Juan Hohberg

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Juan Hohberg
Juan Hohberg
Informações pessoais
Nome completo Juan Eduardo Hohberg
Data de nasc. 19 de junho de 1926
Local de nasc. Córdoba,  Argentina
Nacionalidade Argentino e uruguaio
Falecido em 30 de abril de 1996 (69 anos)
Local da morte Lima,  Peru
Apelido El Verdugo
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1946
1947-1948
1949-1960
1960
1961
Argentina Central Córdoba
Argentina Rosario Central
Uruguai Peñarol
Uruguai Racing de Montevidéu
Colômbia Cúcuta Deportivo
7 (2)
51 (31)
130 (95)
6 (3)
37 (19)
Seleção nacional
1954-1959 Flag of Uruguay.svg Uruguai 8 (3)
Times/Equipas que treinou
1962-1963
1964-1966
1968
1969–1970
1971
1972
1974–1975
1977
1977–1979
1981
1981–1982
1982
1983
1985
1991-1992
Colômbia Cúcuta
Colômbia Atlético Nacional
Grécia Panathinaikos
Flag of Uruguay.svg Uruguai
Uruguai Peñarol
Peru Sport Boys
Peru Universitario
Flag of Uruguay.svg Uruguai
Peru Alianza Lima
Flag of Ecuador.svg Equador
Equador Emelec
Peru Juan Aurich
Peru Deportivo Municipal
Peru Sport Boys
Peru Deportivo Municipal
Última atualização: quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Juan Eduardo Hohberg (Córdoba, 19 de junho de 1926Lima, 30 de abril de 1996) foi um futebolista e treinador de futebol argentino naturalizado uruguaio.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Filho de um alemão e de uma argentina, era um atacante completo, que jogava principalmente como meio-esquerda. Começou em 1946, no Central Córdoba e no ano seguinte já estava no Rosario Central, mas em 1948 vai para o então poderoso Peñarol de Montevidéu.

Defenderia o Peñarol até 1960, ao lado de célebres futebolistas como Juan Schiaffino, Obdulio Varela, Roque Máspoli, Óscar Míguez, Alcides Ghiggia e Alberto Spencer. Na equipe aurinegra foi por sete vezes campeão uruguaio (1949, 1951, 1953,1954, 1958, 1959 e 1960) e campeão da Copa Libertadores da América de 1960.

Depois de sair do clube aurinegro, Hohberg defendeu ainda o Racing de Montevidéu e o Cúcuta Deportivo, onde encerrou sua carreira como jogador em 1961.

Seleção Uruguaia[editar | editar código-fonte]

Poderia estar entre os campeões na Copa do Mundo de 1950, mas sua naturalização ainda não havia sido obtida.[1] Quando finalmente conseguiu a cidadania uruguaia, pôde disputar a Copa do Mundo de 1954. O centroavante, todavia, ficaria na reserva nos três primeiros jogos: os dois da primeira fase e as quartas-de-final.[2][3][4] Só recebeu sua chance com a contusão do centroavante titular no jogo contra os ingleses, seu colega de Peñarol Míguez.[5]

Pois naquela partida viveria seu momento mais expressivo pela Seleção Uruguaia. A detentora do título enfrentaria a já célebre Seleção Húngara pelas semifinais. Ambos os times estavam desfalcados de seus líderes: Obdulio Varela e Ferenc Puskás.[5] Os magiares abriram 2 x 0, com Sándor Kocsis e Nándor Hidegkuti, este ainda no início do segundo tempo. Contrariando seus hábitos, pararam de atacar.[6] Aos poucos, os uruguaios passaram a dominar a partida. Aos 31 minutos do segundo tempo, o estreante Hohberg diminuiu, aproveitando lançamento de Schiaffino e tocando na saída do goleiro Gyula Grosics.[6]

Seu gol acendeu a Celeste, que abandonou de vez a defesa e foi recompensada dez minutos depois, com ele novamente marcando, aproveitando confusão na grande área húngara.[6] O cansaço e a emoção foram tão fortes em Hohberg que ele desmaiou e não voltou para os quatro minutos finais da partida,[6] que se encaminhou para a prorrogação. De volta a campo, ele chegou ainda a acertar a trave dos europeus. Os dois times poderiam ter saído com a vitória, que acabou ficando com os húngaros após Kocsis acertar duas cabeçadas certeiras [6] e definir a partida em 4 x 2. A torcida suíça agradeceu grandemente pela espetacular partida, acenando lenços para os jogadores.[6] A partida é comumente considerada como uma das melhores e mais emocionantes da história das Copas, já tendo sido chamada de "jogo do século".

Hohberg participou também da disputa do terceiro lugar, onde marcou o único gol do desmotivado Uruguai na derrota por 3 x 1 para a Áustria.[7] Hohberg jogou pelo Uruguai até 1959; seu país acabou não se classificando para a Copa de 1958.

Após parar de jogar[editar | editar código-fonte]

Depois de abandonar a carreira de atleta, Hohberg foi treinador de várias equipes da Colômbia (Cúcuta Deportivo. Millonarios e Atlético Nacional), Peru (Sport Boys, Universitario, Alianza Lima, Juan Aurich e Deportivo Municipal), Uruguai (Peñarol, Rampla Juniors, Nacional e Bella Vista), Equador (Emelec e LDU de Quito), México (San Luis e Atlético Español) e Grécia (Panathinaikos). Treinou a "Celeste Olímpica" na Copa de 1970, na última boa atuação dos uruguaios em um mundial de futebol (onde foram novamente parados nas semifinais) até a Copa de 2010.

Suas conquistas como treinador vieram todas no futebol peruano, ganhando o campeonato local nos rivais Universitario (1974) e Alianza Lima (1977 e (1978), neste treinando a grande estrela do país, Teófilo Cubillas. E foi no Peru onde Hohberg, que fixou residência no país andino em 1977, encerrou sua carreira no futebol em 1992, vindo a falecer em abril de 1996.

Referências

  1. "Os campeões", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 4 - 1950 Brasil, dezembro de 2005, Editora Abril, págs. 40-41
  2. "Sempre no controle", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 31
  3. "Me inclua fora desta", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 32
  4. "Jogo de alto nível", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 36
  5. a b "Os desfalques", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 36
  6. a b c d e f "30 minutos de pura arte", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 36
  7. "Só um quis ganhar", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 5 - 1954 Suíça, janeiro de 2006, Editora Abril, pág. 39