Biodiversidade no Brasil

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Diversidade de espécies de aves na Finlândia

Segundo o WWF Brasil o termo Biodiversidade ou diversidade biológica descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano[1]. O Brasil é o país que tem a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta, são mais de 103.870 espécies animais e 43.020 espécies vegetais conhecidas no país.[2] Essa enorme variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas, muitos únicos em todo o mundo, deve-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país. O Brasil detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos, peixes de água doce e anfíbios, o segundo de aves e o terceiro de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Nenhum outro país tem registrado tantas variedades de orquídeas e palmeiras catalogadas. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), eles podem representar apenas 10% da vida no país. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores na medida em que aumenta o conhecimento. Durante uma expedição de apenas 20 dias pelo Pantanal, coordenada pela ONG Conservation International (CI) e divulgada em 2001, foram identificadas 36 novas espécies de peixe, duas de anfíbio, duas de crustáceo e cerca de 400 plantas cuja presença naquele bioma era desconhecida pela ciência. O levantamento nacional de peixes de água doce coordenado pela Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2004, indica a existência de 2.122 espécies, 10% a 15% delas desconhecidas até então.

Perda da Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Sendo nossa dependência absoluta, pelos inúmeros serviços prestados pelo meio ambiente, atualmente encontrar maneiras sustentáveis de interação entre o homem e o meio ambiente é um grande desafio que precisa ser enfrentado, pois a medida que uma população vai crescendo as demandas por alimento, medicação, vestimenta, aumentam proporcionalmente. Diante disso a biodiversidade vem sendo ameaçada e a perda dessa riqueza vem tomando proporções maiores a cada dia, o aumento da demandas de uma população que aumenta progressivamente e as práticas e intervenções adotadas, pode-se dizer que influencia diretamente para uma situação ainda mais crítica.

São várias as atividades humanas que interferem nas condições naturais do meio ambiente, sendo possível citar: introdução de espécies exóticas, destruição e fracionamento de habitat, através do desmatamento, das queimadas, uso excessivo dos recursos naturais, exploração excessiva de espécies animais e vegetais, a poluição da água, do solo, da atmosfera, dentre inúmeras outras atividades, contribuindo assim para o desequilíbrio ecológico de forma geral, interferindo consequentemente na ação de predadores, inimigos naturais, e, alguns casos podendo chegar ao ponto de extinção.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a perda da biodiversidade é um dos problemas atuais mais contundentes e preocupantes.[3] A crescente taxa de extinção de espécies que estima-se estar entre mil e 10 mil vezes maior que o natural, demostra que o mundo natural está sobre tamanha pressão.[4]

A extinção de organismos em contrapartida nos traz desvantagens imensuráveis. Direta ou indiretamente todos os microrganismos, plantas e animais participam e contribuem para a manutenção da composição dos gases da atmosfera, variações nessa composição (como aumento de dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio e metano), podem levar a uma rápida mudança climática, o clima é um fator determinante para a efetividade das atividades agrícolas, é o ambiente que vai determinar a ocorrência ou não de doenças, pragas, influenciando a incidência e a severidade desses possíveis problemas. A floresta não pode ser vista como sendo apenas fornecedora de madeira, a destruição dela afetará nossos reservatórios confiáveis de água doce e aumentará o risco de inundações. Muitos insetos são responsáveis em polinizar certas culturas, a extinção do mesmo influenciará diretamente safras dependentes. O uso indeterminado de pesticidas pode acarretar no extermínio de inimigos naturais ( responsáveis em conter as pragas de um ecossistema), consequentemente ocorreria uma grande deflagração da praga. Diante desses pouquíssimos exemplos expostos, é notório a importância do papel de cada organismo em sistemas biológicos sendo estes essenciais para a civilização.[5]

Os recursos naturais podem ser divididos em recursos naturais de uso direto que são aqueles colhidos e utilizados para própria subsistência como a caça, a pesca ou aqueles que são postos à venda e que geram um valor produtivo.

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Os recursos naturais de uso indireto, por sua vez, referem-se aos serviços ambientais, ou seja, aqueles realizados pelos ecossistemas como por exemplo: polinização das flores pelas abelhas, controle climático como a absorção de CO2 e liberação de O2, controle de dejetos pelas bactérias depuradoras de resíduos.[7]

É válido ressaltar que a desvalorização dos recursos da natureza traz consigo consequências para a própria humanidade promovendo dessa forma o aumento dos custos sociais e econômicos decorrentes do aumento da ocorrência de doenças provocados pela poluição, bem como desequilíbrio dos ecossistemas, diminuição da produtividade das lavouras devido ao empobrecimento do solo, dentre outros. A espécie humana tem tido um crescimento populacional cada vez mais acelerado e aliado a isso temos a ocorrência de uma vasta destruição dos ecossistemas e os principais fatores dessas alterações e destruição das comunidades biológicas e estão relacionados com as atividades comerciais em grande escala, a mineração, criação de gado, sivicultura, agricultura.

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Biodiversidade e indústria[editar | editar código-fonte]

Tendo em vista a necessidade de se adaptar às novas demandas de mercado e a preocupação com a sustentabilidade dos negócios, as empresas vêm se preocupando cada vez mais com a biodiversidade. A indústria no brasileira reduziu consideravelmente o impacto de sua atividade no meio ambiente nas últimas duas décadas, desde a ECO-92. De acordo com a pesquisa Retrato do uso sustentável de recursos da biodiversidade pela indústria brasileira feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 78,3% das empresas investem em práticas e processos para o uso sustentável da biodiversidade, 52,5% investiram em produtos que utilizam recursos da biodiversidade e 50,8% financiaram ações e projetos voluntários de conservação nos últimos dois anos.O uso sustentável de recursos ainda pode ser amplamente utilizado pela indústria brasileira, visando o desenvolvimento do setor, bem como preservando o meio ambiente no longo prazo. Uma das formas de incentivo a soluções sustentáveis por meio da bioeconomia é o desenvolvimento de políticas públicas estruturadas.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «O que é biodiversidade?».  
  2. «Biodiversidade». www.mma.gov.br. Consultado em 2 de fevereiro de 2017 
  3. «Espécies Ameaçadas de Extinção» 
  4. «Quantas espécies estamos perdendo?».  
  5. E. O., WILSON. Biodiversidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
  6. Piratelli et al. 2013, p. 24.
  7. PIRATELLI, Augusto; FRANCISCO, Mercival. Conservação da biodiversidade - dos conceitos às ações. Rio de Janeiro: Technical Books, 2013.
  8. Piratelli & Francisco 2013, pp. 24.
  9. «pesquisa Retrato do uso sustentável de recursos da biodiversidade consultada no portal O Globo». Consultado em 23 de agosto de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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