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Reino da Araucânia e Patagônia

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Royaume d'Araucanie et de Patagonie
Reino da Araucania e Patagônia

Monarquia constitucional


 

 

1860  1862
 

Flag Brasão
Bandeira Brasão de armas
Lema nacional
Independência e liberdade (em Francês: Indépendance et liberté)
Localização de Nova França
Localização de Nova França
Localização do território reivindicado do Reino da Araucanía e Patagônia, no Chile e na Argentina
Continente América
Capital Perquenco
Língua oficial Mapudungun, Espanhol, Francês
Religião Cristianismo
Governo Monarquia constitucional
Rei
 • 1860 — 1862 Antônio I
História
  17 de novembro de 1860Proclamação de Aurélio-Antônio I
  5 de Janeiro de 1862Prisão de Aurélio-Antônio I
Moeda Peso (moeda)

O Reino da Araucânia e Patagônia (português brasileiro) ou Patagónia (português europeu) (em francês: Royaume d'Araucanie et de Patagonie; em espanhol: Reino de la Araucanía y de la Patagonia), também chamado Nova França, foi um estado independente não-reconhecido fundado poelo ex-advogado e aventureiro francês Aurélio-Antônio de Tounens, na América do Sul, em 1860. Nessa época, os Mapuches, indígenas locais, estavam em uma luta desesperada para retomar sua independência e viam a hostil aproximação econômica e militar pelos governos do Chile e da Argentina, que queriam as terras mapuches por seu potencial agrícola. Tounens tinha o apoio do mais alto loncos mapuches, Kilapan, Toki Magnil Kalfukura, Leminao e outros, que acreditavam que poderiam ajudar a manter a independência dos governos chileno e argentino.[1]

O reino reclamava as terras da Patagônia e da Araucânia situadas a sul do rio Biobío até ao Reloncaví, de acordo com as fronteiras traçadas pelo tratado de Killen de 1641 entre a nação mapuche e a Espanha. Abarcando as atuais regiões chilenas de Biobío, La Araucanía e Los Lagos. A sua capital foi situada em Perquenco.

Preso em 5 de janeiro de 1862 pelas autoridades chilenas, Antônio de Tounens foi encarcerado e declarado insano em 2 de setembro de 1862 pelo tribunal de Santiago[2] e exilado para a França em 28 de outubro de 1862.[3] Posteriormente, tentou três vezes retornar à Araucânia para reivindicar seu reino, mas foi capturado em todas as ocasiões e deportado de volta para a França pelo Estado chileno. Após sua terceira e última tentativa, morreu em decorrência dos problemas de saúde causados ​​durante seu longo cativeiro na prisão chilena.[4][5]

História

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Em 1858, Antônio de Tounens, um ex-advogado de Périgueux, França, que havia lido o livro La Araucana de Alonso de Ercilla, decidiu ir para a Araucanía, inspirado a se tornar seu rei após a leitura do livro. Ele desembarcou no porto de Coquimbo, no Chile, e encontrou alguns loncos (líderes tribais Mapuche) após chegar ao sul, no rio Biobío. Ele prometeu a eles algumas armas e a ajuda da França para manter sua independência do Chile. Os indígenas o elegeram Grande Toqui, Chefe Supremo dos Mapuches, possivelmente acreditando que sua causa seria melhor servida com um europeu agindo em seu nome.[6]

Em 17 de novembro de 1860 e 20 de novembro de 1860, o autoproclamado soberano[7][8] proclamou, por meio de dois decretos, que as regiões da Araucânia e da Patagônia oriental não precisavam depender de nenhum outro estado e que o Reino da Araucânia estava fundado, com ele próprio como monarca, sob o nome de Rei Orélie-Antoine I. Ele declarou Perquenco a capital de seu reino, criou uma bandeira e mandou cunhar moedas para a nação sob o nome de Nova França.

A fundação do Reino da Araucânia e Patagônia levou à ocupação da Araucanía pelas forças chilenas. O presidente chileno José Joaquín Pérez autorizou Cornelio Saavedra Rodríguez, comandante das tropas chilenas, a prender Antônio de Tounens em 5 de janeiro de 1862. Tounens foi então preso e declarado insano em 2 de setembro de 1862, pelo tribunal de Santiago [9] e expulso para a França em 28 de outubro de 1862.[10]

Ele escreve em suas Memórias em 1863: “Assumi o título de rei, por uma ordenança de 17 de novembro de 1860, que estabeleceu as bases do governo constitucional hereditário fundado por mim [...] Em 17 de novembro, voltei à Araucanía para ser publicamente reconhecido como rei, o que ocorreu nos dias 25, 26, 27 e 30 de dezembro. Não éramos nós, os araucanos, livres para me conceder o poder, e eu para aceitá-lo?”.[11]

Tentativas de retorno e receios de intervenção francesa

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Em um encontro de Saavedra com loncos mapuches em Toltén, em 1870 , os chefes mapuches revelaram a Saavedra que Antônio de Tounens estava novamente na Araucânia.[12] Ao saber que sua presença havia sido revelada, Tounens fugiu para a Argentina, tendo, no entanto, prometido a Quilapán obter armas.[12] Há alguns relatos de que um carregamento de armas apreendido pelas autoridades argentinas em Buenos Aires, em 1871, teria sido encomendado por Antônio de Tounens.[13] Um navio de guerra francês, o d'Entrecasteaux, que ancorou em Corral em 1870, despertou suspeitas em Saavedra de algum tipo de interferência francesa.[12] Consequentemente pode ter havido fundamento nesses receios, uma vez que foi dada informação a Abdón Cifuentes em 1870 de que uma intervenção a favor do Reino da Araucânia e da Patagónia contra o Chile foi discutida no Conselho de Estado de Napoleão III.[14]

Em 28 de agosto de 1873, o Tribunal Criminal de Paris decidiu que Antônio de Tounens, primeiro "rei da Araucanía e da Patagônia", não justificou sua reivindicação ao status de soberania. Ele morreu em 17 de setembro de 1878, em Tourtoirac, França, após anos de luta infrutífera para recuperar seu reino.[15]

De acordo com a linha de sucessão ao Reino da Araucânia e Patagônia:

Leia também

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Referências

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  1. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda.
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  3. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "FxAAAAMAAJ 1862, page 11"
  4. «Un Graulhétois sacré prince d'Araucanie et de Patagonie». ladepeche.fr (em francês). Cópia arquivada em 6 de outubro de 2025
  5. «Dordogne : le royaume d'Araucanie a un nouveau prince». SudOuest.fr (em francês). Cópia arquivada em 14 de dezembro de 2019
  6. Jean-François., Gareyte (2016). Le rêve du sorcier : Antoine de Tounens, roi d'Araucanie et de Patagonie : une biographie. Tome I. Mollier, Pierre. Périgueux: La Lauze. ISBN 9782352490524. OCLC 951666133.
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  11. Tounens, Orllie Antoine C. de (1863). Orllie-Antoine 1er, roi d'Araucanie et de Patagonie: son avénement au trône et sa captivité au Chili, relation écrit par lui-même (em francês). [S.l.: s.n.] Consultado em 28 de maio de 2026
  12. 1 2 3 Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "Bengoa227-230"
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  15. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "CollierSater"
  16. Bassets, Marc (1 de junho de 2018). «Federico I, un nieto de exiliado republicano en el 'trono' de la Patagonia». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582
  17. «Le Prince Antoine V d'Araucanie | Royaume d'Araucanie et de Patagonie». www.araucanie-patagonie.com (em francês). Consultado em 25 de junho de 2025. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2025

Ligações externas

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