Estação Ecológica de Itirapina

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Estação Ecológica de Itirapina
Categoria Ia da IUCN (Reserva Natural Estrita)
Represa do Broa, mostrando, em primeiro plano, a Estação Ecológica (à esquerda) e a Estação Experimental de Itirapina (à direita)
Localização Itirapina e Brotas, SP
Dados
Gestão Instituto Florestal
Coordenadas 22° 13' 10" S 47° 53' 54" O
Estação Ecológica de Itirapina está localizado em: São Paulo
Estação Ecológica de Itirapina
Diferentes tipos de fisionomias de Cerrado que ocorrem na ESEC Itirapina [1]

A Estação Ecológica de Itirapina (ESEC Itirapina) é uma unidade de conservação (UC) de proteção integral com área de ~ 2.300 hectares, vizinha à Estação Experimental de Itirapina (EEI), localizada entre os municípios de Itirapina e Brotas, SP. Instituída pelo Decreto Estadual n.º 22.335 de 07 de junho de 1984[2], figura entre as unidades de conservação estaduais, sendo o Instituto Florestal responsável por sua gestão.

Devido ao caráter de proteção integral, as atividades autorizadas na ESEC Itirapina são a pesquisa científica e a educação ambiental.

Histórico de criação[editar | editar código-fonte]

Antes da criação da UC em 1984[2], a área que hoje compõe a ESEC Itirapina fazia parte do programa de fomento a pesquisa com espécies exóticas (Pinus sp., e Eucalyptus sp.,) da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. Contudo, devido a dificuldade de acesso ao local, o plantio dessas espécies nunca chegou a ser concretizado, exceto três talhões de Pinus sp. (um talhão na porção sul e dois talhões na porção norte) que, juntos, totalizaram 75 hectares[3].

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A ESEC Itirapina abriga os maiores e mais diversos fragmentos de fisionomias abertas do Estado de São Paulo[3]. Sua vegetação é caracterizada, principalmente (94%), pelas formações campestres do Cerrado sensu lato, sendo: campo limpo, campo úmido, campo sujo e campo cerrado.[4] Pequenas manchas de cerrado sensu stricto e cerradão ocorrem às margens da Represa do Broa. O gradiente de vegetação apresenta influência das variações de profundidade do lençol freático na área.[5]

Dois talhões de Pinus sp. foram removidos nos anos 2000. Contudo, resta um talhão de Pinus caribaeae var. bahamensis na porção norte (Brotas) com área de 25 hectares, cuja remoção é prevista para ocorrer ao fim do experimento de melhoramento genético.

Referências

  1. Conciani, Dhemerson; Souza, Yuri Silva de; Ruffino, Paulo Henrique Peira; Zanchetta, Denise (25 de junho de 2018). «Análise Temporal da Invasão Biológica de Pinus sp. em Área Úmida do Domínio Cerrado (Temporal analysis of biological invasion by Pinus spp. in humid area of Cerrado domain)». Revista Brasileira de Geografia Física. 11 (2): 521–531. ISSN 1984-2295. doi:10.26848/rbgf.v11.2.p521-531 
  2. a b «Decreto n° 22.335, de 07/06/1984» 
  3. a b Zanchetta, Denise (2006). «Plano de manejo integrado das Unidades de Itirapina» (PDF). Instituto Florestal. Consultado em 20 de Agosto de 2018 
  4. Tannus, João L. S.; Assis, Marco A.; Morellato, L. Patrícia C. (2006). «Reproductive phenology in dry and wet grassland in an area of Cerrado at southeastern Brazil, Itirapina - SP». Biota Neotropica. 6 (3): 0–0. ISSN 1676-0603. doi:10.1590/S1676-06032006000300008 
  5. Leite, Marcelo Boccia (2014). A influência dos fatores abióticos na determinação dos padrões florísticos existentes na estação Ecológica de Itirapina, SP. Tese de doutorado, UFSCar, São Carlos. link.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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