Ademir Marques de Menezes

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Ademir Menezes
Ademir Menezes
Informações pessoais
Nome completo Ademir Marques de Menezes
Data de nasc. 8 de novembro de 1922
Local de nasc. Recife, Brasil
Falecido em 11 de maio de 1996 (73 anos)
Local da morte Rio de Janeiro
Altura 1,76 m
Apelido Queixada
Informações profissionais
Posição Treinador
(ex-Atacante)
Ponta-de-lança
Centroavante
Clubes de juventude
1937–1939 Sport
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1939–1942
1942–1945
1946–1947
1948–1956
1957
Sport
Vasco da Gama
Fluminense
Vasco da Gama
Sport
000?? 000(27)
00000 0000(0)
00077 000(64)
00429 00(301)
00001 0000(0)
Seleção nacional
1945–1953 Brasil 00041 000(35)

Ademir Marques de Menezes ou simplesmente Ademir Menezes, (Recife, 8 de novembro de 1922Rio de Janeiro, 11 de maio de 1996), foi um futebolista brasileiro que atuou como atacante.

Apelidado de "Queixada" por conta do queixo avantajado, Ademir foi um adorado e idolatrado artilheiro revelado pelo Sport Club do Recife, para muitos o maior jogador a carregar no peito o escudo do "Leão da Ilha" e a Cruz de Malta, símbolos do Sport e do Vasco da Gama respectivamente. Antes de se profissionalizar, jogava futebol na Praia do Sport.[1] O "Queixada", até hoje, é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Atacante rápido, dava arrancadas impressionantes, armava as jogadas e aparecia para concluir. Foi o primeiro grande exemplo do que passou a ser chamado de “Ponta de Lança”.[2] [3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início no Sport[editar | editar código-fonte]

Filho do casal pernambucano Antônio Rodrigues Menezes e Otília Marques Menezes, Ademir iniciou sua carreira de futebolista nas peladas na Praia do Pina localizada na zona sul da capital pernambucana, onde nasceu. Em 1938 jogou no infanto-juvenil do Sport Club do Recife. Com seu talento no futebol, conquistou os títulos pernambucanos de 1938 e 1939 da categoria. Não demorou muito e o garoto foi promovido à equipe principal. Estreou no elenco profissional em 1939, aos 16 anos de idade, em um jogo contra o extinto Tramways pelo Campeonato Pernambucano.[4] Aos poucos começou a ganhar espaço na equipe principal. Disputou vários amistosos como titular do time. Em 1940, apesar de ter participado de diversas partidas, na grande maioria delas entrou como suplente. Em 1941 decidiu mostrar todo seu talento para o futebol. O Sport foi campeão estadual invicto com 11 vitórias e 1 empate em 12 jogos e Ademir se tornou o artilheiro do time e da competição com 11 gols, um feito notável para um jovem de apenas 18 anos. Mesmo com pouca idade, conquistou a titularidade absoluta e o status de craque do time. Levantou a taça do Pernambucano. Foi neste campeonato que Ademir fez seu único hat-trick com a camisa rubro-negra. A vítima foi o Náutico, numa goleada por 8x1.[1] [5] [6] No ano seguinte, o Sport partiu para sua excursão no Sul e Sudeste do Brasil, jogando no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e vencendo times de grande importância do futebol nacional. Esta excursão ficou marcada na história do clube pernambucano pelos excepcionais resultados obtidos pelo "Leão da Ilha", inclusive contra o Vasco da Gama. Ademir marcou 3 gols e deu 1 assistência. A partida terminou Sport 5 x 3 Vasco da Gama, chamando a atenção dos dirigentes vascaínos para o “garoto de queixo avantajado”. Após grande exibição contra o Gigante da Colina, os dirigentes contrataram a jovem revelação pernambucana. Após contratação do Cruzmaltino, Ademir jogou dois jogos de despedida pelo Sport e partiu para o Rio de Janeiro, onde participou de um dos maiores times da história do Vasco: conhecido como o "Expresso da Vitória". Alcunha teria surgido num programa de rádio, quando um cantor disse que dedicaria a música ao Vasco, o chamando de "Expresso da Vitória", pela maneira que ganhava atropelando seus adversários.[7]

Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

Em 1942 chega ao Vasco e em suas primeiras partidas pelo Gigante da Colina, mostrou que realmente era um jogador a frente do seu tempo. Não só finalizava bem dentro e fora da área com as duas pernas como também criava jogadas para os companheiros e chamava a marcação para si. Ademir guardava em sua memória os gestos, caretas e movimentos dos zagueiros que enfrentava. Razão: através dessas observações ele sabia quais eram seus pontos fracos e triunfava sobre eles, como ele mesmo falou:[8]

A estreia do “Queixada” foi contra o América no campo do Botafogo, em março de 1942. Estava em disputa o Troféu da Paz e o Vasco o conquistou ao vencer por 2 a 1, gols de Viladônica (2) e Nelsinho para os rubros. A partir de então, os confrontos envolvendo Vasco e América ficaram sendo conhecidos como Clássico da Paz.

O Cruzmaltino estava há oito anos sem vencer o maior torneio da época, e em sua primeira passagem pelo Gigante da Colina (1942-1945) conquistou o Campeonato Carioca de Futebol de 1945 invicto, o Torneio Relâmpago em 1944 e o Torneio Municipal de 1944 e 1945. Após ano vitorioso, é contratado pelo rival Fluminense. [3]

Ida para o Fluminense[editar | editar código-fonte]

Encantado com o futebol apresentado por Ademir no estadual 1945, o técnico do Fluminense na época, Gentil Cardoso - pensando na temporada seguinte -, desafiou os dirigentes do Tricolor das Laranjeiras ao dizer: “Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”.[8] Embora esta frase não tenha sido dita desta maneira, o que Gentil queria mesmo era contar com o “Queixada” no seu time. No dia 29 de março, o Globo Esportivo divulgava os valores incríveis da negociação. Foram 35 mil cruzeiros pelo passe, 80 mil de luvas e mais 85 mil arrecadados por sócios mais endinheirados do Fluzão. O valor total era de 200 mil, o preço de um apartamento de três quartos na Zona Sul carioca na época.

O grande atacante, não tinha passe fixo e não havia recebido um tostão do prêmio extra do caneco de 1945 do Vasco, foi para o Fluzão e chegava para um breve e vitorioso período no Tricolor das Laranjeiras, entre 1946 e 1947. E para a alegria dos tricolores, barbarizou.[5]

Ademir de Menezes com a camisa da Seleção Brasileira e do Sport Club do Recife.

Jogando ao lado de craques como Pedro Amorim, Careca, Orlando Pingo de Ouro e Rodrigues, não deu outra. Ademir ajudou o Fluminense na conquista do estadual de 1946, sendo decisivo na conquista de um dos campeonatos mais emocionantes da história. Foram 24 gols em 23 jogos e foi um dos responsáveis pela marca de 97 gols anotados pelo Flu na campanha do título carioca de 1946, conquistado com uma vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo com gol, claro, do "Queixada".[3] No final do jogo, o craque foi para os braços da torcida e arrancou lágrimas do técnico Gentil Cardoso, que via o artista que ele tanto queria cumprir a promessa do título. Durante a campanha, Ademir teve tempo, também, de dar uma “cutucada” no Vasco ao fazer o gol da vitória por 2 a 0 no primeiro clássico após sua saída de São Januário, que teve muitas vaias por parte da torcida cruzmaltina, mas um gol cheio de raiva de Ademir, que partiu com seu rush pra cima de Barbosa, driblou o goleirão sem dó e estufou as redes vazias.

O Campeonato Carioca de 1946 é considerado um dos mais emocionantes da história, pois sendo disputado por pontos corridos terminou com quatro equipes empatadas em primeiro lugar, sendo necessária uma disputa extra entre eles que ficou conhecida como Supercampeonato (em 1958 o Campeonato Carioca ficou conhecido como Supersupercampeonato, pois houve duas disputas extras necessárias).

Uma curiodade foi contada pelo Ademilson Marques de Menezes, irmão do "Queixada", afirmando que Ademir antes de jogar no Vasco era tricolor.

Se a frase dita pelo irmão de Ademir era verdadeira ou mentirosa, isso já não importava mais. O amor pela Cruz de Malta o traria de volta para São Januário em 1948.

Retorno ao Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

De volta ao "Expresso da Vitória", viu um time embalado, entrosado, encaixado e jogando com maestria. A equipe tinha um padrão de jogo fantástico e simplesmente atropelava seus adversários com uma qualidade impressionante para a época. O troféu de boas-vindas do craque foi o melhor e um dos mais importantes do clube: o Campeonato Sul-Americano de Campeões de clubes, num empate em 0x0 com o River Plate de Di Stéfano. Título equivalente ao da Copa Libertadores da América atual.[3] Ademir deixou sua marca na goleada sobre o Nacional-URU, mas acabou machucando o tornozelo e ficou de fora das partidas seguintes que consolidaram a histórica conquista internacional do clube carioca.

Após o grande título internacional de 1948, Ademir e seus companheiros voltam ao posto de reis do Rio em 1949 com o "Expresso da Vitória" que fazem jus a esta alcunha, tendo Ademir como o grande artilheiro com 31 gols marcados. O "Queixada" foi o verdadeiro terror naquela competição e deixou sua marca em cinco dos seis clássicos disputados, com o destaque que ele marcou todos os gols das vitórias sobre Flamengo (2 a 1), Fluminense (2 a 0) e Botafogo (2 a 1) no returno.

Ao todo foram 12 anos no clube, 301 gols, em 429 partidas. Com tal desempenho, tornou-se o maior artilheiro da história do clube, até ser ultrapassado em números de gols por Roberto Dinamite, que, em 1110 jogos, marcou 702 gols com a camisa vascaína. Ademir foi eleito o melhor jogador do Vasco nas temporadas 1949, 1950, 1951 e 1952.

Porém, devido à trágica derrota na final da Copa do Mundo de 1950, onde o Vasco cedeu 8 jogadores, sendo 6 titulares (Barbosa, Augusto, Danilo, Maneca, Ademir e Chico), o esquadrão Cruzmaltino não teve um reconhecimento ainda maior na história. Nesta competição, Ademir foi o artilheiro com nove gols.

Seu último título foi o Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953. O Vasco foi campeão invicto.

Nas duas passagens que fez pelo clube de São Januário, Ademir marcou 301 gols em 429 partidas.[4]

Final de carreira no Sport[editar | editar código-fonte]

Em 1957, Ademir retornou ao Sport Club do Recife, clube que o revelou, para encerrar sua carreira. Despediu-se do futebol vestindo a camisa do clube pelo o qual admitia torcer desde criança. Seu último jogo foi um amistoso entre Sport e Bahia, na Ilha do Retiro, a 10 de março daquele ano.

Ademir explicou o encerramento de sua carreira dizendo uma simples frase:

Com as duas passagens pela Ilha do Retiro, Ademir marcou 27 gols. E um total de 430 gols em toda sua carreira. [10]

Em São Januário novamente, agora como técnico[editar | editar código-fonte]

Após o fim de sua carreira, Ademir Menezes, que tantas alegrias havia dado à imensa torcida vascaína como jogador, agora assumia o cargo de técnico do Vasco no ano de 1967, estreitando ainda mais seus laços com o Clube da Colina do qual Ademir é um dos maiores ídolos da história até hoje. A carreira de Ademir como técnico, porém, não chegou nem perto de ser bem sucedida como sua carreira de jogador. Ademir ficou menos de um ano no comando do Vasco. Após a experiência como técnico, Ademir se tornou comentarista.

Estilo de jogo[editar | editar código-fonte]

Seu estilo de jogo deu origem à posição de “ponta de lança”; sua versatilidade em atuar em qualquer posição do ataque e sua habilidade nas arrancadas a caminho do gol obrigou a adoção de novos sistemas de jogo pelos técnicos para tentar contê-lo.

Não tomava grande distância da bola para chutar, sem mudar o passo, partia para bola surpreendendo muitas vezes o goleiro.

No time que jogava, longos lançamentos eram feitos para aproveitar sua velocidade. No Vasco teve lançadores como Ipojucan e Danilo (“o Príncipe”).

Seleção Brasileira (1945-1953)[editar | editar código-fonte]

Pela seleção brasileira, foi campeão campeão sul-americano em 1949 e artilheiro da Copa do Mundo de 1950, com nove gols. Faz parte de um grupo seleto, junto com Batistuta, Moreno, Jair, Héctor Scarone, sendo o terceiro maior artilheiro da Copa América, com 13 gols marcados.[11] [12]

Vestindo a Amarelinha, participou de várias competições, disputando a Copa América, Copa Rocca, Copa do Mundo, Copa Rio Branco, Copa Oswaldo Cruz e Torneio Pan-Americano. Os números foram: jogos 41; vitórias 30; empates 5; derrotas 6, tendo um rendimento de 77,20%. [13]

Estreia: 21 de janeiro de 1945 (Brasil 3 x 0 Colômbia – Copa América, Santiago do Chile) Despedida: 15 de março de 1953 (Brasil 1 x 0 Uruguai – Copa América, Lima).

Competições Internacionais Gols
Copa do Mundo 9 [14]
Copa América 13 [12]
Copa Rio Branco 6 [15]
Copa Rocca 3 [16]
Torneio Pan-Americano 2 [17]
Total de gols 33

Existe uma grande controvérsia quanto aos gols que o Ademir fez pela Amarelinha. Algumas fontes citam 32, outras 33 e algumas 37 gols em 41 ou 39 jogos pela Seleção Brasileira.[18] Porém, no site oficial da entidade máxima do futebol, FIFA, diz que Ademir tem 31 gols e 39 partidas pela Seleção Brasileira.[19]

Ademir mantém uma marca histórica do futebol brasileiro. Até hoje nenhum brasileiro marcou tantos gols numa única Copa do Mundo. Foram 9[20] gols em seis partidas. No site oficial da entidade máxima do futebol, FIFA, diz que Ademir tem 8 gols. [21]

Artilheiro do Mundial de 1950, porém, não foi o suficiente. O Brasil perdeu o título mundial para o Uruguai, em um Maracanã com o público de 199 854 pessoas.

A revanche de 1950[editar | editar código-fonte]

O Peñarol era a base da Seleção Uruguaia de 1950 (nove jogadores), e em 1951 o Vasco teve o gosto da vingança, principalmente para Maneca, que ficou de fora da decisão por contusão.

Para os vascaínos, era uma questão de honra. Maneca foi o destaque do jogo de 8 de abril de 1951, que entrou para a história como o "Jogo da Vingança", diante de 65 mil pessoas no Estádio Centenário, no Uruguai. Sua atuação foi considerada tão fantástica que a torcida do Peñarol aceitou a derrota por 3 a 0, e os jornais brasileiros e uruguaios só falavam em seu nome no dia seguinte. Ademir marcou o segundo e Ipojucan o terceiro aos 38' do segundo tempo.

Vasco: Barbosa; Augusto e Clarel; Eli, Danilo e Alfredo (Jorge); Tesourinha, Ademir (Ipojucan), Friaça (Jansen), Maneca e Dejair.
Peñarol: Maspoli; Matias Gonzales e Romero; J. C. Gonzales, Obdulio Varela e Oturme; Ghiggia, Hohberg, Miguez (Abadie), Schiafino e Vidal (Perez).
O árbitro foi o uruguaio Cataldi, auxiliado por Latorre e Otonelli.

Duas semanas depois, no Rio, no dia 22 de abril, o Peñarol perdeu a revanche, o Vasco venceu novamente, desta vez por 2x0.

E em 8 de julho de 1951 o Vasco enfrentou o Nacional, a outra grande equipe uruguaia pela I Copa Rio. Nova vitória por 2 a 0, e uma invencibilidade de mais de 20 partidas internacionais consecutivas.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Sport
Vasco
Fluminense
Seleção Brasileira

Títulos individuais e artilharias[8][editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Em 1997, a ALERJ concedeu a Medalha Tiradentes (Post Mortem) que teve autoria do Deputado Edmilson Valentim, publicado em 08 de agosto de 1997. O motivo da concessão: Foi um craque do Vasco da Gama e da Seleção Brasileira nas décadas de 40 e 50, recebendo durante sua vida diversos títulos. [23]
  • Ademir Menezes assinou uma coluna sobre futebol no Jornal O Dia durante as décadas de 80 e 90.
  • A contratação pelo Vasco da Gama foi a primeira no futebol brasileiro em que um jogador importante recebeu luvas, um bônus pelo acerto.
  • Ademir Menezes ainda é o jogador brasileiro que mais marcou em uma única edição de Copa do Mundo: nove gols, em 1950.[24]
  • Cursou odontologia nas instalações da antiga Faculdade de Medicina em Recife. Durante o curso – o qual nunca chegou a concluir – Ademir atuou pela seleção de medicina em diversos amistosos. Esta verdade é atestada pelo Dr. Lucídio José de Oliveira, escritor e pesquisador, o qual estudou medicina nos anos 40 na mesma Faculdade.
  • Ademir foi campeão pernambucano de natação na infância, estabelecendo vitórias espetaculares nas distancias curtas. [25]

Ademir era alto, fino de corpo e tinha as pernas alinhadas. No rosto sobressaía o queixo, daí o apelido de “Queixada”.

Ademir: Vasco x Flamengo

Neste jogo, um jogador pode se consagrar ou ser condenado ao ostracismo. Tudo depende do que acontecer em campo.”

Uma final entre Vasco e Flamengo correspondeu a uma final de Copa do Mundo: “A tensão nervosa é a mesma. Eu posso falar, pois já participei das duas. Ninguém consegue dormir direito, pois todos estão pensando no jogo do dia seguinte. Os jogadores só conseguem controlar seus nervos após o início da partida. Aí sim, ele esquece de tudo e só pensa em vencer. Com a bola rolando acaba a tensão e o jogador só escuta os gritos das torcidas, que fazem uma partida extra nas arquibancadas.”

Em 1949, jogando o Sul-Americano pela seleção brasileira, Ademir marcou quatro gols no goleiro paraguaio Garcia. Algum tempo depois, quando Garcia se transferiu para o Flamengo, Ademir sempre conseguia marcar no mínimo um gol. “Não que o Garcia não fosse bom goleiro, até pelo contrario. Ele era um ótimo goleiro, apenas eu dava sorte quando jogava contra ele”. Por isso Ademir chegou a ser chamado de "Carrasco do Flamengo".

Certa vez, ao retornar ao Maracanã para comentar no rádio um clássico entre Vasco e Flamengo ele afirmou que era imparcial em seus comentários, mas que sua alma estaria dentro de campo, com o uniforme do Vasco, “pois a alma de um jogador jamais sai de campo”.

Com 301 gols em 429 partidas, Ademir tornou-se o maior ídolo e artilheiro da história do Vasco da Gama, até ser ultrapassado em números de gols por Roberto Dinamite.

Sempre que encontrava novos valores, gostava de conversar e dar conselhos. Uma de suas lições era de que um jogador, por mais profissional que seja, nunca deve deixar de amar a camisa que veste.

“Especialmente uma camisa como a do Vasco, que é motivo de grande orgulho para quem tem o privilégio de vesti-la. É verdade que eu dei muito ao Vasco, tenho consciência disto. Mas o Vasco também me deu muito. Foi aqui neste clube que vivi os momentos mais importantes de minha vida. Daí este meu amor, esta minha torcida, este meu carinho todo. Sou um homem dominado pelo coração. E o meu coração é dominado pelo Vasco.”

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Ademir… o Queixada da praia do Pina». tardesdepacaembu. 12 de março de 2013. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  2. «Ademir de Menezes». Terceiro Tempo. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  3. a b c d «Há exatos 20 anos, o artilheiro da Copa do Mundo de 1950 nos deixava. Mas os seus feitos são eternos». Goal.com/br. 11 de maio de 2016. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  4. a b c «Maior artilheiro do Brasil em Copas é do Leão!». Site Oficial do Sport Recife. 15 de junho de 2011. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  5. a b «Ademir Menezes, o Queixada». Jornal O Dia. 30 de março de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  6. «Pernambuco Championship 1941». rsssfbrasil.com. 10 de setembro de 2002. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  7. Lance! Série Grandes Clubes. Um século de paixão - Vasco da Gama - A história do clube da Cruz de Malta, pp. 33. 1998, Editora Abril.
  8. a b c d e «Craque Imortal – Ademir de Menezes». Imortaisdofutebol. 2 de dezembro de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2017 
  9. «Ademir Marques Menezes». recantodasletras. 14 de fevereiro de 2014. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  10. «Ademir Menezes». Futebol 80. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  11. Thiago Lavinas (25 de junho de 2011). «Blog Primeira Mão: Maiores artilheiros da Copa América». Consultado em 25 de junho de 2011 
  12. a b «Veja os maiores artilheiros da Copa América». Terra.com.br. 15 de junho de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  13. CBF News: Ademir Menezes, o artilheiro da Copa do Mundo de 1950
  14. «Quadro de Medalhas». quadrodemedalhas.com. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  15. https://jogosdaselecaobrasileira.wordpress.com/category/copa-rio-branco
  16. «Copa Roca: A hegemonia brasileira (1945-1963)». Futebol Portenho. 6 de janeiro de 2011. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  17. «I Panamerican Championship 1952 - Match Details» (em inglês). rsssf.com. 28 de julho de 2016. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  18. «Os 22 jogadores da Seleção na Copa do Brasil». Portal Brasil. 30 de junho de 2010. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  19. «Ademir, Brazil's first attacking legend» (em inglês). Fifa.com. 25 de fevereiro de 2006. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  20. «O homem que quase foi rei: irmão de Ademir Menezes lembra trajetória de artilheiro e vice-campeão da Copa de 50». Jornal O Globo. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  21. Perfil de Ademir (em inglês) em torneios FIFA
  22. «Os 10: Ademir, Vavá e Zequinha iniciam tradição de PE nas Copas». Globoesporte.com. 19 de maio de 2014. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  23. «Projeto de Resolução nº 887/97». Alerj. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  24. «Lendas da Copa». Jornal O Dia. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  25. «Desvendando o Ademir». Blog Juca Kfouri. 10 de novembro 2012. Consultado em 30 de outubro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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