adversário. No segundo jogo, realizado no Estádio Roberto Simonsen (SESI), o Nacional precisaria vencer por três gols. O "Leão" marcou cinco gols (Bruno Potiguar, Léo Paraíba duas vezes e João Douglas duas vezes), conquistando o título estadual em uma das maiores reviravoltas da história do futebol amazonense. A partida, porém, foi marcada por confusão generalizada e agressão a Leonardo, jogador do Nacional, que saiu desacordado.[59][60][61]
2015: Da nova "Maquinaça" à mais uma decepção
[editar | editar código]Em 2015, o Nacional retornou à Série D com grande expectativa, apoiado em uma folha salarial de até R$ 300 mil mensais, a segunda maior da região norte e entre as mais altas da 3ª e 4ª divisões nacionais.[62]
Na Copa Verde, o Nacional eliminou o Vilhena (1 a 0 fora e 1 a 1 em casa), mas foi eliminado pelo Paysandu na 2ª fase, após derrota em Belém por 4 a 1 e empate em Manaus por 1 a 1.[63] O técnico Sinomar Naves, que estava desde 2014, foi demitido, e Aderbal Lana assumiu a equipe.[64]
Na Copa do Brasil, o clube empatou em 0 a 0 com o Bahia em Manaus e, na partida de volta, após estar se classificando, sofreu um gol irregular nos minutos finais e foi eliminado por 3 a 2.[65]
No estadual, o Nacional teve uma campanha impressionante: 15 vitórias consecutivas e comparações ao histórico time da “Máquinaça” dos anos 70. A invencibilidade caiu na 16ª rodada diante do Nacional Borbense.[66] Nas semifinais, eliminou o Penarol e na final, pelo terceiro ano consecutivo, enfrentou o Princesa, vencendo por 1 a 0 e 2 a 1 e se tornando o primeiro campeão estadual na Arena da Amazônia diante de 6.787 pagantes.[67][68]
Na Série D, porém, o Nacional não conseguiu replicar o desempenho estadual. Em um grupo regional, terminou em 3º lugar, atrás de Clube do Remo e Rio Branco-AC, sendo eliminado após derrota em casa por 2 a 0 para o Rio Branco.[69] O técnico Aderbal Lana deixou o cargo durante a primeira fase e foi substituído pelo português Paulo Morgado, que criticou a postura da equipe e disse que o time não estava comprometido com a classificação.[70] Apesar disso, o clube apresentou a melhor média de público da competição até a fase eliminatória, com 6.908 pagantes por jogo e o maior público de 11.037 torcedores.[71]
2016: Início da crise financeira
[editar | editar código]Em 2016, o Nacional adotou uma postura mais “pé no chão”, com um elenco mais econômico. A temporada começou com a disputa da taça amistosa Leão Forte da Amazônia contra o Clube do Remo, na Arena da Amazônia. Após empate em 1 a 1, o Nacional venceu nos pênaltis por 5 a 3.[72]
Na Copa Verde de 2016, o clube avançou à 2ª fase eliminando o Santos-AP com empate em 3 a 3 e vitória por 4 a 2.[73][74] Na fase seguinte, enfrentou o Clube do Remo e, apesar de dominar boa parte das partidas, acabou eliminado após empate em Manaus e derrota com polêmica em Belém.[75][76]
Na Copa do Brasil, o Nacional foi eliminado pelo Dom Bosco do Mato Grosso, com derrota por 2 a 0 em Cuiabá e empate em 1 a 1 em Manaus.[77][78]
Na Série D de 2016, o clube também decepcionou, sendo eliminado na 1ª fase apesar do 2º lugar no grupo, por ter sido um dos piores segundos colocados, perdendo a vaga para o Espírito Santo por saldo de gols.[79]
Após a eliminação na Série D, o Nacional reformulou o elenco para o Campeonato Amazonense de 2016, sob o comando de Allan George. Trouxe jogadores emprestados do Atlético Acreano, mas eles não renderam como esperado. O clube terminou em 3º na fase de classificação, mas foi eliminado nas semifinais pelo Princesa após derrota por 2 a 0.[80]
O chamado “pacotão acreano” não mostrou comprometimento, inflou as dívidas do clube e foi o primeiro a deixar o time após a eliminação no estadual, marcando o início de uma grave crise financeira.[81]
2017: Calendário resumido
[editar | editar código]A temporada de 2017 não poderia ter começado de pior forma: o time foi eliminado na fase preliminar da Copa Verde pelo modesto Galvez, do Acre. A equipe azulina empatou o jogo em Rio Branco por 1 a 1, mas a situação tornou-se desfavorável quando, atuando em Manacapuru, teve o jogador Jach Chan expulso ainda no primeiro tempo. A situação piorou quando saiu o gol do adversário, que inicialmente não foi validado, mas depois de o jogo seguir, acabou sendo confirmado. A partida terminou 1 a 0 para os visitantes, e o "Naça" foi eliminado.[82]
O Campeonato Estadual voltou a ser disputado no primeiro semestre, mas iniciou apenas em março. Em um campeonato bastante equilibrado, o Nacional terminou como o melhor da fase regular. Nas semifinais, enfrentou o algoz do ano anterior, o Princesa, e desta vez saiu melhor, empatando em 2 a 2 e depois vencendo por 2 a 0. Na final, enfrentou o Manaus, clube que disputava sua primeira final. No primeiro jogo, sofreu uma inesperada derrota por 1 a 0, e na segunda partida, um empate em 1 a 1 deu ao adversário o seu primeiro título estadual.[83]
2018: As coisas melhoram… mas nem tanto
[editar | editar código]Em 2018, pela primeira vez, o Nacional não disputou a Copa Verde. Pela Copa do Brasil, estreou enfrentando a Ponte Preta em partida única em Manaus, que terminou empatada em 0 a 0; com isso, o "Naça" foi eliminado por conta do regulamento.[84] A competição seguinte foi o campeonato estadual, em que obteve sua pior campanha na história: um 6º lugar.[85]
Na Série D, o clube finalmente conseguiu se classificar, algo que não acontecia desde 2013. Passou em 1º lugar em um grupo com São Raimundo de Santarém, São Raimundo de Roraima e Real Ariquemes. Na 2ª fase, sucumbiu diante do Altos, equipe que vinha em ascensão nacional, perdendo a primeira partida no Piauí por 0 a 3 e vencendo em Manaus por 4 a 2, resultados que resultaram em sua eliminação.[86]
De 2019 a 2022
[editar | editar código]No período de 2019 a 2022, o que se viu foi mais do mesmo nas temporadas de futebol do clube: esteve longe de conquistar um campeonato estadual, sequer chegando à final, chegando em 2022 a um jejum de sete anos sem títulos, o maior da história (o maior período anterior foi de seis anos, entre 1951 e 1956). Em 2019, disputou a Copa Verde; na 1ª fase, eliminou o Humaitá-AC com resultados de 1 a 1 e 2 a 0.[87] Depois, enfrentou o Paysandu e, no jogo de ida em Manaus, acabou derrotado por 0 a 1,[88] e no retorno, empatou em Belém por 0 a 0, sendo assim eliminado.[89]
Outra participação irrelevante do clube nesse período foi na Série D de 2020, em que foi eliminado de forma vexaminosa na fase preliminar da competição, perdendo as duas partidas por 2 a 1 para o modesto Ji-Paraná, de Rondônia.[90]
Patrimônio
[editar | editar código]As sedes do clube
[editar | editar código]No seu primeiro ano de existência, o Nacional não possuía uma sede própria, e as casas dos fundadores serviam como tal. De 13 de janeiro de 1913 a fevereiro de 1921, várias residências atuaram como sede do clube:
- A residência de Coriolano Durand atendeu, em 1914, a essa necessidade do clube; situava-se na Avenida Joaquim Nabuco, nº 115;
- Ainda em 1914, a sede mudou-se para o nº 53 da Rua dos Remédios (atual Miranda Leão, no Centro Histórico de Manaus);
- Em 1915 e 1916, os sócios faziam reuniões na Avenida Joaquim Nabuco, nº 171;
- No período de 1916 a 1917, a sede social do clube ficava na casa nº 15 da Rua José Paranaguá;
- No ano de 1917, o clube esteve no nº 41 da Avenida Joaquim Nabuco (onde ficou até 1918);[91]
- Em 14 de julho de 1918, a sede do Nacional foi instalada, na gestão de Coriolano Durand, na Avenida Epaminondas, nº 29 (num prédio onde funcionou a pensão Floreaux), no centro comercial de Manaus. Por lá ficou até o ano de 1921.
Na Saldanha Marinho
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Em fevereiro de 1921, o clube finalmente fixou-se em um local, instalando-se no nº 46 da Rua Saldanha Marinho, um prédio que era propriedade da firma J.G. de Araújo, de Joaquim Gonçalves de Araújo. Araújo, português de nascimento, era simpatizante do Nacional e cedeu o prédio ao clube sem custos, permanecendo este lá até se mudar para sua atual sede. O prédio tinha estilo colonial e foi todo pintado de azul, com um escudo do clube no topo da parte frontal. Lá, o Nacional instalou uma quadra de esportes, onde recebia partidas de futsal, basquete, vôlei e outras modalidades. Depois que o clube a desocupou, a quadra foi demolida. Por conta desse período, o Nacional ficou conhecido como "Leão da Saldanha Marinho".
Na Vila Municipal
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Atualmente, a sede social do Nacional está localizada no bairro de Adrianópolis (antiga Vila Municipal), o qual conta com o metro quadrado mais caro de Manaus.[92] A sede está, desde 2020, tombada como patrimônio histórico e cultural de Manaus, o que impede "a demolição e a descaracterização da edificação".[93] Apesar disso, em agosto de 2022, o Tribunal Regional do Trabalho anunciou o leilão da sede por conta de dívidas trabalhistas, avaliando este patrimônio em R$ 24,8 milhões.[94]
A pedra fundamental da sede foi lançada em 29 de maio de 1966.[95] A estrutura foi inaugurada alguns anos depois, em 31 de dezembro de 1971, numa cerimônia que marcou tanto a inauguração quanto a virada do ano.
Na sede social encontram-se o setor administrativo, um espaçoso salão nobre para festas e a "Academia Nacionalina", atualmente terceirizada. Há ainda o salão Mário Cortez, inaugurado em 19 de dezembro de 2003, que funciona como um pequeno museu do clube, onde é possível encontrar troféus, medalhas e quadros. Além disso, há:
- Escola de Formação de Atletas do Nacional Futebol Clube, que possui um campo com pequena arquibancada, ao lado do prédio principal;
- Um pequeno lote destinado a um posto Atem.
Parque Aquático Adelino Costa
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O Parque Aquático Adelino Costa faz parte do patrimônio situado na Vila Municipal e foi fundado em 16 de agosto de 1980, na gestão de Manoel do Carmo Chaves Neto, o Maneca. Nele está a piscina olímpica do clube, que foi a primeira desse porte a ser construída em Manaus e ainda hoje é uma das três únicas da cidade, ao lado das pertencentes à Vila Olímpica e ao SESI. Há também uma piscina para hidroginástica e um restaurante.[96]
Os campos
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O Primeiro Campo
[editar | editar código]O Nacional inaugurou seu primeiro campo esportivo em 14 de janeiro de 1917, um dia após completar quatro anos de existência. O "Campo de Sports" situava-se no antigo bairro da Floresta, em Manaus.[97]
O campo foi inaugurado na gestão de Milton de Almeida, contando com um festival de três jogos: Nacional (1º team) versus Luso Sporting Club (1º team), Nacional (2º team) versus Naval (1º team) e times do Nacional versus Monte Christo com equipes infantis.[98]
Existem referências a esse "ground" até 1920, sendo utilizado para os treinos das equipes de diversas modalidades do clube e para jogos oficiais de menor apelo.
CT Barbosa Filho
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O CT foi fundado em 16 de julho de 1980, na gestão de Maneca, e encontra-se situado no bairro do Coroado.[99] O centro foi o primeiro e ainda é o único de propriedade de um clube amazonense. A estrutura possui alojamentos próprios para hospedar os jogadores, funcionando também como concentração das categorias de base do clube (infantil, juvenil e júnior). Possui campo de futebol com medidas oficiais, vestiários, refeitório, departamento médico, sala de massagem e estacionamento, além de uma pequena arquibancada para quem eventualmente acompanha os treinos e assiste a jogos de base.
Recebe esse nome em homenagem a Alfredo Barbosa Filho, conhecido carinhosamente como "Barbosão". Barbosa nasceu em 11 de novembro de 1920 e faleceu em 6 de março de 1992. Chegou a jogar como zagueiro antes de ingressar na Polícia Militar do Amazonas, onde também chegou a ser comandante. Durante o período como policial, passou a trabalhar nas categorias de base do Nacional, ganhando reconhecimento da imprensa local por ser um grande revelador de talentos. Além de ser um colecionador de títulos de base nas diversas categorias, Barbosa chegou a comandar o time profissional em algumas ocasiões, inclusive na vitória sobre o Grêmio Maringá, no Estádio Maracanã.[100] A Câmara Municipal de Manaus concedia uma medalha de honra com seu nome, confeccionada em ouro, destinada a jogadores com destaque no futebol manauara.[101]
Em 2010, na gestão de Luís Mitoso (que depois saiu e fundou outro clube), o Nacional recebeu uma proposta incoerente de permuta vinda da construtora Unipar. A empresa teria desejado adquirir o terreno do Centro de Treinamentos e, em troca, daria outro no Iranduba, que teria um pequeno estádio de 5 mil lugares, com estacionamento não asfaltado e sem iluminação, além de dois campos de treino. O projeto era controverso: primeiro, por ser fora de Manaus; segundo, por avaliação de membros associados, que consideraram que, mesmo com todas as supostas vantagens, o valor de tudo que seria recebido não cobriria o do atual CT, que, por sua localização, estava em constante valorização. O ex-dirigente Édson Rosas (que depois também saiu e foi para o Fast Clube) chegou a dar o acordo como certo e até divulgou a localização do terreno onde seria construído o novo CT, enquanto a própria Unipar alegava desconhecer a negociação.[102] O projeto não foi adiante.
Símbolos
[editar | editar código]Brasão
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Na ata de fundação do Nacional consta o seguinte:
“O brasão do N.F.C. será constituído por um escudo verde e amarelo em triângulo alternado dois a dois, com uma borda branca, sobre o qual estarão as iniciais NFC encarnadas e, coroando o escudo, uma estrela azul”.
Porém, ao se observar o brasão (escudo de fato) do clube, não se vê nada do que foi descrito em ata. Por exemplo, a cor verde é pouco apresentada, enquanto o azul, que sequer foi citado, é a cor que predomina como principal na história do clube. O Nacional utiliza o brasão desde 1922, quando a águia dourada foi adicionada ao escudo, em comemoração ao centenário da independência brasileira. O brasão nacionalino é formado pelos seguintes elementos:
- O escudo simples no atual formato;
- 6 estrelas douradas que representam o hexacampeonato amazonense consecutivo de 1976 a 1981;
- Uma águia de cor predominante amarelo-ouro, com bordas e olhos verdes; até 2011, as asas possuíam dois sombreamentos que deixaram de ser utilizados na temporada seguinte. Sua cabeça está sempre voltada para a esquerda;
- A estrela azul, localizada entre as asas da águia.
A Águia – A águia, assim como o escudo tradicional, foi desenhada originalmente pelo sócio fundador do Nacional, Coriolano Durand, que utilizou-se da arte de compor e interpretar as armas e distintivos da nobreza para criar o brasão. A ave foi adicionada em comemoração ao centenário da Independência Brasileira, em 1922, quando o clube tinha nove anos de existência. O formato da águia mudou e modernizou-se com o passar dos anos, sendo hoje considerado um dos mais belos símbolos entre os clubes de futebol, com o brasão sendo o símbolo mais utilizado na camisa do clube desde sua primeira utilização, principalmente na camisa azul.
Em alguns anos, por descuido e falta de conhecimento do simbolismo nacionalino, algumas características foram esquecidas; por exemplo, a estrela azul chegou a desaparecer do brasão, retornando em 2010 ao seu lugar entre as asas da águia.
Curiosidades:
[editar | editar código]- No brasão encontra-se exatamente todas as cores da bandeira nacional brasileira, destacando o fato de que o clube sempre buscou exaltar sua nacionalidade;
- Na sua primeira versão, a águia possuía praticamente o mesmo formato do brasão da Polônia, do qual seu desenho original foi inspirado;
- Esse modelo também era conhecido como “escudo de gala”;
- Entre as asas e a estrela azul existiam duas penas flutuantes, que foram deixadas de lado nos brasões mais recentes.
Em 2012, um grupo de marketing apresentou um novo formato para o brasão, que foi contestado por parte da torcida por ter abandonado as características históricas e originais. Em 2013, houve uma correção dessas falhas.
Escudo simples
[editar | editar código]Como já foi mencionado, o escudo do Nacional foi desenhado em 1913 por Coriolano Durand, já com o formato atual, apresentando curvatura distinta e o monograma N.F.C. entrelaçado dentro do círculo branco. Sofreu poucas alterações ao longo do tempo, sendo a mais marcante a substituição do monograma pela letra "N" isolada. O formato com a letra "N" isolada foi copiado por outros clubes no país e, por muito tempo, foi o mais utilizado devido à sua fácil reprodução.
A Estrela Azul
[editar | editar código]A estrela azul de cinco pontas é um dos maiores símbolos do Nacional, sendo também citada no hino do clube. É considerada o segundo maior símbolo do clube e é tradicionalmente utilizada no uniforme branco, tendo sido estampada no uniforme histórico de 1913. Ela aparece no escudo oficial do clube, posicionada entre as asas da águia.
Estrelas do hexa
[editar | editar código]As estrelas do hexacampeonato são seis estrelas douradas, de tamanho igual, dispostas em arco ascendente, simbolizando o hexacampeonato do Campeonato Amazonense de Futebol conquistado de forma consecutiva de 1976 a 1981. Ainda hoje, após quase 30 anos, o Nacional continua sendo o único clube a conquistar um hexacampeonato consecutivo no estado, e esse feito tornou-se um símbolo eternizado nas camisas do clube.
Mascotes
[editar | editar código]O Nacional possui dois mascotes:

- Águia – É considerada a mascote mais representativa do clube, que procurou de todas as formas prestar homenagem à nação brasileira. Existe uma espécie de águia que vive na Amazônia e que está ameaçada de extinção. Poucos torcedores reconhecem a águia como mascote oficial do clube; no entanto, muitas torcidas organizadas incorporaram a palavra “águia” em seus nomes.
Vale lembrar que a águia é um símbolo de força e é utilizada, além do brasão do clube, nos brasões de diversos estados brasileiros, como o Amazonas e o Pará. A mascote também influenciou a criação da alcunha e da torcida organizada Águia de Aço.

- Leão – É o mascote mais reconhecido pela torcida. Embora o animal nunca tenha habitado terras brasileiras, ele é adotado como mascote de diversos clubes no país, incluindo o Nacional. Atualmente, o mascote entra em campo para animar as torcidas, geralmente usando uma camisa da Apaixonaça ou da Narraça. O leão simboliza a garra e a força do clube, sendo considerado o rei dos animais.
O mascote também originou várias alcunhas para o clube, como "Leão da Vila Municipal", "Leão da Amazônia", "Leão do Norte", "Leão de Manaus" e "Leão Azul".
Hino
[editar | editar código]O hino oficial do Nacional foi lançado durante a presidência do desembargador Joaquim Paulino Gomes. Foi composto pelo músico e desportista Flávio de Souza, em 1968, e gravado pela Philips do Brasil, no Rio de Janeiro. O disco de vinil foi lançado em 7 de dezembro de 1968, em evento oficial com a presença de jogadores e da diretoria. A renda obtida com a venda do disco foi revertida em benefício da construção do Estádio Vivaldo Lima.[103]
Alcunhas
[editar | editar código]- Naça – "Naça" provém do próprio nome do clube, transmitindo imponência e grandeza. É o apelido principal usado pela torcida, que originou frases famosas como "Onde tem taça é do Naça" e "Naça é Naça e o resto é fumaça", populares em Manaus nas décadas passadas.
- Leão da Vila Municipal – O Nacional, anteriormente conhecido como "Leão da Saldanha Marinho", recebeu este apelido após a mudança para o bairro de Adrianópolis, antigamente chamado Vila Municipal.
- Leão da Amazônia – O clube é conhecido por esse apelido em Manaus e fora da cidade, justamente por sua origem no coração da Amazônia, símbolo do estado do Amazonas.
- O Mais Querido – O Nacional sempre teve a maior torcida do Amazonas. Na década de 1940, ganhou esse apelido pela imprensa local, e na década de 1970 foi eleito o "Mais Querido do Amazonas" pela revista Placar.
- Águia de Aço – Representa o Nacional como um clube que não apenas voa alto, mas que também é inquebrável.
- Rei do Amazonas – O leão é conhecido como Rei da Floresta; no caso do Nacional, é chamado Rei do Amazonas por ser o maior colecionador de títulos do estado. Esse apelido era comum nos anos passados, quando a população criava diversos nomes carinhosos para se referir ao clube de coração, o Leão Rei do Amazonas.
- Clube da Estrela Azul – No ano de sua fundação, o que identificava o Nacional era apenas uma estrela azul sobre o coração de seus atletas. Esse uniforme branco ficou eternizado na história do clube.
- Clube dos Campeonatos – Devido ao número de conquistas em diferentes esportes, o Nacional foi chamado pela imprensa manauara de "Clube dos Campeonatos".
- O Maior do Amazonas – Apelido criado pela torcida e pela imprensa local nos tempos em que o clube era mais hegemônico, conquistando quase todos os campeonatos amazonenses que disputava. Ainda hoje é utilizado, em referência aos seus 43 títulos estaduais, à torcida e aos grandes feitos do clube na história do futebol do estado.
Uniformes
[editar | editar código]Historicamente, o Nacional possui dois padrões oficiais de uniforme:[104]
- Camisa branca – Durante grande parte da primeira metade de sua história, a camisa utilizada era branca, destacando a estrela azul como símbolo principal e alternando entre calções brancos ou azuis.[105] Em 1971, o clube jogou com o uniforme branco com o escudo tradicional, mantendo a estrela azul; contudo, o uso do brasão na camisa branca nunca foi totalmente aceito. As mangas e o colar da camisa são azuis, e a numeração também é aplicada nessa cor. O padrão desse conjunto é que seja todo branco, com detalhes em azul.
- Camisa azul – A partir dos anos 1960, o clube passou a utilizar também camisas azuis, geralmente aplicando o brasão institucional, com variações para os shorts. O brasão aparecia mais nos uniformes de goleiro ou, às vezes, apenas a inscrição do nome em curva. O primeiro registro da camisa azul é de 1964, com calções e meias brancos com duas faixas azuis. Em 1969, já havia registros do uniforme completamente azul. A inscrição numérica dos jogadores é feita em branco, e o padrão atual é que a camisa azul sempre combine com calções e meias azuis.[104]
Em algumas ocasiões, o clube utilizou uniformes especiais:
- Uniforme amarelo – Em 2014, o clube explorou as demais cores de seu brasão (que possui todas as cores da bandeira brasileira). Por ocasião da Copa do Mundo, lançou um uniforme amarelo, com camisa amarela e shorts e meias azuis, utilizado pela primeira vez na primeira fase da Copa Verde de 2014 contra o Plácido de Castro, em Rio Branco.[106] Em 2018, novamente em razão da Copa do Mundo, o clube lançou um uniforme comemorativo, praticamente todo amarelo, com a parte superior da camisa em verde.[107]
- Uniforme verde – Em razão da Copa Verde e da regionalidade amazônica, o clube lançou, em 2015, o uniforme verde. O conjunto, com camisa e meias verdes e shorts brancos, foi utilizado na competição regional daquela temporada.
Torcida
[editar | editar código]O mais querido do Amazonas
[editar | editar código]Em 1973, a Revista Placar realizou um concurso nacional para definir o clube mais querido do país e de cada estado. O processo utilizou jornais locais, onde os torcedores destacavam cupons para indicar seu clube de coração. Em Manaus, o jornal responsável pela divulgação foi "A Notícia".[108]
O resultado final, divulgado em agosto de 1973, considerou apenas os três clubes mais votados de cada estado. No Amazonas, foram computados 35.016 cupons, com vitória do Nacional, que recebeu 14.286 votos (40,8%), superando por 1.080 votos o Rio Negro, que teve 13.206 indicações (37,7%). Em terceiro lugar ficou o Fast Clube com 7.524 cupons (21,5%). Assim, o Nacional foi reconhecido como o "Clube Mais Querido do Amazonas".[109]
Cinco anos depois, em 1978, a Revista Placar realizou uma nova edição do concurso, desta vez com menos detalhes sobre o processo. Mesmo assim, o Nacional voltou a vencer como o "Mais Querido" do Amazonas.[110]
Torcidas Organizadas
[editar | editar código]O Nacional possui a Associação das Torcidas Organizadas do Nacional (ATON), que é a entidade oficial responsável por reunir todas as torcidas organizadas do clube. O objetivo da ATON é servir como elo de ligação entre as torcidas e a diretoria do clube, além de gerenciar as demais organizações de apoio ligadas ao Nacional.[111]
O Vivaldão é do Nacional
[editar | editar código]Historicamente, o Nacional sempre se destacou pelo apoio de sua torcida nos jogos em casa. Nas décadas passadas, especialistas e analistas de futebol em Manaus, como os que cuidavam dos borderôs, costumavam afirmar: "Só o Nacional tem capacidade de lotar o Vivaldo Lima em qualquer jogo de torcida única". Ao longo da história do estádio, o clube foi o que mais atuou e também o que mais vezes registrou lotação máxima, mostrando a força e fidelidade de sua torcida.[112]
Grandes atletas
[editar | editar código]O Nacional possui um hall de jogadores históricos que marcaram época no futebol amazonense. Entre eles, destacam-se:
- Pepeta (José Ricardo dos Santos Silva) – ponta-esquerda, nascido em Manaus em 16/12/1944. Apelidado de “Menino de Ouro do Naça”, foi tetracampeão estadual (1963, 1964, 1968 e 1969) e chegou a ser contratado pelo Palmeiras. Marcou gols históricos, como contra o Grêmio Maringá no Maracanã e dois contra o Bahia em 1966, aposentando-se aos 26 anos.[113]
- Rolinha (Antonio Ricardo Peixoto Lima) - meio-campista, bicampeão estadual pelo Nacional em 1968-69. Considerado um jogador de grande técnica para a época, chegou a recusar propostas de clubes como Botafogo, Fluminense e Cruzeiro para permanecer em Manaus junto à sua mãe.[114]
- Sérgio Duarte – volante clássico, filho de um torcedor fanático do Nacional, frequentou desde cedo as arquibancadas do antigo Estádio Vivaldo Lima. Ingressou no clube ainda jovem e percorreu todas as categorias de base no "Clube da Estrela Azul", tornando-se tetracampeão profissional entre 1983 e 1986. Aos 18 anos, foi emprestado ao Flamengo e também teve passagens por equipes em Portugal e Escócia.[114]
- Waldomiro (Waldemiro de Abreu Lima) – zagueiro natural de Itacoatiara, integrou o histórico time titular do Nacional que atuou no Maracanã em 1969. Foi campeão amazonense pelo "Naça" em 1968, 1969, 1972 e 1974, deixando o clube em 1975.[115]
- Bendelack (Raimundo Augusto Cunha do Rosário) – ponta-direita natural de Santarém, Pará. Chegou ao Nacional em 1979 e conquistou o estadual no mesmo ano; repetiu o feito em 1980, fazendo parte do histórico hexacampeonato estadual que se encerrou em 1981. Atuou na Bolívia pelo Club Deportivo Jorge Wilstermann na Taça Libertadores da América, além de jogar no Cruzeiro. Retornou ao Nacional e conquistou novamente os estaduais de 1983 e 1984.[116]
- Marialvo (Marialvo Duarte Hayden) – goleiro manauara já falecido, considerado um dos maiores da posição na história do futebol do Norte do Brasil. Foi bicampeão amazonense pelo Nacional nos anos de 1968 e 1969.[117]
- Procópio (José das Graças Procópio da Silveira) – goleiro natural de Eirunepé, interior do Amazonas. Foi campeão amazonense pelo Nacional em 1969, 1974 e 1976. Em 1976 deixou o clube para atuar no Náutico e posteriormente jogou pelo trio de ferro cearense, composto por Fortaleza, Ceará e Ferroviário.
- Raulino (Raulino Silva Leite) – atacante amazonense, marcou o gol que deu ao Nacional o título de tetracampeão amazonense em 1986, sobre o grande rival Rio Negro, em um dos títulos mais celebrados pela torcida do clube. Foi o principal artilheiro do "Naça" naquele ano, com 11 gols.[27]
- Marinho Macapá (Marinho Carlos da Silva Santos) – volante natural de Macapá, cidade cujo nome carregou, fez história não apenas no Nacional, mas em todo o futebol amazonense, sendo recordista de títulos com 10 conquistas, das quais 8 pelo "leão". O jogador foi descoberto por acaso, quando, em um amistoso do Nacional em sua cidade natal, em 1978, chamou a atenção do técnico Laerte Dória, que solicitou sua contratação.[118]
- Barrote (Jurandir Pereira Lira) – natural de Itacoatiara, fez carreira no "Naça", onde começou no início da década de 1930 e permaneceu até 1944. Pelo clube, foi campeão de seis campeonatos amazonenses, sendo um dos maiores vencedores da história do Nacional. Barrote só vestiu outra camisa em 1938, ano em que o Nacional esteve licenciado.[119]
- Léo (Leonardo Rodrigues Thomas), "o Índio Negro" – ídolo natural do Rio de Janeiro, o centroavante carioca teve uma passagem belíssima e marcante pelo Nacional. Nos quatro anos em que vestiu a camisa do clube, foi tricampeão amazonense (2012, 2014 e 2015), artilheiro e destaque, também, na histórica Copa do Brasil de 2013. Ao todo, marcou incríveis 34 gols em 73 jogos pelo clube.[120]
- Danilo Rios (Danilo Rios Maia Pereira) – natural de Serrolândia, o meio-campista deixou sua marca pelo Nacional na histórica campanha da Copa do Brasil de 2013, tornando-se artilheiro e goleando clubes da primeira divisão. Foi apelidado pela torcida de "Zidanilo".[121]
Principais revelações
[editar | editar código]- Campos (Cosme da Silva Campos) – centroavante natural de Pedro Leopoldo, no interior de Minas Gerais. Cria da base do Atlético Mineiro, veio para o Nacional por empréstimo e despontou no cenário nacional ao ser vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1972, com 14 gols. Um jogo memorável ocorreu quando marcou os dois gols na vitória por 2 a 0 do Nacional sobre o Corinthians. Campos chegou a atuar pela Seleção Brasileira de Futebol.[122]
- Toninho Cerezo (Antônio Carlos Cerezo) – meia mineiro, veio emprestado pelo Atlético Mineiro aos 19 anos, em 1974. No Nacional, iniciou a carreira profissional disputando o Campeonato Estadual e o Campeonato Brasileiro daquele ano, obtendo destaque que o levou de volta ao clube mineiro, onde se tornou multicampeão. Disputou as Copas do Mundo de 1978 e 1982.[123]
- Paulo Isidoro (Paulo Isidoro de Jesus) – outro jogador mineiro proveniente do convênio com o Atlético Mineiro, que emprestava atletas da base ao "Leão". Isidoro, ponta de lança, jogou sete partidas pelo Nacional em 1974. O Atlético Mineiro tentou renovar o empréstimo, mas o Nacional não aceitou. Posteriormente, Isidoro destacou-se a ponto de integrar a Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 1982.[123]
- Alfredo Mostarda (Alfredo Mostarda Filho) – zagueiro paulista, veio para o Nacional aos 24 anos por empréstimo junto ao Palmeiras, em 1970. Após a breve passagem pelo clube da estrela azul, retornou ao seu time de origem, conquistando destaque. Quatro anos depois, participou da Copa do Mundo FIFA de 1974.[123]
- França (Françoaldo Sena de Souza) – é um ex-centroavante brasileiro, natural de Codó, que iniciou a carreira no Nacional, destacando-se como campeão invicto e artilheiro do Campeonato Amazonense de base em 1993. Teve passagem marcante pelo São Paulo e atuou internacionalmente por Bayer Leverkusen, Kashiwa Reysol e Yokohama FC. Encerrou a carreira no Icasa e defendeu a Seleção Brasileira entre 2000 e 2002.
- Iriney (Iriney Santos da Silva) – é um ex-meio-campista brasileiro naturalizado espanhol, revelado nas categorias de base do Nacional em 1998. Destacou-se no São Caetano, onde foi duas vezes vice-campeão brasileiro (2000 e 2001), e construiu carreira sólida no futebol europeu, atuando por clubes como Rayo Vallecano, Valencia, Celta de Vigo e Betis. Aposentou-se em 2016 pelo La Fiorita de San Marino.
Futebolistas renomados
[editar | editar código]Jogadores que tiveram renome no cenário nacional e até disputaram Copas do Mundo pela Seleção Brasileira de Futebol chegaram ao "Leão do Amazonas" em algum momento de suas carreiras. Dentre eles, destacam-se:
- Jairzinho (Jair Ventura Filho) – jogador que disputou as Copas do Mundo de 1966, 1970 e 1974, sendo campeão mundial, chegou ao "Naça" em 1979 para disputar o Campeonato Brasileiro de Futebol.[123]
- Dadá Maravilha (Dario José dos Santos) – centroavante carioca de grande renome, considerado um dos maiores artilheiros da história do futebol brasileiro, foi campeão da Copa do Mundo FIFA de 1970. Veio para Manaus em 1984, ainda atuando em bom nível, e foi artilheiro do Campeonato Estadual daquele ano, com 14 gols.[123]
- Edu (Jonas Eduardo Américo) – ponta-esquerda paulista, também campeão mundial da Copa do Mundo FIFA de 1970. Veio para o "Naça" na mesma temporada de Dadá, em 1984, e ainda jogou o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1985.[124][125]
Rivalidades
[editar | editar código]O maior rival do Nacional é o Rio Negro, e com este o Nacional protagoniza o maior clássico do futebol amazonense, o RioNal, que até hoje é o confronto que mais atrai público aos estádios manauaras. Disputado desde 1914, quando ambos os clubes estrearam no Campeonato Amazonense (ambos fundados em 1913 e os únicos ainda em atividade daquele primeiro campeonato estadual), o RioNal é considerado o maior clássico do Amazonas e o mais antigo confronto da região Norte ainda em disputa.[126]
Poderia facilmente ser chamado de Na-Fa ou Fa-Na, como a maioria dos clássicos brasileiros, porém, recebeu a denominação de “Pai e Filho”. O clássico é assim denominado pelo fato de o Nacional Fast Clube, ou Fast Clube, como é popularmente conhecido, ter sido fundado por um grupo de dissidentes do Nacional. A partir deste fato, o Fast Clube passou a ser considerado um "filho" do Nacional. O clássico Pai e Filho passou a ser disputado a partir de 1932, quando o Fast Clube estreou no Campeonato Amazonense.
Clássico Azul
[editar | editar código]O jogo disputado contra o São Raimundo ganhou o status de clássico ainda nos anos 2000, quando o São Raimundo vivia um crescimento repentino. A alcunha se deve ao fato de ambos os clubes terem o azul como a principal cor. Apesar de o São Raimundo ter sido fundado em 1918, o clube não tem histórico de rivalidade com o Nacional, pois só se destacou no futebol a partir dos anos 90. Os primeiros confrontos ocorreram apenas na segunda metade da década de 1950, mas o confronto só ganhou maior destaque após o crescimento do São Raimundo, que começou em 1997, ano em que o Nacional não disputou o Campeonato Amazonense de Futebol.
No entanto, mesmo com seu crescimento, o clube da Colina não conseguiu superar o Nacional dentro de campo, nem quebrar sua hegemonia. Em confrontos diretos nos anos seguintes ao crescimento do clube da Colina, as estatísticas ainda mostraram superioridade do Nacional. Se considerados todos os jogos entre os dois clubes na história, a balança pende, e muito, para o lado do Nacional.[127]
Títulos
[editar | editar código]Títulos oficiais
[editar | editar código]| ESTADUAIS | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Campeonato Amazonense | 43 | 1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1922, 1923, 1933, 1936, 1937, 1939, 1941, 1942, 1945, 1946, 1950, 1957, 1963, 1964, 1968, 1969, 1972, 1974 | |
| Copa Amazonas | 10 | 1969, 1970, 1974, 1975, 1978, 1980, 1981, 1982, 1984, 1999, 2000 | |
| Torneio Início do Amazonas[128] | 16 | 1946, 1948, 1953, 1962, 1964, 1967, 1970, 1973, 1974, 1975, 1978, 1981, 1992, 1999, 2000, 2004 | |
| TURNOS DO ESTADUAL | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Taça Rio Negro | 1 | 2025 | |
| Taça Estado do Amazonas | 20 | 1963, 1967, 1969, 1974, 1975, 1978, 1979, 1981, 1983, 1984, 1985, 1986, 1991, 1992, 1994, 1996, 2001, 2009, 2012, 2015 | |
| Taça Cidade de Manaus | 25 | 1964, 1965, 1966, 1968, 1969, 1972, 1974, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1984, 1985, 1987, 1989, 1990, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2007, 2011, 2013 | |
Outros Títulos
[editar | editar código]| INTERNACIONAIS | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Copa do Rei Hassan II | 1 | ||
| CONTINENTAIS | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Torneio do Pacto Amazônico | 1 | 1981 | |
| NACIONAIS | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Torneio Centro/Sul x Norte/Nordeste | 1 | 1969 | |
| INTERESTADUAIS | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Taça da Amazônia | 2 | 1963, 1964 | |
| Torneio Semana da Pátria de Rio Branco | 1 | 1967 | |
| Torneio Quadrangular de Manaus | 1 | 1971 | |
| Torneio Amazonas–Pará | 1 | 1974 | |
| Torneio de Porto Velho | 1 | 1975 | |
| Torneio Quadrangular Antônio Bayma | 1 | 1975 | |
| Copa Amazônia | 1 | 1982 | |
| Torneio Quadrangular de Manaus | 1 | 1985 | |
| ESTADUAIS | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Taça Centenário do Rio-Nal | 1 | 2013 | |
Categorias de Base
[editar | editar código]| NACIONAL FUTEBOL CLUBE | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Campeonato Amazonense Sub-20 | 2 | 2019,[129] 2025[130] | |
| Campeonato Amazonense Sub-16 | 1 | 2025[131] | |
| Campeonato Amazonense Sub-10 (Série Prata) | 1 | 2025[132] | |
Outros Esportes
[editar | editar código]Além do futebol, modalidade para a qual foi idealizado, o Nacional se destaca em diversas outras modalidades, tanto coletivas quanto individuais, colecionando muitos títulos no futsal, no vôlei, no basquete, entre outros.
Futsal
[editar | editar código]Profissional
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Campeonato Amazonense de Futebol de Salão (Masculino): 9 títulos (1956, 1959, 1962, 1964, 1965, 1969, 1970, 1971 e 1972)[133][134]
Categorias de base
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Campeonato Amazonense de Futebol de Salão (Masculino juvenil): 4 títulos (1960, 1963, 1968 e 1969)[133]
Campeonato Amazonense de Futsal – Sub-15 (Masculino): 1 título (2025)[135]
Vôlei
[editar | editar código]O Nacional é multicampeão amazonense de vôlei, mas desativou esse departamento nos anos 90. Em 2022, o setor foi reativado e o clube voltou a disputar um torneio oficial, inicialmente com time masculino, na Copa Cidade de Manaus. Levando uma quantidade expressiva de torcedores ao Ginásio Renê Monteiro, o Nacional se consagrou campeão da competição ao vencer o Gerações do Vôlei por 3 sets a 0, garantindo vaga na fase final do Campeonato Amazonense de Vôlei e também uma vaga na Superliga C (3ª divisão nacional).[136]
Masculino
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Campeonato Amazonense de Vôlei: 5 títulos (1944, 1964, 1968, 1969 e 1973)[133]
Taça Amazonas de Vôlei: 1969[133]
Copa Aberta Cidade de Manaus de Vôlei: 2022[136]
Campeonato Amazonense de Vôlei (Juvenil): 1968[137]
Feminino
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Campeonato Amazonense de Vôlei: 3 títulos (1965, 1968 e 1971)[138]
Taça Amazonas de Vôlei: 1969[133]
Campeonato Amazonense de Vôlei (Juvenil): 1973[133]
Campeonato Amazonense de Vôlei (Infanto-juvenil): 1970[133]
Basquete
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Campeonato Amazonense de Basquete (Masculino): 4 títulos (1921, 1922, 1964 e 1968)[133]
Campeonato Amazonense de Basquete (Juvenil masculino): 1964[133]
Natação
[editar | editar código]O estado do Amazonas contou, até 2022, com 22 atletas campeões brasileiros de natação, sendo que a maioria deles praticou a modalidade na piscina olímpica do Nacional. Entre os nomes de destaque, podemos citar Eduardo Piccinini (que disputou os Jogos Olímpicos de Verão de 1992, em Barcelona), Eduardo Couto da Cunha (campeão brasileiro de 100m e 200m nado peito, integrando a Seleção Brasileira como atleta do Nacional), Aristófanes Castro Neto (que integrou a Seleção Brasileira como atleta do Nacional) e o multicampeão Jéferson Mascarenhas.
Total de medalhas do Nacional registradas pela FADA (Federação Amazonense de Desportos Aquáticos):[139]
Ouro: 12 medalhas
Prata: 45 medalhas
Bronze: 165 medalhas
Em modalidades diversas
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Campeonato Amazonense de Beisebol: 1921[133]
Em abril de 1959, o clube fundou a Academia Nacionalina de Pugilismo por intermédio do italiano Mario Biaggi, que havia feito parte do corpo dirigente do clube Alfa Romeo em seu país, e também da Federação Italiana.[140]
Ranking
[editar | editar código]Ranking da CBF para clubes do Brasil:[141][142]
- Posição: 185º
- Pontuação: 195 pontos
- Região Norte: 23º
- Estadual: 5º
Os critérios utilizados para "Região Norte" e "Estadual" foram, respectivamente, o ranqueamento entre os clubes da Região Norte presentes no ranking e o ranqueamento entre os clubes do estado, também presentes no ranking.
Na Sociedade
[editar | editar código]O Nacional é considerado um clube de utilidade pública pela Lei nº 1.251, de 24 de agosto de 1926.[8]
Notáveis
[editar | editar código]Entre ex-atletas e dirigentes, há uma gama de personalidades que se tornaram ou eram, em sua época, notáveis na sociedade manauara e amazonense. Podemos listar:
- Vivaldo Lima – Baiano de nascimento, chegou ainda jovem a Manaus, onde foi um dos fundadores do "Clube da Estrela Azul", tornando-se presidente em 1924. Grande desportista, foi homenageado com seu nome no Estádio Vivaldo Lima. Foi superintendente de Manaus em 1923 (cargo equivalente a prefeito) e também Deputado Federal.[143]
- Evandro Paes de Farias – Ex-Procurador Geral de Justiça do Amazonas, foi presidente do Nacional.[144]
- Manoel do Carmo Chaves Neto "Maneca" – Foi atleta amador, tendo sido Campeão Amazonense de Futsal com a camisa do Nacional, além de ter sido presidente do clube, conquistando o inédito hexacampeonato estadual de 1976 a 1981. Maneca era professor e chegou a ser Secretário de Educação, além de ter sido eleito Deputado Estadual por quatro mandatos consecutivos, chegando a ser presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas.[145]
- Omar Aziz – Embora natural do interior de São Paulo, o ex-Governador (2010-2014) do estado é declarado torcedor do "Clube da Estrela Azul" e já teve participação ativa no setor administrativo do clube.[146]
- Plínio Ramos Coelho – Natural de Humaitá, interior do Amazonas, Coelho foi governador do Estado por dois mandatos, além de ter exercido o cargo de presidente do Nacional.[147]
- Serafim Corrêa – Manauara, Corrêa foi prefeito de Manaus (2005-2009) e faz parte do quadro de sócios do clube azulino desde a década de 70.
Misses Amazonas
[editar | editar código]De 1955 até 1992, poderiam disputar o título de Miss Amazonas representantes de entidades privadas, como jornais, clubes, lojas, entre outras. É conhecido que o Nacional foi vencedor de dois desses concursos: em 1969 e em 1992.
- Em 1969, a vencedora foi Suely de Mello Veras, que ficou no Top 5 do Miss Brasil. Suely era declaradamente nacionalina e chegou a posar para uma foto histórica com Pelé, vestindo a camisa do Nacional.[148] Nesse ano, a vencedora do concurso nacional foi a catarinense Vera Fischer.
- Em 1992, a representante do Nacional e vencedora do concurso foi Ana Cristina Pereira.
Ver também
[editar | editar código]Livros
[editar | editar código]- Carlos Zamith (2008). Baú Velho 2 ed. [S.l.]: Valer. 426 páginas. 8575122518
- Carlos Zamith (2006). Histórico das 42 decisões do campeonato profissional (1964-2005). [S.l.]: Muiraquitã. 158 páginas
- Silva, Carmen Novoa - Pepeta, Paginas de Vida e história: Editora Valer, 2009
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