Miguel Corte Real

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Miguel Corte-Real (c. 1450 – talvez em 1502) foi navegador português desaparecido nas costas da América do Norte por volta de 1502. O seu desaparecimento deu origem a várias pesquisas e teses controversas, a mais conhecida das quais é do seu naufrágio nas costas da Nova Inglaterra, onde teria mantido contacto com as populações índias e gravado a conhecida epígrafe da Pedra de Dighton.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Miguel Corte-Real era filho de João Vaz Corte Real, capitão do donatário na ilha Terceira, Açores e irmão de Gaspar Corte-Real. Gaspar Corte-Real desapareceu numa viagem de exploração à Terra Nova, então conhecida por Terra Nova dos Bacalhaus, realizada em 1501. No ano seguinte Miguel partiu numa expedição em direcção ao noroeste do Atlântico em sua busca, mas também desapareceu.

O poeta siciliano Giovanni Cataldo Parisio, também conhecido por Cataldo Sículo, que residiu temporariamente em Lisboa em finais do século XV, dedicou a Miguel Corte-Real um poema, incluído na sua colectânea Poemata, publicada em Lisboa no ano de 1502. Por aquele poema se pode deduzir que Miguel Corte-Real terá exercido as funções de porteiro-mor do rei D. Manuel I de Portugal e terá participado numa expedição militar ao norte de África.

Também se sabe que Miguel Corte-Real não participou na expedição capitaneada por seu irmão em 1501, apesar de a ter financiado em troca da partilha das terras que descobrisse, porque naquele ano terá partido, por ordem régia, em auxílio dos venezianos nas suas lutas contra os turcos no Mediterrâneo oriental.

Verificado o desaparecimento do irmão, no inverno de 1502/1502 organizou uma expedição, composta por três navios, destinada a proceder a buscas na zona para onde ele tinha partido. A expedição partiu de Lisboa a 10 de Maio de 1502 e atingiu a costa da Terra Nova, onde os navios se separaram para alargar a área investigada, marcando encontro numa baía para o dia 20 de Agosto. Pela data aprazada dois dos navios tinham comparecido, mas o de Miguel Corte-Real nunca mais foi visto.

No ano seguinte o irmão mais novo, Vasco Anes Corte-Real, solicitou autorização para partir em busca dos irmão desaparecidos, mas o rei, temendo novo desaparecimento, não autorizou a expedição. Contudo, naquele ano dois navios terão partido para o noroeste do Atlântico, mas foram debalde as suas buscas.

Fotografia da Pedra de Dighton, onde o Prof. Delbarre decifra Miguel Cortereal, a Cruz da Ordem de Cristo e a data de 1511.

A partir da leitura feita por Edmund Delabarre em 1918, surgiu a tese de que as inscrições feitas na Pedra de Dighton, no que é hoje o estado norte-americano de Massachusetts, teriam sido feitas por Miguel Corte-Real. Naquelas interpretações da inscrição, os seus defensores vêem a Cruz de Cristo, o escudete português e o seguinte texto em latim:

MIGUEL CORTEREAL v[oluntate] DEI
hic DUX IND[iorum]
1511

cuja tradução para português dirá:

MIGUEL CORTEREAL pela vontade de DEUS
aqui CHEFE dos ÍNDios
1511

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BIGGAR, H. P.; Voyages of the Cabots and the Corte-Reals (1903).
  • RAMALHO, Américo da Costa; Um elogio em latim, contemporâneo de Miguel Corte-Real in Humanitas, vol. 25-26 (1973-1974), pag. 3.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]