Repórteres sem Fronteiras

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Repórteres sem Fronteiras (RSF, em francês: Reporters sans frontières) é uma organização não-governamental internacional cujo objetivo declarado é defender a liberdade de imprensa no mundo. RSF foi criada na França por Robert Ménard, Rony Brauman e Jean-Claude Guillebaud, em 1985.[1] Sua sede fica no 2° arrondissement de Paris.[2] Em seus comunicados à imprensa e nas suas publicações, RSF declara:

"Repórteres sem Fronteiras defende os jornalistes aprisionados e a liberdade de imprensa no mundo, isto é o direito de informar e ser informado, de acordo com o artigo 19 da Declaração universal dos direitos do Homem."

Linhas de ação[editar | editar código-fonte]

Paris « Beijing 2008 »

As linhas de ação de RSF, explicitadas no site da entidade, são:

  • defender os jornalistas e colaboradores dos meios de comunicação aprisionados ou perseguidos por sua atividade profissional, e denunciar os maus-tratos e a tortura de que são vítimas em muitos países;
  • lutar para fazer recuar a censura e combater as leis que visam restringir a liberdade de imprensa;
  • conceder a cada ano quase trezentas bolsas de assistência, a fim de auxiliar jornalistas ou veículos de comunicação em dificuldade, bem como as famílias de repórteres presos.
  • agir para melhorar a segurança dos jornalistes, notadamente em zonas de conflito.[3]

RSF é membro e fundadora da organização International Freedom of Expression Exchange (IFEX), uma rede mundial de mais de 70 organizações não-governamentais de defesa da liberdade de expressão, que monitora violações à liberdade de imprensa e de expressão, movendo campanhas de defesa de jornalistas, escritores, usuários de Internet e outros que possam ser vítimas de perseguição pelo exercício do direito à expressão.

Em 2005, a organização foi agraciada com o Prêmio Sakharov para a liberdade de espírito, conferido pelo Parlamento Europeu. Para o período de outubro de 2008 a janeiro de 2012, seu secretário-geral é Jean-François Julliard,[4] [5] sucedendo a Robert Ménard, que dirigia a organização desde a sua fundação.

Jean-François Julliard (no centro), recebe a medalha Charlemagne para as mídias europeias, em nome de RSF (2009).

A entidade foi criticada por suas campanhas contra Cuba e a Venezuela, por sua recusa em abordar as questões de liberdade de imprensa na França e por suas ações contra a realização dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim. Além disso, é criticada por ser parcialmente financiada pela National Endowment for Democracy (NED),[6] pela Open Society Institute de George Soros, pelo Center for Free Cuba, pela União Europeia e por grandes empresas transnacionais.

Relatório anual[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Índice de Liberdade de Imprensa

RSF publica a cada ano um relatório sobre o estado da liberdade de imprensa no mundo. Este documento, bastante mediatizado a cada aparição, baseia-se em diversos critérios para avaliar a liberdade de imprensa real em cada país, considerando desde ataques a jornalistas até a existência de leis que possam dificultar ou limitar essa liberdade.

Críticas[editar | editar código-fonte]

A imparcialidade de RSF tem sido questionada por partidos, sindicatos, veículos de imprensa e associações profissionais de jornalistas de diferentes países - e mais recentemente, também pela família do jornalista espanhol José Couso, morto no Iraque por "fogo amigo" das tropas do Estados Unidos.

Há questionamentos quanto às fontes de financiamento da organização e críticas às posições assumidas por seu secretário geral, Robert Menard, sobre a prática de tortura [7]. A análise das contas da RSF, feita por repórteres independentes, e a alegada vinculação de Robert Ménard, à CIA[8], bem como suas declarações de que o uso de tortura seria justificável, em alguns casos,[9] parecem contradizer os valores defendidos pela organização, suscitando reservas quanto à sua imparcialidade e seus reais propósitos .

RSF tem sido acusada também de manter ligações com a oposição ao governo cubano baseada em Miami, e de mover campanha sistemática contra Cuba e contra a Venezuela, com objetivos mais político-ideológicos do que de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Sobre os problemas de neutralidade:

Vídeo 

Referências

  1. http://www.rfointernational.net/article245.html]
  2. Site de RSF.
  3. Présentation de Reporters sans frontières. Publicada em 24 de março de 2011.
  4. Robert Ménard est remplacé par Jean-François Julliard
  5. «Robert Ménard "se passera très bien des médias"» (em French). Le Figaro [S.l.] 2008-09-26. Cópia arquivada desde o original em 2008-12-23. Consultado em 2008-12-24 
  6. Révélations sur le financement de RSF, por Marie-Christine Tabet. Le Figaro, 21 de abril de 2008.
  7. Jean-Noël Darde (2007) Quand Robert Ménard, de RSF, légitime la torture
  8. Jean Guy Allard (2005), Robert Ménard agente de la CIA según un periodista canadiense
  9. Gennaro Carotenuto (2007) Reporteros sin Fronteras: "Sí a la tortura"