Iranduba

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Disambig grey.svg Nota: Para clube de futebol feminino amazonense, veja Esporte Clube Iranduba da Amazônia.
Iranduba
  Município do Brasil  
Cidade de Iranduba vista do Rio Solimões.
Cidade de Iranduba vista do Rio Solimões.
Símbolos
Bandeira de Iranduba
Bandeira
Brasão de armas de Iranduba
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Cidade das Chaminés"
Gentílico irandubense
Localização
Localização de Iranduba no Amazonas
Localização de Iranduba no Amazonas
Iranduba está localizado em: Brasil
Iranduba
Localização de Iranduba no Brasil
Mapa de Iranduba
Coordenadas 3° 17' 06" S 60° 11' 09" O
País Brasil
Unidade federativa Amazonas
Região metropolitana Manaus
Municípios limítrofes Manaus; Manacapuru; Novo Airão.
Distância até a capital 34 km[1]
História
Emancipação 10 de fevereiro de 1981 (38 anos)
Administração
Prefeito(a) Francisco Gomes da Silva (DEM, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 2 215,033 km²
População total (estatísticas IBGE/2019[3]) 48 296 hab.
 • Posição AM: 11º
Densidade 21,8 hab./km²
Clima Equatorial (Am)
Altitude 92 m
Fuso horário Hora do Amazonas (UTC-4)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,613 médio
PIB (IBGE/2016[5]) R$ 636 014,04 mil
 • Posição AM: 8º
PIB per capita (IBGE/2016[5]) R$ 13 618 27
www.iranduba.am.gov.br (Prefeitura)
www.ale.am.gov.br/iranduba (Câmara)

Iranduba é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. Situado à margem esquerda do Rio Solimões, está conectado à capital amazonense através da Ponte Jornalista Phelippe Daou. Segundo estimativas do IBGE de 2019, o município possuía 48 296 habitantes.[6] Iranduba é considerado o maior produtor de hortifrutigranjeiros[7] e produz 75 % dos tijolos e telhas consumidos no estado.[8]

História[editar | editar código-fonte]

Dados arqueológicos indicam que a região do município de Iranduba esteve ocupada desde 7510 a.C até 2550 a.C. por grupos de caçadores-coletores que fabricavam instrumentos líticos lascados e acampavam em áreas de antigos paleocanais, onde hoje são conhecidas como Campinaranas. Após esse período há um hiato temporal até 300 a.C. com o surgimentos das primeiras ocupações de grupos ceramistas na região até o século XVI. A capital do estado conheceu época de grande prosperidade na última década do século XIX e primeiras décadas século XX, com o auge da era da borracha. Passado esse fastígio, Manaus experimentou um período de estagnação e até retrocesso e a economia do mesmo só se reativou com a implantação da Zona Franca de Manaus, florescendo em sua periferia vários núcleos populacionais entre eles Iranduba, que a partir de 1976, veio recebendo consideráveis melhoramentos urbanos. A Vila de Iranduba foi elevada a categoria de município em 10 de fevereiro de 1981 a partir da lei nº 12.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite da NASA mostra Iranduba à noite formando uma mancha urbana contínua com Manaus, através da Ponte Rio Negro.

O município de Iranduba está situado à margem esquerda do Rio Solimões, na confluência deste com o Rio Negro, a sudoeste da capital do Amazonas, da qual dista cerca de nove quilômetros, considerando a travessia da Ponte Rio Negro até o distrito de Cacau Pirêra.[10] Suas coordenadas geográficas são as seguintes: 03º 17' 06 de latitude sul e 60º 11' 09 de longitude W. Gr.

A localização do município permite a existência de dois ecossistemas diversos, e se na orla do Rio Negro figuram paisagens paradisíacas, praias, cachoeiras e florestas abundantes; ao longo do rio Solimões descortinam-se extensas áreas de várzea com atividades agrícolas, pesqueiras e de contemplação.

Iranduba está a 30 metros acima do nível do mar e possui uma área de 2 215 quilômetros quadrados.[11]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 48 296 habitantes em 2019, o que o coloca como o décimo-primeiro município mais populoso do Amazonas.

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Hospedagem regional

O município concentra hotéis de selva. Os visitantes podem praticar atividades como canoagem, focagem de jacaré, pesca de piranha, e observar a fauna e a flora. Alguns estabelecimentos oferecem ainda passeios pelos igarapés e visitas as comunidades indígenas. Os estabelecimentos variam de acordo com o número de apartamentos, estilo e infraestrutura oferecida aos hóspedes.

Turismo rural

Junto com o município de Rio Preto da Eva, Iranduba participa da rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar (TRAF), um programa coordenado pelo Governo Federal, por meio dos ministérios do Turismo e do Desenvolvimento Agrário.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Iranduba abriga dois dos principais polos de produção de artesanato do Estado do Amazonas: as comunidades dos lagos Janauari e Acajatuba. No primeiro, há vários flutuantes onde diversos artesãos expõem seus trabalhos, entre eles, lindas peças entalhadas em madeira, cocares, pulseiras e brincos.Dos destaques de pulseiras e brincos. O lago possui ainda um restaurante e serviços de guias para receber os visitantes.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A gastronomia é baseada em peixes de água doce e frutas tropicais, como cupuaçu, tucumã, pupunha e açaí, entre outros. Os turistas saboreiam pratos da cozinha regional caseira em bares e lanchonetes e restaurantes. Outra opção é escolher o peixe diretamente dos rios e viveiros locais.

Sítios arqueológicos[editar | editar código-fonte]

Iranduba é o município amazonense com maior número de sítios arqueológicos registrados, com mais de 100 sítios descobertos até o momento. Desde 1995 é desenvolvido no município o Projeto Amazônia Central (PAC), coordenado pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - Mae/Usp, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas, com trabalhos de escavação, formação de profissionais técnicos e educação patrimonial.

Acesso[editar | editar código-fonte]

O transporte aéreo e fluvial é realizado através do Aeroporto Internacional de Manaus e Porto de Manaus, respectivamente. Partindo de Manaus, para chegar ao município de Iranduba por via terrestre basta atravessar a Ponte Rio Negro.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. distanciasentrecidades.com. «Distância entre Manaus, AM, Brasil e Iranduba, AM, Brasil». Consultado em 8 de julho de 2019 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de agosto de 2019). «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1 de julho de 2019» (PDF). Consultado em 28 de agosto de 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 1 de dezembro de 2017. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2019 
  6. «IBGE Cidades: Iranduba». IBGE. cidades.ibge.gov.br. Consultado em 1 de outubro de 2018 
  7. «Incra e MDA entregam equipamentos e promovem ações de cidadania em Iranduba (AM)». www.incra.gov.br. Consultado em 7 de maio de 2016 
  8. Maciel, Cleiton Ferreira; Valle, Maria Izabel de Medeiros; Maciel, Jeanne Mariel Brito de Moura (5 de junho de 2013). «"Homens do barro" e estratégias empresariais: uma análise da relação capital-trabalho no polo oleiro-cerâmico de Iranduba-AM». Plural - Revista de Ciências Sociais. 20 (1): 9–30. ISSN 2176-8099. doi:10.11606/issn.2176-8099.pcso.2013.69561 
  9. C. de Mello-Leitão (1941). Gaspar de Carvajal, Alonso de Rojas e Cristobal de Acuña. Descobrimentos do rio das Amazonas. [S.l.]: Cia. Editora Nacional 
  10. «Manaus – Cacau Pirêra». de Pte. Rio Negro a Estr. Manoel Urbano. Consultado em 1 de outubro de 2018 
  11. Ewsite.NET. «Portal Iranduba». iranduba.com.br. Consultado em 24 de agosto de 2018