Cyril Ramaphosa

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Cyril Ramaphosa
Cyril Ramaphosa em 2018.
Presidente da África do Sul
Período 15 de fevereiro de 2018
a atualidade
Antecessor(a) Jacob Zuma
Vice-presidente da África do Sul
Período 25 de maio de 2014
a 14 de fevereiro de 2018
Antecessor(a) Kgalema Motlanthe
Sucessor(a) David Mabuza
Presidente do Congresso Nacional Africano
Período 18 de dezembro de 2017
a atualidade
Antecessor(a) Jacob Zuma
Dados pessoais
Nome completo Matamela Cyril Ramaphosa
Nascimento 17 de novembro de 1952 (65 anos)
Soweto, Joanesburgo
Nacionalidade sul-africano
Primeira-dama Tshepo Motsepe
Partido ANC

Matamela Cyril Ramaphosa (Joanesburgo, 17 de novembro de 1952[1]) é o atual presidente da África do Sul,[2] desde 15 de fevereiro de 2018.

É um político, empresário, ativista e ex-líder sindical.[2]

Foi vice-presidente do governo do presidente Jacob Zuma[2][3], de 25 de maio de 2014 até 14 de fevereiro de 2018, quando Zuma renunciou a presidência.[2][4]

Ramaphosa recebeu o Prémio Olof Palme em Estocolmo, em 1987.[5]

Em 2007 foi listado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes daquele ano no mundo.[6]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Secretário-geral do CNA[editar | editar código-fonte]

Subsequente à sua eleição como secretário-geral do Congresso Nacional Africano em 1991, Ramaphosa tornou-se líder da equipe de negociação do partido no processo de encerramento do Apartheid. Nas primeiras eleições democráticas do país, em 1994, Ramaphosa foi eleito membro do parlamento e, posteriormente, eleito presidente da Assembleia Constituinte, desempenhando papel importante na formação da unidade nacional sul-africana.

Após sua derrota na eleição presidencial para Thabo Mbeki, Ramaphosa afastou-se da vida pública e passou a atuar no setor privado como diretor da New Africa Investments Limited.[7][8] Em 1997, no entanto, recebeu a maioria de votos para integrar o Comitê Executivo do Congresso Nacional Africano. Apesar de não ter se envolvido com o Partido Comunista Sul-Africano, Ramaphosa afirmou à época ser um socialista.

A imprensa especulou profundamente sobre sua possível concorrência à presidência do partido em 2007, antes das eleições presidenciais de 2009.[9] Contudo, Ramaphosa afirmou não estar interessado no cargo. Em 2 de setembro de 2007, o jornal The Sunday Times publicou uma matéria afirmando que o política estaria na corrida presidencial.[10] Na mesma noite, Ramaphosa publicou uma nota oficial reafirmando não estar concorrendo como presidente.[11] Em dezembro, Ramaphosa foi novamente eleito ao Comitê Executivo do partido, com pouco mais de 1.900 votos.[12][13]

Em 20 de maio de 2012, Derek Hanekom sugeriu que Ramaphosa disputasse as eleições pela presidência do partido, afirmando que "nós precisamos de líderes do calibre do Companheiro Cyril. Sei que Cyril é muito bom nos negócios, mas eu realmente gostaria que ele almejasse uma posição muito mais alta e de maior peso".[14][15][16] Apesar da repercussão da declaração, Ramaphosa respondeu friamente: "Você não pode ler qualquer coisa. Ele estava brincando."[16]

Em 17 de dezembro de 2012, Ramaphosa foi oficializado como candidato à Vice-presidência, contando com forte apoio da base eleitoral de Jacob Zuma. No dia seguinte, assumiu o cargo de vice-presidente do partido após receber mais de 3 mil votos contra 470 votos de Mathews Phosa e 463 votos de Tokyo Sexwale.[17][18]

Vice-presidente[editar | editar código-fonte]

Em 25 de maio de 2014, Ramaphosa foi nomeado à vice-presidência do país por Jacob Zuma. Após sua nomeação e juramento de posse, Ramaphosa assumiu a Liderança dos Assuntos do Governo na Assembleia Nacional de acordo com a Seção 91 da Constituição do país, passando a ter como incumbências as questões internas do executivo nacional perante o Parlamento e a programação das questões parlamentares iniciados pelo executivo nacional. Em 3 de junho, Zuma anunciou Ramaphosa como Presidente da Comissão Nacional de Planejamento.[19][20][21]

Em julho de 2014, Ramaphosa conclamou para uma unidade do povo sul-africano, após Julius Malema defender o corte da letra em africâner do hino nacional.[22][23] "Nós pretendemos construir uma nação e devemos estender uma mão de amizade, uma mãe de reconciliação contínua àqueles que sentem que o hino nacional não os representa mais, e isto pode ocorrer de ambos os lados".[24]

Presidente do CNA[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Deputy President Cyril Ramaphosa». thepresidency.gov. Consultado em 12 de abril de 2016. 
  2. a b c d João Paulo Charleaux (15 de fevereiro de 2018). «Por que Zuma renunciou na África do Sul. E o que sua queda representa». Nexo Jornal. Consultado em 16 de fevereiro de 2018.. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2018 
  3. «África do Sul pode reverter crise econômica, afirma vice». Prensa Latina. Vermelho. 8 de fevereiro de 2016. Consultado em 12 de abril de 2016. 
  4. «Jacob Zuma renuncia à presidência da África do Sul». G1. Consultado em 14 de fevereiro de 2018. 
  5. «Olof Palme - Prize recipients». palmefonden.se. Consultado em 12 de abril de 2016. 
  6. Richard C. Holbrooke (3 de maio de 2007). «Cyril Ramaphosa - The 2007 TIME 100 - TIME». TIME. Consultado em 12 de abril de 2016. 
  7. «Entrevista a Mbeki sobre el SIDA» 
  8. {{Citar web|url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/40376.stm%7Ctítulo=Mbeki elected ANC president|publicado=BBC News|data=17 de dezembro de 1997}
  9. «News24, South Africa's premier news source, provides breaking news on national, world, Africa, sport, entertainment, technology & more». News24 
  10. «Ramaphosa and Sexwale bid for Johncom stake» 
  11. «Zuma is new ANC president». Mail&Guardian. 18 de dezembro de 2007 
  12. «52nd National Conference: National Executive Committee as elected». Congresso Nacional Africano. 20 de dezembro de 2007 
  13. «Zuma wins ANC leadership election». BBC News. 19 de dezembro de 2007 
  14. «Hanekom wants Ramaphosa as president». News24. 20 de maio e 2012  Verifique data em: |data= (ajuda)
  15. Laing, Aislinn (10 de novembro de 2011). «Julius Malema declares 'the gloves are off' as he is suspended from ANC for five years». The Telegraph 
  16. a b «Hanekom: Ramaphosa for president». 20 de maio de 2012  Parâmetro desconhecido |pulicado= ignorado (ajuda)
  17. Subramany, Deshnee (18 de dezembro de 2012). «Mangaung: The ANC's newly elected top six». Mail&Guardian 
  18. «Cyril Ramaphosa: the return of Nelson Mandela's chosen one». The Guardian. 20 de dezembro de 2012 
  19. «Profile for new SA ruling party President». Channel Africa 
  20. «Ramaphosa, Godsell on National Planning Commission». Mail&Guardian. 30 de abril de 2010 
  21. «Update on the National Planning Commission». National Planning Commission 
  22. Ndlozi, Mbuyiseni (13 de julho de 2014). «'Time to dump Die Stem'». Sunday Independent 
  23. «Watch: Malema on why Die Stem must be removed from the national anthem». The South African. 7 de março de 2017 
  24. «Ramaphosa: Controversy over "Die Stem" unfortunate». Drum. 24 de julho de 2014