Ordem Nacional do Mérito (Brasil)

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Disambig grey.svg Nota: Ordem Nacional do Mérito redireciona para este artigo. Para a ordem honorífica francesa, veja Ordem Nacional do Mérito (França).
National Order of the Merit (Grand Official).svg

A Ordem Nacional do Mérito é uma condecoração criada para galardoar cidadãos brasileiros, maiores de 25 anos de idade, que tenham prestado serviços relevantes à nação brasileira, e os estrangeiros que, a juízo do governo, sejam dignos desta distinção. Foi criada durante o governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, por meio do Decreto-Lei n.° 9.732, de 4 de setembro de 1946, cujo regulamento fora aprovado por meio do Decreto n.° 21.854, de 26 de setembro de 1946, e posteriormente consolidado pelo Decreto n.º 203, de 30 de agosto de 1991. O Presidente da República é seu grão-mestre, e cujo Colar é sempre transmitido ao sucessor.

O Conselho da Ordem é sediado no Palácio do Planalto e é composto pelo Chefe de Estado, pelo Presidente da Comissão Permanente do Livro do Mérito (o Chanceler da Ordem), pelos Ministros de Estado da Justiça e das Relações Exteriores, pelo Secretário-Geral da Presidência da República e pelo Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Insígnia[editar | editar código-fonte]

A insígnia da Ordem consiste numa estrela de ouro, de seis raios, maçanetados, esmaltados de branco e ligados por uma grinalda de rosas, tendo ao centro do anverso a esfera armilar, também de ouro, em campo azul, e, no reverso, a legenda: "Ordem Nacional do Mérito".

O Colar é constituído de duas correntes ornadas alternadamente de esferas armilares e rosas, elementos alegóricos da condecoração, e dele pende a insígnia. A Grã-Cruz consiste da insígnia pendente de uma faixa de cor escarlate com duas listas brancas, passada a tiracolo, da direita para a esquerda, além de uma placa dourada com as mesmas insígnias e colocada à esquerda do peito. As insígnias do Grande Oficialato e de Comendador, são pendentes de uma fita ao redor do pescoço, sendo a do Grande Oficialato acompanhada da placa, porém prateada. Já as insígnias de Oficiais e Cavaleiros, são pendentes de uma fita atada ao lado esquerdo do peito, sendo que a dos Oficiais possui uma roseta colocada sobre a fita.[1]

Seu desenho foi inspirado na Imperial Ordem da Rosa, criada por Jean-Batiste Debret em 1829 a pedido do Imperador D. Pedro I para celebrar seu casamento com D. Amélia de Leuchtenberg. O monograma dos imperadores foi substituído pela esfera armilar e a cor da fita - de rosa - passou a ser escarlate.

Graus[editar | editar código-fonte]

A Ordem consta dos seguintes graus:

  • Grã-Cruz (45 vagas);
  • Grande-Oficial (150 vagas);
  • Comendador (350 vagas);
  • Oficial (650 vagas);
  • Cavaleiro (número ilimitado de vagas).

Os membros do Conselho, em sua condição de membros natos da ordem no grau de Grã-Cruz, e os agraciados estrangeiros são supranumerários, e não são considerados para o cálculo das vagas existentes em cada grau.

Aos servidores do Estado, não contemplados com a Ordem, pode ser concedida a Medalha do Mérito, que é cunhada em prata, tendo no anverso a insígnia da ordem e, no reverso, a legenda "Ordem Nacional do Mérito", encerrada em dois ramos de louro.[1]

Barretas
National Order of Merit - Knight (Brazil) - ribbon bar.png
Cavaleiro
National Order of Merit - Officer (Brazil) - ribbon bar.png
Oficial
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Comendador
National Order of Merit - Grand Officer (Brazil) - ribbon bar.png
Grande Oficial
National Order of Merit - Grand Cross (Brazil) - ribbon bar.png
Grã-Cruz

Pessoas que ingressaram na Ordem

  • Heley de Abreu Silva Batista[2]. Feito: Sacrificou a própria vida para salvar a vida de seus alunos, em um gesto de coragem e heroísmo durante um incêndio criminoso na creche Gente Inocente em Janaúba-MG, no ano de 2017[3].

Referências

  1. a b c «Decreto Nº 203, de 30 de agosto de 1991». www.planalto.gov.br. Palácio do Planalto. Consultado em 17 de dezembro de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • POLIANO, Luís Marques. Heráldica. Ed. GRD. Rio de Janeiro, 1986.
  • POLIANO, Luís Marques. Ordens honoríficas do Brasil.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]