Ricardo Boechat

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Ricardo Boechat
Ricardo Boechat em 2010.
Nome completo Ricardo Eugênio Boechat
Nascimento 13 de julho de 1952 (62 anos)
Buenos Aires, Argentina
Nacionalidade  brasileiro
Cônjuge Veruska Seibel Boechat
Ocupação Jornalista

Ricardo Eugênio Boechat (Buenos Aires, 13 de julho de 1952) é um jornalista brasileiro. Já esteve presente nos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Foi também diretor de jornalismo na Band, e atualmente trabalha como âncora de dois jornais: nas redes de rádio da BandNews FM e de televisão, a Band do Grupo Bandeirantes de Comunicação.[1] Ganhador de três prêmios Esso, Boechat tem uma coluna semanal na revista ISTOÉ.[2]

Família[editar | editar código-fonte]

Filho de um diplomata brasileiro, nasceu na capital argentina enquanto o pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira na década de 1970 como repórter do extinto jornal Diário de Notícias. Também nessa época, iniciou sua carreira como colunista, colaborando com a equipe de Ibrahim Sued. Em 1983 foi para o jornal O Globo. Em 1987, ocupou por seis meses a secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco (1987-1991). Após o período voltou para O Globo. Nessa mesma ocasião, passou a lecionar na UniverCidade, onde também, convidado pelo professor Paulo Alonso, diretor da instituição e companheiro seu na redação de O Globo, passou a editar o Jornal da Cidade, periódico mensal da faculdade.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Escândalo no setor de telefonia[editar | editar código-fonte]

Ao participar de reportagens na guerra pelo controle das companhias telefônicas no Brasil, teve sua participação citada em reportagem publicada na revista Veja em junho de 2001. O colunista foi demitido do O Globo e da Rede Globo, onde tinha uma coluna no Bom Dia Brasil[4] [5] quando a revista publicou trecho de um grampo telefônico em que ele estava revelando ao jornalista Paulo Marinho o conteúdo das matérias que foram publicadas pelo jornal. A decisão dos diretores da empresa foi unânime, eles alegaram que o comportamento do jornalista feria o código de ética da empresa.[4] Marinho trabalhava para Nelson Tanure, principal acionista do Jornal do Brasil e aliado da TIM, empresa que disputava o controle da Telemig Celular e Tele Norte Celular em confronto com o banqueiro Daniel Dantas.[4]

O escândalo revelou alguns dos métodos empregados nas guerras pelos controles das companhias telefônicas, na qual ocorriam grampos a jornalistas, notícias plantadas e envolvimento de grupos poderosos. Flagrado destes grampos, a situação ficou insustentável na Globo.[5] Nos últimos anos antes da demissão, o jornalista, com sua coluna em O Globo, a mais lida do jornal, se transformou num dos mais influentes jornalistas do país.[6] Também deu início ao primeiro escândalo da quebra do sigilo do painel do Senado Federal, quando, em 2000, revelou que o painel do Senado não era seguro. Pouco depois, disse que a senadora Heloísa Helena teria traído o então Partido dos Trabalhadores na votação que cassou o mandato do senador Luís Estêvão. Antes da demissão, deixou claro que tinha uma cópia da lista de votação. Mesmo assim, ou por isso, ele não foi inquirido pelo Conselho de Ética do Senado por não ser político.[7]

Manifestações de 2013[editar | editar código-fonte]

Se pronunciou a favor das manifestações ocorridas em 2013 como meio de protesto contra a situação política do Brasil.[8]

Discussão com Malafaia[editar | editar código-fonte]

Na sexta-feira de 19 de junho de 2015, Ricardo Boechat e Silas Malafaia protagonizaram uma discussão de grande repercussão. Tudo começou quando no dia 17 de junho, o jornalista decidiu comentar em seu programa na rádio BandNews FM, sobre a 'onda de crimes causada pela intolerância religiosa'[9] [10] , afirmando que: "Os evangélicos são uma massa monumental de brasileiros, sempre ficam muito sensíveis quando se faz alguma crítica que generalize a abordagem. E nesse sentido, eu quero deixar bem claro que essa crítica é uma crítica muito dirigida a pastores e algumas igrejas neopentecostais, e alguns grupos específicos dentro de algumas agremiações religiosas que estão estimulando e levando a cabo ações de hostilidade contra outras religiões, especialmente as religiões de origem africana". Esse trecho despertou a fúria de Silas Malafaia, que sentiu-se ofendido e, através do twitter, escreveu que o jornalista estava falando asneira e também o chamou de idiota. Ao ver as mensagens do pastor, enquanto falava ao vivo pela BandNews Fluminense FM, Boechat resolveu responder às acusações: “É no âmbito de igrejas neo pentecostais que estão acontecendo atos de incitação a intolerância religiosa, mais do que em outros ambientes.[11]

Silas Malafaia passou o dia tweetando mensagens a Ricardo Boechat, além de ter gravado um vídeo para retrucar o jornalista. No vídeo ele acusa Boechat de perder a linha, dizendo que ele não foi imparcial aos ataques contra os cristãos na Parada Gay de São Paulo. O pastor também ameaçou processar o jornalista, bem como desafiou Boechat para um confronto cara a cara em algum programa. Malafaia também acusa o jornalista de não ter moral e alegou que a mãe da menina atacada na saída do terreiro seria frequentadora da sua igreja. Para completar, diz que Boechat “dá chilique no microfone quando não gosta de alguma coisa”. Ele também reafirmou que iria intimar o jornalista na Justiça.[11]

Prêmios e homenagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Referências

  1. Ricardo Boechat na Band News (em português) Band News. Visitado em 18 de janeiro de 2012.
  2. Coluna de Boechat na IstoÉ (em português) ISTOÉ. Visitado em 18 de janeiro de 2012.
  3. RIBEIRO, Julio; SCHUSTER, Marco Antonio. Ricardo Boechat (em português) Revista PressAD. Visitado em 2 de janeiro de 2014.
  4. a b c Gravação provoca demissão de Boechat (em português) Observatório da Imprensa (25 de junho de 2001). Visitado em 18 de janeiro de 2012.
  5. a b REIS, Bia (25 de junho de 2001). Escândalo no setor de telefonia faz Globo demitir Ricardo Boechat (em português) Veja. Visitado em 18 de janeiro de 2012.
  6. O triste fim do jornalismo fiteiro (em português) Observatório de Imprensa. Visitado em 18 de janeiro de 2012.
  7. Matérias sobre Ricardo Boechat no observatório de Imprensa (em português) Observatório de Imprensa. Visitado em 16 de janeiro de 2012.
  8. Ricardo Boechat sobre a primavera brasileira (em português) Protestosbrasil.org. Visitado em 22 de junho de 2013.
  9. RJ lidera denúncias de discriminação religiosa contra crianças: 16 em 4 anos (em português) G1. Visitado em 22 de junho de 2015.
  10. Médium é assassinado dentro de um dos principais centros espíritas do Rio (em português) Extra. Visitado em 22 de junho de 2015.
  11. a b Treta! Pastor Silas Malafaia e jornalista Ricardo Boechat trocam ofensas (em português) Em Resumo. Visitado em 22 de junho de 2015.
  12. Prêmio Esso, página visitada em 21 de junho de 2015.
  13. Portal Comunique-se, página visitada em 21 de junho de 2015.
  14. Portal dos Jornalistas, página visitada em 21 de junho de 2015.