Manuel Fernandes Távora

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Manuel Fernandes Távora
Nascimento 11 de março de 1877
Morte 23 de setembro de 1977 (100 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação político

Manuel do Nascimento Fernandes Távora (Jaguaribe, 11 de março de 1877 - Fortaleza, 23 de setembro de 1977) foi um médico, farmacêutico, jornalista, professor e político brasileiro.

Dados pessoais[editar | editar código-fonte]

Nasceu na fazenda Embargo, na então vila de Jaguaribe-Mirim, filho de Joaquim Antônio do Nascimento e de Clara Fernandes da Silva Távora. Pelo lado materno era sobrinho do monsenhor Antônio Távora, do bispo Dom Carloto Távora, do desembargador Elisiário Távora e do advogado Belisário Távora. Entre seus irmãos estão Ademar Távora, Joaquim Távora e Juarez Távora.

Fez os estudos primários em escolas da região e no Seminário Menor de São José, do Crato, e os preparatórios no Instituto de Humanidades Monsenhor Salazar e Liceu do Ceará, em Fortaleza, e Instituto Benjamin Constant e curso anexo à Faculdade de Direito, em Recife.

Foi casado com dona Carlota Augusta, pertencente à família Caracas de Baturité, antiga Vila Real de Monte-mor o Novo d'América, neta do capitão José Pacífico da Costa Caracas (Capitão Caracas), o fundador da família.

Trajetória na medicina[editar | editar código-fonte]

Cursou o primeiro ano da Faculdade de Medicina da Bahia, no curso de farmácia, e os demais no Rio de Janeiro, doutorando-se em medicina no ano de 1902. Ainda quando estudante, em 1900, foi convidado pelo professor Eduardo Chapot Prévost para auxiliar nos trabalhos microscópicos que o mesmo professor em companhia dos doutores Figueiredo Rodrigues e Hernani Pinto executava sobre o carbúnculo, que então infectava o gado e os campos de Santa Cruz.

Logo depois de formado voltou ao Ceará e clinicou durante o ano de 1903 no Crato. Entre 1904 e 1916 radicou-se na Amazônia, empregando seus serviços no rio Juruá e afluentes. Durante esse período foi duas vezes à Europa e especializou-se em otorrinolaringologia. Estabeleceu-se, depois, em Fortaleza, e foi professor do Colégio Militar.

Trajetória no jornalismo[editar | editar código-fonte]

Como jornalista, escreveu em jornais no Amazonas, no Acre e no Pará. No Ceará, em 1921, fundou A Tribuna, que fazia oposição ferrenha ao governo de Artur Bernardes. O periódico foi publicado até agosto de 1924.

Trajetória na política[editar | editar código-fonte]

Na política foi afiliado nos partidos: Partido Democrático Cearense (PDC), Partido Republicano Cearense (PRC) e União Democrática Nacional (UDN). Na UDN foi um dos fundadores e seu primeiro presidente.

Foi deputado estadual entre 1913 a 1914 e 1917 a 1919. Foi chefe civil da revolução de 1930, tornando-se, assim, interventor do Ceará em 1930. Também foi deputado constituinte e deputado federal, além de senador em dois mandatos, entre 1943 e 1963.[1]

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Foi membro do Instituto do Ceará e da Academia Cearense de Letras.[2]

Referências

  1. Catálogo biográfico dos Senadores brasileiros, de 1826 a 1986 / concepção, coordenação, organização editoração: Leonardo Leite Neto - Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1986
  2. Godinho, Wnor R; Andrade, Osvaldo S.Constituintes Brasileiros de 1934 - Rio de Janeiro: 1934. Pag. 43


Precedido por
José Carlos de Matos Peixoto
Interventor federal no Ceará
1930 — 1931
Sucedido por
João da Silva Leal


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