Parque Estadual do Jaraguá

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Parque Estadual do Jaraguá
Categoria II da IUCN (Parque Nacional)
Vista do pico do Jaraguá
Localização
País  Brasil
Estado  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo
Microrregiões São Paulo
Localidades mais próximas Zona Norte do Município de São Paulo, Osasco.
Dados
Área &0000000000000492.680000492,68 hectares (4 9 km2)
Criação 3 de maio de 1961 (56 anos)
Gestão Instituto Florestal e Fundação Florestal
Coordenadas 23° 27' 34.3" S 46° 46' 02.8" O
Parque Estadual do Jaraguá está localizado em: Brasil
Parque Estadual do Jaraguá

O Parque Estadual do Jaraguá é um parque brasileiro do estado de São Paulo, Brasil. A área de preservação foi criada em 1961, em torno do Pico do Jaraguá, o ponto mais alto do município de São Paulo, elevando-se a uma altitude de 1.135 metros, na Serra da Cantareira.[1]

É um parque remanescente de Mata Atlântica, onde podemos encontrar a casa do Afonso Sardinha, que hoje é tombada pelo patrimônio histórico,[2] do lado da casa também podemos encontrar o local onde os escravos lavavam os ouros que eram encontrados no local. Tem três trilhas, onde podemos entrar em total contato com a natureza. Também podemos encontrar tribo de índios que até hoje vivem lá.

Com área de 491,98 hectares, localizado na Zona Noroeste da cidade de São Paulo, onde passa o Trópico de Capricórnio.[3] Seu maior atrativo é o Pico do Jaraguá, que em Tupi significa "senhor do vale". Devido à sua imponência, é ponto de referência para quem chega ou deixa a capital pelo sistema Anhangüera-Bandeirantes.

O parque é considerado um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana de São Paulo. Pela proximidade com essa mancha urbana, este bioma encontra-se entre os mais ameaçados do planeta.[1] Localizado na região noroeste da cidade de São Paulo, mais precisamente no bairro do Jaraguá, têm como vizinhos os bairros de Perus e Pirituba e o município de Osasco.

Características[editar | editar código-fonte]

Aldeia do Jaraguá-Itu[editar | editar código-fonte]

Mirante do pico

A Aldeia do Jaraguá-Itu teve início na década de 1960 com a chegada ao local da família de Joaquim Augusto Martins e sua esposa, dona Jandira Augusta Venício (atual cacique). A aldeia subdivide-se em “parte de baixo” e “parte de cima”. A de baixo é a mais antiga e onde moram a Cacique Jandira e seus filhos, noras, genros e netos. O local é histórico, onde já houve a extração de ouro. A estrada turística divide os lotes de terra. "A parte de cima", denominada Tekoa Pyau, ainda não está regulamentada em nome dos indígenas, lá vivem 160 pessoas, sendo 53 crianças. Todos vivem em extrema pobreza pedindo esmolas nas feiras-livres dos bairros adjacentes e recebendo alimentos da FUNAI.[4]

Em 1997 a aldeia recebeu a visita do sertanista Orlando Villas Bôas. Orlando levou alguns índios para um colégio da região, fez uma palestra, contou muitas histórias e respondeu perguntas de alunos. A aldeia mantém a língua e os costumes guaranis e sobrevive do artesanato.[5]

Natureza ao lado da trilha

Trilhas[editar | editar código-fonte]

O parque conta com várias trilhas, como a Trilha do Pai Zé, que entre a vegetação atlântica leva ao topo, Trilha da Bica e Trilha do Silêncio (especialmente desenvolvida e instalada para passeio com grupos de terceira idade, e portadores de necessidades especiais).[carece de fontes?]

Existe uma estrada asfaltada (Estrada Turística do Jaraguá) que leva ao pico com a extensão de 5.356 metros de comprimento, que inicia na rodovia Anhanguera e termina no topo.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Áreas protegidas do Brasil

Referências

  1. a b «Sobre o Parque». Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Consultado em 24 de novembro de 2013 
  2. «Fundação Florestal obtém reintegração de posse do "Casarão do Afonso Sardinha", no Parque Jaraguá». Fundação Florestal de S. Paulo. 14 de fevereiro de 2012. Consultado em 24 de novembro de 2013 
  3. «Informações ao Usuário» 
  4. Solange Spigliatti (14 de setembro de 2009). «TRF: indígenas continuarão em terras do Pico do Jaraguá». Estadão. Consultado em 24 de novembro de 2013 
  5. Anelize Moreira (13 de setembro de 2013). «Indígenas reivindicam demarcação de terras e infraestrutura em São Paulo». Rede Brasil Atual. Consultado em 24 de novembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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