Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

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Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
Tipo Artes
Inauguração 1974
Website www.fundacaooscaramericano.org.br
Geografia
País  Brasil
Cidade São Paulo

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano é um salão localizado na antiga residência de um casal que o cedeu para a cidade de São Paulo como um lugar, ao mesmo tempo de lazer e cultura devido à presença de uma extensa mata (75.000 m² de área) que pode ser comparada à um parque e de uma vasta diversidade de obras sobre a história do Brasil que podem ser consultadas. A fundação fica na cidade de São Paulo no bairro do Morumbi, especificamente na avenida Morumbi 4077, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

A Fundação foi instituída em 1974 pelo engenheiro e empresário, ex-aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Oscar Americano de Caldas Filho[1]. Os seis anos seguintes foram dedicados à reformulação da antiga residência da família, visando transformá-la na atual sede. A partir de 1980, acervo arquitetônico, paisagístico e artístico tornaram-se acessíveis ao público, passando a constituir um dos espaços culturais e de lazer mais importantes da cidade de São Paulo.

Parque e casa são projetos representativos do movimento moderno de arquitetura. O primeiro, de autoria de Otávio Augusto Teixeira Mendes, precedeu à construção da casa, concebida por Oswaldo Arthur Bratke. Reunindo iniciativas de preservação do meio-ambiente e da memória brasileira, a Fundação vem reafirmando, ao longo de sua existência, o compromisso com a educação e a cidadania presente no gesto de seu idealizador.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Busto de Dom Pedro II

A coleção de arte e objetos históricos foi iniciada com peças pertencentes à família Americano, que inclui pinturas, móveis, tapeçaria e prataria,[2] tendo sido gradualmente ampliada. Hoje preserva e retrata grande parte da História do Brasil, compondo-se de três núcleos principais: Brasil Colônia, formado por pinturas do século XVII – entre estas, obras do holandês Frans Post – e por objetos e imagens do século XVIII; Brasil Império, que reúne retratos a óleo e objetos da época imperial brasileira; Mestres do Século XX, formado por obras de alguns dos mais destacados artistas brasileiros, entre eles Candido Portinari, Brecheret, Lasar Segall e Di Cavalcanti.

Auditório[editar | editar código-fonte]

Aos domingos, arte e paisagem têm encontro marcado com a música erudita.

Dentre os artistas que já se apresentaram no espaço pode-se citar Nelson Freire, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e Fábio Zanon. A série já foi dirigida por Gilberto Tinetti e atualmente encontra-se sob a responsabilidade de Eduardo Monteiro.

Promovendo recitais e concertos dominicais, a Fundação pretende divulgar e prestigiar o músico brasileiro.

Durante a semana cursos e palestras sobre temas como arte, cinema, literatura, história da arte e paisagismo, são ministrados no auditório.

Salão de Chá

Salão de chá e loja[editar | editar código-fonte]

Um ponto de encontro agradável e charmoso: é como se pode definir o Salão de Chá, com seu serviço impecável, ambiente aconchegante e delícias variadas para três tipos de refeições, café da manhã, brunch e chá da tarde. O cardápio é composto por diferentes tipos de salgados por exemplo, pães, empadas e quiches e variadas opções doces como, bolos e tortas. Além disso, a casa ainda possui uma multiplicidade de sabores de chás e outras bebidas quentes. Para completar, todos os dias são feitos dois sucos naturais para que o cliente possa ter mais alternativas[3]. O chá da tarde completo custa 58 reais por pessoa. [4]

A loja, por sua vez, oferece ao visitante uma seleção de livros de arte para adultos e crianças, CDs, camisetas exclusivas, chocolates, cartões e objetos de decoração, muitos dos quais inspirados em peças do acervo.

Parque[editar | editar código-fonte]

Ao idealizar a Fundação, Oscar Americano objetivou também a preservação da área de 75.000 m² para o bairro do Morumbi. Foi escolhido como paisagista para projetar e implantar o parque o engenheiro agrônomo Otávio Teixeira Mendes. O contrato estabelecia que seus serviços seriam pagos "por árvore de qualidade, plantada e vingada". O parque foi concebido para abrigar, em sua maioria, espécies nativas da flora brasileira. Tem aproximadamente 25.000 árvores, entre as quais angicos, sibipirunas, pau-ferro, pau-brasil e jacarandás. Ar puro, tranqüilidade e cenário convidam o visitante a caminhar por alamedas e esplanadas, mergulhando assim num retrato vivo e condensado do patrimônio natural brasileiro. O jardim possui cerca de trinta espécies de plantas identificadas.[5]

Ação Educativa[editar | editar código-fonte]

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano viabiliza uma ação educativa durante o período de visitação. Por estar localizada em um ambiente natural, que provém de espécies que estão presentes na Mata Atlântica, de uma variedade de pássaros e por ter um acervo com obras e peças do Período Colonial, Imperial e Moderno[6], a ação educativa é totalmente baseada nesses quesitos, onde a partir de uma simples visitação dos frequentadores, eles possam adquirir mais conhecimento a respeito dessa época da História do Brasil[7].

Galeria de Fotos[editar | editar código-fonte]

Auditorio1.jpg Comoda papeleira Dom Jose I.jpg Engenho com capela.jpg Parque fundação.jpg
Auditório da Fundação Cômoda papeleira de Dom Jose I Engenho com capela Parque

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
  1. «Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (Chás) | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». 23 de abril de 2015 
  2. «Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (Chás) | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». 23 de abril de 2015 
  3. Republica, La. «Destemperados - Comendo Cultura na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano». Destemperados. Consultado em 16 de abril de 2017 
  4. «Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (Chás) | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». 23 de abril de 2015 
  5. «Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (Chás) | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». 23 de abril de 2015 
  6. «Fundação Maria Luisa e Oscar Americano | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». 4 de janeiro de 2016 
  7. «fmloa». fmloa. Consultado em 27 de abril de 2017