Transnístria

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Република Молдовеняскэ Нистрянэ (moldávio)
Republica Moldovenească Nistreană
Приднестрóвская Молдáвская Респýблика (russo)
Pridnestrovskaya Moldavskaya Respublika
Придністровська Молдавська Республіка (ucraniano)
Prydnistrovs'ka Moldavs'ka Respublika


República Moldávia Transdniestriana
Bandeira da Transnístria
Brasão de armas da Transnístria
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional: Hino da Transnístria

Localização da Transnístria

Capital Tiraspol
46°50′N 29°37′E (capital)
Cidade mais populosa Tiraspol
Língua oficial Russo1, moldavo2 e ucraniano
Governo República presidencialista
 - Presidente Yevgeny Shevchuk
 - Primeira-ministra Maija Parnas
Território autónomo da República da Moldávia, de facto independente  
 - Declaração de Independência 2 de setembro de 1990 
 - Guerra da Transnístria 2 de março - 21 de julho de 1992 
 - Reconhecimento internacional por apenas três países não membros da ONU3 
Área  
 - Total 4163 km² 
 - Água (%) 2,35
População  
 - Estimativa para 2014 505 153 hab. 
 - Censo 2004 555 347 hab. 
 - Densidade 124,6 hab./km² (n/d.º)
PIB (base PPC)
 - Total US$ 1 bilhão[1] 
 - Per capita US$ 2.000 
Moeda Rublo transnístrio4 (PRB)
Fuso horário (UTC+2)
 - Verão (DST) (UTC+3)
Cód. Internet nenhum5
Cód. telef. ++373; especificamente +373 5 e +373 2
1 O russo é a principal língua oficial e a língua franca.
2 Linguisticamente, o mesmo que romeno.
3 Limitado aos países separatistas Abecásia e Ossétia do Sul.
4 O leu moldavo é usado em localidades sob controle moldavo e na zona de segurança.
5 São por vezes utilizados .ru e .md.

A Transnístria,[2][3] por vezes chamada Transdnístria,[4]Transdniestre ou Transdniéstria,[5] cujo nome significa "além do rio Dniestre", é uma região no Leste Europeu situada dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas como pertences à Moldávia, embora tenha unilateralmente declarado sua independência em 1990 com a ajuda de contingentes russos e cossacos.

A região mantém-se, de facto, independente com o auxílio de forças russas. O Conselho da Europa considera a questão da Transnístria um conflito congelado.

Os nativos chamam ao país República Moldava da Pridnestróvia (Pridnestróvskaia Moldávskaia Respúblika), não aceitando o termo 'Transnístria' por o considerarem romeno.

A capital da região é Tiraspol.

O território hoje independente de facto não corresponde literalmente ao termo 'Transnístria' (quer na acepção russófona quer na acepção moldava), porquanto não fica "além do rio Dniestre", mas antes é atravessado por ele.

Nome[editar | editar código-fonte]

A região é conhecida em português por vários nomes (Transdniéstria, Transnístria, Transdnístria, Trans-Dniestre), não estando ainda generalizada uma única forma gráfica. Etimologicamente, estas grafias estão ligadas ao nome coloquial em romeno (ou moldávio) Transnistria, com o significado de "para lá do rio Dniestre", que no entanto não tem uso oficial nem do lado das autoridades moldávias, nem do lado das transdniestrianas. O rio é designado por Nistru em romeno/moldávio, por Дністе́р (Dnister) em ucraniano e por Днестр (Dnestr).

Os documentos oficiais do governo da Moldávia referem-se à região como Stînga Nistrului (na forma longa: Unitățile Administrativ-Teritoriale din Stînga Nistrului), com o significado de "Margem Esquerda do Dniestre" ("Unidade(s) administrativa(s)-territorial(ais) da Margem Esquerda do Dniestre").

No entanto, de acordo com as autoridades transdniestrianas, o nome da autoproclamada república em inglês é Pridnestrovian Moldavian Republic, que em português seria traduzível para "República Moldávia Pridnestroviana" (em russo: Приднестровская Молдавская Республика, transliterado: Pridnestrovskaya Moldavskaya Respublika; em moldávio cirílico: Република Молдовеняскэ Нистрянэ, transliterado: Republica Moldovenească Nistreană; em ucraniano: Придністровська Молдавська Республіка, transliterado: Prydnistrovs'ka Moldavs'ka Respublika). Os vários nomes são siglados nas três línguas ПМР, РМН e ПМР, siglas essas presentes no brasão de armas da república.

A forma curta proposta pelas autoridades da Transnístria em inglês é Pridnestrovie, transliteração oficial do russo Приднестровье, cuja transliteração internacional é, no entanto, Pridnestrovye (em moldávio cirílico: Нистрения, transliterado: Nistrenia; em ucraniano: Придністров'я, transliterado: Prydnistrovya).

A forma Pridnestrovie, que é o nome usado no dia-a-dia em russo, bem como a ucraniana Prydnistrovya, significam literalmente Cisdniéstria, isto é, "do lado de cá/aquém do Dniestre". O prefixo "pri-" é equivalente ao prefixo português de origem latina "cis-", com o mesmo significado. Por oposição, o prefixo "trans-" significa "além/para lá", e o seu uso na maioria das línguas ocidentais (incluindo o português) reflete a posição geográfica romena e moldávia em relação ao rio Dniestre.

Por outro lado, a forma moldávia Nistrenia significa apenas Dniéstria ou "terra do Dniestre", evitando descrições quanto ao posicionamento geográfico.

Em português é costumeiro o uso das formas:

  • Transnistria: forma gráfica romena/moldávia popularizada na região desde pelo 1924, e que foi divulgada internacionalmente principalmente durante a Segunda Guerra Mundial;
  • Transnístria: adaptação da anterior ao português, com adição do acento.
  • Transdniéstria: adaptação adicional do nome rio (Dniestre) por coerência com o nome usado em português (Dniestre), e mantendo o sufixo "-ia" ("terra do Transdniestre")
  • Transdniestre: grafia simplificada com referência apenas ao rio e sem referência/sufixo relativo à terra;
  • Transdnístria: forma gráfica mista que usa tanto elementos romenos/moldávios ("nístria") como russos/ucranianos ("Dnister"/"Dnestr").
  • Trans-Nistria, Trans-Nístria, Trans-Dniéstria, Trans-Dniestre, Trans-Dnístria: formas desaconselhadas por o prefixo "trans-" não necessitar de hífen, nem haver uso do mesmo nas várias línguas locais.

História[editar | editar código-fonte]

A partir dos séculos X e XI, a história da Transnístria esteve sempre ligada à história da Ucrânia, tendo feito parte, inclusive, de um Estado poderoso e prestigioso na Europa, a Rússia de Quieve, que estabeleceu a base das identidades nacionais das nações eslavas orientais nos séculos subsequentes. A capital do principado era Quieve, hoje capital da Ucrânia. Esta relação fez com que o alfabeto utilizado pela maioria de seus habitantes fosse o cirílico, em vez do alfabeto latino utilizado na Romênia.

Após a extinção desse principado, em consequência das invasões mongóis no século XIII, o território passou por diversas mãos, até que, no final do século XVIII, foi incorporado ao Império Russo.

Com a Revolução Russa, a Transnístria foi incorporada à então criada (março de 1919) República Socialista Soviética da Ucrânia, que foi posteriormente anexada à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, quando da criação desta em dezembro de 1922.

Em 23 de agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop que estipulava, entre outras coisas, o «interesse» soviético por territórios situados na Romênia. No período, verificam-se esforços para a russificação da Transnístria, inclusive com o estímulo ao assentamento de imigrantes de etnia e língua russa na região.

Em 1940, início da Segunda Guerra Mundial, já invadida, a Romênia perdeu a Bessarábia para a União Soviética. Em 1941, numa contraofensiva, a Romênia, aliada da Alemanha, retomou a região, tornando a perdê-la para as tropas russas em 1944. No final da guerra, sob domínio soviético, a Bessarábia foi dividida em partes, uma das quais dá origem à República Socialista Soviética da Moldávia [4]. A República Socialista Soviética da Ucrânia também cede parte de seu território, a Transnístria, para a formação do novo país.

Em 1990, em meio à onda de independências das ex-repúblicas soviéticas, a Moldávia decretou a obrigatoriedade da língua moldava (uma variante do romeno) em todo o seu território e proibiu o ensino e a utilização do russo na Transnístria. Esta proclamou então a sua independência, que não foi reconhecida pela Moldávia. Uma intervenção soviética na região, ainda em 1990, evitou a guerra civil naquele ano. Após a independência da Moldávia em relação à URSS, em agosto de 1991, eclodiu a guerra civil. Contingentes militares e policiais da Moldávia, com o apoio de voluntários romenos e moldavos, invadiram a Transnístria, tendo causado numerosas baixas entre os civis. A intervenção militar russa impediu o massacre da população russófona. Em 1992 foi assinado um cessar-fogo entre o governo moldavo, os separatistas e a Federação Russa, em troca de uma maior autonomia à província. No entanto, manteve-se uma situação de independência de facto, havendo atualmente uma fronteira real entre a Moldávia e a Transnístria, com controlos militares, policiais e aduaneiros de cada lado, que todavia não impedem a normal circulação de pessoas e bens. Entre os beligerantes, mantêm-se contingentes de capacetes azuis das Nações Unidas, constituídos por militares russos.

Em 2004, ainda sob ocupação do exército russo, o governo da Transnístria encerrou diversas escolas que utilizavam o alfabeto latino (alegadamente por o seu número ser desproporcionado em relação ao número de transnístrios de língua moldava) e promoveu o uso do alfabeto cirílico, o mesmo empregado na escrita russa.

Em 2006 foi realizado um referendo na Transnístria (sem o apoio do governo moldavo), cujo resultado indicou a preferência da população pela independência e posterior união com a Federação Russa. Contudo, dada a falta de contiguidade geográfica (entre a Rússia e a Transnístria estende-se todo o território da Ucrânia), o governo russo não parece recetivo a uma integração política da Transnístria, considerando a sua situação distinta das da Abcásia e da Ossétia do Sul, estas geograficamente contíguas à Rússia na zona do Cáucaso. O apoio de Moscovo à Transnístria manifesta-se, nomeadamente, pela venda de combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) a preços favoráveis.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

600 a.C.: No local da atual Tiráspol, é fundado o primeiro estabelecimento, uma colônia grega chamada Tyras.

100 a.C.: Habitada por citas, a Pridnestróvia é formalmente parte da Sarmácia eslava. O rio Dniestre dá forma à fronteira com a Dácia, precursora da Romênia e da Moldávia de hoje.

850: Na Idade Média, a Pridnestróvia ou Transnístria é povoada por tribos de eslavos e por nômades calmos da Turquia. Como uma fronteira natural, o rio Dniestre marca uma separação desobstruída das terras romanas (Moldávia, ao oeste).

1450: A Pridnestróvia transforma-se em parte formal do Grão-Ducado da Lituânia no século primeiro. As fortes influências da Europa do Norte podem ainda ser vistas na cultura e na arquitetura da Pridnestróvia, em consequência da união polaco-lituana (República das Duas Nações) que a incluía. A fronteira com a Moldávia ficou delimitada pelo rio Dniestre.

1792: O império russo incorpora a área, permanecendo a fronteira com a Moldávia a partir do rio Dniestre.

1924: A Pridnestróvia é incorporada na República Socialista Soviética da Ucrânia.

1939: Assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop entre União Soviética e Alemanha.

1940: Stálin invade a Romênia e anexa partes de seu território. É criada a República Socialista Soviética da Moldávia com territórios conquistados à Romênia e à Pridnestróvia, então parte da República Socialista Soviética da Ucrânia.

1990: Em 2 de setembro, a Pridnestróvia proclama sua independência em relação à Moldávia. Tropas soviéticas entram na região.

1991: A República da Moldávia declara sua independência em relação à URSS[6]. Guerra civil na Pridnestróvia.

1992: Cessar-fogo.

2006: Referendo sobre a independência da região, que dá apoio esmagador ao corte com a Moldávia e à eventual integração na Federação Russa.

Política[editar | editar código-fonte]

Mapa do Reino da Romênia em 1939: O rio Dniester delimita a fonteira entre Romênia e Ucrânia
Mapa das fronteiras acordadas no pacto Molotov-Ribbentrop e mapa das fronteiras reais de 1939
Romênia após a Segunda Guerra Mundial. Os territórios perdidos estão indicados a verde-claro.
Ver artigo principal: Política da Transnístria

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões da Transnístria

Regiões administrativas:
Os nomes em russo entre parênteses.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia da Transnístria

A Transnístria não tem acesso ao mar, mas tem fronteiras com a Bessarábia (isto é, o resto da Moldávia) a oeste (411 km) e com a Ucrânia (405 km) a leste. É um vale estreito que corre de norte a sul ao longo da margem do rio Dniester, que forma uma fronteira natural ao longo da maior parte adjacente ao (resto da) Moldávia. Tiráspol, a capital e maior cidade da Transnístria, tem cerca de 160.000 habitantes.

O território controlado pela Transnístria é em grande parte (mas não totalmente) coincidente com a margem esquerda (leste) do rio Dniester. Inclui dez cidades e vilas e 69 comunas, com um total de 147 localidades (sem essa forma legal definida como tal). Seis municípios da margem esquerda (Cocieri, Molovata Noua, Corjova, Pirita, Cosnita e Dorotcaia) permaneceu sob o controle do governo da Moldávia após a Guerra da Transnístria, em 1992, como parte de Dubăsari. Eles estão localizados ao norte e ao sul da cidade de Dubăsari, que por sua vez está sob o controle da Transnístria. A cidade de Roghi de Molovata Noua também é controlada pela Tiráspol (a Moldávia controla as outras nove das dez aldeias dos seis municípios).

Na cidade margem oeste do Bender e 4 comunas (contendo um total de 6 aldeias) a leste, sudeste e sul, na margem oposta do rio Dniester, na cidade de Tiraspol (Proteagailovca, Gisca, Chitcani e Cremenciug) eles são controlados pelas autoridades da Transnístria.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia da Transnístria

Possui bandeira e vários símbolos relacionados à União Soviética e apenas uma empresa estatal, que cuida dos supermercados, cassinos e da única operadora de celular. O país tem dificuldade para atrair investidores por ser não reconhecido por nenhum Estado associado à ONU.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia da Transnístria

Segundo o censo de 1989, a população era de 679.000 habitantes, incluindo todos os locais da zona de segurança, incluindo aqueles que estão sob o controle da Moldávia. Segundo o censo de 2004, a população era de 555.347 habitantes, excluindo as áreas sob controle moldavo.

No total, em áreas do governo Transnistria controlados, houve 555.347 pessoas, incluindo 177.785 moldavos (32,10%), 168.678 russos (30,35%) 160.069 ucranianos (28,81%), 13 858 bulgaros (2,50%), 4.096 gagauz (0,74%), 1.791 polacos (0,32%), 1.259 judeus (0,23%), 507 ciganos (0,09%) e 27,454 de outros grupos étnicos (4,94%). Destes, 439.243 vivem na Transnístria e 116.104 viviam em localidades controladas pelo governo da Transnístria, mas que formalmente pertencem a outros bairros de Moldova: a cidade de Bender (Tighina), as comunas de Proteagailovca, Gisca, Chitcani, Cremenciug e a cidade de Roghi da comuna Molovata Nouă.

Os moldavos são o maior grupo étnico, representando a maioria absoluta nas duas zonas da região da Transnítria central (distrito de Dubăsari, 50,15% e Grigoriopolsky, 64,83%) a maioria relativa de 47,82% ao norte no distrito de Camenca e 41,52% no distrito de Slobozia ao sul. No distrito de Rîbniţa eram uma minoria de 29,90% e na cidade de Tiraspol eram uma minoria de 15,24% da população.

Os rusos são o 2º grupo étnico mais numeroso, o que representa uma maioria relativa de 41.64% na cidade de Tiráspol, uma minoria de 24.07% em Slobozia, 19.03% em Dubăsari, 17.22% en Rîbnița, 15,28% em Grigoriópol e 6.89% em Camenca. Os ucranianos são o 3º grupo étnico mais numeroso, representados por uma maioria relativa de 45.41% no distrito de Rîbnița, 42.55% em Camenca, 32.97% em Tiráspol, 28.29% em Dubăsari, 23.42% em Slobozia e 17.36% em Grigoriópol.

Os búlgaros são o 4º maior grupo étnico na Transnístria, embora muito menos do que os 3 maiores grupos étnicos. A maioria dos búlgaros na Transnístria são búlgaros bessarabianos, descendentes de estrangeiros que se instalaram na Bessarábia nos séculos XVIII e XIX. O principal centro dos búlgaros na Transnístria é a grande aldeia de Parcani, que teve a maioria absoluta dos búlgaros e uma população total de cerca de 10.000 búlgaros.

Em Bender (Tighina) e outros locais que não estão sob o controle do governo separatista, russos representam uma maioria relativa de 43,43%, seguido pelos moldavos com 26,15%, ucranianos com 17,08%, búlgaros com 2,89%, gagauz com 1,03%, judeus com 0,34%, polacos com 0,17%, ciganos com 0,13% e outros grupos com 7,78%.

Cerca de 62% da população da Transnístria pertence a um grupo étnico eslavo.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura da Transnístria

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Subdivisões da Moldávia Bandeira da Moldávia

Condados ou Distritos:

Anenii Noi | Basarabeasca | Briceni | Cahul | Cantemir | Călăraşi | Căuşeni | Cimişlia | Criuleni | Donduşeni | Drochia | Dubăsari | Edineţ | Făleşti | Floreşti | Glodeni | Hînceşti | Ialoveni | Leova | Nisporeni | Ocniţa | Orhei | Rezina | Rîşcani | Sîngerei | Soroca | Străşeni | Şoldăneşti | Ştefan Vodă | Taraclia | Teleneşti | Ungheni |

Municípios: Chişinău | Bălţi | BenderRegiões autônomas: Gagaúzia e Transnístria

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