Papua-Nova Guiné

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Independent State of Papua New Guinea (inglês)
Independen Stet bilong Papua Niugini (tok pisin)
Papua Niu Gini (hiri motu)

Estado Independente da Papua-Nova Guiné
Bandeira da Papua-Nova Guiné
Brasão de armas da Papua-Nova Guiné
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Unity in Diversity" ("Unidade na Diversidade")
Hino nacional: O Arise, All You Sons ("Oh levantai-vos, todos vós filhos")
Gentílico: papuásio(a)

Localização  Estado Independente da Papua-Nova Guiné

Capital Port Moresby
9° 29' S 147° 11' O
Cidade mais populosa Port Moresby
Língua oficial Inglês, Hiri Motu e Tok Pisin[nota 1]
Governo Monarquia constitucional
Democracia parlamentarista
 - Rainha Isabel II
 - Governador-geral Michael Ogio
 - Primeiro-ministro Peter O'Neill
Independência da Austrália 
 - Autogoverno 1 de dezembro de 1973 
 - Independência 16 de setembro de 1975 
Área  
 - Total 462 840 km² (53.º)
 - Água (%) 2,0
 Fronteira com a Indonésia apenas, a oeste
População  
 - Estimativa para 2011 6 187 591[2] hab. 
 - Densidade 11 hab./km² (182.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 16560 milhões (125.º)
 - Per capita US$ : 1972 (140.º)
IDH (2014) 0,505 (158.º) – baixo[3]
Gini (1996) 50,9 [4]
Moeda Kina (PGK)
Fuso horário (UTC+10)
 - Verão (DST) não observado (UTC+10)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, APEC, Comunidade das Nações
Cód. ISO PNG
Cód. Internet .pg
Cód. telef. +675
Website governamental http://www.pngonline.gov.pg/

Mapa  Estado Independente da Papua-Nova Guiné

A Papua-Nova Guiné,[5][6][7] Papua Nova Guiné[8][9][10] ou Papuásia Nova Guiné[5][11] (em inglês: Papua New Guinea, pronunciado: [ˈpæpə njuː ˈɡɪniː]; em tok pisin: Papua Niugini; em hiri motu: Papua Niu Gini), oficialmente Estado Independente da Papua-Nova Guiné, é um país da Oceania que ocupa a metade oriental da ilha da Nova Guiné, e uma série de ilhas e arquipélagos, a leste e a nordeste, embora sempre na Melanésia. A única fronteira terrestre que tem é com Papua Ocidental, a oeste, mas tem fronteiras marítimas com Palau e os Estados Federados da Micronésia, a norte, com as Ilhas Salomão, a sudeste, e com a Austrália, através do mar de Coral, estreito de Torres e mar de Arafura, a sul. A sua capital é Port Moresby.

A Papua-Nova Guiné é um dos países com maior diversidade cultural no mundo. De acordo com dados recentes, 848 línguas diferentes são listadas no país, das quais 12 não possuem nenhum falante vivo.[12] A maior parte da população, estimada em pouco mais de 7 milhões de habitantes, vive em comunidades tradicionais, que são tão diversas entre si quanto os idiomas.[13] Possui, ainda, um dos menores percentuais de população vivendo em centros urbanos, já que 82% de sua população vive em áreas rurais.[14] O país ainda é pouco explorado, cultural e geograficamente, e muitas espécies existentes em sua flora e fauna ainda são desconhecidas.[15]

O forte crescimento em mineração e os recursos provenientes na exploração deste setor levou o país a se tornar uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, a partir de 2011.[16] Apesar disso, o país enfrenta inúmeros problemas sociais, como a extrema pobreza, e cerca de um terço da população vive com menos de 1,25 dólar estadunidense por dia.[17]

Depois de ter sido governada por três poderes externos desde 1884, a Papua-Nova Guiné estabeleceu sua soberania em 1975, após 70 anos de administração australiana. Tornou-se um reino da Commonwealth em separado, com a rainha Elizabeth II como chefe de Estado, além de ser um membro da Comunidade das Nações em seu próprio direito.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Papua-Nova Guiné

Há aproximadamente 60 000 anos atrás, os primeiros seres humanos chegaram à Papua Nova Guiné, provavelmente procedentes do Sudeste da Ásia durante a Idade do Gelo. Eram caçadores-coletores.

A ilha foi descoberta por navegadores portugueses em 1511, que lhe deram o nome de Nova Guiné. Nos anos seguintes, muitos exploradores europeus desembarcaram na ilha, que acabou, em 1885, dividida em três partes: a norte (Nova Guiné) ficou com a Alemanha, a ocidental com a Holanda e a do sul (Papua) com a Grã-Bretanha, que, em 1902, a entregou à administração da Austrália, que se tornara independente no ano anterior. Vencida na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha perdeu sua parte, que passou para administração australiana. Ambas as partes, norte e sul, fundiram-se numa só após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), adquirindo o nome de Papua Nova Guiné. Em 16 de setembro de 1975, a Papua Nova Guiné conseguiu sua independência.

Política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política da Papua-Nova Guiné

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões de Papua-Nova Guiné
Províncias da Papua-Nova Guiné.

A Papua-Nova Guiné está subdividida em 19 províncias e um distrito:

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira do país foi adotada em 1 de julho de 1971 na sequência de um concurso para uma nova bandeira ganho por uma jovem de 15 anos chamada Susan Huhume. A bandeira é fendida de negro e vermelho (negro à tralha, vermelho ao batente), apresentando, na parte negra, um Cruzeiro do Sul e, na parte vermelha, uma ave da espécie Paradisaea raggiana. Vermelho e negro são as cores tradicionais de muitas das tribos da Papua-Nova Guiné.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia de Papua-Nova Guiné
Port Moresby, capital do país.

A Papua-Nova Guiné é um estado da Oceania que ocupa a metade oriental da Nova Guiné e algumas ilhas próximas, como a Nova Bretanha, a Nova Irlanda ou o Arquipélago das Luisíadas. A outra metade da ilha de Nova Guiné pertence à Indonésia. Tem uma área total de 462 840 quilômetros quadrados (452 860 quilômetros quadrados terrestre e 9 980 quilômetros quadrados de águas internas). Apenas faz fronteira com a Indonésia: essa fronteira tem 820 quilômetros de extensão. A sua costa tem um total de 5 152 quilômetros. Seu relevo resume-se em planícies costeiras de baixo relevo ao norte e ao sul, onde é mais extensa, constituída por florestas tropicais densas e rios caudalosos como o rio Fly, o maior deles, que ruma para o sul até o Golfo de Papua, formando um extenso delta juntamente com outros rios; e o rio Sepik, que ruma para o norte da grande ilha.

Todos eles têm suas nascentes na grande cadeia montanhosa que percorre a Nova Guiné de leste a oeste, subdividindo-se secundariamente nos Montes Star, Kubor, Owen Stanley, e Bismark, entre outras cadeias. Seu relevo culmina no Monte Wilhelm (ou Enduwa Kombuglu no idioma local), com 4 509 metros de altitude, no centro-norte do país. Entre outras montanhas de consideráveis altitudes acima de 3 000 metros que acompanham essas cadeias, muitas são vulcões ativos ou extintos, incorporando a Papua-Nova Guiné no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. Essa característica geológica acompanha as outras ilhas menores, principalmente as de Nova Bretanha, Nova Irlanda e Bougainville, com vulcões atingindo até 2 000 metros de altitude e com atividade presente. A pluviosidade frequente na quase totalidade do país, que é uma das maiores do mundo, caracteriza o clima equatorial, com vegetação de selva densa e rios sempre perenes.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia de Papua-Nova Guiné

Papua-Nova Guiné faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem, por objetivo, transformar o Oceano Pacífico numa área de livre-comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia de Papua-Nova Guiné

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

A cidade mais populosa do país é a capital Port Moresby.

Religião[editar | editar código-fonte]

A religião predominante em Papua Nova Guiné são as crenças indígenas. A denominação cristã Protestante compõe cerca de 70% dentre os cristãos. Seguido pela Igreja Católica, que possui um acelerado crescimento devido a forte evangelização e ajuda aos necessitados. Outras religiões como islamismo, fé Baha'i, igreja Ortodoxa e judaísmo estão presentes mas em uma baixa porcentagem.

O país já foi visitado pelo papa São João Paulo II.

Educação[editar | editar código-fonte]

Uma larga proporção da população é analfabeta[18]. A maior parte da educação é provida por instituições religiosas[19], isto inclui 500 escolas da Igreja Luterana de Papua-Nova-Guiné[20] A Pápua-Nova Guiné tem seis universidadades a par de outras instituições do Ensino Superior não governamentais. As duas fundações de universidades são as Universidade de Papua-Nova Guiné situada no Distrito Nacional da Capital,[21] e a Universidade de Tecnologia da Papua-Nova Guiné situada fora, em Lae, na Província Morobe.

As outras quatro instituições universidades que antes eram faculdades, foram estabelecidas recentemente depois de ganhar o reconhecimento do governo. São as seguintes: Universidade de Goroka na Província de Eastern Highlands, Universidade Palavra Divina (gerida pela Igreja Católica Missionários da Palavra Divina) na Província de Madang, Universidade de Vudal na Província de East New Britain e Universidade Adventista do Pacífico (regida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia) no Distrito Nacional da Capital.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Nas altas terras de Papua, as montanhas fazem barreiras naturais entre grupos diferentes, ajudando-os a preservar suas singulares variedades de cultura e línguas. Com 850 idiomas falados em todo o país, Papua-Nova Guiné é a nação em que se falam mais línguas. É também nesta meia-ilha que se concentra grande parte dos idiomas ameaçados de extinção, extinção esta que pode reduzir os atuais seis mil idiomas humanos a apenas seiscentos. No país, vivem os Korowai, que são a última população humana conhecida no mundo que ainda pratica a antropofagia. Eles também são famosos por viverem em cabanas suspensas nas árvores a mais de 35 metros do solo.[22]

O país tem, como esporte nacional, o rugby league, sendo, ao lado da vizinha Austrália, um dos dois únicos países onde este código de rugby é mais popular que o rugby union, o mais difundido globalmente. A seleção papuásia participa da Copa do Mundo de Rugby League desde a década de 1980 [23] e vem tentando entrar no campeonato australiano, o mais forte do mundo.[24]

Notas

  1. Não existe legislação da Papua-Nova Guiné instituindo uma língua oficial. No entanto, a Constituição nacional[1] declara que o objetivo da alfabetização universal deverá ser buscado por intermédio de alguma destas três línguas: Hiri Motu, Tok Pisin ou Inglês. Em outras palavras: o domínio concomitante das três não é obrigatório, mas ao menos uma delas deve ser aprendida. A mesma Constituição declara também que se deverá buscar o desenvolvimento, em seus cidadãos, da habilidade de conversação ou na língua Tok Pisin, ou na língua Hiri Motu, ou em uma língua vernacular do país, e que estrangeiros que desejem obter cidadania deverão ser fluentes em no mínimo uma dessas línguas. Vide a seção 2 (Equality and participation), item 11; a seção 67 (Citizenship by naturalization), item 2, alínea c; e a seção 68 (Special provisions relating to naturalization), item 2, alínea h.

Referências

  1. «Constitution of the Independent State of Papua New Guinea» (em inglês). World Intellectual Property Organization (WIPO). Consultado em 29 de novembro de 2014 
  2. Central Intelligence Agency (2011). «Papua New Guinea». The World Factbook. Langley, Virginia: Central Intelligence Agency. Consultado em 5 de outubro de 2011 
  3. «Human Development Report 2015» (PDF) (em inglês). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 14 de dezembro de 2015. Consultado em 24 de dezembro de 2015 
  4. CIA World Factbook, Lista de Países por Coeficiente de Gini (em inglês)
  5. a b Código de Redacção Interinstitucional da União Europeia
  6. «Ministério das Relações Exteriores do Brasil» 
  7. «Dicionário Michaelis (Brasil)» 
  8. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora (disponível na Infopédia)
  9. «Dicionário Priberam (Portugal)» 
  10. «Dicionário Aulete (Brasil)» 
  11. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora (disponível na Infopédia)
  12. Papua New Guinea (em inglês). Ethnologue
  13. James, Paul; Nadarajah, Yaso; Haive, Karen; Stead, Victoria (2012). pdf download Sustainable Communities, Sustainable Development: Other Paths for Papua New Guinea Verifique valor |url= (ajuda). Honolulu: University of Hawaii Press 
  14. «World Bank data on urbanisatio». World Bank. 2005. Consultado em 8 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2009 
  15. Gelineau, Kristen (26 de março de 2009). «Spiders and frogs identified among 50 new species». The Independent. Consultado em 8 de agosto de 2014 
  16. «Raising the profile of PNG in Australia». Australian Department of Foreign Affairs and Trade. 9 de março de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2014 
  17. Human Development Indices, Table 3: Human and income poverty, p. 35. Publicado em 1 de junho de 2009
  18. http://hdrstats.undp.org/en/countries/data_sheets/cty_ds_PNG.html
  19. «Edle Traditionen und christliche Prinzipien». Kirche-in-not.de. Consultado em 27 de junho de 2010 
  20. «NMZ-mission.de». NMZ-mission.de. Consultado em 27 de junho de 2010 
  21. Alfred Vahau, IT Services (5 de janeiro de 2007). «University of Papua New Guinea». Upng.ac.pg  Parâmetro desconhecido |aacessodata= ignorado (ajuda)
  22. EcoViagem. Disponível em http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/turismo-cultural/conheca-a-ultima-tribo-canibal-do-mundo-veja-fotos-18118.asp. Acesso em 6 de março de 2017.
  23. Ramalho, Victor (11 de outubro de 2011). «Outra Copa do Mundo de Rugby». Portal do Rugby. Consultado em 12 de março de 2013 
  24. Ramalho, Victor (5 de março de 2013). «Fique por dentro da NRL 2013!». Portal do Rugby. Consultado em 12 de março de 2013 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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