CNT Curitiba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de TV Paraná)
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde Setembro de 2008). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
CNT Curitiba
Rádio e Televisão OM Ltda.
Curitiba, Paraná
Brasil
Tipo Comercial
Canais 06 VHF analógico
43 UHF digital (6.1 virtual)
Sede Curitiba, PR
Rua Francisco Caron, 1100 - Pilarzinho
Rede CNT (TV Universal)
Rede(s) anterior(es) Rede Tupi (1960-1980)
Rede Bandeirantes (1980-1990)
Rede OM (1990-1993)
CNT (1993-2007)
TV JB (2007)
Fundador José Carlos Martinez
Proprietário Família Martinez
Antigo proprietário Diários Associados (1960-1980)
José Carlos Martinez (1980-2003)
Presidente Flávio Martinez
Fundação 19 de dezembro de 1960 (57 anos)
Prefixo ZYB 390
Nome(s) anteriore(s) TV Paraná (1960-1993)
CNT Curitiba (1993-2007)
TV JB Curitiba (2007)
Cobertura Grande Curitiba e áreas próximas
Potência 37 kW
Página oficial www.cnt.com.br

CNT Curitiba é uma emissora de televisão brasileira sediada em Curitiba, capital do estado do Paraná. Opera no canal 6 VHF (43 UHF digital), e é uma emissora própria e matriz da Central Nacional de Televisão. Divide a cabeça-de-rede juntamente com as filiais do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Londrina. Foi inaugurada originalmente em 1960 pelos jornalistas Adherbal Stresser e Ronald Sanson Stresser, ainda denominada como TV Paraná, e já foi afiliada das redes Tupi, Bandeirantes e Record.

História[editar | editar código-fonte]

TV Paraná (1960-1993)[editar | editar código-fonte]

A TV Paraná[1] foi inaugurada em 19 de dezembro de 1960, quase no final do ano, pelo jornalista Adherbal Stresser e seu filho Ronald Sanson Stresser, pertencente ao Diários Associados, controlado por Assis Chateaubriand, tornando-se a segunda emissora de TV no Paraná (antes, a TV Paranaense havia sido inaugurada em 29 de outubro do mesmo ano, através do canal 12).

As duas emissoras dividiam audiência até final de 1967, quando a TV Iguaçu foi inaugurada em 27 de dezembro, pelo então governador do Estado do Paraná, Paulo Pimentel, fundador e proprietário dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná.

Por volta de 1968, a emissora passou instalar repetidoras no interior do Paraná, que posteriormente (apesar do nome e do formato dos programas locais) expandiu-se para o norte do estado vizinho, Santa Catarina. As cidades Blumenau, Joinville e entre outras, recebiam imagens precariamente por repetidoras, antes do surgimento da TV Coligadas (Canal 3 de Blumenau), que teoricamente é a primeira do estado a surgir em 1969.

Com a crise das empresas da Rede Tupi no final dos anos 70, os Diários Associados e a Família Stresser anunciaram a venda da TV Paraná. Os empresários da Organizações Martinez, Oscar Martinez, José Carlos Martinez e Flávio de Castro Martinez (respectivamente pai e irmãos) se oferecem para comprar a emissora, que na época presidiam a Organizações Martinez (OM) e que tinha a TV Tropical de Londrina (que entrou no ar no dia 15 de março de 1979, como afiliada à Rede Globo e em 1 de dezembro do mesmo ano, à Rede Bandeirantes).

Após intensa negociação, a OM compra a TV Paraná, a então tradicional de Curitiba, em abril de 1980, para formar futura rede de âmbito estadual: a Rede OM. Por suas condições geográficas, a emissora se tornou cabeça de rede local, mantendo-se afiliada à Rede Tupi.

Formação da Rede OM (TVs Paraná e Tropical)

Com a cassação e a extinção da TV Tupi em 18 de julho, a TV Paraná (juntamente com a TV Tropical), passou a transmitir a Rede Bandeirantes. Com nova rede, a emissora começava nova fase com a rede estadual da Rede OM. Com afiliação, a TV Paraná tornou-se umas das primeiras afiliadas da rede em formação e que posteriormente tornou-se umas das principais afiliadas nos anos 80.

Foi nesse mesmo ano que o programa Cadeia (mais tarde viria se chamar Cadeia Nacional, em 1992), apresentado pelo mais polêmico repórter policial do Brasil, Luiz Carlos Alborghetti, que foi um dos grandes campeões de audiência que nesta época foi inserido na grade de programação.

Uma das marcas registradas da emissora são os debates políticos. Tudo começou em 1982, quando a emissora realizou um debate para o governo do estado do Paraná. Desde então, foram realizados importantes encontros entre os postulantes a diversos cargos, pelo Brasil afora, desde candidatos a prefeito. José Carlos Martinez sempre ressaltou o orgulho que sentia ao promover debates através de sua emissora.

Em 1986, quando o Brasil já tinha quatro títulos mundiais de Fórmula 1, conquistados por Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, a emissora cria o programa Pole Position dedicado exclusivamente ao automobilismo. Outro importante programa esportivo foi o Telesporte. A Rede OM tinha a programação da Bandeirantes na qual havia grande tradição no esporte.

Em 1988, quando tinha recém-completados 27 anos (no final de 1987), a emissora ampliou potência no transmissor para 37 kWs, ampliando cobertura nos municípios entorno de Curitiba e comprou novos equipamentos modernos (câmeras, vídeo cassetes) e criação de novas ilhas de edições.

Em 1990, depois de mais de 10 anos de afiliação à Bandeirantes, a Rede OM (TVs Paraná e a Tropical) passaram a serem primeiras afiliadas à recém-criada Rede Record que passou ter sinal via satélite pela Embratel em 1 de novembro do mesmo ano.

Em 1991, pouco mais de um ano de afiliação com a Record, a Rede OM (TVs Paraná e a Tropical) entraram com pedido de transmissão em via satélite com a Embratel, prevista para 1992, quando deixará a Record e se tornar independente. Na prática, a nova rede nacional aparecia, com as negociações que levaram a compra da TV Corcovado do Rio de Janeiro.

Em 28 de fevereiro de 1992, a TV Paraná deixou a Rede Record e passou a gerar programação da Rede OM, quando passou ser transmitido em via satélite da Embratel para antenas parabólicas. Nos meses seguintes, a nova rede ganhou primeiras afiliadas (entre elas, a TV Gazeta de São Paulo e afiliadas em SP, Pernambuco, Maranhão, Tocantins e Rondônia).

CNT Curitiba (desde 1993)[editar | editar código-fonte]

Surgiu no dia 23 de maio de 1993, a CNT Curitiba quando a Rede OM (com as emissoras TV Paraná e TV Tropical) foi reformulada e o nome da rede foi mudado para Central Nacional de Televisão. Na prática, a OM mudou de sigla para CNT. Com isso, as emissoras foram extintas com nomes CNT Curitiba e CNT Londrina.

As CNTs de Curitiba e Londrina passam gerar para todo Brasil a programação da CNT, inclusive até liderando audiência no Paraná e diversos lugares do Brasil (graças aos policiais Cadeia Nacional e 190 Urgente, novelas, séries e programas como Mulheres da CNT Gazeta).

No entanto, a CNT que iniciou rápido crescimento já na fundação em 1993, declinou muito rápido no final dos anos 1990 (entre 1997 a 1999), quando perdeu diversas afiliadas e a crise financeira que atingiu em 1998, o que levou a emissora praticamente alugar horários e perder audiência e afiliadas (entre 1999 a 2001).

TV JB Curitiba (2007)

Manteve a nomenclatura CNT Curitiba até o início do ano de 2007, quando a CNT é arrendada pela Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), empresa controlada pelo empresário baiano Nelson Tanure (que veicula os jornais Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil e a edição brasileira da revista Forbes).

Volta da CNT Curitiba (desde 2007)

Em 17 de abril, a CNT Curitiba passou a se chamar TV JB Curitiba e as sedes se dividem entre Rio de Janeiro e São Paulo, mas a parceria termina conturbada em 5 de setembro do mesmo ano, quando a CNT Curitiba voltou ser chamada.

Atualmente está rendendo 22 horas de sua programação à Igreja Universal, enquanto que às 2 horas restantes estão para a CNT.

Sinal digital[editar | editar código-fonte]

PSIP Canal Proporção de tela Programação
6.1 43 UHF 480i / 1080i Programação principal da CNT Curitiba / CNT

A emissora iniciou, no dia 16 de dezembro de 2011, os testes de transmissão digital. O sinal pode ser captado pelo canal 43 UHF (6.1 virtual).

Transição para o sinal digital

Com base no decreto federal de transição das emissoras de TV brasileiras do sinal analógico para o digital, a CNT, bem como as outras emissoras de Curitiba, cessou suas transmissões pelo canal 6 VHF no dia 31 de janeiro de 2018, seguindo o cronograma oficial da ANATEL.[2]

Programas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver tembém[editar | editar código-fonte]

Precedido por
TV Paraná
Canal 6 VHF de Curitiba
19932007
Sucedido por
TV JB Curitiba
Precedido por
TV JB Curitiba
Canal 6 VHF de Curitiba
Desde 2007
Sucedido por
  1. José Wille (14 de junho de 2011). «Memória: Como a TV chegava ao interior no passado». CBN Curitiba. Consultado em 12 de agosto de 2012 
  2. Higa, Paulo (15 de fevereiro de 2016). «Quando a TV analógica será desligada na sua cidade». Tecnoblog. Consultado em 29 de setembro de 2016