Gilvam Borges

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Gilvam Borges
Foto:Roosewelt Pinheiro/ABr
Senador do  Amapá
Período 14 de dezembro de 2005
até 29 de novembro de 2011
(2 mandatos consecutivos)
De 1º de fevereiro de 1995
até 31 de janeiro de 2003
Deputado federal do  Amapá
Período 1º de fevereiro de 1991
até 31 de janeiro de 1995
Dados pessoais
Nascimento 1 de agosto de 1958 (58 anos)
Brasília, DF
Cônjuge Maria Marlene Barriga Borges
Partido PMDB
Profissão Sociólogo
linkWP:PPO#Brasil

Gilvam Pinheiro Borges, conhecido como Gilvam Borges (Brasília, 1 de agosto de 1958), é um sociólogo e político brasileiro.

Nascido em Brasília tendo em vista a participação do pai da construção da nova capital, retornou logo depois ao Amapá. Formado em Sociologia na Universidade Federal do Pará, é casado com Maria Marlene Barriga Borges e tem quatro filhos.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 1990, elegeu-se deputado federal pelo PRN. Dois anos depois transferiu-se para o PMDB, por onde concorreu à eleição para o Senado Federal.

Em 1994 foi eleito senador pelo Amapá. Em 1998, candidatou-se a governador do Amapá, ficando em 3º lugar na apuração dos votos.

Em 2002 tentou reeleger-se senador mas obteve o 3° lugar. Porém retorna ao senado em dezembro de 2005 em virtude da cassação do 2° colocado eleito na referida eleição, João Capiberibe.[1]

Entre fevereiro a abril de 2010, Gilvam licenciou-se por motivos de saúde, assumindo o mandato seu irmão e primeiro suplente, Geovani Borges. Ainda em 2010 reelegeu-se a um novo mandato no Senado, seu terceiro com a impugnação da candidatura de seu adversário João Capiberibe pela lei da ficha limpa, porém em 2011 a lei não foi considerada válida para a eleição e no dia 29 de novembro de 2011 deixou o senado para que João Capiberibe assumisse.

Nas eleições de 2014, foi candidato do aliado José Sarney, novamente como Senador da República pelo Amapá, mas foi derrotado pelo deputado Davi Alcolumbre do Democratas (Brasil).

O senador circulava enquanto senador pelo Congresso Nacional usando sandálias.[2]

Denúncias[editar | editar código-fonte]

No Amapá[editar | editar código-fonte]

É também aliado ao José Sarney, maranhense e senador do Estado desde 1990, reeleito em 1998 e 2006. Com ele, são acusados de diversas irregularidades.

Em 2009, em meio a maior crise do Senado desde 2001, Gilvam Borges, foi acusado de intermediar apoio ao Sarney:

  • Destinar toda cota da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais para alugar uma fábrica de toldos na periferia de Macapá. O reembolso dos R$ 15 mil é feito mediante a apresentação de um único recibo, emitido pelo técnico em edificações José Emílio Silva dos Santos. Por ordem de Gilvam, desde janeiro de 2009, o Senado destinou R$ 90 mil à conta bancária de Santos. Em 2008, depósitos no mesmo valor autorizados por Gilvam somaram R$ 180 mil.[3]
  • Durante dois meses da campanha eleitoral que o reelegeu no Senado em 2006, Sarney foi defendido pelo um advogado do quadro efetivo do Senado. Fernando Aurélio de Azevedo Aquino, funcionário do Senado desde 1992 e com registro da OAB do Distrito Federal, viajou a Macapá durante a campanha. Ele estava lotado no gabinete do senador Borges.[4]
  • Votou contra o sumário de denúncias e representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), em 19 de agosto.[6]

Em 26 de novembro de 2009, por 5 votos a 3, o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou a queixa-crime contra do Borges, acusado de calúnia, injúria e difamação pela autoria do artigo "Mentiras e verdades do caso Capiberibe", publicado no jornal O Estado do Maranhão em 2007. A denúncia foi feita pelo ex-senador João Capiberibe (PSB-AP), que foi sucedido por Borges no Senado após ser cassado.[7]

Referências

  1. Paranaonline, 14/12/2005
  2. Congresso em Foco
  3. «Senador Gilvam Borges paga fábrica com verba indenizatória». Folha Online. 21 de julho de 2009, 9h18. Consultado em 8 de agosto de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. «Funcionário do Senado advogou para Sarney no Amapá». Folha Online. 23 de julho de 2009, 3h56. Consultado em 8 de agosto de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. GABRIELA GUERREIRO (30 de julho de 2009, 17h43). «Tropa de choque de Sarney no Conselho de Ética é a mesma que defendeu Renan». Folha Online. Consultado em 8 de agosto de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  6. «Veja como votou cada senador no Conselho de Ética». Folha Online. 19 de agosto de 2009, 15h51. Consultado em 8 de agosto de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. «STF arquiva queixa-crime contra senador Gilvam Borges». Folha Online. 26 de novembro de 2009, 20h44. Consultado em 8 de agosto de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]