Cosmopolitismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

O cosmopolitismo (sua etimologia vem do grego cosmopolita + -ismo) é um pensamento filosófico que despreza as fronteiras geográficas impostas pela sociedade considerando que a humanidade — ou, ao menos os cultos — segue as leis do Universo (cosmos) — isto é, considera os homens como formadores de uma única nação, não vendo diferenças entre as mesmas, avaliando o mundo como uma só pátria.

Atualmente o termo é bastante associado a uma ideologia que vê com desprezo a História e os acontecimentos do passado, valorizando apenas o mundo moderno, tanto na área da urbanização — como as metrópoles, as megacidades, as megalópoles etc. — além de outros fatores, a maioria incluindo a alta tecnologia atual.

Alguns dicionários o descrevem como sendo: "atitude ou doutrina que prega a indiferença ante a cultura, os interesses e/ou soberanias nacionais, com a alegação de que a pátria de todos os homens é o Universo".[1]

Dualismo - certas correntes do cosmopolitismo (jusnaturalista kantiana) defendem a aversão total e instantânea, a qualquer forma de barreira, entretanto, outras correntes (relativistas culturais) defendem que a manutenção de certas barreiras são importantes para assegurar, que o direito de um termina quando começa o do outro e que a diversidade cultural não pode ser exterminada/isolada (a não ser que seja uma cultura desumana e que gere danos irreparáveis ao equilíbrio ambiental).[2]

O cosmopolitismo constitui um sistema político socioeconômico inovador, surgido no século XXI, que caracteriza-se por fundamentos otimizados cosmopolitas (princípios aproveitados, corrigidos, equilibrados e reformados do capitalismo e socialismo, além de princípios de defesa do meio ambiente, da ética, dos direitos humanos, do tecnologismo[3] e da diplomacia internacional), para gerar um ecossistema desenvolvido e estável, cujo modelo só é possível de se estabelecer no atual estado de desenvolvimento social e tecnológico da humanidade; por isso é possível entendê-lo, como sendo um hibrido evolucionista, capaz de atender tanto as necessidades locais, quanto as holísticas. Propósitos que devem ser defendidos pela racionalidade humana e não por razões sentimentais, comerciais ou teológicas.[4]

Referências

  1. Dicionário eletrônico Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Lexicon Informática, 1996.
  2. REITCHELL, Carlos. O Cosmopolitismo: a semente de uma nova consciência e ordem para um mundo melhor. Salvador: Clube de Autores Publicações S/A, 2018.
  3. hi-tech
  4. REITCHELL, Carlos. O Cosmopolitismo: a semente de uma nova consciência e ordem para um mundo melhor. Salvador: Clube de Autores Publicações S/A, 2018.
Ícone de esboço Este artigo sobre filosofia/um(a) filósofo(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.