Carazinho

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Município de Carazinho
"Capital da Hospitalidade"
Bandeira de Carazinho
Brasão de Carazinho
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24 de janeiro
Fundação 1931 (88 anos)
Gentílico carazinhense
Prefeito(a) Milton Schmitz (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Carazinho
Localização de Carazinho no Rio Grande do Sul
Carazinho está localizado em: Brasil
Carazinho
Localização de Carazinho no Brasil
28° 17' 02" S 52° 47' 09" O28° 17' 02" S 52° 47' 09" O
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Carazinho IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Coqueiros do Sul e Almirante Tamandaré do Sul a norte, Não-Me-Toque e Colorado a sul, Passo Fundo a leste, Chapada e Santa Bárbara do Sul a oeste, Pontão e Coqueiros do Sul a nordeste, Chapada a noroeste, Santo Antônio do Planalto a sudeste e Saldanha Marinho a sudoeste[2]
Distância até a capital 284 km
Características geográficas
Área 665,092 km² [3]
População 61 949 hab. Estimativa IBGE/2018[4]
Densidade 93,14 hab./km²
Altitude 603 m
Clima Temperado
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,799 alto PNUD/2000 [5]
PIB R$ 965 275,119 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 16 039,27 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura www.carazinho.rs.gov.br
Câmara www.camaracrz.rs.gov.br

Carazinho é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se na latitude 28º17'02" sul e longitude 52º47'11" oeste, altitude de 603 metros acima do nível do mar.[7] Sua população de 2018 foi estimada em 61.949 habitantes.[8]

A distância rodoviária até Porto Alegre, capital administrativa estadual, é de 284 quilômetros.

História[editar | editar código-fonte]

As terras do atual município faziam parte da redução jesuítica de Santa Teresa, Província das Missões, por volta de 1634, então subordinada ao governo espanhol. Em 1637, foi totalmente destruída pelos bandeirantes e posteriormente abandonada. Em 1750, com o Tratado de Madrid, passou a ser território português.[9]

Em 1809, foi delimitada como parte do município de Rio Pardo e, em 1817, de São Luís de Leal Bragança. Em 1827, surgiu a primeira fazenda destinada à pecuária, de propriedade do Alferes Rodrigo Félix Martins, nas proximidades do atual distrito de Pinheiro Marcado. Em 1833, passou a fazer parte de São Borja e, finalmente, em 1834, de Cruz Alta.[9]

Em 1872, Possidônio Ribeiro de Sant'Ana Vargas doou terras para a Mitra Diocesana, destinada a construção de uma capela e início da formação do povoado Arraial de Carazinho, em homenagem a Pedro Vargas. O povoado surgiu com a construção da capela do Senhor Bom Jesus de Iguapé, em 1880. Mais tarde chegaram imigrantes alemães, italianos e russos que se dedicaram à lavoura em pequenas propriedades. Em 1896, o 4º Distrito de Passo Fundo, denominado de Jacuizinho, foi dividido em 3 seções, e uma delas passou a se chamar Carazinho. Em 1931, Carazinho foi emancipado e em 1938, elevado à categoria de município.[9]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia local é baseada na agricultura, na pecuária na indústria.[10]

Educação[editar | editar código-fonte]

Conta com 46 escolas de ensino fundamental e médio além de duas universidades:

Há unidades de todos os segmentos do Sistema S (SEST SENAT, SENAI e SENAC), onde são ofertados cursos profissionalizantes, como também com uma escola de aviação sediada no Aerocube de Carazinho, onde são ministrados cursos de piloto privado, piloto comercial, piloto de planador, paraquedismo, aeromodelismo, além de vários outros homologados.

Energia[editar | editar código-fonte]

A Centrais Elétricas de Carazinho S/A - ELETROCAR, é uma empresa de economia mista, da qual o maior acionista é a Prefeitura de Carazinho, com duas usinas hidrelétricas: a PCH Mata Cobra, com 2,88 MW, e a PCH Colorado, com 1,12 MW.[11]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Limites do Município:[12]

Bairros e distritos[editar | editar código-fonte]

  • Setor Central- Sto Antônio- Princesa- Glória- Bnh- Broecker- São João- Pádua;
  • Braganholo- Vargas- Interior- Prq Industrial- Sassi- Camaqua- Loeff- Floresta- Ruralcel;
  • Bela Vista- Conceição- VL Ouro Preto- VL Rica- Fey- VL Fábio- Residencial Cantares;
  • Dileta- Zona Rural- VL Operária- Oriental- Boa Vista- São Pedro- VL Esperança- Augusto Carlos Fritz;
  • Sommer- Laranjal- Pasqualoto- Sta Terezinha- VL Dileta- São Lucas- São Sebastião- VL Central;
  • VL Lília- Loeff- São Jorge- Aurora- Centro/Loeff- Hípica- Subúrbio- VL Alegre- Setor Centra.

Clima[editar | editar código-fonte]

Carazinho possui clima temperado, com uma temperatura média entre 18 ºC e 30 ºC, nos meses mais quentes e entre -5 ºC e 15 ºC nos meses mais frios, possui as quatro estações bem definidas: verão quente e úmido, outono com temperaturas relativamente baixas com o passar dos dias, inverno frio, tornando-se comum o fenômeno da geada e nevoeiros, mais ocasionalmente a ocorrência de neve, e primavera com temperaturas amenas que se elevam com o passar dos dias.[13]

Dados climatológicos para Carazinho
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 35,6 35,1 35,9 33,1 30,6 27,2 28,4 31,6 33 34,5 35,2 36,8 36,8
Temperatura máxima média (°C) 28,3 27,6 27,1 24,3 20,7 18,6 18,1 20,2 21 24 26,5 28,3 23,7
Temperatura média compensada (°C) 22,2 21,7 20,7 18 14,8 13,1 12,4 14,1 15,1 18 20 21,8 17,7
Temperatura mínima média (°C) 17,7 17,4 16,4 13,8 11 9,5 8,5 9,7 10,8 13,4 14,8 16,8 13,3
Temperatura mínima recorde (°C) 9,4 7,2 4,5 1,6 -1,5 -2,6 -3,5 -2,9 -2,5 2,8 3,5 6,5 -3,5
Precipitação (mm) 159,7 140,9 121,5 138,9 159,4 148 180,9 137,9 174,3 225 158,8 162,2 1 907,5
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 11 10 9 8 9 10 8 10 11 9 10 116
Umidade relativa compensada (%) 72,6 75,6 74,5 73,1 75,9 78,2 76,4 71,7 72,2 71,4 66,3 66,5 72,9
Horas de sol 236,9 203,5 213,3 189,1 177,1 146 169,8 173,8 166,1 186,9 229,2 250,1 2 341,8
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[14] recordes de temperatura de 1961 a 1984, 1988 a 1989 e a partir de 1991)[15][16]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Conta com o Hospital de Caridade de Carazinho (HCC), que atende pelo SUS e é mantido e pela comunidade.[17]

Mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão

Em Carazinho, está a sede de uma das emissoras de televisão da Rede Pampa de Comunicação, a TV Pampa Norte, canal 9 VHF, que gera programas locais como e transmite a programação da RedeTV! para toda a região norte do estado. Os outros canais são repetidoras de emissoras de televisão de outros municípios, como a RBS TV Passo Fundo, canal 6 VHF.


Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Jockey Clube Carazinhense[editar | editar código-fonte]

Contam os historiadores que em frente ao local onde está instalado o prédio da Prefeitura (Avenida Flores da Cunha, principal artéria da cidade), os primeiros habitantes se divertiam aos domingos e feriados promovendo corridas de cavalos, na chamada cancha reta, num percurso de 700 a 1.000 metros.[carece de fontes?]

As canchas retas estão disseminadas por todo o território do Rio Grande do Sul e alguns outros estados. Na cancha do Joquei Club de Carazinho são realizadas grandes provas, pelo menos uma vez por ano, entre janeiro e fevereiro ocorre o Festival de Velocidades.

Cavalos Puro Sangue Inglês do Brasil e exterior disputam nesta época a coroa de maior velocista. Animais da raça quarto de milha, paralelamente competem, atraindo turfistas e turista. No eevnto, ocorrem leilões.

Museu Olívio Otto[editar | editar código-fonte]

Fachada do Museu Olívio Otto

Em 1957, Antônio Carlos Otto, popularmente conhecido como Negão, morreu em consequência de um desastre de avião. Desejando perpetuar a lembrança do filho, seu pai, Olívio Otto, iniciou uma coleção particular de peças históricas, da qual o primeiro exemplar foi um pedaço de uma das asas do avião acidentado. Com doações da comunidade o acervo cresceu no decorrer dos anos.

Em 1972,a coleção passou para a administração municipal, no então denominado Museu Regional do Planalto, considerado uma referência cultural e histórica do município de Carazinho, atraindo inúmeros visitantes.

Em 1991 Olívio Otto morre, e após mobilização da comunidade, em 1993 a casa passa a se chamar Museu Regional Olívio Otto.

O acervo reúne cerca de 20 mil peças e está catalogado da seguinte maneira: Icnografia (4500 peças), Armaria (539 peças), Arte Sacra (1.041 peças), Museu de Cera (38 peças), Zoologia (por animais taxidermizados, representando a fauna típica da região do Planalto do Rio Grande do Sul, do país e do exterior), mineralogia (1.176 peças), instrumentos musicais (1.340 peças), máquinas, utensílios domésticos, variedades e porcelanas (3.500 peças).

É considerado o maior museu do interior do Rio Grande do Sul

Parque Municipal João Xavier da Cruz[editar | editar código-fonte]

Localizado às margens da antiga estrada Carazinho-Passo Fundo (Estrada Bela Vista), com 217 hectares, o parque possui a maior reserva de pinheiro-brasileiro, Araucaria angustifolia (reflorestada) da região, com mais de 500 árvores.

Antes denominado Parque da Cidade, a reserva florestal recebeu a nova denominação, sugerida e aprovada pela Câmara de Vereadores e transformada em lei, em homenagem ao ecologista João Alberto Xavier da Cruz, professor, advogado e historiador, que se destacou como um dos mais ferrenhos defensores do parque.

Devido à frequência de papagaios-charão, Amazona pretrei, que transformaram o local em dormitório, o parque alcançou repercussão nacional, o que atraiu pesquisadores de várias partes do mundo para observar o comportamento da ave. Com a constatação da presença da espécie, considerada espécie em extinção, ambientalistas pressionaram a administração e o parque foi transformado em um Parque Municipal direcionado para utilização sustentável, notadamente educação ambiental e turismo regrado.

Atualmente está em estudo um novo plano de manejo, com trilhas para caminhadas entre as árvores nativas, com o objetivo de atrair turistas, estudantes e pesquisadores.

Parque de Exposições Vali Albrecht[editar | editar código-fonte]

Às margens da BR-386, distante 7 quilômetros da cidade, localiza-se o Parque de Exposições Vali Albrecht, com uma área de 19,8 hectares, 5 pavilhões e área para rodeio. Ali se desenvolvem anualmente eventos diversos, destacando-se a EXPOCAR - Exposição Feira de Carazinho, que reúne expositores de todos os segmentos industriais e comerciais.

O parque é também local para o Rodeio Cidade de Carazinho, a Feira do Terneiro e a Feira do Gado Leiteiro, além de diversas outros eventos do setor agropecuário regional.

Aeroclube de Carazinho[editar | editar código-fonte]

Com mais de 60 anos de atividade, além de ser uma escola de formação de pilotos e paraquedistas, realiza voos panorâmicos, viagens de lazer e demonstrações aéreas. BR-285, km 220.

Carazinho conta também com um Aeroclube de Planadores filiado à FBVV (Federação Brasileira de Voo a Vela).[18]

Monumento ao Gaúcho Bombeador[editar | editar código-fonte]

Esculpido por Vasco Prado, foi inspirado na figura de Pedro Vargas, fundador de Carazinho. Na Praça das Bandeiras, na Avenida Flores da Cunha, em frente à Estação Rodoviária.

Centros de Tradição Gaúcha[editar | editar código-fonte]

Carazinho preza muito a tradição gaúcha, e dispõe dos CTGs: Rincão Serrano, Unidos pela Tradição Rio-Grandense, Alfredo D'Amore, Vento Minuano e Pedro Vargas.

Pessoas ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. http://mapas.ibge.gov.br/divisao/viewer.htm
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. [1]
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  7. IBGE Cidades
  8. «IBGE Cidades - Carazinho». IBGE. Consultado em 26 de maio de 2019 
  9. a b c Rio Grande - História de Carazinho
  10. «IBGE - Histórico de Carazinho». IBGE. Consultado em 26 de maio de 2019 
  11. «Eletrocar » Historia». www.eletrocar.com.br. Consultado em 26 de maio de 2019 
  12. [http://www.carazinho.rs.gov.br/web/index.php?menu=cidade&sub=localizacao.
  13. «Clima característico em Carazinho, Brasil durante o ano - Weather Spark». pt.weatherspark.com. Consultado em 26 de maio de 2019 
  14. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 5 de maio de 2019 
  15. «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (ºC) - Passo Fundo». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de agosto de 2014 
  16. «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (ºC) - Passo Fundo». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de agosto de 2014 
  17. «História | HCC». www.hcc.org.br. Consultado em 26 de maio de 2019 
  18. http://planadores.org.br/onde/riograndedosul.htm
  • Livro: Vargas, Alvaro Rocha. Do Caapi ao Carazinho: notas sobre trezentos anos de história : 1631-1931

Ver também[editar | editar código-fonte]