Edson Albertassi

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Edson Albertassi
Nascimento 24 de julho de 1969 (49 anos)
Castelo, Espirito Santo
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Alice Brizola Albertassi
Ocupação Radialista, político e empresário
Religião Protestantismo

Edson Albertassi (Castelo, 24 de julho de 1969) é um radialista, empresário e político brasileiro, preso por suspeita estar envolvido em corrupção durante o exercício de seu mandato de deputado estadual porém até o momento nada foi provado contra o deputado. Que segue aguardando seu julgamento.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi criado em Volta Redonda desde criança e é casado com Alice Brizola Albertassi, com quem tem três filhos: Emilly, Isaque e Joaquim.[1] Começou a vida profissional como mascate, vendendo produtos nos bairros de Volta Redonda. Recebeu formação cristã evangélica. É membro da Igreja Assembleia de Deus AD Jardim das Américas, em Volta Redonda, a qual é pastoreada por seu cunhado, Elizeu Brizola, irmão de Alice Brizola e do poeta e radialista Alberto Brizola.

Em 1994 (antes de ingressar na carreira política) adquiriu a 88 FM, transformando-a em uma emissora de programação evangélica.[2] Atualmente encontra-se preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 1996 foi eleito vereador, sendo o mais votado de Volta Redonda. Eleito deputado estadual em 1998, foi líder do PSB. Reeleito em 2002 e em 2006.

No dia 3 de outubro de 2010 se elegeu novamente como Deputado Estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro[3] no estado do Rio de Janeiro com 83.254 dos votos(1,00%).[4] Durante votação para a nova Mesa Diretora da Alerj no dia 2 de fevereiro de 2011, o deputado Edson Albertassi (PMDB) foi eleito como 1°vice-presidente ao lado do presidente eleito Paulo Melo (PMDB) pelo próximos dois anos.[5]

Em 2014, foi reeleito para a Legislatura 2015-2019, com 61.549 votos.[6]

Em abril de 2015, votou a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação que foi muito criticada na época.[7]

No dia 20 de fevereiro de 2017, foi um dos 41 deputados estaduais a votar a favor da privatização da CEDAE.[8][9] Foi responsável por elaborar o parecer recomendando a aprovação das contas do governador Pezão, contrariando parecer do TCE.[10]

Em Julho de 2017, Edson Albertassi entrou com ações políticas a favor da retomada das obras da Rodovia do Contorno em Volta Redonda, a qual encontrava-se em obras a mais de 20 anos. Assim, Albertassi foi um dos principais fatores para a conclusão da rodovia, que foi inaugurada dia 8 de Dezembro de 2017.

Em novembro de 2017 foi indicado pelo governador Pezão para a vaga do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, em substituição a Jonas Lopes, aposentado. Recebeu voto favorável de todos os deputados membros da Comissão de Normas Internas e Proposições Externas, responsável por avaliar preliminarmente a discussão, a saber: Dica, Rosenverg Reis, Doutor Deodalto e Milton Rangel.[11] mas o PSOL questionou na Justiça tal indicação, e o Judiciário concedeu liminar suspendendo a votação na ALERJ para que Albertassi fosse efetivado no tribunal.[12] No dia 14 do mesmo mês, foi levado à corregedoria da Polícia Federal em condução coercitiva pela operação "Cadeia Velha" junto com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani.[13]

Sua prisão foi decretada pela seção criminal do Tribunal Regional Federal em 16 de novembro de 2017, por suposto uso do cargo de deputado para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Juntamente com Paulo Melo e Jorge Picciani, é suspeito de favorecer interesses de empresários no Estado, entre os quais representantes do setor de transporte público e empreiteiras, em troca de propina.[14] A defesa de Albertassi alega possuir provas de que o suposto valor de R$ 60.000,00 que seria estregue como propina ao deputado mensalmente, é, na verdade, uma mensalidade paga pela FETRANSPOR referente à comerciais da empresa veiculados, desde 2011, na rádio que Albertassi possui.

Foi solto em 17 de novembro de 2017, após votação realizada na Alerj em que 39 deputados votaram a favor da soltura de Piciani, Paulo Melo e Albertassi e 19 contra.[15] Foi preso de novo dias depois por ordem da Justiça, que não reconheceu a autoridade da decisão da Assembleia.[16]


Referências

  1. http://www.edsonalbertassi.com.br/index2.php?opcao=1
  2. http://www.portal88.com.br/aradio.php
  3. http://www.avozdacidade.com/portal/Politica/htm000021872.asp
  4. http://www.diariodovale.com.br/noticias/15,29155.html
  5. http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,35168.html#axzz1CvcQulyp
  6. TRE-RJ (18 de dezembro de 2014). «Resultado de votação por UF - RJ» (PDF). pp. 22 a 60. Consultado em 27 de dezembro de 2014.. Cópia arquivada em 27 de dezembro de 2014 
  7. Pedro Zuazo (29 de abril de 2015). «Conselheiro vapt-vupt: veja quem votou em Brazão para o TCE». Jornal Extra. Consultado em 8 de dezembro de 2016. 
  8. Jornal Extra (20 de fevereiro de 2017). «Privatização da CEDAE aprovada na ALERJ». Consultado em 20 de fevereiro de 2017. 
  9. G1 (20 de fevereiro de 2017). «Saiba como votou cada deputado sobre a privatização da Cedae e veja opiniões». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  10. Hanrrikson de Andrade (29 de agosto de 2017). «Comissão da Alerj contraria TCE-RJ e aprova parecer favorável a contas de Pezão». Consultado em 14 de novembro de 2017. 
  11. Marina Lang (9 de novembro de 2017). «Deputado que deu parecer favorável às contas de Pezão é aprovado para presidir TCE-RJ». Consultado em 14 de novembro de 2017. 
  12. G1 (14 de novembro de 2017). «Justiça determina suspensão de votação de deputado indicado por Pezão para conselheiro do TCE-RJ». Consultado em 14 de novembro de 2017. 
  13. Extra (14 de novembro de 2017). «'Cadeia Velha': PF cumpre mandado de prisão contra filho de Picciani e empresários de ônibus». Consultado em 14 de novembro de 2017. 
  14. G1 (16 de novembro de 2017). «16 de novembro de 2017». Consultado em 16 de novembro de 2017. 
  15. «Picciani, Paulo Melo e Albertassi são soltos após votação na Alerj e deixam a cadeia em carro oficial». G1. Globo.com. 17 de novembro de 2017. Consultado em 17 de novembro de 2017. 
  16. «Se você ainda não viu: Picciani vai preso de novo». O Globo. 21 de novembro de 2017. Consultado em 13 de janeiro de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]