Sándor Kocsis

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Sándor Kocsis
Sándor Kocsis 1960 cropped.jpg
Informações pessoais
Nome completo Sándor Kocsis Péter
Data de nasc. 21 de Setembro de 1929
Local de nasc. Budapeste, Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946).svg Hungria
Falecido em 22 de julho de 1979 (49 anos)
Local da morte Barcelona, Flag of Spain (1977 - 1981).svg Espanha
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19431944
19451950
1950
19501957
19571958
19581965
Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946).svg Kobanyai
Flag of Hungary (1949-1956).svg Ferencváros
Flag of Hungary (1949-1956).svg ÉDOSZ
Flag of Hungary (1949-1956).svg Honvéd
Suíça Young Fellows
Flag of Spain (1945 - 1977).svg Barcelona
005 00(0)
059 0(40)
030 0(30)
145 (153)
011 00(7)
0194 0(140)
Seleção nacional
19481956 Flag of Hungary (1949-1956).svg Hungria 068 0(75)
Times/Equipas que treinou
19701971
??
Flag of Spain (1945 - 1977).svg Hércules
Flag of Spain (1945 - 1977).svg Alicante
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Helsinque 1952 Futebol

Sándor Kocsis Péter (Budapeste, 23 de Setembro de 1929Barcelona, 22 de Julho de 1979) foi um futebolista húngaro e um dos grandes atacantes da seleção de seu país e do Barcelona.

Kocsis era um ponta-de-lança de muita habilidade, cuja maior característica era o cabeceio forte e certeiro.[1] Copiou o que assistia no pai, um vigoroso e forte zagueiro que também costumava marcar gols em cabeçadas fulminantes.[1] Além disso, era elegante, valente e chutava com eficiência com os dois pés.[1]

Detém o recorde de melhor média de gols por jogo (para jogadores que participaram de mais de 3 jogos) em Copas do Mundo, com 2,2 gols por jogo.[2]

Carreira em clubes[editar | editar código-fonte]

Começou a praticar futebol ainda criança, já demonstrando intimidade e habilidade com a bola aos quatro anos de idade.[1] Em 1946, pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, realizou o sonho de entrar para o clube que torcia,[1] o Ferencváros. Ali, seria campeão húngaro em 1949. Porém, a paixão pelo time não o impediu de trocá-lo pelo Honvéd em 1950: a equipe havia acabado de se associar ao Exército húngaro, e quem atuasse por ela estava dispensado do serviço militar e, consequentemente, desobrigado de servir nas fronteiras.[1]

O Honvéd, por sinal, era o clube onde o vice-ministro dos esportes, Gusztáv Sebes, estava agrupando alguns dos melhores jogadores do país.[3] Ali, convivendo com Ferenc Puskás, Zoltán Czibor (que fora seu colega no Ferencváros) e outros colegas de Seleção Húngara, ganhou os campeonatos húngaros de 1950, 1952, 1954 e 1955. Kocsis foi ainda artilheiro nas edições de 1951, 1952 e 1954. Base da seleção, a equipe era considerada a melhor do mundo na época.[1]

Em 1956, porém, tudo mudou. O clube estava na Espanha, onde jogaria contra o Athletic Bilbao [4] pela Copa dos Campeões da UEFA [5] quando a Revolução Húngara de 1956, movimento de ampla adesão popular em que a Hungria tentou livrar-se da excessiva influência soviética, foi reprimida pelo Pacto de Varsóvia.[4] Os jogadores do Honvéd decidiram não voltar para casa: o jogo de volta contra o Bilbao teve de ser realizado em Bruxelas e os húngaros acabaram eliminados. Os jogadores, para se sustentarem financeiramente,[5] decidiram então realizar a partir dali amistosos pelo mundo,[4] incluindo alguns pelo Brasil, onde jogaram em 1957 contra Flamengo e Botafogo.[6]

A FIFA, então, proibiu os jogadores de atuarem enquanto não regularizassem sua situação com a Federação Húngara.[6] Tal situação arrastou-se por mais de um ano, até que um acordo foi feito: por ele, oito jogadores regressariam à Hungria e os demais se espalhariam pela Europa.[6] Dentre os que sairiam da equipe, estavam Puskás, Kocsis e Czibor, que acabaram indo jogar na Espanha. Puskás pelo Real Madrid, Kocsis e Czibor pelo rival Barcelona. O Honvéd, que no início dos anos 50 era popularmente considerado o melhor time do mundo,[6] só voltaria a ser campeão na década de 1980.

Barcelona[editar | editar código-fonte]

O Barcelona contratou ele e a Czibor por indicação de László Kubala, ex-colega deles no Ferencváros e uma das maiores celebridades futebolísticas europeias naqueles tempos. Durante as negociações com a FIFA, Kocsis estivera na equipe suíça do Young Fellows. A primeira temporada, 1958/59 foi perfeita: o clube conquistou o campeonato espanhol e a Copa do Rei. Na segunda, a de 1959/60, foi novamente campeão espanhol, com dois pontos de diferença sobre o rival Real Madrid. Na Taça das Cidades com Feiras, precursora da atual Liga Europa da UEFA, a equipe sagrou-se campeã após bater por 4 x 1 os ingleses do Birmingham City.

Paralelamente, o time competia também na Copa dos Campeões da UEFA. O clube fazia boa campanha, chegando a passar pelo Milan, além de ganhar do Wolverhampton Wanderers na Inglaterra com quatro gols dele. As semifinais seriam contra o arquirrival. O Real Madrid não deu chances. Com duas vitórias por 3 x 1, os madridistas passaram às finais, das quais sairiam campeões.

O troco no torneio europeu veio na temporada 1960/61: os clubes se enfretaram nas oitavas-de-final. O Real era pentacampeão das cinco edições realizadas do torneio. Insitigados, os barcelonistas conseguem arrancar um empate em 2 x 2 no Santiago Bernabéu e vencer por 2 x 1 no Camp Nou, provocando a primeira eliminação dos merengues na competição.

O Barcelona rumou até a final, passando no caminho também pelo forte Hamburgo de Uwe Seeler, decidindo o torneio com o Benfica. A final seria disputada no Wankdorfstadion, o mesmo palco de Berna em que ele e Czibor perderam a final da Copa do Mundo de 1954 pela Hungria. As más lembranças deixaram Kocsis pessimista antes da partida; ele teria dito ao massagista Ángel Mur que "Esta partida no lo ganaremos".[7]

Alheio a isso, o Barcelona era considerado amplamente favorito.[7] Tinha uma linha ofensiva de grande respeito, formada pelo trio húngaro e pelo brasileiro Evaristo e pelo espanhol Luis Suárez.[7] Kocsis abriu o marcador aos vinte minutos, com sua característica cabeçada forte e certeira.[7] Poderia ter feito o segundo em uma meia bicicleta, salva em cima da linha.[7] Em doze minutos, porém, os portugueses conseguiram virar, aproveitando-se de duas falhas do goleiro Antoni Ramallets [7] e novamente salvaram em cima da linha nova tentativa de Kocsis, de peixinho, aos 41 minutos.[7] Para piorar, o adversário conseguiu fazer 3 x 1 aos dez minutos do segundo tempo.

Nos 35 minutos finais, o Barcelona se lançou ao ataque, com tabelas bem arranjadas, mas com desespero.[7] Após bola mal desviada pela defesa encarnada, Kocsis ficou cara a cara com a meta adversária, sem goleiro. No entanto, o chute acertou a trave esquerda. No minuto seguinte, os postes voltaram a ser perversos ao Barcelona: um chute de Kubala bateu no poste direito e, após passar sobre a linha, bateu no esquerdo e voltou a campo, frustrando as comemorações blaugranas.[7] Czibor diminuiu para 2 x 3 faltando quinze minutos. Faltando dez, o mesmo jogador desferiu um chute violento que explodiu surpreendentemente na trava esquerda.

O resultado foi mantido e eram os lusitanos, para o espanto de todos, os campeões. Para a equipe catalã, ficou a grande frustração de não atingir a glória que o arquirrival conhecera cinco vezes.[7] A comoção em torno das traves, que fizeram a decisão ficar conhecida como "la final de los postes",[7] foi tanta que elas, que eram quadradas, foram trocadas por outras, cilíndricas.[7] O jornal francês L'Équipe estampou no dia seguinte que "Os tiros partiam de todos os lados, mas o Benfica foi protegido por uma sorte sem precedentes". Kocsis, esquecendo-se que o adversário era treinado por seu compatriota Béla Guttmann, declarou: "Agora entendo o que ocorreu em 1954. Neste gramado pesa uma maldição contra todo húngaro que o pise".

A derrota no mesmo Wankdorf (e curiosamente pelo mesmo placar de 1954) pareceu sinalizar o início de uma carência de títulos para Kocsis. O Barcelona não conseguiria ser campeão espanhol até 1974. No clube, Kocsis só ganharia depois a Copa do Rei de 1963. Um ano antes, o time perdeu também a final da Taça das Feiras, para o Valencia. Kocsis aposentou-se no clube ao fim da temporada 1964/65.

Seleção Húngara[editar | editar código-fonte]

Kocsis estreou pela Hungria em 1948, quando ainda estava no Ferencváros. A Seleção desenvolveria um entrosamento perfeito: a partir de 1949, o elenco titular seria composto basicamente por jogadores do Honvéd, onde Kocsis ingressou em 1950. Além disso, quando não atuavam pelos clubes, os craques do país treinavam em conjunto e em período integral, de forma a ensaiar jogadas indefinidamente, até que elas ficassem perfeitas.[3] Como o país declinou em participar das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1950, juntamente com os demais na órbita de influência soviética,[8], o mundo só veio a conhecer a arte húngara nas Olimpíadas de 1952.

A campanha terminou com cinco jogos, cinco vitórias e seis gols de Kocsis. Os magiares marcaram outras quatorze vezes e sofreram apenas dois gols.[3] No inovador esquema do selecionado, Kocsis e seu colega no meio-de-campo Puskás movimentavam-se sem posição fixa, enquanto os os ponteiros recebiam auxílio dos outros médios, ao passo que o centroavante Nándor Hidegkuti recuava para participar da armação de jogadas.[3] Com isso, a Hungria chegava a atacar com até sete atletas, superando em número os defensores adversários.[3] No ano seguinte, novos feitos: a Hungria sagrou-se campeã da Copa Dr. Gerö, precursora da atual Eurocopa, e tornou-se a primeira seleção não-britânica a derrotar a Inglaterra nos domínios ingleses, um verdadeiro choque para o povo inglês.[3] A vitória por 6 x 3 em Wembley foi seguida por um sonoro 7 x 1 na revanche, em Budapeste, a um mês da Copa do Mundo de 1954.

Copa do Mundo de 1954[editar | editar código-fonte]

Os húngaros não precisaram disputar as eliminatórias para se classificarem - seus únicos adversários, a Polônia, retirou-se da disputa. Ninguém, porém, duvidava de que a classificação húngara viria mesmo se disputada em campo.[9] Os magiares chegaram na Suíça como uma impressionante invencibilidade de quatro anos, com 23 vitórias, 4 empates, 114 gols a favor e 26 contra.[3]

Reconhecida com a melhor seleção do mundo na época,[3] a Hungria massacrou a Coreia do Sul na estreia com um 9 x 0 e três gols de Kocsis. Ele marcou outros quatro na partida seguinte, outra goleada, um 8 x 3 sobre a Alemanha Ocidental. Todavia, os magiares, que enfrentavam o time reserva alemão, saíram dali no prejuízo: Ferenc Puskás torceu seriamente o tornozelo ao cair de mau jeito após sofrer entrada por trás de Werner Liebrich.[10]

Sem sua principal figura, os húngaros teriam mais dificuldades nos dois jogos seguintes, já pelos mata-matas. Os gols de Kocsis seriam fundamentais para a ausência ser superada. Nas quartas-de-final, a Hungria enfrentou o Brasil. Com sete minutos, já estava 2 x 0 para ela, após Kocsis acertar outra de suas certeiras cabeçadas.[11] Os gols em poucos minutos eram uma marca registrada dos húngaros: enquanto os adversários ainda estavam nos vestiários, eles costumavam aquecer-se já em campo, pegando o oponente ainda frio na partida.[12] O aquecimento antes das partidas passariam a ser prática comum em todos os times a partir desse pioneirismo húngaro.

Aos poucos, a partida virou uma batalha campal.[11] Os europeus seguravam um 3 x 2 até os 43 minutos do segundo tempo, quando Kocsis acertou outra cabeçada para selar a classificação húngara.[11] O adversário seguinte, nas semifinais, era o campeão Uruguai. Kocsis e Nándor Hidegkuti puseram a Hungria na frente e o time, contrariando seu estilo de jogo, parou de atacar.[13] Os sul-americanos, então conseguiram empatar a quatro minutos do fim, com dois gols de Juan Hohberg. Em uma extenuanete e disputadíssima prorrogação, o mesmo Hohberg chegou a acertar a trave. O tempo extra só foi decidido por Kocsis, que novamente usou a cabeça para marcar mais dois gols.[13]

A final seria um reencontro com a Alemanha Ocidental, agora com os titulares e mais confiante após uma campanha crescente,[14] o que incluía uma goleada de 6 x 1 sobre a Áustria nas semifinais. Por outro lado, Puskás finalmente pôde voltar, ainda sem totais condições de jogo.[14] E foi com uma sobra de um lançamento de Kocsis que Puskás abriu o placar, aos seis minutos.[15]

Bem anulado por Karl Mai, porém, Kocsis não conseguiu produzir o mesmo rendimento de antes - além disso, o time húngaro estava desgastado das duras partidas contra Brasil e Uruguai.[14] Aos onze minutos, conseguiram o segundo gol, mas em nove minutos a partida já estava empatada. A partir de dado momento do segundo tempo, antevendo nova prorrogação, os húngaros passaram a pouparem-se, segurando o ímpeto.[14] Os alemães, faltando seis minutos para o fim, viraram a partida. Puskás ainda marcou um gol aos 43 minutos do segundo tempo, mas um bandeirinha anulou o lance.[14] O resultado foi mantido em favor dos germânicos, que, na primeira e única partida em que Kocsis não marcou na Copa, tiravam a invencibilidade húngara e sagravam-se campeões.

Kocsis confessaria anos mais tarde que todo o elenco húngaro estava certo da vitória.[1] A autoconfiança era tanta que ninguém do grupo reclamou do árbitro quando este ignorou uma suposta falta no goleiro Gyula Grosics no lance do segundo gol alemão: reclamar do juiz era algo que eles nunca faziam, pois eventuais erros de arbitragem costumavam ser compensados com enxurradas de gols.[14] Com onze gols no torneio, Kocsis terminou com a artilharia. É atualmente o segundo jogador que mais marcou em uma única edição de Copa, atrás do francês Just Fontaine, que já em 1958 superou-o ao marcar treze.

Kocsis jogaria ainda outras 27 vezes pela Hungria, com apenas uma outra derrota.[16] No total, foram 68 partidas, com 52 vitórias, 11 empates, apenas 3 derrotas e incríveis 75 gols por seu país.[16]

Após parar[editar | editar código-fonte]

Considerado um traidor em seu país, continuou a morar na Espanha após a aposentadoria. Teve duas experiências como treinador, no início da década de 1970, em dois clubes da cidade de Alicante: o Hércules (onde já havia trabalhado seu compatriota Ferenc Puskás) e o Alicante.

Sua vida teria um fim trágico: em 1979, enfrentou problemas de circulação sanguínea e precisou amputar uma perna.[1] Em seguida, descobriu ter câncer de estômago semelhantemente o que aconteceu com Lev Yashin.[16] Deprimido, suicidou-se, pulando de uma janela da clínica onde estava internado, em Barcelona[16]

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Taça das Cidades com Feiras - 1960
  • Medalha de Ouro nas Olimpíadas - 1952
  • Campeão Húngaro - 1950, 1952, 1954 e 1955
  • Campeão Espanhol - 1959, 1960
  • Copa da Espanha - 1959 e 1963

Artilharia[editar | editar código-fonte]

  • Campeonato Húngaro - 1951, 1952 e 1954
  • Futebol Europeu - 1952 (36 gols) e 1954 (33 gols)
  • Copa do Mundo - 1954 (11 gols)

Gols[editar | editar código-fonte]

  • Barcelona - 140 gols em 194 partidas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i "O cabeça de ouro", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, pág. 37
  2. espn.uol.com.br/ Nem Ronaldo, nem Klose: em gols por jogo, maior artilheiro das Copas é húngaro
  3. a b c d e f g h "Ninguém segura a Hungria", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, págs. 6-8
  4. a b c "Foi doping ou vitamina C?", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 43
  5. a b "PUSKAS: O homem que viveu duas vezes", Luiz Freitas Lobo, Planeta do Futebol
  6. a b c d "O major da cavalaria húngara", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, págs. 16-17
  7. a b c d e f g h i j k l La final de los postes, Rafael Martins, Trivela.com
  8. "Surpresas desagradáveis", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 4 - 1950 Brasil, dezembro de 2005, Editora Abril, págs. 10-13
  9. "Como sempre, deserções", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, págs. 10-13
  10. "Rei do regulamento", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 29
  11. a b c "A Batalha de Berna", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 37
  12. "Aquecimento", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 37
  13. a b "30 minutos de pura arte", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, fevereiro de 2006, Editora Abril, pág. 38
  14. a b c d e f "Paciência e correria", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 40
  15. "Os gols da final", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, fevereiro de 2006, Editora Abril, pág. 41
  16. a b c d "Sándor Kocsis - Goals in International Matches", Roberto Mamrud, RSSSF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]