Serviços ambientais

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Serviços ambientais, ecossistêmicos ou naturais são os serviços que a natureza fornece ao homem e que são indispensáveis à sua sobrevivência, estando associado a qualidade de vida e bem estar da sociedade.

Os exemplos incluem proteção contra desastres naturais, controle da erosão, polinização, fertilização do solo pelas fezes de animais, decomposição de animais e plantas por microrganismos. As florestas fornecem madeira, alimentos, substâncias medicinais e fibras, purificam a água, regulam o clima e produzem recursos genéticos. Os sistemas fluviais disponibilizam água doce, energia e recreio. As zonas úmidas costeiras filtram os resíduos, mitigam as cheias e servem de viveiro para a pesca comercial. Esses são alguns dos exemplos dos serviços que os ecossistemas fornecem.[1][2]

Os serviços podem ser classificados da seguinte forma:[1][3]

  • Serviços de Provisão: São aqueles serviços relacionados com a capacidade dos ecossistemas em prover bens, sendo eles, alimentos (frutos, raízes, mel), matéria-prima para produção de energia (carvão, lenha), recursos bioquímicos e genéticos, água e plantas ornamentais.
  • Serviços de Regulação: Benefícios obtidos da regulação de processos ecossistêmicos, como controle do clima, purificação do ar, purificação e regulação dos ciclos das águas, controle de erosão e enchentes, controle de pragas e doenças.
  • Serviços Culturais: Estão relacionados com a importância dos ecossistemas em oferecer benefícios recreacionais, educacionais, estéticos, espirituais.
  • Serviços de Suporte: Serviços necessários para a produção de todos os outros serviços ecossistêmicos, como ciclagem de nutrientes, formação do solo, produção primária, polinização e dispersão de sementes.Erro de citação: Elemento de fecho </ref> em falta para o elemento <ref></ref>

Segundo a Embrapa,

"Uma das principais questões debatidas atualmente quando se trata das relações entre os sistemas econômicos e os sistemas ecológicos ou ambientais refere-se ao processo de se associar valores econômicos aos bens e serviços ambientais. O processo de valoração econômica do meio ambiente tem-se constituído em um amplo e importante campo de pesquisas teóricas e trabalhos empíricos. Os estudos da economia do meio ambiente e dos recursos naturais baseiam-se no entendimento do meio ambiente como um bem público e dos efeitos ambientais, como externalidades geradas pelo funcionamento da economia. Assim, os valores dos bens e recursos ambientais e dos impactos ambientais, não captados na esfera de funcionamento do mercado, devido a falhas em seu funcionamento, podem ser estimados na medida em que se possa descobrir qual a disposição da sociedade e dos indivíduos a pagar pela preservação ou conservação dos recursos e serviços ambientais. De forma geral, o valor econômico dos recursos ambientais tem sido desagregado na literatura da seguinte maneira: Valor econômico total (VET) = Valor de uso (VU) + valor de opção (VO) + Valor de existência (VE)".[4]

No entanto, as atividades humanas estão degradando rapidamente os ecossistemas. O Millennium Ecosystem Assessment – a maior avaliação já efetuada sobre o estado e as tendências dos ecossistemas mundiais – concluiu que os ecossistemas se degradaram mais rápida e profundamente nos últimos 50 anos do que em qualquer outro período análogo da história da humanidade. Na verdade, 15 dos 24 serviços dos ecossistemas avaliados degradaram-se no último meio século.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica. Panorama da Biodiversidade Global 3, 2010, p. 23
  2. World Resources Institute. "What Are Ecosystem Services?"
  3. Dias, Braulio; Díaz, Sandra & McGlone, Matthew (leading authors). "Biodiversity and Linkages to Climate Change". In: Technical Expert Group on Biological Diversity and Climate Change. Interlinkages between Biological Diversity and Climate Change: Advice on the integration of biodiversity considerations into the implementation of the United Nations Framework Convention on Climate Change and its Kyoto Protocol. Secretariat of the Convention on Biological Diversity, 2003, p. 20
  4. "Áreas do conhecimento da economia do meio ambiente e da economia ecológica". Embrapa
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[1]

[2]

  1. [CALEGARI, Ademir; et al. Manejo e Conservação do Solo e da Água no Contexto das Mudanças Ambientais. 1. ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2010.]
  2. [PILLAR, Valério De Patta; et al. Campos Sulinos conservação e uso sustentável da biodiversidade. 2. ed. Brasília: MMA, 2009.]