Miguel Costa

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Miguel Costa
Nome nativo Miguel Alberto Crispim Rodrigo da Costa
Nascimento 3 de dezembro de 1885
Buenos Aires
Morte 2 de setembro de 1959 (73 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Ocupação político, militar
Empregador Força Pública

Miguel Alberto Crispim Rodrigo da Costa (Buenos Aires, 3 de dezembro de 18852 de setembro de 1959) foi um militar brasileiro, conhecido por sua participação nas Revoluções de 1924 e 1930, Revolução Constitucionalista de 1932 e notadamente na Coluna Prestes[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ainda criança, imigrou com a família para o Amarante fixando residência em Piracicaba. Em 7 de setembro de 1897, mudaram-se para a cidade de São Paulo, onde aos quinze anos de idade iniciou sua carreira militar na Força Pública de S. Paulo chegando em 1922 à patente de major fiscal do Regimento de Cavalaria.

Durante a Greve Geral de 1917, o então capitão de cavalaria Miguel Costa recebera ordens do governo paulista para acabar com o movimento grevista nas regiões fabris do Brás, Mooca e Belenzinho. Ao chegar nessa região, receberia uma pedrada de um grevista. Apesar desse incidente, não ordenaria a tropa revidar a agressão,e apeou do cavalo se dirigindo aos grevistas para ouvir suas reivindicações. Posteriormente intermediaria um acordo entre os grevistas e o dono de uma das fábricas.[2][3]

Revolução de 1924[editar | editar código-fonte]

Elevado a major[4] e comandante do Regimento de Cavalaria da Força Pública, Miguel Costa seria um dos militares que se rebelariam contra o governo paulista em 5 de julho de 1924, na chamada Revolução de 1924. Após sublevar o Regimento de Cavalaria da Força Pública na madrugada do dia 5, Miguel Costa reuniria sua tropa à do 4º Batalhão de Caçadores de Santana, liderado pelos tenentes Joaquim Távora e Eduardo Gomes, na tomada do 1º Batalhão de Infantaria. As tropas do governo reagiriam, retomando o 4º Batalhão e prendendo os irmãos Juarez e Joaquim Távora junto com outros rebelados. Para libertá-los, Miguel Costa ordena o bombardeamento do batalhão. Comandadas por Eduardo Gomes, as tropas rebeldes derrotam as tropas governistas e libertam soldados rebeldes aprisionados. Até o final do dia o movimento rebelde se estenderia ao 4º Regimento de Infantaria do Exército em Quitaúna, enquanto que Miguel Costa seria alçado provisoriamente à liderança do movimento por ser até aquele momento o militar de maior patente a se rebelar. Posteriormente , o comando do movimento rebelde seria entregue ao general Isidoro Dias Lopes, que se desentenderia com Miguel Costa, principalmente após a derrota do movimento rebelde.

Após três semanas de luta, onde tomariam a cidade de São Paulo,que seria bombardeada por tropas governistas e parcialmente destruída- obrigando o governador Carlos de Campos a abandonar a cidade-os rebeldes seriam derrotados e sob ordens do general Isidoro, Miguel Costa e 3000 homens abandonariam a capital, dirigindo-se de trem para o Paraná, onde marchariam até as proximidades de Foz do Iguaçu, sendo perseguidos por tropas federais comandadas pelo Marechal Rondon.[5]

Em meados de outubro de 1924, militares gaúchos inconformados com o Pacto de Pedras Altas (que encerraria a Revolução de 1923) decidiram marchar para o Paraná, onde planejaram se unir aos revoltosos paulistas. Somente em abril do ano sguinte que as tropas gaúchas e paulistas se uniriam formando a 1ª Divisão Revolucionária, conhecida como Coluna Miguel Costa.[5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • COSTA,Yuri Abyaza, Miguel Costa: um herói brasileiro São Paulo, 2010, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. 184pp.
  • SÃO PAULO, Folha de, História do Brasil, São Paulo, 2ª edição, 1997, Publifolha pp 211-213 e 223.

Referências

  1. «Faleceu o gen. Miguel Costa». Folha da Manhã, ano XXXV, número 10848, Assuntos diversos, página 10. 3 de setembro de 1959. Consultado em 15 de fevereiro de 2013 
  2. Ricardo Galhardo (23 de janeiro de 2013). «PM de São Paulo homenageia golpe de 1964 em símbolo da corporação». Portal Ig. Consultado em 15 de fevereiro de 2013 
  3. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. «Miguel Costa». Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 16 de fevereiro de 2013 
  4. Renato Cancian (5 de junho de 2006). «Governo Artur Bernardes (1922-1926): Estado de sítio e Coluna Prestes». UOL Educação. Consultado em 16 de fevereiro de 2013 
  5. a b Anita Leocádia Prestes. «Coluna Prestes-uma epopéia brasileira». Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho. Consultado em 16 de fevereiro de 2013. Cópia arquivada em 4 de maio de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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