Mercado negro

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O "mercado negro" é a parte da economia ativa que envolve bens ou serviços considerados banidos em sua região.

Graffiti 2008

Os exemplos mais comumente utilizados são o comércio de armas não registradas, de calibres ou funcionalidades ilegais (armas automáticas por exemplo são ilegais para civis no Brasil); o comércio de drogas ilícitas; produtos falsificados; prostituição quando ilegal.

O comércio de órgãos, pessoas, animais, bens roubados ou qualquer atividade relacionada à violência não estatal são considerados como mercado vermelho.[1]

Os tipos de mercado, para fins de diferenciação são os seguintes:[2]

  • Mercados Brancos: Aprovados pelo estado (i.e. operando dentro da lei) (e.g. contratos de trabalho via CLT)
  • Mercados Cinzas: Banidos salvo quando aprovados pelo estado (e.g. doleiros, jogos de azar)
  • Mercados Negros: Banidos pelo estado (e.g. drogas recreacionais, prostituição)
  • Mercados Vermelhos: Banidos pelo estado, imorais/violentos (e.g. assassinos de aluguel, tráfico de órgãos, tráfico de pessoas, comércio de itens roubados)
  • Mercados Rosas: Aprovados e conduzidos pelo estado, violentos/coercitivos (e.g. imposto, conscrição, educação compulsória)

Causas[editar | editar código-fonte]

Guerra[editar | editar código-fonte]

Os mercados negros florescem na maioria dos países durante as guerras. A maioria dos estados acoplados dentro de uma guerra total ou o outras guerras em grande escala prolongada devem necessariamente impor limitações no uso doméstico dos recursos críticos que necessitam para o esforço da guerra, tal como alimento, combustível, borracha, metal, entre outros. Na maioria dos os casos, um mercado negro fornece bens racionados em preços exorbitantes. Racionando e controlando o preços em muitos países durante a segunda guerra mundial a atividade difundida incentivada do mercado negro.

Leis e regulações[editar | editar código-fonte]

Um exemplo clássico de regulação que criou mercados negros foi a proibição do álcool nos EUA[3]. De forma similar quando as leis de proibição desaparecem, dissolvem-se os mercados negros; que é o motivo pela qual as regiões em que ocorreu a legalização da Cannabis estarem experimentando uma extinsão de seus mercados negros que abasteciam essa demanda.[4]

Exemplos de Mercados Negros[editar | editar código-fonte]

Drogas ilegais[editar | editar código-fonte]

Começando no século XIX e século XX, muitos países começaram a proibir a posse ou o uso de várias drogas recreacionais, tal como os Estados Unidos e a famosa guerra contra as drogas. Muitos povos continuam a usar drogas ilegais, e um mercado negro existe para fornecê-las. Apesar dos esforços da lei para interceptar fontes ilegais de droga, a demanda remanesce elevada, fornecendo um motriz de lucro grande para que gangues assegurem-se de que as drogas estejam disponíveis. Quando há esforços da lei para capturar uma pequena parte dos distribuidores de drogas ilegais, a elevação do risco e a demanda muito inflexível para tais drogas asseguram-se de que os preços de mercado negro se levantem; distribuidores novos incentivam a incorporação do mercado a um ciclo perpétuo.

Prostituição[editar | editar código-fonte]

Similarmente, a prostituição é ilegal em muitos lugares, no entanto, em demanda do mercado para os serviços das prostitutas existem muitos locais de prostituição (prostíbulos).[5]

Exemplos de Mercados Vermelhos[editar | editar código-fonte]

Obras de Arte[editar | editar código-fonte]

Roubar e revender objetos de arte são um crime não só aos olhos da lei, mas também aos da cultura, que perde obras de imprescindível valor para a humanidade. Os artefatos roubados são caros e o roubo envolve uma ampla rede de pessoas poderosas e com muito dinheiro. Geralmente este tipo de crime é encomendado, ou seja, quem o pratica já sabe muito bem o que quer roubar e exatamente para quem vai vender. Além do roubo, receptar objetos de arte roubados (ou qualquer outro objeto roubado) também é crime.[6]

Objetos diversos de arte[editar | editar código-fonte]

No total, a Interpol diz que a lista de objetos de arte roubados contabiliza mais de 34 mil obras. Apesar do alto número, apenas 10% deste montante é recuperado pela polícia. E mesmo assim, a cada dez obras recuperadas apenas uma é através da ação direta da polícia. As outras nove aparecem misteriosamente no mercado legal novamente.[7]

Cenas do Crime[editar | editar código-fonte]

Os roubos de obras de arte podem ser feitos de diversas maneiras, e grande parte dos locais que exibem tais obras não estão preparados para se defender de um roubo. Exemplo disso foi o roubo praticado em 1994, onde os ladrões entraram pela janela usando uma escada que encontraram perto do museu, e levaram o famoso quadro “O Grito” para posteriormente ser vendido no mercado negro.[8]

Os Receptadores[editar | editar código-fonte]

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam os receptadores de obras de arte roubadas não são apenas amantes da arte que desejam criar uma galeria particular. Muitas vezes as obras são encomendadas por traficantes que desejam ter as obras como moeda de troca com agentes federais corruptos – neste caso, o “dinheiro” fica em casa mesmo, sem o perigo de ser rastreado. Outras vezes as obras de arte são usadas como alternativa para lavagem de dinheiro. Depois que a obra é roubada é colocada em um leilão previamente combinado, da onde o dinheiro do tráfico volta “limpo”.[9]

  1. McElroy, Wendy (8 de junho de 2016). «Bitcoin Markets: Black and Gray, White and Red». Bitcoin News (em inglês) 
  2. «Black markets vs. free markets». nostate.com (em inglês). Consultado em 26 de março de 2017 
  3. «Prohibition in the United States». Wikipedia (em inglês). 25 de março de 2017 
  4. «Will Legalizing Pot Wipe Out The Black Market?». NPR.org (em inglês) 
  5. «Europa vai contabilizar mercado negro e prostituição para melhorar PIB - Home - iG». Economia 
  6. «Polícia crê que quadrilha especializada está por trás de roubo a museu em SP». Santos e Região. 5 de julho de 2016 
  7. «Interpol anuncia criação de site para divulgar obras de arte roubadas». Gazeta do Povo 
  8. «"O Grito", um dos quadros mais famosos do mundo, é roubado na Noruega - 22/08/2004 - UOL Últimas Notícias». noticias.uol.com.br. Consultado em 26 de março de 2017 
  9. «PF apreendeu 131 obras de arte na casa de Duque». epocanegocios.globo.com