Problemas ambientais no Brasil

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Exemplar de Cyanopsitta spixii, conhecida popularmente como ararinha-azul, espécie que só existia no Brasil, foi declarada extinta na natureza, e só sobrevive em cativeiro. Em todo o mundo só restam cerca de 70 exemplares. Sua população foi exterminada pela caça e pela perda de seu habitat em virtude do desmatamento.

Os problemas ambientais no Brasil são múltiplos, vastos e de enorme gravidade, afetando todos os seus biomas. Entre as principais ameaças estão a poluição da água, do ar e do solo, o desmatamento, o depósito e disposição de lixo em locais inadequados, a caça e a pesca predatórias, o desperdício de alimentos e de recursos naturais, e o aquecimento global. Todas elas, que têm sua raiz na explosão demográfica, na acelerada expansão urbana e agropecuária, e no proporcional aumento no consumo geral de recursos, podendo agir em separado, mas em geral fazendo-o em combinação, desencadeiam uma série interminável de impactos negativos sobre a biodiversidade, fazendo declinar populações, extinguindo espécies, privando-as de comida e abrigo, e provocando-lhes doenças, redução em seu crescimento, anomalias genéticas e outros males.

Consequentemente, desencadeiam-se prejuízos variados para a sociedade, que em tudo da natureza depende para sobreviver, na forma de redução de fontes de alimento e energia, de serviços ambientais, de materiais de construção, de substâncias medicinais, de fibras, óleos, resinas, condimentos e outros recursos. Também prejudicam o homem diretamente, causando-lhe doenças e outros danos à sua saúde, finanças e bem estar. Toda a sociedade brasileira sente os efeitos combinados desses problemas, e sofrem mais os mais pobres, a despeito da existência de grossa legislação normativa e protetora. Pouco se tem feito para reverter as tendências atuais de degradação ambiental, visto que elas se agravam dia a dia.

Fatores culturais, econômicos e políticos, que privilegiam a exploração predatória, imediatista, imprevidente e insustentável da natureza, além da ilegalidade, dificultam enormemente a aplicação e a eficácia das normas legais de monitoramento, fomento e proteção das espécies selvagens. A falta de educação ambiental e de consciência da população sobre o papel fundamental que a natureza desempenha na vida humana são outros agravantes desse contexto dramático, fazendo com que as projeções de futuro não sejam otimistas, embora o conhecimento exista e seja facilmente acessível, e embora os custos de transformação do modelo atual sejam baixíssimos comparados aos seus benefícios.

As maiores sínteses científicas da atualidade preveem que se a natureza continuar sofrendo agravos tão importantes e continuados, e em proporção crescente, em um futuro não muito distante, talvez em meros cem anos, a sociedade mundial corre o risco concreto de entrar em colapso irreversível, destruindo a civilização como hoje a conhecemos, catástrofe da qual o Brasil não poderá escapar, sendo além disso um dos grandes responsáveis pela existência de ameaça de tal magnitude, que tem sido sistematicamente subestimada ou de todo ignorada pelos governos, legisladores, empresariado e população.[1] [2] [3] [4] [5] [6]

Poluição hídrica (poluição da água)[editar | editar código-fonte]

A poluição hídrica consiste em modificações de origem humana (antrópicas) nas propriedades físicas e químicas da água capazes de provocar dano aos seres humanos e/ou à vida selvagem, incluindo-se aqui tanto rios e lagos como os mananciais subterrâneos e o mar. Suas causas principais derivam da produção de lixo, esgotos e substâncias agrícolas e industriais e urbanos pela sociedade, que são lançados diretamente nas águas ou lá acabam parando levados pelas chuvas ou por infiltrações.[7] Também são consideradas formas de poluição a contaminação salina e a mineralização dos mananciais.[8] O crescimento acelerado da população humana, com o aumento na demanda de água para consumo e outras atividades, reduz os estoques disponíveis, aumentando o problema porque menores quantidades de líquido são menos capazes de diluir os contaminantes.[7] [9] [10]

O rio Tietê, um dos mais poluídos do Brasil, com espumas tóxicas flutuando, uma cena comum.

Esses materiais podem simplesmente envenenar a água com substâncias tóxicas, como os pesticidas usados nas lavouras, e efluentes industriais que contenham por exemplo metais pesados ou fármacos, ou podem estimular o crescimento de populações microscópicas que desequilibram o ambiente aquático consumindo grandes quantidades de oxigênio e emitindo outras substâncias tóxicas como subproduto do seu metabolismo, prejudicando as outras formas de vida. Neste caso se incluem os esgotos e fertilizantes agrícolas, que representam para algas, fungos e bactérias um grande aporte de nutrientes, fazendo com que suas populações se multipliquem explosivamente, num processo chamado eutrofização da água.[7] [9] [10] No Brasil poucas atividades produtivas têm controle eficiente de seus efluentes líquidos e resíduos sólidos, e os sistemas de tratamento são ainda mais precários. Isso vale especialmente para os esgotos urbanos, que no caso brasileiro são os poluentes mais importantes, sendo raras as cidades com coleta e tratamento dentro de níveis aceitáveis.[9] [8]

As consequências da poluição hídrica são vastas, sendo um dos mais graves problemas ambientais contemporâneos. A água é o ambiente de vida para muitos seres vivos e o desequilíbrio em suas condições necessariamente os afeta de variadas maneiras. Quando não causa morte imediata, pode provocar distúrbios de crescimento, de comportamento, alterar os ciclos de alimentação e reprodução, e produzir malformações congênitas e mutações genéticas. Ao mesmo tempo, uma água de má qualidade representa ameaça direta para o homem, que dela depende para viver, e para todos os outros animais que dela fazem uso. Isso gera repercussões negativas em amplíssima escala, que podem estar muito distantes de suas origens primeiras, pois todos os seres da natureza estão de alguma forma relacionados entre si, e desta rede o homem também participa. Com o impacto negativo sobre a biodiversidade aquática — peixes, crustáceos, moluscos, vegetação, além de répteis, mamíferos, aves e outras formas de vida que ali florescem —, o homem é prejudicado de outras formas, pois dos rios, lagos e do mar a sociedade obtém alimentos que estão na dieta de grande parte da população. Águas poluídas muitas vezes são veículos de doenças, como o cólera, a febre tifóide, shingelose, amebíase e outras parasitoses. Criações de gado, aves e outras, servidas com águas contaminadas, prejudicam-nas diretamente e transmitem muitas vezes a contaminação para o homem quando este as transforma em alimento. A poluição hídrica também prejudica o turismo, os esportes aquáticos, o lazer, a higiene humana e os usos industriais, demonstrando-se assim a enormidade do problema.[9] [10] Ele é piorado com o desmatamento das matas ciliares, causando erosão das margens e assoreamento dos leitos, que complicam a navegação, alteram habitats de muitas espécies e aumentam o risco de enchentes.[10] Os impactos econômicos negativos derivados desse acúmulo de agravantes ambientais, produtivos e sanitários são proporcionalmente grandes.[10]

Poluição do ar (atmosférica)[editar | editar código-fonte]

Material particulado[editar | editar código-fonte]

A poluição do ar é um problema principalmente urbano, e divide-se em duas categorias principais, a do material particulado (poeiras ou aerossois), e a dos gases/vapores tóxicos.[11] O material particulado, termo que designa material de origem diversificada dividido em pequenas partículas, é um dos poluentes clássicos na definição da Organização Mundial de Saúde (OMS).[12] É originado de processos industriais e produtivos, como a cinza e a fumaça geradas pela combustão de madeira e carvão nos lares e em siderúrgicas e metalúrgicas, obras de engenharia que usam cimento ou movimentam grandes quantidades de terra, a poeira gerada na exploração e transporte de minérios, e a poeira de rua levantada pelo vento, que pode conter metais pesados. Estas partículas existem em vários tamanhos, todos muito pequenos, medindo até 100 mícrons de diâmetro. As mais perigosas para o homem medem até 10 mícrons, e sendo inaláveis, causam problemas no aparelho respiratório.[11] Conforme sua composição, algumas partículas têm a capacidade de carregar substâncias tóxicas que absorvem do ar para dentro do organismo. Também o afetam pelo acúmulo físico, causando males derivados de obstrução das vias aéreas.[13]

Gases[editar | editar código-fonte]

Nuvem de poluição sobre São Paulo.

Há notícias desde a Antiguidade assinalando os efeitos nocivos de fumaças sobre a saúde das pessoas, mas somente a partir da Revolução Industrial, iniciada em meados do século XVIII, a qualidade do ar passou a chamar a atenção, uma vez que as indústrias passaram a fazer uso sistemático e intensivo do carvão mineral, um combustível fóssil cuja queima lança grande quantidade de fumaça e poluentes variados na atmosfera. No século XIX o petróleo iniciou sua trajetória rapidamente ascendente como fonte de energia, e ele, assim como o carvão mineral, é um combustível fóssil, e outro grande emissor de poluentes. No século XX o uso desses combustíveis se tornou massivo. Eles, junto com outros processos industriais, agrícolas e produtivos, além da decomposição de lixo orgânico, emitem uma variada pletora de gases nocivos direta ou indiretamente à saúde humana e à biodiversidade, como os compostos clorados, fluorados, sulfurados, nitrogenados, aldeídos, hidrocarbonetos, ácidos e outros.[14] [12] [11] A OMS classifica como poluentes clássicos o dióxido de enxofre (SO2), o monóxido de carbono (CO), o dióxido de nitrogênio (NO2) e o ozônio (O3), cada qual produzindo efeitos distintos.[12] Freitas, Pereira & Saldiva os descrevem:

"O dióxido de enxofre encontra-se mais freqüentemente associado a mortes totais e internações por doenças cardiovasculares. O monóxido de carbono está associado a intoxicações. Os estudos experimentais acerca deste toxicante têm focalizado seus efeitos principalmente sobre o coração. Na literatura, encontramos o CO associado a admissões hospitalares por parada cardíaca, mortes e internações por doenças cardiovasculares. Apesar do escasso substrato fisiopatológico, diversos autores têm encontrado associação entre incremento de doenças do aparelho respiratório e níveis de CO. Este achado provavelmente reflete a alta correlação entre material particulado e monóxido de carbono. O ozônio é conhecido como um potente oxidante e bactericida. Estudos de exposição em humanos demonstram três tipos de resposta pulmonar a este poluente: tosse e dor retroesternal à inspiração; decréscimo da capacidade ventilatória forçada e volume expiratório forçado do primeiro minuto e reação inflamatória das vias aéreas. Grande parte dos estudos acerca dos efeitos do 03 na saúde, referem-se à exploração da função pulmonar".[12]

Muitos desses gases reagem com outros componentes atmosféricos produzindo poluentes secundários. São exemplos o óxido nitroso (N2O), formado pela reação entre óxidos de nitrogênio e o oxigênio (O2); o trióxido de enxofre (SO3), gerado pela reação entre o oxigênio e o dióxido de enxofre, que por sua vez reage com o vapor d'água (H2O) para formar o ácido sulfúrico (H2SO4), e os aldeídos, éteres, cetonas, álcoois e ésteres, formados pela reação entre hidrocarbonetos e o oxigênio, hidrogênio, cloro ou enxofre.[11] Esses gases provocam variados problemas, conforme descrição de Almeida

Relevo de Caribé exposto ao ar livre no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro, com sinais de corrosão superficial e mudança na coloração.
"Poluentes atmosféricos podem afetar a saúde humana de diversas formas. Os efeitos vão desde o desconforto até a morte. Alguns desses efeitos incluem irritação nos olhos e nas vias respiratórias, redução da capacidade pulmonar, aumente de suscetibilidade a infecções virais e doenças cardiovasculares, redução de performance física, dores de cabeça, alterações motoras e enzimáticas, agravamento de doenças crônicas do aparelho respiratório tais como asma, bronquite, enfisema e pneumoconioses, danos ao sistema nervoso central, alterações genéticas, nascimento de crianças defeituosas e câncer.
"Os efeitos da poluição atmosférica sobre a vegetação incluem desde a necrose do tecido das folhas, caule e frutos, a redução e/ou supressão da taxa de crescimento, o aumento da suscetibilidade a doenças, pestes e clima adverso, até a interrupção total do processo reprodutivo da planta. [...] Quanto á vida animal, os efeitos dos poluentes atmosféricos incluem o enfraquecimento do sistema respiratório, danos aos olhos, dentes e ossos, aumento da suscetibilidade a doenças, pestes e outros riscos ambientais relacionados ao estresse, a diminuição de fontes de alimento e a redução da capacidade de reprodução".[11]

O ácido sulfúrico é principal o causador da chuva ácida, desencadeando degradação da qualidade da água e prejuízos a culturas vegetais. A chuva ácida, em combinação com outros poluentes corrosivos, provoca também a degradação de estruturas construídas pelo homem, como edificações e monumentos, através de corrosão, erosão, mudança na cor, enfraquecimento e decomposição.[11]

No Brasil a poluição urbana é composta geralmente de uma mistura de partículas e gases. As principais fontes são os veículos automotores, mas a composição da atmosfera varia conforme a proximidade de outras fontes poluidoras, como as industrias e depósitos de lixo, o regime de ventos e chuvas, que podem dispersar os contaminantes atmosféricos, e outros fatores, e essa composição pode variar com rapidez. Numa mesma cidade pode haver grande diferença na qualidade do ar entre seus vários bairros. Ao longo do ano a poluição do ar no país tende a piorar no inverno, mas ela está presente o ano inteiro. A tendência contemporânea de concentração da população nos centros urbanos expõe mais pessoas a esses poluentes, cujos níveis, nas capitais e cidades grandes, frequentemente estão acima dos níveis recomendados como seguros. Porém, pesquisas indicam que mesmo dentro desses níveis efeitos daninhos ocorrem. Há legislação reguladora, mas o controle tipicamente é difícil. As classes baixas sofrem os impactos mais pesadamente.[13] [14] [11] Todos os impactos dessa poluição variada são reforçados quando se forma a condição da inversão térmica, que concentra os poluentes junto à superfície impedindo que se dispersem pelo ar.[11]

Aquecimento global[editar | editar código-fonte]

Temperaturas na década de 1880 e 1980, comparadas à média no período entre 1951 e 1980. O interior do Brasil não tem muitos dados disponíveis no século XIX, gerando mais incerteza, mas nas áreas cobertas por medições as diferenças são bem visíveis. O gráfico é um recorte de uma estimativa global produzida pela NASA.
Fumaça de queimadas ao longo do rio Xingu. A queimada é uma prática agrícola comum no Brasil, mas libera grandes quantidades de gás carbônico, além de provocar grandes perdas na biodiversidade.

Outro gás importante, embora não considerado um poluente clássico, é o gás carbônico (CO2), que existe naturalmente em significativa proporção na atmosfera. Porém, ele também é um produto da queima de combustíveis fósseis, do desmatamento e das queimadas, sendo emitido em vastas quantidades atualmente por automóveis, indústria, expansão agrícola e outras fontes. Ele é um dos chamados gases estufa, que têm a propriedade de reter calor atmosférico impedindo que seja liberado no espaço. O metano produzido por alguns processos industriais, mas principalmente pela decomposição de matéria orgânica (esgotos domésticos, lixo, desperdício de alimentos), junto com o óxido nitroso, que é emitido na agricultura, mais o vapor d'água, que também são gases estufa, têm provocado desde o fim do século XIX um sensível aumento na quantidade de calor retido pela Terra, desencadeando o fenômeno conhecido como aquecimento global. Este fenômeno, que se agrava dia a dia pela crescente emissão de gases desta categoria, representa a maior ameaça ao ambiente e à sociedade que o mundo enfrenta, tendo uma penetração mundial e repercussões negativas profundas e gravíssimas em virtualmente todos os sistemas naturais do planeta. No Brasil os gases estufa são emitidos principalmente pelas queimadas, mas o uso de combustíveis fósseis tem crescido e deve crescer ainda mais no futuro próximo.[15] [16]

O aquecimento global desequilibra todos os ecossistemas e gera efeitos vastos e múltiplos. Na escala global, tem provocado o desaparecimento das geleiras, a subida do nível do mar, o aquecimento, desoxigenação e acidificação dos oceanos, grandes mudanças no regime de chuva e no padrão dos ventos e correntes marinhas, e por consequência tem causado grande declínio na biodiversidade mundial. Por extensão, tem gerado altíssimos prejuízos econômicos e humanos, ameaçando a segurança alimentar, política, social e sanitária das nações. Para o Brasil as ameaças mais significativas estão no declínio da biodiversidade, reduzindo o aproveitamento de recursos naturais e dos serviços ambientais; a elevação do nível do mar, ameaçando populações e cidades litorâneas, e a expressiva modificação no padrão de precipitação, sendo projetadas uma elevação de temperatura de até 6ºC até o fim do século XXI e até 40% de redução nas chuvas na maior parte da zona de produção agropecuária, enquanto em outras deve haver proporcional aumento nas chuvas, pondo em xeque a produção de energia e alimentos, bem como aumentando o risco de inundações intensas e secas prolongadas. Mudanças na temperatura e na química da água do mar também afetam a biodiversidade marinha, e por isso é prevista, por exemplo, uma redução de até 40% na capacidade pesqueira no litoral da Região Sudeste. Vários desses efeitos já estão sendo sentidos, e a tendência é de se agravarem, se os níveis de emissões de gases estufa continuarem subindo como estão.[17]

Lixo[editar | editar código-fonte]

Desde o surgimento dos primeiros centros urbanos, a produção de lixo se apresenta como um problema de difícil solução. A partir da Revolução Industrial, com a intensificação da migração dos trabalhadores do campo para a cidade, aumentaram as dificuldades referentes à produção de resíduos sólidos de diferentes naturezas (domésticos, industriais, serviços de saúde, etc). Algumas características da sociedade contemporânea, como seu amor ao novo, o costume de usar produtos descartáveis em vez de recicláveis, o sistema de produção que prevê a obsolescência programada de inúmeros itens de consumo, tornando-os inúteis em pouco tempo e necessitando reposição, as grandes taxas de desperdícios de materiais e recursos naturais, contribuem para que hoje haja enorme produção de lixo de várias naturezas. O problema é global, afetando tanto a terra como as águas internas e o mar.[18]

Aterro sanitário da Central de Resíduos do Vale do Aço, Santana do Paraíso.
Lixão a céu aberto em Jardim Gramacho.

No Brasil apresenta-se um grande desafio. De acordo com o estudo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais em 2013, neste ano o país produziu 76.387.200 de toneladas de resíduos derivados de indústrias, construção civil, residências, hospitais, atividades agropecuárias e outras origens, significando um aumento em 4,1% em relação ao ano anterior, numa taxa que superou o crescimento populacional brasileiro, que foi de 3,7%.[19]

O Brasil já tem um bom sistema de coleta, que é capaz de captar 90,4% do total, mas os sistemas de disposição são mais precários. Somente cerca de 60% do total de lixo produzido recebe destinação adequada. Cerca de 62% dos municípios têm algum sistema de coleta seletiva e/ou reciclagem, mas nem sempre ele cobre toda a população das cidades, e em geral tem baixo nível de eficiência. Mesmo o lixo que recebe "destinação adequada", isto é, é coletado e depositado em locais controlados, 44% acaba sendo incinerado,[19] gerando poluição atmosférica.[20] O restante, que não recebe "destinação adequada", acaba em lixões a céu aberto, em rios, lagos e no mar. Sendo lavado pelas chuvas e liberando substâncias tóxicas em seu processo de decomposição, entre elas metais pesados, ácidos e chorume, tais substâncias infiltram-se para o subsolo atingindo os mananciais subterrâneos de água, contaminando-os de várias maneiras, ou são liberadas para a atmosfera na forma de gases. O lixo também gera problemas de saúde humana como câncer, intoxicações, infecções, anomalias congênitas, baixo peso ao nascer, abortos e mortes neonatais; contribui expressivamente para o aquecimento global (principalmente pela geração de metano), além de provocar modificações físicas na paisagem pelo seu acúmulo. Os impactos sobre a biodiversidade também são grandes e variados. Tudo isso gera um alto custo econômico, ambiental e social.[18] [20] Em 2014 o país aprovou uma nova legislação obrigado a destinação adequada de todo o lixo produzido, mas ela está longe de ser implementada integralmente.[19] O referido estudo acrescentou:

Resíduos às margens do Lago Guaíba, em Porto Alegre. Durante as cheias, este lixo acaba parando nas águas, degradando sua qualidade e afetando animais e plantas.
"O sistema de gestão de resíduos de um país constitui-se num dos principais componentes de garantia de proteção ambiental e preservação de recursos naturais que, como já sabido, não são infinitos. A partir da leitura das informações publicadas no Panorama 2013, constata-se que a gestão de resíduos sólidos tem trazido prejuízos ambientais e econômicos para o Brasil, pois ainda é deficitária e não tem avançado de maneira uniforme nas diversas regiões do país. O setor, apesar de ser sensível e de contar com crescentes atenções, ainda carece de estruturação, gerenciamento e, principalmente recursos, para viabilizar os processos completos para implementação de medidas e procedimentos de gerenciamento ambientalmente adequado de resíduos sólidos. [...]
"Os dados do Panorama 2013 revelam um cenário geral bastante similar àquele publicado na edição anterior, demonstrando apenas uma tímida evolução na gestão de resíduos e apresentando consideráveis desafios para cumprimento das determinações legais. [...] Mesmo em regiões que apresentam uma situação mais aceitável, nota-se que os recursos financeiros aplicados pelos municípios são insuficientes para fazer frente às necessidades impostas em um sistema de gestão universalizada, integrada, sustentável, e qualitativamente adequada dos resíduos sólidos. [...]
"É preciso buscar uma resposta efetiva ao grande desafio do momento: garantir uma gestão e um destino adequado aos materiais descartados pela sociedade. As soluções já são amplamente conhecidas, sendo as principais: a eliminação de 'lixões'; a implantação de aterros sanitários; a efetivação de sistemas de coleta seletiva; o estabelecimento de sistemas de logística reversa, com responsabilidade dos produtores; e a viabilização de plantas de recuperação e aproveitamento de resíduos".[19]

Desmatamento[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite mostrando o desmatamento em uma região do Mato Grosso, o estado brasileiro que sofre com as perdas recentes mais agudas.
Retirada ilegal de madeira de uma reserva indígena no Mato Grosso.

O desmatamento é outro dos problemas ecológicos de grande magnitude que o país enfrenta. Suas causas principais são a conversão das terras para a agricultura ou para a pecuária, a exploração madeireira (legal e ilegal), a grilagem de terras, a urbanização e a criação de infraestruturas como pontes, estradas e barragens.[21] [22] Os estados mais afetados são o Mato Grosso, o Pará e Rondônia.[23] O desmatamento foi notado desde os primeiros tempos da colonização, e hoje chegou a dimensões muito preocupantes. O Brasil é o país com maior índice de biodiversidade do mundo, mas também é o maior desmatador do mundo. Originalmente cerca de 90% do seu território era coberto por florestas, com o restante coberto por campos e outras formações vegetais,[24] [25] mas em 2000 a área vegetada havia baixado para 62,3%.[21] O bioma da Mata Atlântica é o mais ameaçado, restando somente cerca de 13% de sua área primitiva, que em sua maior parte está em condição altamente fragmentada, o que acentua sua fragilidade.[26]

No Brasil a principal causa de desmatamento é a expansão da área destinada á agropecuária. Em termos globais, esta causa responde por 49% de todo desmatamento ilegal do mundo, cabendo ao Brasil e à Indonésia 75% das matas tropicais perdidas ilegalmente para tais fins.[27] Na Amazônia a pecuária gerou mais de 60% das áreas perdidas.[28] [29] Também são importantes a expansão das cidades, que crescem rápido com o aumento populacional e se multiplicam desordenadamente em torno das novas áreas de produção agropecuária — muitas vezes sem qualquer infra-estrutura e gerando vários impactos ambientais paralelos[30] [31] [32] — e a construção de hidrelétricas, que também incentiva novas urbanizações, em média duplicando a área de mata perdida em relação àquela originalmente destinada ao alagamento. Calcula-se que se todos os rios do Pantanal fossem aproveitados para a geração de energia hidrelétrica a modificação em seus sistemas hidrológicos seria tão profunda que o bioma desapareceria. O governo chegou a reduzir a área de algumas reservas protegidas para favorecer a construção de novas barragens. Além de terem grande impacto direto sobre as florestas, as barragens afetam a fauna aquática ao cortarem o fluxo dos rios, fragmentando os ecossistemas fluviais. Isso, por exemplo, estimula o surgimento de espécies invasoras e impede a migração para desova (piracema) de muitas espécies de peixes, prejudicando sua reprodução, com várias outras repercussões indiretas sobre os ecossistemas e sobre comunidades ribeirinhas que usam o peixe como alimento.[33] [34] [35] [36] As águas represadas também favorecem a multiplicação de mosquitos e parasitas humanos e o crescimento de doenças como a malária.[36]

Além da Mata Atlântica, que já perdeu uma área maior que toda a Região Sudeste,[37] todos os outros biomas nacionais estão severamente ameaçados. Na Amazônia as perdas totais já chegam a 17%, e 47% mais estão já sob algum tipo de pressão.[38] O Cerrado, a savana mais biodiversa do mundo, abrigando 37% de toda a biodiversidade nacional, já perdeu mais de 50% de sua área primitiva. É também o segundo bioma mais ameaçado, perdendo área principalmente para a agricultura.[39] Se as taxas de perdas continuarem no ritmo atual, calcula-se que em vinte anos terá desaparecido inteiramente. Dele sai a água que abastece o Pantanal matogrossense e vários outros importantes sistemas hídricos do Brasil.[40] [41] A Caatinga já perdeu 45,39% de sua vegetação nativa, e 80% de todo o bioma já sofreu alguma alteração, principalmente por causa da expansão da agricultura e da exploração de madeira.[42] [43] [44] No Pampa a situação igualmente não é tranquila, já tendo perdido mais de 54% de sua área original, especialmente para a rizicultura mecanizada, a pecuária e as extensas monoculturas de eucaliptos e pinheiros exóticos para produção de celulose.[45] [46] [46] Por fim, o Pantanal, uma das áreas úmidas mais ricas em biodiversidade do mundo, sendo declarado Reserva da Biosfera e Patrimônio Mundial pela Unesco,[47] já foi perdido em 15,18%.[48] O resultado direto dessas perdas é que em 2014 o país tinha mais de três mil espécies ameaçadas de extinção.[49] As queimadas, o principal método de derrubada da mata, são também o principal contribuinte brasileiro para o aumento global das emissões de gases estufa.[15]

Declínio da biodiversidade e dos serviços ambientais[editar | editar código-fonte]

O desmatamento e a degradação dos ecossistemas geram múltiplos impactos ambientais. As florestas são o maior reservatório de vida selvagem do país, e seu desaparecimento ou degradação conduz necessariamente a um importante empobrecimento dos recursos naturais que delas se obtêm, como a madeira, substâncias medicinais, alimentos, óleos, resinas, corantes, fibras, entre outros.[50] Como todos os seres estão interligados na cadeia da vida, seu declínio estimula a invasão por espécies exóticas e empobrece também todos os serviços ambientais produzidos pelos seres integrantes das áreas verdes, que incluem a purificação das águas e do ar, a preservação dos mananciais de água, a produção de solo fértil, a regulação do clima, a captura de carbono gerador do efeito estufa, o sustento de polinizadores das culturas agrícolas, e a defesa contra desastres ambientais como tempestades, erosão do solo e inundações. Surgindo esses esfeitos, eles desencadeiam novas perdas na biodiversidade, o que inicia um ciclo de reforço mútuo que leva a crescentes níveis de perdas sobre perdas (feedback). Depois de atingido certo nível de degradação, os ecossistemas entram em um ciclo irreversível de colapso. Logicamente, os efeitos para a sociedade são cumulativos e vastos, prejudicando a economia, a segurança alimentar, gerando pobreza e inquietação social, e destruindo culturas tradicionais. O Brasil ainda tem grande população indígena, que depende vitalmente das florestas.[51] [21] [52] [53] [54] [55] [56] A recente aprovação de um novo texto para o Código Florestal tem estimulado a aceleração nas taxas recentes de desmatamento.[57] Da mesma maneira como ocorre nas áreas verdes, a degradação das águas interiores e dos oceanos empobrece a biodiversidade aquática e tem impacto na qualidade dos serviços ambientais oferecidos por esses sistemas.[17]

Exemplar de araucária, espécie em perigo crítico de extinção.
Exemplar da jararaca-ilhoa, espécie endêmica que só é encontrada na Ilha da Queimada Grande, atualmente em perigo crítico de extinção.

O Brasil ainda é o país com maior biodiversidade em todo o mundo, com alta taxa de endemismo (espécies que só existem no país).[58] [59] Já foram descritas no país mais de 120 mil espécies de invertebrados, aproximadamente 8.930 espécies vertebrados (711 mamíferos, 1900 aves, 732 répteis, 973 anfíbios, 3.133 peixes continentais e 1.376 peixes marinhos),[58] e 43.020 espécies vegetais.[60] A captura de animais nativos é proibida no Brasil, salvo em casos especiais previstos na legislação, que contemplam o estudo científico, a coleta para museus e as práticas tradicionais dos povos indígenas,[61] porém caça e pesca ilegais ainda existem, em algumas regiões constituindo ameaça importante à biodiversidade, praticadas em geral por esporte, para alimento, pelo couro ou plumas, ou para o comércio e cativeiro. Espécies domesticáveis como os papagaios, ou valiosas pelo couro, como os jacarés, estão entre as presas mais cobiçadas, fomentando um comércio ilegal bilionário.[62] [63] [64] Segundo dados da ONU, o tráfico ilícito de espécies silvestres é o terceiro mercado negro mais lucrativo do mundo, gerando uma renda de dez bilhões de dólares anuais. Deste total, o Brasil responde por cerca de 15%, representando em torno de 38 milhões de animais capturados/mortos a cada ano. Mesmo as espécies que são caçadas para o cativeiro, pretendendo-se que vivam, sofrem desproporcionalmente, pois cerca de 90% dos exemplares capturados morrem antes de chegar aos seus compradores.[62] A ararinha-azul, ilustrada na abertura deste artigo, espécie endêmica do Brasil, é caso emblemático, só sobrevivendo em cativeiro, e mesmo assim em número reduzidíssimo.[65] [66] Nas palavras do ambientalista Talden Queiroz de Faria,

"Na maioria das vezes as pessoas adquirem um desses animais para simplesmente se darem ao deleite de tê-lo em casa, ignorando as consequências negativas que isso pode ter para o animal e para o meio ambiente. Há casos em que o sujeito realmente acredita estar fazendo um bem ao próprio animal ao criá-lo perto de si, achando que isso é uma demonstração de amor pelo mesmo. [...] A pessoa que adquire um singelo animal silvestre em uma feira livre como um papagaio ou um galo-de-campina talvez não imagine que está alimentando a cadeia de um negócio ilegal tão estruturado quanto o tráfico de drogas e que resulta em crueldade e maus tratos contra os animais e em extinção da biodiversidade. Na verdade, por conta da globalização e das altas cifras envolvidas o tráfico da fauna silvestre se modernizou e passou a adotar as mesmas estratégias e rotas do tráfico de drogas. Para se ter uma ideia, basta dizer que a arara-azul-de-lear custa sessenta mil dólares, a jararaca-ilhoa custa vinte mil dólares e o grama de veneno da cobra coral-verdadeira custa mais de trinta e um mil dólares".[62]

Da mesma maneira funciona a exploração excessiva de algumas espécies vegetais, como por exemplo as madeiras nobres.[64] A araucária é um exemplo clássico, existindo antes em abundância mas explorada intensivamente desde o século XIX, hoje em perigo crítico de extinção.[67] Essas atividades predatórias, combinando-se ao desmatamento, à poluição, à competição com espécies invasoras, à expansão agrícola e urbana e outras ameaças ambientais, causam grande declínio nas espécies nativas, levando diversas delas à extinção ou a entrar em ameça de extinção. Também neste campo existe volumosa legislação protetora e normativa, mas como nos outros casos, a fiscalização é pobre. Hábitos culturais da população e interesses econômicos quase sempre prevalecem, e as perdas continuam.[64] [62] [50] [68] Na lista de espécies ameaçadas de extinção publicada em 2014 pelo Ministério do Meio Ambiente constavam, em todas as categorias de ameaça, de vulnerável a criticamente ameaçada, 2.113 espécies vegetais, 698 espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, e 475 de peixes e invertebrados aquáticos. Muitas espécies estão em perigo crítico. Dez espécies de animais já foram declaradas extintas em todo o território nacional; cinco delas eram endêmicas do Brasil, ou seja, foram extintas em escala global.[49]

Desperdícios[editar | editar código-fonte]

Demolição de residências em Belo Horizonte para construção de um prédio no mesmo local. Esse material em geral é desperdiçado ou é usado como simples aterro.

A cultura contemporânea é uma cultura de desperdícios, e o Brasil não foge à regra.[69] Vários estudos têm apontado para as elevadas taxas de perdas na cadeia produtiva e nos sistemas de distribuição e consumo de virtualmente todos os bens e serviços, na construção, na indústria, nos usos da terra, energia e água, nos alimentos, na administração pública e na exploração de todos os recursos naturais,[70] [21] [71] [72] [51] [73] [74] e o próprio governo o reconhece.[69] São exemplos típicos as perdas na cadeia produtiva de hortaliças, que segundo a Embrapa chegam a 43% de tudo o que é produzido.[75] Segundo informa a FAO, o desperdício de alimentos é a terceira maior causa de emissões de carbono, contribuindo significativamente para a ampliação do aquecimento global. No Brasil a cada ano 26,3 milhões de toneladas de comida são jogadas fora. Além do impacto climático, esse desperdício seria o bastante para alimentar facilmente os 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome.[76] [77] Nas cidades desperdiça-se de 50 a 70% de toda a água captada,[72] [78] e na construção civil, setor que consome de 20 a 50% de todos os recursos naturais disponíveis,[79] perde-se em média de 9 a 50% dos materiais,[80] [81] [82] [79] [83] o que representa até 40% de todo o lixo produzido.[79] Alguns materiais, como a argamassa, cuja produção tipicamente emite grandes quantidades de carbono e outros gases estufa,[84] atingem níveis de desperdício de 90%.[85] Em algumas cidades brasileiras os descartes da construção perfazem 70% do lixo urbano.[79] Os custos sociais, econômicos e ambientais dessas perdas são elevadíssimos. Na perspectiva de um futuro sustentável, com o crescimento constante da população e a progressiva diminuição de recursos disponíveis de todas as ordens, a economia, a previdência e a proteção ao ambiente já não são uma opção, são um imperativo, a fim de assegurar a sobrevivência das espécies selvagens, a saúde dos ecossistemas, a continuidade do uso dos recursos naturais e a preservação da própria civilização, que daqueles recursos retira toda a sua riqueza.[3] [6] [4] [86]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]