Pátio do Colégio

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Pátio do Colégio
País
Pátio do Colégio, com o Museu Anchieta (à esquerda) e os prédios da Secretaria da Justiça e do Tribunal de Justiça (à direita)
Inauguração 25 de janeiro de 1554 (464 anos)
Cruzamentos Rua Boa Vista
Rua Anchieta
Rua Roberto Simonsen
Rua Dr. Bittencourt Rodrigues
Rua General Carneiro
Subprefeitura(s)
Bairro(s)

O Pátio do Colégio[1] é um sítio arqueológico, onde foi levantada a primeira construção da atual cidade de São Paulo, quando o padre Manuel da Nóbrega e o então noviço José de Anchieta, e outros padres jesuítas a pedido de Portugal e da Companhia de Jesus, estabeleceram um núcleo para fins de catequização de indígenas no Planalto.

É uma obra apostólica pertencente a Companhia de Jesus. Composto pelo Museu Anchieta, Auditório Manoel da Nóbrega, Galeria Tenerife, praça Ilhas Canárias (Café do Pátio), Igreja Beato José de Anchieta (abriga o fêmur de José de Anchieta), a Cripta Tibiriçá e a Biblioteca.

História[editar | editar código-fonte]

O pátio em 1862, mostrando o Palácio dos Governo (antigo Convento do Colégio, à esquerda) e a Igreja do Colégio (à direita).
O Palácio do Governo (à esquerda, já reformado) e a Igreja do Colégio (à direita), em 1887
O Palácio do Governo, com a Igreja do Colégio já demolida, ca. 1898.
Pátio do Colégio em 1902, mostrando parte do Palácio (à esquerda), a Polícia Central na rua do Carmo (ao fundo), e os prédios da atual Secretaria da Justiça (à direita). Foto de Guilherme Gaensly.

O Pátio do Colégio é o marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a catequização dos indígenas.[2]

Em 25 de janeiro de 1554, foi realizada, diante da cabana coberta de folhas de palmeira de cerca de noventa metros quadrados - ou, como descrita por Anchieta, de dez por catorze passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa) - a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. Este conhecido como Real Colégio de São Paulo de Piratininga.[2]

Em 1556, o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela construção em taipa de pilão de um colégio e igreja anexa. Brigas entre os colonos e os religiosos que defendiam os indígenas, culminaram na expulsão dos jesuítas do local em 1640, para onde só retornariam treze anos mais tarde. Na segunda metade do século XVII, foi erigida a terceira edificação, de taipa de pilão e pedra.[2]

O Pátio do Colégio foi sede do governo paulista entre os anos de 1765 e 1912, após a apropriação do local pelo Estado, servindo como palácio dos Governadores, devido à expulsão dos jesuítas de terras portuguesas, determinada pelo marquês de Pombal em 1759. Com a mudança, o Pátio do colégio recebeu o nome de Largo do Palácio, comportando assim o centro cívico e cultural da cidade.[2]

Em 1770, passou a abrigar a sessão inaugural da Academia Paulista de Letras, a chamada “Academia dos Felizes”. Nos arredores foram constituídos a Casa de Ópera, a Casa de Fundição, as feiras da Rua do Carmo, o conjunto de habitações do Solar da Marquesa e o comércio da Ladeira do Palácio.[2]

O antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas reformas durante todo esse período, sobretudo no último quartel do século XIX. Algumas tiveram como objetivo adaptar o Palácio do Governo às repartições provenientes do desenvolvimento dos serviços públicos. Em 1881, Florêncio de Abreu, ao assumir a presidência da província, realizou transformações radicais no palácio. Remodelou-se totalmente a fachada principal; e sua ala perpendicular, local onde funcionou a primeira sede do Correio Geral de São Paulo, foi derrubada.[2]

Em 1896, o palácio dos Governadores foi parcialmente demolido e modificado, e em 1953, foi completamente demolido. A edificação atual, que tem inspiração na construção original seiscentista, foi construída entre 1954 e 1979. Nela, há fragmentos de uma parede de 1585, remanescente do antigo colégio dos jesuítas.[2] Abriga o Museu Anchieta,[2] que reúne um acervo de aproximadamente 700 objetos, expostos em seis salas. [3]

Em 2018, o edifício sofreu pichações em sua fachada, feitas pelo mesmo grupo responsável por atos semelhantes no Monumento às Bandeiras e na estátua do Borba Gato, em 2016, e o Estádio do Morumbi, em 2017.[4]

Atividades[editar | editar código-fonte]

Religiosas[editar | editar código-fonte]

São celebradas missas diárias na Igreja, ao meio dia. Aos domingos, a missa é celebrada às 10:00 horas. A Bênção das Rosas é uma solenidade que foi introduzida pelos jesuítas no Brasil na solenidade que criou a Congregação de Nossa Senhora do Rosário na Vila de Piratininga em 1583. As rosas foram trazidas para o Brasil pelo Padre Anchieta 1560 e 1570. A casa também promove retiros na linha dos exercícios espirituais inacianos, assim como celebrações matrimoniais e cursos de temática religiosa.[carece de fontes?]

Culturais[editar | editar código-fonte]

A instituição mantém uma programação de concertos com orquestras e corais. Todo terceiro domingo do mês às 11 horas são oferecidas atividades culturais gratuitas. O público adulto pode apreciar concertos e apresentações de grupos folclóricos, já as crianças participam de uma série de oficinas de arte e história, teatro de fantoche, caça ao tesouro etc. O museu possui um acervo de arte sacra e diferentes suportes da memória, como iconografia inédita, textos explicativos, mapas e maquete sobre a história do Pátio do Colégio e da cidade de São Paulo no século XVI. A Biblioteca Padre Antônio Vieira é especializada em história do Brasil e da Companhia de Jesus. Possui seis mil títulos catalogados e mais sete mil em catalogação.[5]

Edifícios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Para efeitos turísticos, o Pátio do Colégio é denominado Pateo do Collegio, usando grafia arcaizante.
  2. a b c d e f g h i j k «Pateo do Collegio – Linha do tempo – Pateo do Collegio». www.pateodocollegio.com.br. Consultado em 8 de abril de 2017 
  3. Sampaio, Leandro. «Museu Anchieta». www.cidadedesaopaulo.com. Consultado em 26 de abril de 2017 
  4. Mengue, Priscila. "Pichador do Pátio do Colégio também atacou Monumento às Bandeiras e Estádio do Morumbi". O Estado de S. Paulo, 13 abr. 2018. link.
  5. Sampaio, Leandro. «Pateo do Collegio». www.cidadedesaopaulo.com. Consultado em 26 de abril de 2017 
  6. Divisão de Acervo Histórico da Assembleia Legislativa. "Prédio erguido por jesuítas no Pátio do Colégio foi primeira sede da Assembleia". Agência de Notícias da ALESP, 25/09/2014. [1].
  7. a b c KUHN, João Carlos Santos. Resistências sagradas: Pátio do Colégio, secularização e reconstrução. 2016. Dissertação (Mestrado em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, University of São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-20122016-160918/>. Acesso em: 2017-12-16.
  8. RIBEIRO, A. S. 5 de julho: 80 anos de uma revolução. Agência de Notícias da ALESP, 02/07/2004. [2].

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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