Paul Crutzen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Paul Crutzen
Nascimento 3 de dezembro de 1933 (86 anos)
Amsterdam
Nacionalidade neerlandês
Prêmios Prêmio Tyler de Conquista Ambiental (1989), Prêmio Ambiental Volvo (1991), Nobel prize medal.svg Nobel de Química (1995), Medalha Erasmus (1997)
Instituições Universidade da Califórnia em San Diego, Universidade Nacional de Seul, Sociedade Max Planck
Campo(s) Química atmosférica e ambiental
Notas Membro da Pontifícia Academia das Ciências

Paul Josef Crutzen (Amsterdam, 3 de dezembro de 1933) é um químico holandês.

Conjuntamente com Mario Molina e Frank Sherwood Rowland, foi laureado com o Nobel de Química de 1995, pelo "seu trabalho na química atmosférica, particularmente o estudo sobre a formação e decomposição do ozônio na atmosfera".[1] Membro da Pontifícia Academia das Ciências em 25 de junho de 1996. É professor do Instituto Max Planck de Química em Mainz, Alemanha.

O asteroide 9679 Crutzen é denominado em sua homenagem.

Trabalho científico[editar | editar código-fonte]

Ativista na área de ciências ambientais, contribuiu, junto com Mario J. Molina e Sherwood Rowland, para a compreensão da formação do buraco na camada de ozônio. Seus estudos sobre substâncias poluentes têm permitido entender as possíveis mudanças climáticas sofridas pela Terra, relacionadas à emissão de clorofluorcarbonetos ou CFCs e outros gases organoalogênicos com uma alteração no equilíbrio químico na formação e destruição do ozônio estratosférico.

Foi quem introduziu o termo Antropoceno no ano 2000, por analogia com a palavra Holoceno. Crutzen explica o incidente que o levou a cunhar: Eu estava em uma conferência onde alguém estava comentando sobre o Holoceno. Na época achei que esse termo estava errado, porque o mundo mudou muito. Então eu disse: Não, estamos no Antropoceno!, Criando a palavra no calor daquele momento. Todos ficaram surpresos. Mas parece ter persistido. Crutzen usou o termo pela primeira vez em um boletim de 2000 da Agência Internacional da Geosfera e Biosfera (IGBP), no. 41. Mais tarde, em 2008, Jan Zalasiewicz sugeriu em um boletim da American Geological Society que o termo Antropoceno seria apropriado para esses momentos.[2]

Prêmio Nobel de Química[editar | editar código-fonte]

Em 1995 recebeu, juntamente com Molina e Rowland, o Prêmio Nobel de Química por seus trabalhos sobre a química da atmosfera, especialmente sobre a formação e decomposição do ozônio.[2]

Referências

  1. «Chemistry Laureates: Fields». www.nobelprize.org. Consultado em 9 de agosto de 2018 
  2. a b Zalasiewicz, Jan; Williams, Mark; Smith, Alan; Barry, Tiffany L.; Coe, Angela L.; Bown, Paul R.; Brenchley, Patrick; Cantrill, David; Gale, Andrew (2008). «Are we now living in the Anthropocene» (PDF). GSA Today (em inglês) (2). 4 páginas. ISSN 1052-5173. doi:10.1130/GSAT01802A.1. Consultado em 12 de outubro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
George Andrew Olah
Nobel de Química
1995
com Mario Molina e Frank Sherwood Rowland
Sucedido por
Robert Curl, Harold Kroto e Richard Smalley


Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) químico(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.