Paulo Virgínio

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Alegoria a Paulo Virgínio, em óleo sobre tela pelo artista cachoeirense Nelson Lorena. Do acervo da Família Lorena.

Paulo Gonçalves dos Santos (Cunha, 1899 — Cunha, 1932), mais conhecido como Paulo Virgínio, foi um agricultor brasileiro. Tornou-se notório como mártir paulista na Revolução Constitucionalista de 1932 após ser morto pelas tropas de Getúlio Vargas na cidade de Cunha.[1]

Em sua homenagem, a rodovia que liga Guaratinguetá a Cunha recebeu o seu nome: Rodovia Paulo Virgínio, a SP-171.

Fuga para proteger a família[editar | editar código-fonte]

Em 1932, nas proximidades da cidade de Cunha, durante a Revolução Constitucionalista, quando um batalhão da marinha do Rio de Janeiro composto de 400 praças subiu a Serra do Mar com a intenção de chegar a capital pelo Vale do Paraíba.

O agricultor, já que morava próximo à divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com o intuito de proteger seus cinco filhos e sua esposa dos embates do conflito, fugiram para o mato e para grotões na Serra do Indaiá.

Certa vez, saiu para buscar alimento para sua família e não voltou. Ele havia sido capturado pelas tropas fluminenses e torturado com a finalidade de fornecer informações sobre a posição das forças paulistas. Como se recusou a fornecê-las, foi obrigado a cavar a própria sepultura e executado.[1]

De acordo com a tradição, Virgínio teria morrido afirmando: "Morro, mas São Paulo vence!".[1]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Monumento em homenagem a Paulo Virgínio, entrada de Cunha (São Paulo) pela divisa com Paraty

Em sua homenagem há um monumento na entrada da cidade de Cunha subindo a Serra do Mar. E o seu nome foi dado ao primeiro trecho da rodovia SP-171, que liga as cidades de Guaratinguetá e Cunha. No final do segundo trecho da rodovia entre Cunha e a divisa com Paraty está o monumento onde Virgínio teve de cavar a própria sepultura.

O seu nome está em mais de dez monumentos históricos, colégios e ruas em cidades paulistas.

A Prefeitura Municipal de Cunha instituiu a medalha "Paulo Virgínio - Herói Constitucionalista" para distinguir o "apoio, contribuição e ajuda à Memória da Revolução de 1932".

O seu corpo está sepultado no Mausoléu do Obelisco de São Paulo ao lado de Guilherme de Almeida, o "poeta de 32" e de Ibrahim de Almeida Nobre, heroi e "tribuno de 32" separados por um altar, logo atrás do túmulo do "herói jacente" que abriga os despojos das primeiras vítimas da Ditadura, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), debaixo da abóbada da cripta.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Montenegro, Benedicto (1936). Cruzes Paulistas. São Paulo: Civilização Brasileira. pp. p.740