Obelisco de São Paulo

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Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32
Passagem da Tocha Olímpica em SP (28605512140).jpg
O Obelisco (72 m de altura).
Autor Galileo Ugo Emendabili
Data da construção 1947 - 1970
Cidade São Paulo, SP
Órgão CONDEPHAAT e Conpresp

O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera ou Obelisco de São Paulo, é um monumento funerário brasileiro que se localiza na área do Parque do Ibirapuera - ainda que separado do restante do parque pela Avenida Pedro Álvares Cabral - no bairro da Vila Mariana, Centro-Sul da cidade de São Paulo.

Símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932, o obelisco é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. O monumento começou a ser construído em 1947 e foi concluído em 1970, porém sua inauguração ocorreu em 9 de julho de 1955,um ano após a do Parque do Ibirapuera e do Monumento às Bandeiras.[1] O Obelisco é um projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, que chegou ao Brasil em 1923, fugindo do regime fascista na Itália. Foi feito em puro mármore travertino e sua execução foi confiada ao engenheiro alemão radicado no Brasil, Ulrich Edler.

Tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico, o mausoléu do Obelisco guarda os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o M.M.D.C.) - mortos durante a Revolução de 1932 - e de outros 713 ex-combatentes. O interior do Obelisco tem forma de cruz, onde são encontrados painéis feitos com pastilhas de mosaico veneziano que representam o nascimento, o sacrifício e a ressurreição de Jesus, 800 urnas funerárias e três capelas.[2] O jardim que abriga o monumento aponta para a Avenida 23 de Maio, data em que os quatro estudantes revolucionários foram mortos.[3] Guilherme de Almeida e Ibrahim de Almeida Nobre, ex-combatentes e, respectivamente, considerados como o poeta de 32 e o tribuno de 32, se encontram sepultados no mausoléu, bem como Paulo Virgínio, considerado um mártir do movimento.

Inscrições[editar | editar código-fonte]

Detalhe da inscrição feita na base do Obelisco.
Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 no interior do monumento

O obelisco tem inscrições acompanhadas de ícones em suas quatro faces. Iniciando pela face norte, seguindo pela face oeste, sul, e finalmente leste. O poema escrito é texto de Guilherme de Almeida, feito como homenagem aos revolucionários de 1932. Abaixo segue o texto:
"Aos épicos de julho de 32, que,
fiéis cumpridores da sagrada promessa
feita a seus maiores - os que
moveram as terras e as gentes por
sua força e fé - na lei puseram sua
força e em São Paulo sua Fé."

À base do monumento, junto à entrada da capela e da cripta, voltadas ao Parque do Ibirapuera, há outra inscrição, de autoria do jornalista pinhalense Dr. Antônio Benedicto Machado Florence.[4][5], embora também comumente atribuída a Guilherme de Almeida:[6]

"Viveram pouco para morrer bem
morreram jovens para viver sempre."

Simbologia[editar | editar código-fonte]

A soma dos algarismos da altura da obra (72 metros, i.e. 7 + 2) totaliza nove, e são nove os degraus na entrada. A simbologia é complementada pelo desenho do gramado ao redor do Obelisco, que possui área de 1932 metros quadrados e forma um coração onde está enfincada a espada (o obelisco) que sagrou a vitória política, apesar da derrota militar dos paulistas. Afinal, ao ver seu governo em risco, o presidente Getúlio Vargas dá início ao processo de reconstitucionalização do país, levando à promulgação em 1934 de uma nova constituição nacional. Outros dados e simbologia: tem 72 metros de altura; a base maior do trapézio, no chão, para quem olha o monumento de frente, tem 9 metros; a base menor, em cima, tem sete metros; a largura da cripta, embaixo, tem 32 metros (assim, quem olha de frente o perfil da planta observa os números 32 - 9 - 7, que lembram o ano, o dia e o mês da Revolução Constitucionalista de 1932).[7] Os 33 arcos do mausoléu representam os 33 graus da maçonaria.[8]

Reforma[editar | editar código-fonte]

O Obelisco Mausoléu ficou fechado à visitação por 12 anos, recebendo público apenas em eventos especiais como o de comemoração ao dia 9 de Julho. Ele foi reaberto dia 9 de dezembro de 2014 após passar por uma reforma que solucionou problemas hidráulicos e de acústica no mausoléu. Segundo o Governo do Estado de São Paulo, as obras custaram em torno de onze milhões de reais[9].

Galeria de imagens do Obelisco[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]