Santos Futebol Clube (Manaus)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Santos
Santos Futebol Clube (Manaus).jpg
Nome Santos Futebol Clube (Manaus)
Fundação 1º de maio de 1952
Estádio Parque Amazonense
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
editar

O Santos Futebol Clube foi um clube de futebol brasileiro da cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Suas cores eram o azul e branco.

História[editar | editar código-fonte]

O Santos foi fundado por Eugênio Sicilli Ribeiro, um rico cidadão da cidade de Manaus. Torcedor do Santos Futebol Clube de São Paulo, ele decidiu criar um time com o mesmo nome, mas com outras cores para dar originalidade. Convidou alguns amigos para tal, e, no primeiro dia de maio de 1952, estava fundada a equipe.

O time, após criado, ficou parado quase o resto do ano todo, uma vez que o Campeonato Amazonense daquele ano já havia se iniciado. Somente em dezembro o time entrou em campo pela primeira vez; fez um jogo beneficente contra a seleção da cidade e empatou por 1 x 1.

No ano seguinte, entretanto, o clube trabalhou sério. Participou do Torneio Início e do Amazonense, além de um torneio amigável de pequena monta, e fez campanhas apenas razoáveis. Em 1954 e 1955, a mesma coisa. Cansado de presidir um time que não se destacava nem aumentava de torcida, Eugênio Ribeiro contratou para o time o atacante Fábio Andrade, conhecido no futebol local, e o técnico José Carlos Maranuá, famoso por fazer bons trabalhos em clubes do Centro-oeste.

As campanhas estaduais de 1956 foram melhores, mas ainda sem títulos. Entretanto, o time ingressou, naquele ano, num campeonato chamado Taça Magna de Manaus, que envolvia alguns clubes profissionais, mas a maioria era de amadores. O Santos foi campeão invicto, com Fábio na artilharia.

No ano seguinte, durante o Amazonense, que ia bem, iniciou-se a construção do Estádio Manoel Ribeiro (o pai de Eugênio), protagonizada pelo Santos. Era um campo de dimensões mínimas com arquibancadas para três mil pessoas. O Santos foi vice-campeão estadual e disputou a Taça já no Manoel Ribeiro, sendo de novo campeão.

Em 58, Eugênio Ribeiro trouxe alguns reforços que custaram uma quantia considerável; com um time de qualidade e entrosado com o técnico, finalmente a equipe foi campeã amazonense. As finanças do clube andavam doentes; Eugênio ainda quis distribuir "bichos" para os atletas, acabando com a conta bancária do Santos.

Para conter despesas, o clube decidiu não participar da Taça e não treinar durante todo o tempo. Parte dos atletas foi vendida. Em 1959, a equipe fez um Torneio Início ruim, mas Eugênio insistiu em colocá-la no Amazonense. No primeiro jogo, Fábio Andrade se lesionou e ficou de fora o resto da competição. Bastou isso para que a equipe fosse um fiasco, fazendo sua pior campanha na história.

Após o campeonato, Eugênio decidiu vender Fábio, e assim saldou o restante das dívidas. Entretanto, José Maranuá, que era outro sustentáculo do time, teve de viajar ao Mato Grosso para supostamente cuidar da mãe doente; no entanto, semanas depois, Eugênio descobriu que a mãe de Maranuá morrera há tempos, e a história era um pretexto. Na verdade, o tecnico recebera uma excelente proposta de um time local e decidira sair do Santos sem despedidas. Quando contatado pela diretoria do Santos, não respondeu. O time amazonense havia perdido mais uma peça fundamental.

Sem as duas peças fundamentais, o time foi surrado de todas as maneiras em 60, nos estaduais. Eugênio desistiu de comandar a equipe e renunciou em favor de Eriberto Alvaréz. O novo presidente terminou de acabar com o time; vendeu o estádio e doou todo o dinheiro para uma instituição de caridade. Após péssimas campanhas seguidas, o clube não teve saída senão acabar.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]