Edifício Matarazzo

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Edifício Matarazzo
Palácio do Anhangabaú, sede da prefeitura de São Paulo, no centro da cidade.
Nomes alternativos Palácio do Anhangabaú
Tipo Palácio
Estilo dominante Racionalismo italiano
Arquiteto Marcello Piacentini
Início da construção 1937
Fim da construção 1939
Inauguração 1939
Dimensões
Altura 46 m
Número de andares 14
Local São Paulo
 Brasil
Endereço Viaduto do Chá, 15, Centro

O Edifício Matarazzo, também conhecido como Palácio do Anhangabaú, é a sede da prefeitura da cidade de São Paulo desde 2004. Por ter pertencido anteriormente ao Banco Banespa, tem o apelido de Banespinha.

Está localizado no Vale do Anhangabaú, junto ao Viaduto do Chá. É conhecido por seu telhado verde, localizado no último andar do edifício. Também possui um heliponto.

História[editar | editar código-fonte]

Edifício Matarazzo anos 1950 visto da Praça Ramos de Azevedo.

Foi projetado pelo arquiteto italiano Marcello Piacentini, a mando do empresário Francisco Matarazzo Júnior, e abrigou por anos a sede de suas indústrias. O projeto possui estilo neoclássico simplificado, desenvolvido por Piacentini e largamente utilizado na Itália nos anos 30, utilizando simbologia da época do Império Romano e que foi também adotada pelo regime fascista.

O prédio tem 14 andares e 27.800 m² de área construída. Como muitos prédios da época, o Matarazzo não possui 13º andar por superstição [1]. Desde a década de 1960 há um jardim no terraço com mais de 400 espécies vegetais e um pequeno lago com carpas, o que deixa o visual do prédio diferente dos demais.[2]

Ao longo dos anos o edifício serviu como sede das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo desde sua inauguração até 1972, quando foi vendido ao Grupo Audi;[3] em 1974 foi adquirido pelo Banco Banespa e depois em 2004 pela prefeitura da cidade de São Paulo [4]. Em 1992, o imóvel foi tombado pelo CONPRESP, considerado o valor histórico, social e urbanístico da região do Vale do Anhangabaú para a cidade de São Paulo.[5]

Mediante acordo feito com o Banespa, o edifício foi cedido à prefeitura como parte da negociação da divida de R$ 885 milhões que a extinta CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos) tinha com esse banco, até então proprietário do prédio. Ficou acordado que o município passaria a dever R$ 156 milhões, a serem pagos em quatro anos para o novo Banco Santander Banespa, que em contrapartida ganhou o direito de competir pelas contas dos funcionários públicos.[6]

Desde setembro de 2015 a Prefeitura de São Paulo abriu sua sede para receber visitações guiadas gratuitas, liberando o acesso a mais um patrimônio histórico na região central da cidade. Essa medida vai ao encontro das políticas de ocupação do espaço público implementadas pela administração municipal e tem como objetivo aproximar a população e os turistas da história da cidade.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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