Euro

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Euro
Euro / Ευρώ
Dados
Código ISO 4217 EUR
Usado Zona Euro

 Alemanha
 Áustria
 Bélgica
 Chipre
 Eslováquia
 Eslovênia
 Espanha
 Estónia
 Finlândia
 França
 Grécia
 Irlanda
 Itália
Letónia Letónia
 Luxemburgo
 Malta
 Países Baixos
 Portugal
Fora da UE
 Andorra
Mónaco
 São Marino
Vaticano
Reino Unido Akrotiri e Dhekelia(Reino Unido)[note 1]
França Ilha Clipperton (França)
França Saint Barthélemy (França)
Saint-Pierre e Miquelon Saint Pierre e Miquelon (França)[note 2]
França Terras Austrais e Antárticas Francesas (França)

Outros
Kosovo
 Montenegro
 Zimbabwe

Inflação 0.8-3.1% (dependendo do país em 2012)[1]
Banco Central Europeu
fevereiro de 2013
Sub-Unidade
1/100

cêntimo ou centavo
Símbolo
Plural Euros[2]
Moedas 0,01€; 0,02€; 0,05€; 0,10€;
0,20€; 0,50€; 1,00€ e 2,00€
Notas 5,00€; 10,00€; 20,00€; 50,00€;
100,00€; 200,00€; 500,00€
Banco Banco Central Europeu
ECB
Fabricante Não disponível

Euro ()[3] é a moeda oficial de 18 dos 28 países da União Europeia. O euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de janeiro de 1999. O código do euro, divide-se em 100 cêntimos, existindo notas de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 Euro e moedas de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 cêntimos e de 1 e 2 Euro.

Cada moeda em circulação tem uma face comum e uma face que depende do país para que foi cunhada.

As notas de euro são idênticas, mas é possível identificar facilmente a sua origem pela letra que antecede o número de série que 16 dos 18 membros do Euro usam[4] (D - Estónia; E - Eslováquia; F - Malta; G - Chipre; H - Eslovénia; L - Finlândia; M - Portugal; N - Áustria; P - Países Baixos; S - Itália; T - Irlanda; U - França; V - Espanha; X - Alemanha; Y - Grécia; Z - Bélgica).

História do Euro[editar | editar código-fonte]

A ideia do estabelecimento da moeda única na CEE nasceu já na década de 70. Teve como principais defensores os Economistas Fred Arditti, Neil Dowling, Wim Duisenberg, Robert Mundell, Tommaso Padoa-Schioppa e Robert Tollison No entanto, só pelo Tratado de Maastricht, de 1992 esta ideia passou da teoria para o Direito. Este tratado foi celebrado pelos doze países que à data faziam parte da Comunidade Económica Europeia. O Reino Unido e a Dinamarca optaram neste tratado por ficar de fora da moeda única. Na teoria os países que aderissem posteriormente à União teriam quem aderir à moeda única. A Suécia aderiu à União em 1995 mas negociou entrar numa fase posterior. Os critérios para adesão à nova moeda única foram estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento de 1997.

O primeiro nome para o sistema de conversão entre as moedas que se uniriam foi o ECU (European Currency Unit em Inglês). O nome de Euro é atribuído ao Belga German Pirloit que assim o sugeriu a Jacques Santer em 1995. O valor da nova moeda foi ancorado ao do ECU por resolução do Conselho da União Europeia de 31 de dezembro de 1998. Esta entrou em vigor a 1 de janeiro de 1999 em forma não material (transferências, cheques, etc.) e a 1 de janeiro de 2002 em notas e moedas.


Moeda de Reserva[editar | editar código-fonte]

A Zona Euro[editar | editar código-fonte]

A Zona Euro é composta pelos seguintes países da União Europeia, que adotaram a moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal, prevendo-se que com a expansão da União Europeia alguns dos aderentes mais recentes possam nos próximos anos partilhar também o euro como moeda oficial.

O governo dinamarquês anunciou no seu programa de 22 de novembro de 2007 a sua intenção de organizar um referendo sobre a entrada do país na Zona Euro[5]

Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e Vaticano. Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.

Outros países tinham a sua moeda fixada a uma antiga moeda europeia. Este era o caso do escudo cabo-verdiano, que estava ligado ao escudo português, e do franco CFA, que era indexado ao franco francês, em circulação em diversos países africanos, e o Franco CFP, dos territórios franceses no Pacífico.

O banco que controla as emissões do euro e executa a política cambial da União Europeia é o Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt am Main, na Alemanha.

Acumulação internacional de moedas de reserva[6] [7]

Moeda 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Dólar 59,0% 62,1% 65,2% 69,3% 70,9% 70,5% 70,7% 66,5% 65,8% 65,9% 66,4% 64,7% 64,1 % 64,0 %
Euro - - - - 17,9% 18,8% 19,8% 24,2% 25,3% 24,9% 24,3% 25,8% 26,3 % 26,5 %
Marco Alemão 15,8% 14,7% 14,5% 13,8% - - - - - - - - - -
Libra Esterlina 2,1% 2,7% 2,6% 2,7% 2,9% 2,8% 2,7% 2,9% 2,6% 3,3% 3,6% 4,4% 4,7 % 4,1 %
Iene 6,8% 6,7% 5,8% 6,2% 6,4% 6,3% 5,2% 4,5% 4,1% 3,9% 3,7% 3,2% 2,9 % 3,3 %
Franco Francês 2,4% 1,8% 1,4% 1,6% - - - - - - - - - -
Franco Suíço 0,3% 0,2% 0,4% 0,3% 0,2% 0,3% 0,3% 0,4% 0,2% 0,2% 0,1% 0,2% 0,2 % 0,1 %
Outras 13,6% 11,7% 10,2% 6,1% 1,6% 1,4% 1,2% 1,4% 1,9% 1,8% 1,9% 1,7% 1,8 % 2,0 %

Convenções de escrita[editar | editar código-fonte]

Euro 2014
  18 Países da Zona Euro
  2 Países da ERM II
  8 Outros países da UE
  4 Estados que usam o euro em função de tratados com a UE
  2 Estados/territórios fora da UE que adotaram unilateralmente o euro

Com a implementação da nova moeda no quotidiano, decidiu-se que as regras para a formação do plural da palavra (p.ex. euro, euros, euri, eurok), o género, o uso da vírgula ou ponto para separação das casas decimais, e da posição do símbolo da unidade monetária manter-se-iam segundo as convenções nacionais de cada país.[2]

Convenções para Portugal e para a língua portuguesa (e para a generalidade das línguas que não o inglês):

  • Mantém-se a convenção tipográfica prévia da posição do símbolo monetário: tal como o escudo português, o símbolo do euro coloca-se à direita do número. Exemplo: "1 234,56 €" (e não "€ 1 234,56");[8]
  • Deve ser colocado um espaço entre o símbolo "€" e os algarismos. Exemplo: "1 234,56 €" (e não "1 234,56€");[9]
  • Deve existir um espaço entre o símbolo "EUR" e os algarismos, e este símbolo deve ser indicado sempre em maiúsculas. Exemplo: "1 234,56 EUR" (e não "1 234,56EUR" ou "1 234,56 Eur");[carece de fontes?]
  • Deve existir um espaço entre a designação "euro" (ou "euros") e os algarismos, e esta designação deve ser indicada sempre em minúsculas. Exemplo: "1 234,56 euro" ou "1 234,56 euros" (e não "1 234,56euro" ou "1 234,56 Euro");[carece de fontes?]
  • Segundo o sistema métrico, é a vírgula o símbolo que separa os números inteiros das casas decimais. Devem figurar sempre duas casas decimais. Os números superiores à unidade apresentam-se em séries de três, sendo cada série separada por um espaço (e não por um ponto), sendo este espaço designado por separador de milhares. Exemplo: "1 234,56 €" (e não "1.234,56 €" ou "1234.56 €"), "1 234,50 €" (e não "1 234,5 €"); [10]
  • Quando o valor é indicado por extenso, deverão figurar as designações oficiais "euro" ou "cent", ou as variantes usuais "euros", "cêntimo" ou "cêntimos" (existem outras variantes nas restantes línguas). Exemplo: "12,00 €" por extenso indica-se "doze euros" ou "doze euros e zero cêntimos", "12,30 €" por extenso indica-se "doze euros e trinta cent." (e não "doze euros virgula trinta");[carece de fontes?]
  • Valores iguais ou superiores a 1 000 000 000 são lidos e escritos por extenso segundo o sistema métrico, através da escala longa (predominante na Europa). Exemplo: "1 000 000,00 €" lê-se "um milhão de euros", "1 000 000 000,00 €" lê-se "mil milhões de euros" [escala longa] (e não "um bilião de euros" [escala curta]), "1 000 000 000 000,00 €" lê-se "um bilião de euros" [escala longa] (e não um "trilião de euros" [escala curta]), "12 003 004 005,00 €" lê-se "doze mil e três milhões, quatro mil e cinco euros";[carece de fontes?]
  • Por vezes é utilizado o prefixo SI "M" (os restantes prefixos, apesar de válidos não têm utilização usual). O prefixo "M" corresponde a um fator multiplicador de 1 000 000 (um milhão). O mesmo deverá ser utilizado sempre em maiúsculas para evitar ambiguidade com o prefixo "m" que corresponde um fator multiplicador de 0,001 (um milésimo). É habitual suprimir a parte decimal aquando da utilização de prefixos. Exemplo: "1 234 M€" (e não "€ 1234M" ou "M€ 1234") corresponde a "1 234 000 000,00 €".[carece de fontes?]

Tabela de conversão[11] [editar | editar código-fonte]

País Antiga
moeda nacional
Abreviatura Taxa de Câmbio Data de fixação Entrada na União
Económica e Monetária
 Alemanha marco alemão DEM 1,95583 31 de dezembro de 1998 1999
 Áustria xelim austríaco ATS 13,7603 31 de dezembro de 1998 1999
 Bélgica franco belga BEF 40,3399 31 de dezembro de 1998 1999
 Espanha peseta espanhola ESP 166,386 31 de dezembro de 1998 1999
 Finlândia marco finlandês FIM 5,94573 31 de dezembro de 1998 1999
 França franco francês FRF 6,55957 31 de dezembro de 1998 1999
 Irlanda libra irlandesa IEP 0,787564 31 de dezembro de 1998 1999
 Itália lira italiana ITL 1936,27 31 de dezembro de 1998 1999
 Luxemburgo franco luxemburguês LUF 40,3399 31 de dezembro de 1998 1999
 Países Baixos florim neerlandês NLG 2,20371 31 de dezembro de 1998 1999
 Portugal escudo português PTE 200,482 31 de dezembro de 1998 1999
 Grécia dracma grego GRD 340,750[12] 19 de junho de 2000 2001
 Eslovênia tólar esloveno SIT 239,640[13] 11 de julho de 2006 2007
 Chipre libra cipriota CYP 0,585274[14] 11 de julho de 2007 2008
 Malta lira maltesa MTL 0,429300[15] 11 de julho de 2007 2008
 Eslováquia coroa eslovaca SKK 30,1260[16] 1 de janeiro de 2009 2009
 Estónia coroa estoniana EEK 15,6466 31 de dezembro de 1998 2011[17]
Letónia Letónia lats letão LVL 0,702804 1 de janeiro de 2005 2014

Possibilidade de extinção da moeda[editar | editar código-fonte]

Em finais de 2011, foi enunciado em vários parlamentos europeus, mais notavelmente no Parlamento da França e no próprio Parlamento Europeu, a possibilidade de extinção do euro como moeda.[18] Foi referido por François Fillon[19] , primeiro-ministro francês, que o fim da moeda única seria catastrófico para o continente europeu, ao desvalorizar em 25% as economias mais fortes e em 50% as mais frágeis. Várias empresas, como a Autoeuropa, que tem um peso importante na economia portuguesa, avaliam já o cenário próximo de fim do Euro.[20] Embora seja garantido por vários governantes um contínuo esforço de manutenção da moeda, as pressões de rating por parte dos mercados financeiros, têm credibilizado a possibilidade de tal acontecer.

Futuras entradas na União Económica e Monetária[editar | editar código-fonte]

Para adoptar o euro os Estados-membros terão de verificar os critérios de convergência, que impõem limites ao valor percentual do défice público e da taxa de inflação, entre outras condições.

Notas e referências

  1. http://www.ecb.int/stats/prices/hicp/html/hicp_economic_activities_anr_XEFUN0.4.ANR.en.html
  2. a b Patrick O'Beirne. EMU / euro FAQ. Página visitada em 24 de setembro de 2010.
  3. http://www.ecb.int/euro/html/index.pt.html
  4. Banco Central Europeu - Notas, Elementos do desenho.
  5. Título não preenchido, favor adicionar.
  6. 1999-2005, BCE: The Accumulation of Foreign Reserves, Occasional Paper Series, Nr. 43.
  7. 1995-1999 e 2006, Fundo Monetário Internacional.
  8. http://publications.europa.eu/code/pt/pt-370303.htm
  9. http://ftp.infoeuropa.eurocid.pt/files/database/000021001-000022000/000021583.pdf
  10. http://www.bipm.org/fr/CGPM/db/9/7/
  11. http://europa.eu/legislation_summaries/economic_and_monetary_affairs/institutional_and_economic_framework/l25043_pt.htm
  12. A Grécia não foi admitida à adesão inicial a 1 de Janeiro de 1999 por falta de cumprimento dos critérios necessários. Foi admitida dois anos depois, a 1 de Janeiro de 2001, com uma taxa de conversão do Dracma (GRD) para Euro de 340,750.
  13. A taxa de conversão final foi acordada a 11 de julho de 2006. No entanto, esta taxa não era a efetiva formalmente senão já depois da sucessão da tolar pelo euro a 1 de Janeiro de 2007.
  14. A taxa de conversão final foi acordada a 10 de Julho de 2007. No entanto, esta taxa não era a efetiva formalmente senão já depois da sucessão da Libra pelo Euro a 1 de janeiro de 2008.
  15. A taxa de conversão final foi acordada a 10 de Julho de 2007. No entanto, esta taxa não era a efetiva formalmente senão já depois da sucessão da lira pelo euro a 1 de janeiro de 2008.
  16. A taxa de conversão final foi acordada a 8 de Julho de 2008. No entanto, esta taxa não era a efetiva formalmente senão já depois da sucessão da coroa pelo euro a 1 de janeiro de 2009.
  17. Estônia entra para a zona do euro (em português). BBC Brasil (1 de janeiro de 2010).
  18. The Euro Area Is Coming to an End: Peter Boone and Simon Johnson.
  19. François Fillon: Europa seria arruinada pelo fim da moeda única.
  20. Morte do euro: empresas já preparam planos de emergência.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Símbolo do euro Moedas em circulação na União Europeia
Tópicos Zona Euro · Banco Central Europeu · Unidade Monetária Europeia · Moedas de euro
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Futuro
Outras
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€5 · €10 · €20 · €50 · €100 · €200 · €500

Cédulas
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