Fortaleza (Blumenau)

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Fortaleza é um bairro localizado à margem esquerda do rio Itajaí-Açu, na zona leste de Blumenau, município do estado de Santa Catarina, no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

O bairro não teve uma data de criação específica, mas a primeira vez em que seu nome apareceu oficialmente em mapas foi no ano de 1864, conjugado com o bairro Capim Volta, atual Ponta Aguda. Posteriormente, o Capim Volta foi dividido formando dois bairros, sendo que mais ao norte ficou a Fortaleza. No ano de 1932, foi criada na rua Samuel Morse, a Sociedade Cordialidade, cuja passou a ser denominada em 1939 de Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza e que anos mais tarde passaria a se chamar Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza-Tribess.

A partir de 1964, o bairro Fortaleza, começou a se transformar em um bairro residencial, haja vista que seus terrenos são semiplanos e propícios para tal construção, sendo que a partir de 1970 o bairro ganhou grande impulso no que se diz em crescimento populacional e urbano. Um dos fatores que mais influenciou no crescimento do bairro foi as enchentes, o que induziu a população a procurar lugares livres de enchentes.

O Transporte Coletivo no bairro começou a ser operado no inicio da década de 50, aonde só havia algumas viagens Salão Tribess/Centro – Via Ponta Aguda, durante as duas décadas seguintes, com o crescimento do bairro, a linha Salão Tribess/Centro foi ampliada até o Dorow e passou a se chamar Fortaleza. Também para atender a população da Hermann Tribess, que até então fazia parte do bairro, foi criada a linha Tribess/Rua Brusque – Via Rua São Paulo.

A Estrada Geral da Fortaleza, principal rua do bairro, recebeu da denominação de Francisco Vahldieck, através da Lei nº 1693 de 12 de outubro de 1970. Através da Lei nº 1891 de 03 de novembro de 1972 foi criada a Rua Fritz Koegler. O bairro também possui ligação com o Anel Viário Norte, através da rua Fritz Spernau, criada através da Lei nº 2392/78 de 06 de setembro de 1978.

Atualmente o bairro é cortado ao norte pela Rodovia BR-470 (Blumenau – Navegantes) e também pela Via Expressa Paul Fritz Kuehnrich, principal acesso a cidade e ao bairro.

Aspectos Econômicos[editar | editar código-fonte]

O Bairro Fortaleza tem atualmente, característica residencial, mas isto está mudando devido a grandes investimentos efetuados no bairro. O comércio se fortalece dia após dia com a criação de pequenas associações de comerciantes, como é o caso da UNIFORT (União do Comércio da Fortaleza). Por ter pouca interferência de enchentes, o bairro possui grande área edificavel e que ainda podem ser utilizados para criação de fábricas, centros comerciais, condomínios e residências.

Hoje o bairro conta com um Centro Comercial (CCF – Centro Comercial Fortaleza), e conta com várias lojas de setores variados espalhadas ao longo das vias do bairro.

Equipamentos Urbanos[editar | editar código-fonte]

Para que uma Unidade Administrativa da esfera Federal, Estadual ou Municipal possa executar suas atividades e manter o controle é necessário que estas possuam Instituições/Órgãos Públicos. Devem localizar-se em pontos estratégicos, a fim de atender, primeiramente, as necessidades básicas da comunidade. Ao atender a comunidade deve inteirar-se das dificuldades, promovendo políticas de planejamento, controle e execução de obras e serviços públicos, como também regulamentar as atividades da iniciativa privada.

Após a criação das Leis, pelo Legislativo, surge a responsabilidade dos administradores destas Instituições/Órgãos Públicos a execução e controle de todas as atividades existentes, segundo sua área de abrangência.

Na década de 50, um senhor de sobrenome Lange, começou a fazer algumas viagens Salão Tribess / Centro passando no bairro Ponta Água. Anos mais tarde, o ônibus “Roh-öhl”, da marca Ford com bagageiro no teto, foi comprando pelos Irmãos Harry e Helmut Wruck, que deram o pontapé inicial na empresa Transporte Coletivo Wruck Ltda. No ano de 1968, a Empresa Nossa Senhora da Glória comprou a linha dos Irmãos Wruck e foi ampliando gradativamente que ela chegou à sua configuração atual, que vai até o Dorow (Fortaleza Alta).

Vendo também a necessidade da comunidade que morava na parte final da Rua Francisco Vahldieck e das pessoas que moravam Hermann Tribess, até então rua que fazia parte do bairro, foi criado à linha Tribess / Rua Brusque via Rua São Paulo, cuja linha também atendia as necessidades do bairro.

No inicio dos anos 90, o sistema de linhas de Blumenau foi reformulado e o bairro passou a ser atendido pelas linhas 1-Fortaleza via Ponta Aguda e 3-Tribess/Rua Brusque via Rua São Paulo. Em 1995, com a criação do sistema integrado, a linha 3-Tribess/Rua Brusque virou 603-Tribess e passou a ser integrada no Terminal Urbano Emilio Odebrecht (Fonte), enquanto isso a linha 1-Fortaleza continuou fazendo balizamento na Praça Marechal Mascarenhas de Morais (Fonte Luminosa). Para atender uma demanda de passageiros que trabalhavam nos bairros Itoupavazinha, Salto do Norte e Itoupava Central, foram criadas as linhas 109-Albert Einstein e 110-Fritz Koegler, ambas saiam do Terminal Urbano Luiz Sackl (Aterro). A linha 109-Albert Einstein passava pelo Bairro Itoupava Norte, Rua 23 de Outubro, Fritz Koegler e ia até a localidade de Dorow, atual Bairro Fortaleza Alta. Já a linha 110-Fritz Koegler passava na Dr. Pedro Zimmermann, Rodovia BR 470, Fritz Koegler, Julio Michel, Rua da Coca, Rodoviária, Via Expressa, Fritz Koegler e seguia para o Terminal Aterro.

Até então nesta época, grande parte da população pagava mais de duas passagens para se locomover no bairro. Por este motivo, foi construído no entroncamento das ruas Júlio Michel e Francisco Vahldieck o Terminal Urbano Helga Cecatto, o Terminal Fortaleza. O nome do terminal é uma homenagem à dona do terreno onde fica o atual terminal. Dona Helga morava aonde é a atual Fortaleza da Pizza. No dia 14 de março de 1999, foi inaugurado o terminal que entrou em operação sete dias depois da inauguração. Com a inauguração do terminal as linhas 109 e 110 foram extintas e as linhas 1-Fortaleza e 603-Tribess foram integradas no terminal. Para atender os passageiros que desejavam ir ao Centro foram criadas as linhas Troncal 16 Fortaleza/Fonte via Rua São Paulo e Troncal 17 Fortaleza/Fonte via Rua das Missões. Com a abertura da Ponte Tamarindo foi criada a linha Troncal 15 Fortaleza/Fonte via Ponte Tamarindo, cuja é a linha de maior movimento do bairro. Atualmente os passageiros do terminal contam com as seguintes linhas ao seu dispor: 601-Fortaleza (Dorow), 602-Fritz Koegler Via Albert Einstein, 603-Tribess (Lot. Santa Rita/Monte Castelo), 604-São João (T.Fortaleza/T.Proeb), 605-Rodoviária via Ponte Tamarindo (T.Fortaleza/T.Proeb), 606 Romário Badia (T.Fortaleza/T.Aterro), 607-Nova Esperança via Ponta Aguda (T.Fortaleza/T.Fonte/T.Fortaleza), 616-25 de Julho via Rua São Paulo (T.Fortaleza/T.Proeb), 300-Interbairros I via 25 de Agosto e Rua Bahia (T.Fortaleza/T.Aterro/T.Velha), 212-Linha do Cidadão I (T.Fonte/T.Fortaleza/T.Aterro), Troncal 17 Fortaleza/Fonte via rua das Missões e Troncal 15 Fortaleza/Fonte via Ponte Tamarindo. Atualmente o terminal tem uma média de 5 mil usuários e atende além do bairro Fortaleza os bairros Fortaleza Alta, parte do bairro Fidélis, Tribess, Nova Esperança e parte do bairro Itoupava Norte.

Enchentes[editar | editar código-fonte]

Desde o início da colonização, os moradores sofrem com as enchentes, haja vista que uma parte do bairro, o popularmente chamado de “Centrinho da Fortaleza”, é uma das áreas mais baixas da cidade. Nas grandiosas enchentes de 1983 e 1984 boa parte das residências existentes nesta região vieram abaixo haja vista que muitas ficaram cobertas até o telhado. Nesta enchente muitos moradores perderam o que tinham e custaram para se recuperar. Durante os anos seguintes, o bairro foi atingido por pequenas enxurradas que trouxeram pequenos prejuízos aos moradores, mas que deixaram em suas ruas sujas com barro e lama.

No ano de 2008, grande parte de suas ruas tiveram inundação, sendo que a parte que foi mais atingida foi o Centrinho da Fortaleza. Muitos comerciantes perderam seus estoques e até hoje estão se recuperando. O Terminal Fortaleza ficou praticamente submerso e os ônibus que ficaram no terminal ficaram cobertos de água até o teto. Nem mesmo o Centro Comercial, construído em um local mais alto do bairro, se escapou. Segundo contam alguns moradores antigos do bairro, enquanto o Rio Itajaí-Açú estava atingindo a Cota 10, o bairro estava com água parecendo que já estava na Cota 12 ou 13. [carece de fontes?] Depois de a água baixar, os moradores começaram a limpeza aonde foi tirado quase 10 centímetros de lama na via publica. Muitos comerciantes e morados ficaram com receio e se mudaram do bairro. [carece de fontes?]

No início de 2012, a região ficou alagada novamente, fazendo com que comerciantes e moradores tivessem prejuízo e fossem às ruas protestar pela situação incômoda. A prefeitura realizou a obra de substituição da ponte da Rua Júlio Michel, ponte na qual era um obstáculo no escoamento das águas do Ribeirão Fortaleza. Após a substituição, houve inúmeras chuvas torrenciais e fortes.

Referências

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