Sándor Kocsis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sándor Kocsis
Sándor Kocsis 1960 cropped.jpg
Informações pessoais
Nome completo Sándor Kocsis Péter
Data de nasc. 21 de Setembro de 1929
Local de nasc. Budapeste, Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946).svg Hungria
Falecido em 22 de julho de 1979 (49 anos)
Local da morte Barcelona, Flag of Spain (1977 - 1981).svg Espanha
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19431944
19451950
1950
19501957
19571958
19581965
Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946).svg Kobanyai
Flag of Hungary (1949-1956).svg Ferencváros
Flag of Hungary (1949-1956).svg ÉDOSZ
Flag of Hungary (1949-1956).svg Honvéd
Suíça Young Fellows
Flag of Spain (1945–1977).svg Barcelona
005 00(0)
059 0(40)
030 0(30)
145 (153)
011 00(7)
0194 0(140)
Seleção nacional
19481956 Flag of Hungary (1949-1956).svg Hungria 068 0(75)
Times/Equipas que treinou
19701971
??
Flag of Spain (1945–1977).svg Hércules
Flag of Spain (1945–1977).svg Alicante
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Helsinque 1952 Futebol

Sándor Kocsis Péter (Budapeste, 23 de Setembro de 1929Barcelona, 22 de Julho de 1979) foi um futebolista húngaro e um dos grandes atacantes da seleção de seu país e do Barcelona.

Kocsis era um ponta-de-lança de muita habilidade, cuja maior característica era o cabeceio forte e certeiro.[1] Copiou o que assistia no pai, um vigoroso e forte zagueiro que também costumava marcar gols em cabeçadas fulminantes.[1] Além disso, era elegante, valente e chutava com eficiência com os dois pés.[1]

Detém o recorde de melhor média de gols por jogo (para jogadores que participaram de mais de 3 jogos) em Copas do Mundo, com 2,2 gols por jogo.[2]

Carreira em clubes[editar | editar código-fonte]

Começou a praticar futebol ainda criança, já demonstrando intimidade e habilidade com a bola aos quatro anos de idade.[1] Em 1946, pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, realizou o sonho de entrar para o clube que torcia,[1] o Ferencváros. Ali, seria campeão húngaro em 1949. Porém, a paixão pelo time não o impediu de trocá-lo pelo Honvéd em 1950: a equipe havia acabado de se associar ao Exército húngaro, e quem atuasse por ela estava dispensado do serviço militar e, consequentemente, desobrigado de servir nas fronteiras.[1]

O Honvéd, por sinal, era o clube onde o vice-ministro dos esportes, Gusztáv Sebes, estava agrupando alguns dos melhores jogadores do país.[3] Ali, convivendo com Ferenc Puskás, Zoltán Czibor (que fora seu colega no Ferencváros) e outros colegas de Seleção Húngara, ganhou os campeonatos húngaros de 1950, 1952, 1954 e 1955. Kocsis foi ainda artilheiro nas edições de 1951, 1952 e 1954. Base da seleção, a equipe era considerada a melhor do mundo na época.[1]

Em 1956, porém, tudo mudou. O clube estava na Espanha, onde jogaria contra o Athletic Bilbao [4] pela Copa dos Campeões da UEFA [5] quando a Revolução Húngara de 1956, movimento de ampla adesão popular em que a Hungria tentou livrar-se da excessiva influência soviética, foi reprimida pelo Pacto de Varsóvia.[4] Os jogadores do Honvéd decidiram não voltar para casa: o jogo de volta contra o Bilbao teve de ser realizado em Bruxelas e os húngaros acabaram eliminados. Os jogadores, para se sustentarem financeiramente,[5] decidiram então realizar a partir dali amistosos pelo mundo,[4] incluindo alguns pelo Brasil, onde jogaram em 1957 contra Flamengo e Botafogo.[6]

A FIFA, então, proibiu os jogadores de atuarem enquanto não regularizassem sua situação com a Federação Húngara.[6] Tal situação arrastou-se por mais de um ano, até que um acordo foi feito: por ele, oito jogadores regressariam à Hungria e os demais se espalhariam pela Europa.[6] Dentre os que sairiam da equipe, estavam Puskás, Kocsis e Czibor, que acabaram indo jogar na Espanha. Puskás pelo Real Madrid, Kocsis e Czibor pelo rival Barcelona. O Honvéd, que no início dos anos 50 era popularmente considerado o melhor time do mundo,[6] só voltaria a ser campeão na década de 1980.

Barcelona[editar | editar código-fonte]

O Barcelona contratou ele e a Czibor por indicação de László Kubala, ex-colega deles no Ferencváros e uma das maiores celebridades futebolísticas europeias naqueles tempos. Durante as negociações com a FIFA, Kocsis estivera na equipe suíça do Young Fellows. A primeira temporada, 1958/59 foi perfeita: o clube conquistou o campeonato espanhol e a Copa do Rei. Na segunda, a de 1959/60, foi novamente campeão espanhol, com dois pontos de diferença sobre o rival Real Madrid. Na Taça das Cidades com Feiras, precursora da atual Liga Europa da UEFA, a equipe sagrou-se campeã após bater por 4 x 1 os ingleses do Birmingham City.

Paralelamente, o time competia também na Copa dos Campeões da UEFA. O clube fazia boa campanha, chegando a passar pelo Milan, além de ganhar do Wolverhampton Wanderers na Inglaterra com quatro gols dele. As semifinais seriam contra o arquirrival. O Real Madrid não deu chances. Com duas vitórias por 3 x 1, os madridistas passaram às finais, das quais sairiam campeões.

O troco no torneio europeu veio na temporada 1960/61: os clubes se enfretaram nas oitavas-de-final. O Real era pentacampeão das cinco edições realizadas do torneio. Insitigados, os barcelonistas conseguem arrancar um empate em 2 x 2 no Santiago Bernabéu e vencer por 2 x 1 no Camp Nou, provocando a primeira eliminação dos merengues na competição.

O Barcelona rumou até a final, passando no caminho também pelo forte Hamburgo de Uwe Seeler, decidindo o torneio com o Benfica. A final seria disputada no Wankdorfstadion, o mesmo palco de Berna em que ele e Czibor perderam a final da Copa do Mundo de 1954 pela Hungria. As más lembranças deixaram Kocsis pessimista antes da partida; ele teria dito ao massagista Ángel Mur que "Esta partida no lo ganaremos".[7]

Alheio a isso, o Barcelona era considerado amplamente favorito.[7] Tinha uma linha ofensiva de grande respeito, formada pelo trio húngaro e pelo brasileiro Evaristo e pelo espanhol Luis Suárez.[7] Kocsis abriu o marcador aos vinte minutos, com sua característica cabeçada forte e certeira.[7] Poderia ter feito o segundo em uma meia bicicleta, salva em cima da linha.[7] Em doze minutos, porém, os portugueses conseguiram virar, aproveitando-se de duas falhas do goleiro Antoni Ramallets [7] e novamente salvaram em cima da linha nova tentativa de Kocsis, de peixinho, aos 41 minutos.[7] Para piorar, o adversário conseguiu fazer 3 x 1 aos dez minutos do segundo tempo.

Nos 35 minutos finais, o Barcelona se lançou ao ataque, com tabelas bem arranjadas, mas com desespero.[7] Após bola mal desviada pela defesa encarnada, Kocsis ficou cara a cara com a meta adversária, sem goleiro. No entanto, o chute acertou a trave esquerda. No minuto seguinte, os postes voltaram a ser perversos ao Barcelona: um chute de Kubala bateu no poste direito e, após passar sobre a linha, bateu no esquerdo e voltou a campo, frustrando as comemorações blaugranas.[7] Czibor diminuiu para 2 x 3 faltando quinze minutos. Faltando dez, o mesmo jogador desferiu um chute violento que explodiu surpreendentemente na trava esquerda.

O resultado foi mantido e eram os lusitanos, para o espanto de todos, os campeões. Para a equipe catalã, ficou a grande frustração de não atingir a glória que o arquirrival conhecera cinco vezes.[7] A comoção em torno das traves, que fizeram a decisão ficar conhecida como "la final de los postes",[7] foi tanta que elas, que eram quadradas, foram trocadas por outras, cilíndricas.[7] O jornal francês L'Équipe estampou no dia seguinte que "Os tiros partiam de todos os lados, mas o Benfica foi protegido por uma sorte sem precedentes". Kocsis, esquecendo-se que o adversário era treinado por seu compatriota Béla Guttmann, declarou: "Agora entendo o que ocorreu em 1954. Neste gramado pesa uma maldição contra todo húngaro que o pise".

A derrota no mesmo Wankdorf (e curiosamente pelo mesmo placar de 1954) pareceu sinalizar o início de uma carência de títulos para Kocsis. O Barcelona não conseguiria ser campeão espanhol até 1974. No clube, Kocsis só ganharia depois a Copa do Rei de 1963. Um ano antes, o time perdeu também a final da Taça das Feiras, para o Valencia. Kocsis aposentou-se no clube ao fim da temporada 1964/65.

Seleção Húngara[editar | editar código-fonte]

Kocsis estreou pela Hungria em 1948, quando ainda estava no Ferencváros. A Seleção desenvolveria um entrosamento perfeito: a partir de 1949, o elenco titular seria composto basicamente por jogadores do Honvéd, onde Kocsis ingressou em 1950. Além disso, quando não atuavam pelos clubes, os craques do país treinavam em conjunto e em período integral, de forma a ensaiar jogadas indefinidamente, até que elas ficassem perfeitas.[3] Como o país declinou em participar das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1950, juntamente com os demais na órbita de influência soviética,[8], o mundo só veio a conhecer a arte húngara nas Olimpíadas de 1952.

A campanha terminou com cinco jogos, cinco vitórias e seis gols de Kocsis. Os magiares marcaram outras quatorze vezes e sofreram apenas dois gols.[3] No inovador esquema do selecionado, Kocsis e seu colega no meio-de-campo Puskás movimentavam-se sem posição fixa, enquanto os os ponteiros recebiam auxílio dos outros médios, ao passo que o centroavante Nándor Hidegkuti recuava para participar da armação de jogadas.[3] Com isso, a Hungria chegava a atacar com até sete atletas, superando em número os defensores adversários.[3] No ano seguinte, novos feitos: a Hungria sagrou-se campeã da Copa Dr. Gerö, precursora da atual Eurocopa, e tornou-se a primeira seleção não-britânica a derrotar a Inglaterra nos domínios ingleses, um verdadeiro choque para o povo inglês.[3] A vitória por 6 x 3 em Wembley foi seguida por um sonoro 7 x 1 na revanche, em Budapeste, a um mês da Copa do Mundo de 1954.

Copa do Mundo de 1954[editar | editar código-fonte]

Os húngaros não precisaram disputar as eliminatórias para se classificarem - seus únicos adversários, a Polônia, retirou-se da disputa. Ninguém, porém, duvidava de que a classificação húngara viria mesmo se disputada em campo.[9] Os magiares chegaram na Suíça como uma impressionante invencibilidade de quatro anos, com 23 vitórias, 4 empates, 114 gols a favor e 26 contra.[3]

Reconhecida com a melhor seleção do mundo na época,[3] a Hungria massacrou a Coreia do Sul na estreia com um 9 x 0 e três gols de Kocsis. Ele marcou outros quatro na partida seguinte, outra goleada, um 8 x 3 sobre a Alemanha Ocidental. Todavia, os magiares, que enfrentavam o time reserva alemão, saíram dali no prejuízo: Ferenc Puskás torceu seriamente o tornozelo ao cair de mau jeito após sofrer entrada por trás de Werner Liebrich.[10]

Sem sua principal figura, os húngaros teriam mais dificuldades nos dois jogos seguintes, já pelos mata-matas. Os gols de Kocsis seriam fundamentais para a ausência ser superada. Nas quartas-de-final, a Hungria enfrentou o Brasil. Com sete minutos, já estava 2 x 0 para ela, após Kocsis acertar outra de suas certeiras cabeçadas.[11] Os gols em poucos minutos eram uma marca registrada dos húngaros: enquanto os adversários ainda estavam nos vestiários, eles costumavam aquecer-se já em campo, pegando o oponente ainda frio na partida.[12] O aquecimento antes das partidas passariam a ser prática comum em todos os times a partir desse pioneirismo húngaro.

Aos poucos, a partida virou uma batalha campal.[11] Os europeus seguravam um 3 x 2 até os 43 minutos do segundo tempo, quando Kocsis acertou outra cabeçada para selar a classificação húngara.[11] O adversário seguinte, nas semifinais, era o campeão Uruguai. Kocsis e Nándor Hidegkuti puseram a Hungria na frente e o time, contrariando seu estilo de jogo, parou de atacar.[13] Os sul-americanos, então conseguiram empatar a quatro minutos do fim, com dois gols de Juan Hohberg. Em uma extenuanete e disputadíssima prorrogação, o mesmo Hohberg chegou a acertar a trave. O tempo extra só foi decidido por Kocsis, que novamente usou a cabeça para marcar mais dois gols.[13]

A final seria um reencontro com a Alemanha Ocidental, agora com os titulares e mais confiante após uma campanha crescente,[14] o que incluía uma goleada de 6 x 1 sobre a Áustria nas semifinais. Por outro lado, Puskás finalmente pôde voltar, ainda sem totais condições de jogo.[14] E foi com uma sobra de um lançamento de Kocsis que Puskás abriu o placar, aos seis minutos.[15]

Bem anulado por Karl Mai, porém, Kocsis não conseguiu produzir o mesmo rendimento de antes - além disso, o time húngaro estava desgastado das duras partidas contra Brasil e Uruguai.[14] Aos onze minutos, conseguiram o segundo gol, mas em nove minutos a partida já estava empatada. A partir de dado momento do segundo tempo, antevendo nova prorrogação, os húngaros passaram a pouparem-se, segurando o ímpeto.[14] Os alemães, faltando seis minutos para o fim, viraram a partida. Puskás ainda marcou um gol aos 43 minutos do segundo tempo, mas um bandeirinha anulou o lance.[14] O resultado foi mantido em favor dos germânicos, que, na primeira e única partida em que Kocsis não marcou na Copa, tiravam a invencibilidade húngara e sagravam-se campeões.

Kocsis confessaria anos mais tarde que todo o elenco húngaro estava certo da vitória.[1] A autoconfiança era tanta que ninguém do grupo reclamou do árbitro quando este ignorou uma suposta falta no goleiro Gyula Grosics no lance do segundo gol alemão: reclamar do juiz era algo que eles nunca faziam, pois eventuais erros de arbitragem costumavam ser compensados com enxurradas de gols.[14] Com onze gols no torneio, Kocsis terminou com a artilharia. É atualmente o segundo jogador que mais marcou em uma única edição de Copa, atrás do francês Just Fontaine, que já em 1958 superou-o ao marcar treze.

Kocsis jogaria ainda outras 27 vezes pela Hungria, com apenas uma outra derrota.[16] No total, foram 68 partidas, com 52 vitórias, 11 empates, apenas 3 derrotas e incríveis 75 gols por seu país.[16]

Após parar[editar | editar código-fonte]

Considerado um traidor em seu país, continuou a morar na Espanha após a aposentadoria. Teve duas experiências como treinador, no início da década de 1970, em dois clubes da cidade de Alicante: o Hércules (onde já havia trabalhado seu compatriota Ferenc Puskás) e o Alicante.

Sua vida teria um fim trágico: em 1979, enfrentou problemas de circulação sanguínea e precisou amputar uma perna.[1] Em seguida, descobriu ter câncer de estômago semelhantemente o que aconteceu com Lev Yashin.[16] Deprimido, suicidou-se, pulando de uma janela da clínica onde estava internado, em Barcelona[16]

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Taça das Cidades com Feiras - 1960
  • Medalha de Ouro nas Olimpíadas - 1952
  • Campeão Húngaro - 1950, 1952, 1954 e 1955
  • Campeão Espanhol - 1959, 1960
  • Copa da Espanha - 1959 e 1963

Artilharia[editar | editar código-fonte]

  • Campeonato Húngaro - 1951, 1952 e 1954
  • Futebol Europeu - 1952 (36 gols) e 1954 (33 gols)
  • Copa do Mundo - 1954 (11 gols)

Gols[editar | editar código-fonte]

  • Barcelona - 140 gols em 194 partidas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i "O cabeça de ouro", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, pág. 37
  2. espn.uol.com.br/ Nem Ronaldo, nem Klose: em gols por jogo, maior artilheiro das Copas é húngaro
  3. a b c d e f g h "Ninguém segura a Hungria", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, págs. 6-8
  4. a b c "Foi doping ou vitamina C?", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 43
  5. a b "PUSKAS: O homem que viveu duas vezes", Luiz Freitas Lobo, Planeta do Futebol
  6. a b c d "O major da cavalaria húngara", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, págs. 16-17
  7. a b c d e f g h i j k l La final de los postes, Rafael Martins, Trivela.com
  8. "Surpresas desagradáveis", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 4 - 1950 Brasil, dezembro de 2005, Editora Abril, págs. 10-13
  9. "Como sempre, deserções", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, págs. 10-13
  10. "Rei do regulamento", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 29
  11. a b c "A Batalha de Berna", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 37
  12. "Aquecimento", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 37
  13. a b "30 minutos de pura arte", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, fevereiro de 2006, Editora Abril, pág. 38
  14. a b c d e f "Paciência e correria", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 40
  15. "Os gols da final", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, fevereiro de 2006, Editora Abril, pág. 41
  16. a b c d "Sándor Kocsis - Goals in International Matches", Roberto Mamrud, RSSSF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]