Antônio Américo Camargo de Andrade

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Antônio Américo de Andrade
Nome completo Antônio Américo Camargo de Andrade
Nascimento 03 de dezembro de 1901
São Paulo,São Paulo, Brasil
Morte 23 de maio de 1932 (30 anos)
São Paulo, São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Hermelinda Nogueira de Camargo
Pai: Nabor de Camargo Andrade
Cônjuge Inaiah Teixeira de Camargo

Antônio Americo de Camargo Andrade (São Paulo, 3 de dezembro de 1901São Paulo, 23 de maio de 1932) foi uma dentre as pessoas mortas na manifestação ocorrida em 23 de maio de 1932 na capital paulista que, entre outras razões, veio a motivar a Revolução Constitucionalista de 1932. Seu nome integrou a sigla e designação simbólica M.M.D.C..[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antônio Américo Camargo de Andrade nasceu no dia 3 de dezembro de 1901 em São Paulo, filho de Nabor de Camargo Andrade e de Hermelinda Nogueira de Camargo. Era casado com Inaiah Teixeira de Camargo e tinha três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda. Tinha os irmãos, Cyro de Camargo de Andrade, Laura Camargo de Andrade e Rita de Camargo Sampaio Ferraz. Pertencia a uma tradicional família de cafeicultores da região de Amparo, no interior paulista.[1]

Cartão-postal em homenagem ao MMDC

No dia 23 de maio de 1932, participou da manifestação ocorrida na frente da sede do Partido Popular Paulista, na rua Barão Itapetininga, Praça da República, em São Paulo. Naquela ocasião foi, junto com outros estudantes, alvejado a tiros pela fuzilaria de tropas federais comandadas por Getúlio Vargas, disparados de dentro daquele prédio, vindo a óbito naquele mesmo local.[1]

Com o Decreto de n.º 24.712, de 6 de Julho de 1955 do Governo do Estado de São Paulo, seus restos mortais foram trasladados para o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932.[1]

Em 2011, com a lei federal nº 12.430, o seu nome e de Dráusio Marcondes de Souza, de Euclides Bueno Miragaia e de Mário Martins de Almeida foram inscritos no Livro dos Heróis da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. O episódio ocorrido naquela manifestação, que resultou na morte dessas quatro pessoas, foi uma das razões que motivaram a Revolução Constitucionalista de 1932. Assim, eles se tornaram mártires e símbolos daquele movimento, denominados pela sigla M.M.D.C., respectivamente: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que por sua vez também era a denominação da organização clandestina que veio a conspirar contra o governo provisório de Vargas, contribuindo na articulação e coordenação daquela Revolução.[1]

Em 2004, foi acrescido ao MMDC a letra "A", em homenagem a Orlando de Oliveira Alvarenga que, também ferido naquele episódio, veio a falecer após mais de 2 meses internado.[2][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Montenegro, Benedicto (1936). Cruzes paulistas. São Paulo: Civilização brasileira. pp. 190–190 
  2. Montenegro, Benedicto (1936). Cruzes paulistas. São Paulo: Civilização brasileira. pp. 191–191 
  3. «Os heróis da Revolução Constitucionalista de 1932». 7 de julho de 2006 
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