Francis Drake

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Pirate Flag of Jack Rackham.svg Corsário
Francis Drake
Sir Francis Drakeobra de Marcus Gheeraerts, o Jovem, na Abadia de Buckland.
Nascimento 13 de julho de 1540
Inglaterra Reino da Inglaterra
Morte 28 de janeiro de 1596 (55 anos)
Location Caribbean.png Mar do Caribe
Tipo de pirata Corsário
Ocupação Político
Navegador
Defendia a bandeira do(a) Reino Unido Coroa do Império Britânico
Anos ativo 1558-1595 (37 anos)
Conhecido por Maior inimigo de Filipe II
Levar a primeira volta ao mundo inglesa em 1577-1580
Áreas de Atuação Brasil
Reino Unido
Oceano Atlântico
Mar do Caribe
Estreito de Magalhães
América
Caribe
Panamá
Navio (s) Reino Unido Pelican
Reino Unido Elizabeth
Reino Unido Marygold
Reino Unido Swan
Reino Unido Christopher
Reino Unido Golden Hind
Principal(is) Inimigo(s) Espanha Filipe II da Espanha
Batalhas Guerra Anglo-Espanhola (1585)
Batalha de Gravelines
Assinatura Francis Drake Signature.svg

Sir Francis Drake, (Reino da Inglaterra, 13 de julho de 1540Mar do Caribe, 28 de janeiro de 1596) foi um capitão inglês, vice-almirante do Reino Unido, corsário, navegador, um pirata famoso e um político da era elisabetana. Elizabeth I da Inglaterra condecorou Drake como cavaleiro em 1581. Ele foi o segundo em comando da frota inglesa contra a armada espanhola em 1588, subordinado apenas a Charles Howard e à própria rainha. Morreu de disenteria em janeiro de 1595, depois de um ataque fracassado a San Juan, Porto Rico.

Suas façanhas eram lendárias, tornando-o um herói para os ingleses, mas um pirata para os espanhóis, a quem ele era conhecido como El Draque, 'Draque' sendo a pronúncia espanhola 'Drake'. Seu nome em latim era Franciscus Draco ("Francis the Dragon"). O rei Filipe II ofereceu uma recompensa por sua vida de 20.000 ducados, cerca de £4.000.000 (EUA $ 6,5 milhões) pelos padrões modernos. Entre outras coisas, é famoso por ter sido o primeiro inglês a realizar uma volta ao mundo, em 1577-1580.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Francis Drake começou seu legado como pirata, trabalhando para rainha Elizabeth I da Inglaterra em 1558.

A rainha o havia contratado por suas habilidades marítimas, para que então pudesse enviá-lo a fazer alianças, criar novas rotas, explorar e trazer dinheiro para a coroa.

Junto a Francis Drake, foram contratados grandes navegadores ingleses: John Winter e Thomas Doughty. O trio partiu de Plymouth, no dia 15 de 1577, porém Drake não gostava da ideia de dividir o poder com mais dois homens. Logo as diferenças dos capitães os fizeram fracos e desuniu a tripulação. Controlando a situação com mão forte, Drake conseguiu unir todos os tripulantes e emergiu como o verdadeiro líder.

Primeira Tentativa

Logo no primeiro dia de viagem, os navegadores enfrentaram uma terrível tempestade marítima. Drake decidiu parar e esperar o tempo melhorar, ancorando próximo ao porto de Falmouth, ainda na Grã-Bretanha. Ao final da tempestade, o Pelican ficou seriamente danificado, e os três comandantes foram obrigados a voltar a Plymoth para fazer reparos na embarcação.

Saída de Plymouth,

O trio saíra de Plymouth com cinco embarcações:

  • Pelican, de 18 canhões e 100 toneladas;
  • Elizabeth, de 16 canhões e 80 toneladas;
  • Marygold, de 10 canhões e 30 toneladas;
  • Swan, embarcação de suprimentos de 50 toneladas;

e Christopher, de 15 toneladas.

Partiram todas as embarcações sobre o comando de Drake, o que seria uma expedição para o Nilo logo se revelara ser outro destino. Drake queria comandar a navegação para o oceano Pacífico pelo estreito de Magalhães, lugar de má fama que causou contenda na tripulação.

Ainda no Atlântico oriental, Drake capturou um navio mercante português e obrigou seu capitão, que conhecia bem as áreas próximas ao Brasil e o estreito de Magalhães, a ficar com eles e ajudá-lo a navegar naquela região. O navegador português permaneceu com Drake durante 15 meses. A flotilha então atravessou o Atlântico, via ilhas do Cabo Verde, até a costa do Brasil.

Pirataria[editar | editar código-fonte]

Sir Francis Drake (1591), obra de Marcus Gheeraerts, o Jovem, no National Maritime Museum

Ficou conhecido por sua luta obstinada contra Felipe II da Espanha e por ter sido o primeiro dos grandes da marinha inglesa. Liderou a esquadra inglesa que derrotou a Invencível Armada, tida como a maior força naval da Europa à época, com desvantagem numérica e poucos mantimentos, assegurando a supremacia naval britânica. Fez pirataria no Caribe contra navios e possessões espanholas, viajou ao longo da América do Norte e foi o primeiro comandante inglês a circum-navegar o mundo.

Alguns historiadores afirmam que teria sido filho bastardo de Isabel I de Inglaterra. Chegou a capitão de navio aos vinte anos de idade. Dois anos mais tarde foi atacado e derrotado pela armada espanhola, perdendo o navio e quase perdendo a vida, o que lhe legou um ressentimento profundo aos espanhóis.

Em 1577, a rainha enviou Drake numa expedição para atacar os espanhóis ao longo da costa do Pacífico nas Américas. Drake partiu no Golden Hind (Corça Dourada), atravessou o estreito de Magalhães, devastou os territórios espanhóis das costas ocidentais da América, tomou posse da Califórnia (a que chamou "Nova Albion"), e regressou à Europa via Índias Orientais pela rota do cabo da Boa Esperança tendo completado a segunda circum-navegação do mundo (1580). O seu golpe mais famoso foi o ataque ao galeão espanhol Cacafuego (1579) ao largo da costa do Panamá.

Em 1588, liderou a armada inglesa na defesa ao ataque da Invencível Armada, da qual afundou vinte e três navios.

Às 04:00 do dia 28 de janeiro de 1596 a bordo do Defiance, Sir Francis Drake morreu de disenteria com cerca de 55 anos. No dia seguinte (29), ele foi enterrado no mar, próximo a Portobelo, em um caixão de chumbo, ao som de trombetas e canhões. Segundo uma lenda, o seu corpo foi lançado ao mar trajando uma armadura de ouro de dezoito quilates, com sua espada, também de ouro.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

A Passagem de Drake tem esse nome em sua homenagem, apesar de ele próprio nunca ter passado por lá. Preferia passar pelo Estreito de Magalhães, uma área mais segura para navegação.

Sir Francis Drake não deixou herdeiros.

Francis trabalhou para a Rainha Elizabeth I objetivando acumular tesouros e riqueza para a coroa inglesa. Porém caso essa aliança desse problemas de qualquer espécie para a Rainha ela tinha um Plano B: Ela poderia simplesmente quebrar o acordo e dar a Francis o crédito por todos os saques e ataques, livrando a Rainha de todo e qualquer problema presente e futuro. Obviamente, tal plano não foi necessário.

Os jogos "Uncharted" da Naughty Dog acrescentam algumas informações ficticias à história de Francis Drake como por exemplo ele não ter sido realmente enterrado no mar, apenas deixando uma pista para um tesouro e, segundo o jogo, morreu no local onde esse tesouro se encontrava.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

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