Sulfeto de carbonila

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Sulfeto de carbonila
Alerta sobre risco à saúde
Carbonyl-sulfide-2D-dimensions.png
Carbonyl-sulfide-3D-vdW.png
Nome IUPAC Oxissulfeto de carbono
Identificadores
Número CAS 463-58-1
ChemSpider 9644
KEGG C07331
ChEBI 16573
SMILES
InChI
1/COS/c2-1-3
Propriedades
Fórmula molecular COS
Massa molar 60.07 g/mol
Densidade 2.51 g/L
Ponto de fusão

−138.8 °C (134 K)

Ponto de ebulição

−50.2 °C (223 K)

Riscos associados
MSDS Carbonyl sulfide MSDS
Índice UE Não listado
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions Dióxido de carbono
Dissulfeto de carbono
Fosgênio (dicloreto de carbonila)
Compostos relacionados Monóxido de carbono
Monossulfeto de carbono
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

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Alerta sobre risco à saúde.

Sulfeto de carbonila, também chamado de oxissulfeto de carbono, é um composto químico de fórmula OCS. Comumente escrito como COS, é um gás incolor inflamável com odor desagradável. É uma molécula linear consistindo de um grupo carbonila ligado duplamente a um átomo de enxofre. O sulfeto de carbonila pode ser considerado um intermediário entre odióxido de carbono e o dissulfeto de carbono, que são ambos isoeletrônicos com ele.

O sulfeto de carbonila decompõe-se na presença de umidade e bases em dióxido de carbono e sulfeto de hidrogênio.[1][2][3]

Foi verificado que este composto é capaz de catalisar a formação de peptídeos a partir de aminoácidos. Esta descoberta é uma extensão do experimento de Miller-Urey e sugere que sulfeto de carbonila tenha desempenhado um papel significativo na origem da vida.[4]

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

O sulfeto de carbonila é o composto de enxofre mais abundante presente na atmosfera , atingindo a concentração de 0.5 (± 0.05) ppb, devido a ser emitido dos oceanos, vulcões e fontes hidrotermais ("chaminés" vulcânicas submarinas). Como tal, é um importante componente do ciclo do enxofre global. Medições sobre os núcleos de gelo da Antártica e de ar aprisionado em neve sob glaciares (ar firn) forneceram um quadro detalhado das concentrações de OCS de 1640 até o presente dia e permitiram um melhor entendimento da relativa importância das fontes antropogênicas e não-antropogênicas deste gás na atmosfera.[5] Parte do sulfeto de carbonila que é transportado para a camada de enxofre estratosférica é oxidado a ácido sulfúrico.[6]


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Referências

  1. Hazardous Substances Data Bank (1994). MEDLARS Online Information Retrieval System, National Library of Medicine.
  2. Chemical Summary for Carbonyl sulfide, U.S. Environmental protection Agency.
  3. Protoschill-Krebs, G (1996). «Consumption of carbonyl sulphide (COS) by higher plant carbonic anhydrase (CA)». Atmospheric Environment. 30: 3151–3156. doi:10.1016/1352-2310(96)00026-X 
  4. Leman, L.; Orgel, L.; Ghadiri, M. R. (2004). «Carbonyl Sulfide–Mediated Prebiotic Formation of Peptides». Science. 306 (5694): 283–286. PMID 15472077. doi:10.1126/science.1102722 
  5. Montzka, S. A.; Aydin, M.; Battle, M.; Butler, J. H.; Saltzman, E. S.; Hall, B. D.; Clarke, A. D.; Mondeel, D.; Elkins, J. W. (2004). «A 350-year atmospheric history for carbonyl sulfide inferred from Antarctic firn air and air trapped in ice». Journal of Geophysical Research. 109 (D18). 22302 páginas. Bibcode:2004JGRD..10922302M. doi:10.1029/2004JD004686. eid D22302 
  6. Crutzen, P. (1976). «The possible importance of CSO for the sulfate layer of the stratosphere». Geophysical Research Letters. 3 (2): 73–76. Bibcode:1976GeoRL...3...73C. doi:10.1029/GL003i002p00073