Monóxido de carbono

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Monóxido de carbono
Alerta sobre risco à saúde
Carbon monoxide 2D.svg Carbon-monoxide-3D-vdW.png
Nome IUPAC Monóxido de carbono
Óxido de carbono II
Outros nomes Óxido de carbono
Identificadores
Número CAS 630-08-0
PubChem 281
Número EINECS 211-128-3
ChemSpider 275
ChEBI 17245
Número RTECS FG3500000
Propriedades
Fórmula química CO
Massa molar 28 g mol-1
Aparência Gás incolor, e inodoro[1]
Densidade 1,25 kg·m−3 (0 °C)[2]
Ponto de fusão

−205,07 °C[2] [1]

Ponto de ebulição

−191,55 °C[2] [1]

Solubilidade em água 30 mg·l−1 (20 °C)[2]
Solubilidade Solúvel em clorofórmio, ácido acético, acetato etílico, etanol, hidróxido de amônio [carece de fontes?]
Momento dipolar 0.112 D [carece de fontes?]
Riscos associados
MSDS ICSC 0023
Classificação UE Altamente inflamável (F+)
Repr. Cat. 1
Tóxico (T)
Índice UE 006-001-00-2
NFPA 704
NFPA 704.svg
2
4
0
 
Frases R R61, R12, R23, R48/23
Frases S S53, S45
Ponto de fulgor -191 °C
Temperatura
de auto-ignição
605 °C[1]
LD50 40.000 ppm·2 min[2]
16.000 ppm·5 min[2]
8.000 ppm·10 min[2]
3.000 ppm·30 min[2]
1.500 ppm·60 min[2]
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions Monossulfeto de carbono
Outros catiões/cátions Monóxido de silício
Óxido nítrico
Óxido de carbono relacionados Dióxido de carbono
Subóxido de carbono
Compostos relacionados Ácido fórmico
Níquel tetracarbonilo
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

O Monóxido de Carbono (CO) é um gás levemente inflamável, incolor, inodoro e muito perigoso devido à sua grande toxicidade. É produzido pela queima em condições de pouco oxigênio (combustão incompleta) e/ou alta temperatura de carvão ou outros materiais ricos em carbono, como derivados de petróleo.

Usos[editar | editar código-fonte]

O monóxido de carbono é um agente redutor, retirando oxigênio de muitos compostos em processos industriais (formando CO2), como na produção de ferro e outros metais a partir de seus minérios e hidrogênio a partir da água. Também se combina com o níquel metálico produzindo um composto volátil que é usado na purificação deste metal (processo Mond). Também é usado na síntese de vários compostos orgânicos, como ácido acético (processo Monsanto), plásticos, metanol e formatos.

Foi utilizado[3] na Segunda Guerra Mundial para a eliminação sistemática daqueles alemães que os nazistas consideravam "indignos de viver" devido a alguma deficiência física ou mental. Seis instalações foram criadas com esse objetivo: Bernburg, Brandenburg, Grafeneck, Hadamar, Hartheim e Sonnenstein. Estes campos de extermínio utilizavam o monóxido de carbono em sua forma pura, produzido quimicamente.

Também já foi muito usado como combustível, sob o nome de gás de síntese, que é feito passando-se vapor de água sobre carvão superaquecido, formando uma mistura de CO, hidrogénio, nitrogénio e dióxido de carbono.

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

Todas as pessoas e animais estão em risco de envenenamento por monóxido de carbono. Os sintomas mais comuns deste são dores de cabeça e no peito, tonturas, confusão, fraqueza, náuseas e vómitos, que podem facilmente ser confundidos com outras enfermidades (por exemplo constipação ou intoxicação alimentar), e em casos mais graves pode ocorrer perda da consciência e morte. Pode haver também, a longo prazo, sequelas cardíacas e neuronais posteriores a uma intoxicação.[4]

O monóxido de carbono, depois de inalado e difundido para os vasos sanguíneos, combina com a hemoglobina formando carboxihemoglobina, com muito mais afinidade do que o oxigénio (200 a 240 vezes superior), diminuindo a quantidade de hemoglobina disponível para o transporte de oxigénio. Pode, desta forma, ocorrer o desenvolvimento de hipoxia tecidular, caso os mecanismos compensatórios falhem em manter o fornecimento do oxigénio.[4]

Para além do já referido, o monóxido de carbono também inibe a citocromo C oxidase mitocondrial, tem efeitos a nível inflamatório e aumenta o stresse oxidativo perivascular.[4]

Os recém-nascidos, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças cardíacas crónicas, problemas respiratórios ou anemia são grupos de risco devido à sua maior suscetibilidade aos efeitos deste gás.[4]

A exposição a doses relativamente elevadas em pessoas saudáveis pode provocar problemas de visão, redução da capacidade de trabalho, redução da destreza manual, diminuição da capacidade de aprendizagem, dificuldade na resolução de tarefas e até mesmo levar a morte.

Concentrações abaixo de 400 ppm no ar causam dores de cabeça e acima deste valor são potencialmente mortais, tanto para plantas e animais quanto para alguns micro-organismos.

O monóxido de carbono está associado ao desenvolvimento de doença isquémica coronária, pensando-se que esse fato resulte da interferência com a oxigenação do miocárdio e do aumento da adesividade das plaquetas e dos níveis de fibrinogénio o que ocorre particularmente com os fumantes.

Fontes de exposição[editar | editar código-fonte]

O monóxido de carbono é formado quando os combustíveis (gás, derivados do petróleo, combustíveis sólidos e solventes) não são queimados completamente. É produzido ainda quer por fontes naturais quer por fontes produzidas pelo Homem. É comum encontrar em grandes concentrações em incêndios, no fumo libertado pelos automóveis e na indústria siderúrgica. Dentro de casa, as principais fontes são os fornos, os fogões a lenha e as ligações de gás mal efetuadas.[4]

Notas e referências

  1. a b c d MONOXYDE DE CARBONE, fiche de sécurité du Programme International sur la Sécurité des Substances Chimiques, consultée le 9 mai 2009
  2. a b c d e f g h i Registo de CAS RN 630-08-0 na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 12 de Dezembro de 2007
  3. [1]
  4. a b c d e Monóxido de carbono (2015).

Ver também[editar | editar código-fonte]

[Categoria [Categoria:Gases]]