Recep Tayyip Erdoğan

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Recep Tayyip Erdoğan
Presidente da Turquia Turquia
Período 28 de agosto de 2014
a atualidade
Antecessor(a) Abdullah Gül
Primeiro-ministro da Turquia
Período 14 de março de 2003
a 28 de agosto de 2014
Antecessor(a) Abdullah Gül
Sucessor(a) Ahmet Davutoğlu
Prefeito de Istambul
Período 27 de março de 1994
a 6 de novembro de 1998
Antecessor(a) Nurettin Sözen
Sucessor(a) Ali Müfit Gürtuna
Vida
Nascimento 26 de fevereiro de 1954 (62 anos)
Istambul
Dados pessoais
Primeira-dama Emine Erdoğan
Partido Partido para a Justiça e o Desenvolvimento
(em turco: Adalet ve Kalkınma Partisi; AKP)
Religião Islão
Assinatura Assinatura de Recep Tayyip Erdoğan
Website rte.gen.tr

Recep Tayyip Erdoğan (Istambul, 26 de fevereiro de 1954) é um político turco, presidente da Turquia desde 28 de agosto de 2014, e anteriormente, entre 14 de março de 2003 e 28 de agosto de 2014, primeiro-ministro de seu país. É também o líder do Partido da Justiça e Desenvolvimento, em turco Adalet ve Kalkınma Partisi, normalmente referido como AK Parti, que tem a maioria dos assentos na Grande Assembleia Nacional da Turquia. Teve diversos cargos públicos, entre eles o de prefeito de Istambul, que ocupou de 1994 a 1998. Em 2016, opositores do regime tentaram derrubá-lo do poder.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Recep Tayyip Erdoğan (IPA[ɾeˈdʒep tajˈjip ˈæɾdoan]) graduou-se em 1981 na faculdade de economia da Universidade de Mármara. Na vida pública, ele foi eleito prefeito de Istambul em 1994. Em 1997, foi dispensado do cargo e foi sentenciado a 10 meses de cadeia. Ele ficou apenas quatro meses na prisão e depois estabeleceu o Partido da Justiça e Desenvolvimento (Partido AK) em 2001. A legenda cresceu rapidamente no cenário político turco. Nas eleições de 2002, seu partido ganhou 34% dos votos e quase dois-terços dos assentos no parlamento, dando a eles a oportunidade de formar um governo.[1]

Como primeiro-ministro, Erdoğan implementou várias reformas. No seu governo, a Turquia avançou nas negociações para entrar na União Europeia. Na economia, a inflação, que sempre fora algo preocupante no país, ficou sob controle e a lira turca foi reavaliada. As taxas de juros caíram e a renda per capita cresceu.[2] O seu partido então foi facilmente reeleito e Erdoğan ganhou mais um mandato.[3] Em 2011, o AK venceu novamente e ele foi eleito pela terceira vez para primeiro-ministro.

Erdoğan chegou a ser considerado um dos líderes políticos mais influentes da era republicana da Turquia. Durante o seu governo, a economia do país continuou a crescer consideravelmente e a nação se projetou internacionalmente como um líder regional.[4] Seus críticos o acusam de liderança autocrática e de tentar impor leis de orientação islamita ao país.[5]

Entre maio e julho de 2013, uma onda de protestos antigoverno tomaram as ruas e as forças de segurança do país foram acusadas de violência excessiva na repressão e Erdoğan acabou sendo acusado de autoritarismo em sua reação as manifestações.[6]

Em agosto de 2014, foi eleito presidente da Turquia.[7] Tomou posse em 28 de agosto de 2014.[8]

Primeiro-ministro (2003 - 2014)[editar | editar código-fonte]

Em 2001, Erdoğan fundou o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP).[9] O AKP, como também é conhecido, venceu as eleições gerais de 2002, obtendo dois terços dos assentos na Grande Assembleia Nacional.[10] No entanto, Erdoğan não poderia assumir a chefia de governo, pois ainda estava inelegível por conta de seu discurso polêmico em Siirt. Abdullah Gül assumiu, então, como Primeiro-ministro. Em dezembro de 2002, o Conselho Supremo Eleitoral suspendeu os resultados das eleições por encontrar irregularidades e convocou novas eleições para 9 de fevereiro de 2003. À época, o líder partidário Erdoğan já havia reavido seus direitos políticos através de uma manobra do Partido Republicano do Povo. O AKP o indicou como candidato às eleições, tendo vencido e assumido o governo após a renúncia de Gül.[11]

Questão curda[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o governo Erdoğan anunciou um plano para finalizar o longevo conflito causado pela Rebelião curda, que à altura já havia ceifado mais de 40 mil vidas. O plano proposto pelo governo, apoiado pela União Europeia, permitiu que a língua curda fosse utilizada em todos os setores da mídia e, inclusive, em campanhas políticas. Além disso, o plano previa a restauração dos nomes originais curdos de várias cidades.[12] Na ocasião, Erdoğan afirmou que a questão constituía "um obstáculo ao desenvolvimento, progresso e empoderamento da Turquia".[12] O Primeiro-ministro também aprovou uma anistia parcial visando reduzir as penas imputadas aos membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão que se rendessem ao governo.[13] Em 23 de novembro de 2011, dois anos após a iniciativa do projeto, durante uma reunião televisionada de seu partido em Ancara, o primeiro-ministro desculpou-se publicamente pelo Massacre de Dersim, onde centenas de alevitas e zazas foram mortos.[14][15]

Genocídio armênio[editar | editar código-fonte]

Como Primeiro-ministro, Erdoğan expressou diversas vezes que a Turquia somente consideraria a morte de milhões de armênios durante a Primeira Guerra Mundial como um genocídio após uma profunda investigação levada a cabo por uma comissão de especialistas (arqueólogos, historiadores e cientistas políticos).[16] Em 2005, Erdoğan e o principal líder de oposição Deniz Baykal redigiriam uma nota ao Presidente armênio Robert Kocharian, propondo a criação de uma comissão de estudos entre os dois países.[17] O Ministro de Relações Exteriores da Arménia, Vartan Oskanian, rejeitou a proposta, classificando-a como "incerta". Oskanian acrescentou em comunicado que a questão não poderia ser avaliada somente a nível histórico, uma vez que "a própria Turquia politizava o impasse".[18][19]

Em dezembro de 2008, Erdoğan criticou a campanha movida por intelectuais turcos em reconhecimento do genocídio armênio. O Primeiro-ministro afirmou: "Eu não aceito, nem me oponho a esta campanha. Não cometemos um crime, portanto, não nos desculparemos".[20] Contudo, em novembro de 2009, declarou que "não é possível a um islâmico cometer genocídio".[21][22]

Em 2011, no pico da crise entre os dois países, Erdoğan determinou o desmantelamento da "Estátua da Humanidade", um monumento dedicado às relações de amizade conquistadas após décadas de disputa política pelos eventos de 1915. O Primeiro-ministro justificou a decisão afirmando que o monumento situava-se ofensivamente próximo a uma tumba islâmica e que, portanto, prejudicava sua visão. Autoridades da localidade de Kars, onde o monumento foi erguido, por sua vez, afirmaram que a região era uma área protegida pelo governo e que tal monumento jamais poderia ser ali construído. Inúmeros artistas e intelectuais se opuseram à demolição do monumento; dois deles, o pintor Bedri Baykam e o investidor de arte Tugba Kurtulmus, sofreram agressões físicas após um encontro com outros artistas no Centro Cultural Akatlar, em Istambul.[23]

Direitos humanos[editar | editar código-fonte]

Militantes do Partido da Justiça e Desenvolvimento, julho de 2007.

Durante o governo Erdogan, os poderes de longo alcance da Lei Anti-Terrorismo de 1991 foram reduzidos e o processo democrático iniciado, cujo objetivo seria de melhorar os padrões democráticos em geral e os direitos das minorias étnicas e religiosas, em particular. No entanto, após a suspensão do processo de adesão da Turquia à União Europeia, autoridades europeias notaram um retrocesso[24] quanto à liberdade de expressão[25][26][27] e de imprensa[28][29][30] e aos direitos das minorias curdas. Além disso, o governo também passou a ter questões delicadas com a comunidade LGBT ao recusar publicamente propostas de reconhecimento de seus direitos.[31]

A organização Repórteres sem Fronteiras registrou um declínio contínuo da liberdade de imprensa na Turquia ao longo dos últimos anos do Governo Erdogan. O país ficou na 100ª posição entre 179 países, no Índice de Liberdade de Imprensa de 2013.[32] Em 2012, a instituição Freedom House, que registrou um recente avanço na questão da imprensa turca, posicionou a Turquia em 55º lugar entre 100 países.[33][34]

Em 2011, o governo de Erdogan deu início a reformas para devolução de propriedades de minorias judaicas e cristãs que haviam sido desapropriadas pelo Estado turco na década de 1930.[35] O valor total das propriedades devolvidas foi de 2 bilhões de dólares.[36]

Sob a liderança de Erdogan, o governo turco enrijeceu as leis sobre venda e consumo de álcool, proibindo publicidade relacionada e aumentando o imposto sobre bebidas alcoólicas.[37] O governo aprovou, ainda, uma lei estabelecendo a idade mínima de 24 anos para consumo de bebidas alcoólicas.

Economia[editar | editar código-fonte]

Taxas de desemprego na Turquia no período 2000 - 2014.

Ao assumir o governo, em 2002, Erdoğan herdou a economia turca em princípios de recuperação após uma longa recessão resultante das reformadas aplicadas por Kemal Derviş.[38] Erdoğan apoiou o Ministro de Finanças Ali Babacan em suas políticas macroeconômicas. Erdoğan tentou atrair mais investimentos estrangeiros ao países reduzindo diversas regulamentações governamentais. O fluxo de caixa na economia turca entre 2002 e 2012 causou um crescimento de 64% no produto interno bruto real do país e 43% de crescimento no produto interno bruto per capita; consideravelmente números mais altos foram constatados, porém, não contaram para a inflação do dólar estadunidense entre 2002 e 2012.[39] O crescimento médio anual foi de 3.6%. O crescimento do PIB real entre 2002 e 2012 - dez anos de governo - foi mais alto do que o registro de alguns países desenvolvidos. Uma das principais consequências das políticas econômicas adotadas entre 2002 e 2012 foi a ampliação do déficit em conta corrente de 600 milhões de dólares para 48 bilhões de dólares.[40]

Erdoğan, Vladimir Putin e Silvio Berlusconi na inauguração do gasoduto Blue Stream, em 2005.

A Turquia já fechou 19 acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), sendo o primeiro deles em 1961. O governo de Erdoğan supriu as necessidades orçamentais e de mercado e recebeu cada parcela do empréstimo, sendo a primeira vez na história em que um governante turco realizou tal feito.[41] Erdoğan assumiu o governo com uma dívida de 23,5 bilhões de dólares ao FMI, que foi reduzida para 0.9 bilhões em 2012.[42] O Primeiro-ministro decidiu não entrar em novos acordos com a organização. Em 2010, foi anunciado que a Turquia havia quitado por completo seu débito com o FMI.[43]

Em 2002, o Banco Central da Turquia possuía 26.5 bilhões em reservas, que evoluíram para 2.2 bilhões em 2011.[44] Durante o governo de Erdoğan, a inflação caiu de 32% para 9%, em 2004. Desde então, a inflação do país têm flutuado em cerca de 9%, sendo, no entanto, uma das mais altas taxas inflacionárias em todo o mundo.[45]

A dívida pública turca caiu de 74%, em 2002, para 39%, em 2009. Em 2012, a Turquia registrou dívida pública relacionada ao PIB menor do que a de 21 dos 27 Estados-membros da União Europeia. E um déficit orçamental inferior em relação ao PIB do que 23 nações europeias.[46]

Escândalos de corrupção em 2013[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2013, a polícia turca deteve mais de 50 pessoas e prendeu 16 outras, incluindo o gerente-geral do Banco Estatal Turco (Halk Bankası), e filhos de três ministros do governo, sob acusações de corrupção.[47][48] Erdoğan acusou embaixadores estrangeiros e parte da imprensa de colaborar com um suposto golpe forjado por Israel; contudo, analistas externos atribuíram as prisões aos embates de poder entre o Primeiro-ministro e Fethullah Gülen. Gülen, que vive nos Estados Unidos, lidera um movimento religioso que apoiou a chegada do AKP no poder em 2002. No fim de 2013, o governo propôs o fechamento de escolas particulares no país, muitas das quais haviam sido fundados por Gülen. Os seguidores do movimento, por sua vez, são creditados como de grande influência no sistema judiciário turco.[49]

No final de dezembro, os jornais Hurriyet e Yeni Safak publicaram comentários em que Erdoğan afirma ser "alvo" de propina e suborno de seus aliados. O Primeiro-ministro declarou aos jornalistas que qualquer um que tentasse ligar seu nome aos escândalos teria "sua mão esquerda cortada". Erdoğan acabou por reformular seu gabinete em 25 de dezembro de 2013, substituindo 10 ministros horas depois da demissão de três ministros, cujos filhos haviam sido detidos pela polícia.[50]

Candidatura presidencial em 2014[editar | editar código-fonte]

Outdoor de campanha de Recep Tayyip Erdoğan em rua de Istambul, 2013.

Em 1 de julho de 2014, o Partido da Justiça e Desenvolvimento anunciou Recep Tayyip Erdoğan como o candidato da legenda para as eleições presidenciais. Sua candidatura foi anunciada oficialmente pelo Vice-presidente do partido, Mehmet Ali Şahin. Em seguida, Erdoğan realizou um discurso e revelou sua logomarca de campanha, que acabou por ser criticada pela imprensa mundial pela alegada similaridade com a logomarca de Barack Obama nas eleições presidenciais americanas de 2008.[51][52]

Erdoğan foi eleito Presidente da Turquia no primeiro turno das eleições com 51.79% dos votos,[53][54][55] descartando a necessidade de um segundo turno eleitoral. Ekmeleddin İhsanoğlu, o candidato da chapa formada por Partido Republicano do Povo, Partido de Ação Nacionalista e outros 13 partidos de oposição, recebeu 38.44% dos votos. O candidato curdo, Selahattin Demirtaş, recebeu 9.76% dos votos.[55]

Presidência da Turquia (2014 - atualidade)[editar | editar código-fonte]

Recep Tayyip Erdoğan foi empossado como o 12º Presidente da República da Turquia em 28 de agosto de 2014.[56] O novo Primeiro-ministro, Ahmet Davutoğlu, foi empossado em 29 de agosto. Quando questionado sobre ter recebido votos do parceiro de chapa para ser eleito, ele teria respondido: "Há pessoas que nem sequer gostam do Profeta. Eu, ainda, ganhei 52%".[57]

Programa político[editar | editar código-fonte]

Ao assumir o cargo de Presidente, Erdoğan foi criticado por afirmar publicamente que não manteria a neutralidade política.[58] Erdoğan também tornou pública sua intenção de estabelecer um papel mais ativo e dinâmico do cargo presidencial, como, por exemplo, fazer uso das atribuições presidenciais em sua totalidade.[59] A oposição política defende que Erdoğan continuará seguindo seu programa de governo próprio, que incluiria controlar o governo, enquanto eu Primeiro-ministro seria "dócil e submisso". Uma razão para tal acusação seria o fato de que o próprio Erdoğan escolheu Davutoğlu para sucedê-lo na chefia de governo, resultando em sua eleição por unanimidade sem nenhuma oposição.[60] Além disso, a presença maioritária de aliados de Erdoğan no gabinete de Davutoğlu também têm alimentado especulações de que este pretenda exercer um controle substancial sobre o funcionamento do governo.[61]

Palácio Presidencial[editar | editar código-fonte]

O Novo Palácio Presidencial da Turquia.

Erdoğan também têm sido alvo de críticas por conta da construção de um novo palácio presidencial. Batizado Ak Saray (Palácio Branco, em português), o complexo presidencial ocupa mais de 50 acres de área nas proximidades de Ancara.[62][63] Como o Palácio está situado em área protegida pelo governo, as diversas ordens judiciais suspendendo as obras não tiveram efeito.[64] A oposição descreveu a construção um claro desrespeito ao cumprimento da lei. O projeto foi também duramente criticado, gerando acusações ao governo; de corrupção e desvios de verbo durante a construção, e destruição de vida animal silvestre.[65]

O Palácio Presidencial foi planejado originalmente como novo gabinete do Primeiro-ministro. Contudo, ao assumir a presidência, Erdoğan mudou os planos e anunciou que a construção seria o novo Complexo Presidencial da Turquia, delegando o Palácio de Çankaya ao primeiro-ministério. A decisão foi vista como uma mudança histórica significante, já que Çankaya havia sido sede do gabinete presidencial desde a fundação do Estado turco.[66] O novo Complexo Presidencial possui mais de 1000 aposentos e custou mais de 270 milhões de euros aos cofres públicos, gerando fortes críticas pela população e pelos partidos de oposição ao Presidente.[67]

Síria e Estado Islâmico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra Civil Síria
Recep Tayyip Erdoğan e Barack Obama em encontro bilateral sobre a Guerra Civil Síria, novembro de 2014.

Em meio a alegações de que o governo turco financia combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, vários protestos eclodiram na fronteira com a Síria contra a inatividade do governo.[68] Os protestos se intensificaram durante o combate na cidade fronteiriça de Kobane, quando 42 manifestantes foram mortos após uma repressão brutal das forças policiais.[69][70] Erdoğan expressou sua preocupação com uma eventual assistência dos militantes do PPK aos manifestantes e a culminação do movimento em ataques terroristas por todo o país. Na reunião de cúpula da OTAN, em Newport, Gales, em setembro de 2014, o Presidente turco participou de uma reunião bilateral com Barack Obama sobre a questão do Estado Islâmico.[71][72] Meses antes do encontro, o Vice-presidente Joe Biden havia acusado a Turquia de financiar o grupo terrorista, ao que o governo turco respondeu exigindo desculpas formais. Posteriormente, Biden se retratou pelas declarações.[73] Erdoğan estabeleceu a retirada de Bashar al-Assad do poder como pré-requisito para o uso da Base Aérea de İncirlik para lançamentos de ataques aéreos norte-americanos.[74]

Em 2014, a Turquia perdeu sua candidatura para o Conselho de Segurança das Nações Unidas.[75] O resultado inesperado[76] é creditado como uma reação ao tratamento hostil de Erdoğan às minorias curdas que combatem o Estado Islâmico nas fronteiras com a Síria.[77][78]

Em julho de 2015, a Turquia entrou definitivamente no combate às forças do Estado Islâmico. As forças armadas turcas têm simultaneamente atacado o PPK no Iraque.[79] Um ataque das forças especiais norte-americanas no local onde se refugiava o "diretor financeiro" da organização terrorista, Abu Sayyaf, gerou evidências de que as autoridades turcas tratavam diretamente com representações do EIIL.[80]

Neutralidade[editar | editar código-fonte]

A tradição política turca determina que o Presidente da República tenha cerca neutralidade e independência dos partidos políticos, sendo este um dos juramentos no ato de posse presidencial. Quebrar um dos termos de um posse é uma violação da Constituição da Turquia. Contudo, pouco tempo depois de assumir a presidência do país, Erdoğan foi acusado pela oposição de quebrar seus termos de posse ao apoiar abertamente o partidarismo através de seu partido, AKP.[81] Em fevereiro de 2015, o Presidente foi duramente criticado por incentivar publicamente os eleitores a votarem no seu partido nas eleições parlamentares daquele ano.[82]

No mesmo ano, ao discursar em Bursa, Erdoğan publicamente pediu 400 parlamentares nas próximas eleições gerais com a finalidade de conseguir reformas políticas, dar prosseguimento ao processo de conversação com lideranças curdas e o estabelecimento do sistema presidencialista. Apesar de não mencionado um partido específico, é conhecido que somente o AKP defende estas propostas. Além disso, Erdoğan fez uma referência indireta à oposição e a criticou por apoiar Fethullah Gülen. Também criticou os esforços da oposição em não deixá-lo discursar publicamente até as eleições gerais de 2015.[83]

Otomanismo[editar | editar código-fonte]

Como Presidente, Erdoğan têm lidado com a ressurgência da tradição otomana, tendo inclusive agraciado o Presidente palestino Mahmoud Abbas em uma cerimônia tradicional otomana no Palácio Presidencial.[84][85] Enquanto Primeiro-ministro, Erdoğan fez certas referências ao período otomano, referindo-se aos membros de seu partido como "netos dos Otomanos".[86] O fato gerou forte controvérsia, desde que trata-se de um confronto direto com a natureza republicana da Turquia construída por Mustafa Kemal Atatürk. Em 2015, Erdoğan emitiu um comunicado em que se referia às universidades turcas pelo termo otomano külliye.[87] Muitos críticos de seu governo o acusaram de pretender tornar-se um "sultão" republicano e de ter abandonado as credenciais democráticas e seculares da República turca.[88][89][90][91] E quando questionado sobre o ocorrido, o Presidente negou o argumentos e afirmou que parecia-se "mais com Isabel II do Reino Unido do que com um sultão otomano".[92]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Durante os primeiros anos de seu governo como primeiro-ministro, Erdoğan foi visto como um modelo para a maioria das nações emergentes do mundo oriental, devido às expressivas reformas inciadas por seu governo, garantindo liberdade religiosa e direitos das minorias como parte das negociações para a entrada do país na União Europeia.[93] Contudo, seu governo passou por profundas crises, especialmente as insurgências por parte das forças armadas turcas, escândalos de corrupção e atritos com a imprensa nacional. Por diversas vezes, a oposição acusou o governo de incitar a ameaça política em todo o país. No centro das acusações de autoritarismo político figuram as ligações controversas de Erdoğan com lideranças religiosas islâmicas, incluindo sua antiga aliança com Fethullah Gülen - acusado por muitos opositores de planejar o estabelecimento de um estado muçulmano na Turquia.[94]

Em resposta às críticas, Erdoğan realizou um discurso em maio de 2014 rebatendo as acusações de autoritarismo. No discurso, o primeiro-ministro afirmou que se ele fosse um ditador, o líder da oposição - Kemal Kılıçdaroğlu - não teria condições de sair publicamente nas ruas do países.[95] Erdoğan disse ainda que tais acusações elevariam a tensão popular e exigiu que a oposição tivesse cuidado com as acusações que fazia ao governo.[96] Kılıçdaroğlu respondeu que as acusações cessariam se o então Primeiro-ministro parasse de realizar seus discursos em teor político conflitante.

Em fevereiro de 2015, um adolescente de 13 anos de idade foi detido pela polícia após supostas críticas a Erdoğan através da rede social Facebook.[97][98][99]

Acusações de antissemitismo[editar | editar código-fonte]

Certa vez, Erdoğan se referiu ao ativista antissemita Necip Fazıl Kısakürek como "seu ídolo". Kısakürek já havia sido considerado por analistas como influenciador da opinião do Primeiro-ministro sobre os judeus.[100][101][102] As publicações do ativista incluem uma tradução para a língua turca de Os Protocolos dos Sábios de Sião e comentários sobre O Judeu Internacional, de Henry Ford.[103][104]

Em 2009, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, publicou um relatório no qual acusa Erdoğan de incitar o antissemitismo em seu país.[105]

Em 2013, Erdoğan ficou em segundo lugar numa pesquisa do Centro Simon Wiesenthal de classificação de personalidades antissemitas; após considerar publicamente os judeus como organizadores dos protestos contra ele no ano de 2013.[106] Em outra declaração que foi tida como antissemita, o primeiro-ministro disse que Israel tinha "o poder de controlar a mídia mundial", colocando-os como responsáveis pela oposição da imprensa turca ao seu governo.[107]

Em agosto de 2014, durante o conflito em Gaza, o já Presidente Erdoğan acusou Israel de deliberadamente assassinar mulheres palestinas. O presidente turco ainda relacionou as ações tomadas pelo governo israelense às práticas de Adolf Hitler, afirmando que estes buscavam estabelecer uma raça "livre de defeitos".[108]

Politização do judiciário[editar | editar código-fonte]

O sistema judiciário da Turquia é tradicionalmente alinhado a princípios seculares, conforme determina a Constituição do país. Isto resultou na dissolução de partidos dos quais Erdoğan foi membro, mais especificamente o Partido do Bem Estar, em 1998, e o Partido da Virtude, em 2001. As cortes do país também são vistas como uma ameaça frequente ao Partido Justiça e Desenvolvimento, do qual Erdoğan é membro já há mais de uma década. Em 2008, a Corte Constitucional da Turquia acolheu uma petição pelo fechamento do partido AKP e o banimento político de 71 membros do partido. Apesar do partido ter resistido à pressão do judiciário, acabou por perder mais da metade de seus membros fundadores.

Em abril de 2014, o Presidente da Corte Constitucional, Haşim Kılıç, acusou Erdoğan de denegrir a credibilidade do judiciário do país, condenando suas ações como tentativa "desesperada" de ampliar o controle político sobre as cortes.[109]

O Informe Pelicano[editar | editar código-fonte]

Em 1 de maio de 2016, vazou uma publicação anônima de um blog chamado The Pelican Brief, no qual exigia-se a renúncia do Primeiro-ministro Ahmet Davutoğlu.[110] Dias depois do incidente, Ahmet Davutoğlu anunciou que não iria concorrer às eleições parlamentares próximas, deixando o cargo à frente do governo. O fato têm sido descrito como um golpe de Estado articulado por aliados do presidente. Segundo denúncias internacionais, o partido governista estaria planejando a imposição de um presidencialismo no país.[111][112][113]

Política externa[editar | editar código-fonte]

Erdoğan é co-fundador da Aliança de Civilizações.[114] A organização foi proposta pelo ex-Primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero durante a 59ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2005. A iniciativa da ADC é estimular a ação internacional contra o extremismo através de cooperação e diálogo internacional, intercultural e inter-religioso.

União Europeia[editar | editar código-fonte]

Países visitados por Erdoğan enquanto Primeiro-ministro.

Erdoğan foi eleito o "Europeu do Ano de 2004" pelo jornal European Voice, que exaltou as reformas políticas promovidas pelo Presidente desde sua atuação como chefe de governo.[115] O galardoado afirmou que a "ascensão da Turquia demonstra que a Europa é um continente onde civilizações se reconciliam".[115] Em outubro de 2005, foram formalmente iniciadas as negociações para a entrada da Turquia na União Europeia.[116]

O governo de Erdoğan não é incondicionalmente pró-europeu. A Comissão Europeia comumente apoia as reformas promovidas pelo Presidente turco, mas critica algumas de suas políticas. As negociações sobre a possível adesão turca à União Europeia foram suspensas em 2009, quando portos do país foram fechados às embarcações cipriotas. Outra questão de impasse são os direitos humanos no país. A Grande Assembleia Nacional aprovou uma lei estabelecendo a Instituição Nacional de Direitos Humanos da Turquia que, no entanto, não engloba todos os aspectos sobre direitos humanos instituídos pelas Nações Unidas. Em relatório de 2012, a Comissão Europeia cita falta de "liberdade de expressão, pensamento, consciência, religiosa" como um dos impasses às negociações.[117] Além disso, a liberdade de imprensa permanece restrita na prática, de acordo com o mesmo relatório.[117] Nenhum progresso foi alcançado em políticas anti-discriminatórias, como a discriminação contra homossexuais.[117]

Em fevereiro de 2016, Erdoğan ameaçou enviar milhões de refugiados sírios na Turquia para outros países da Europa,[118] afirmando que não havia nenhum acordo previsto com a Turquia para a permanência destes no país.[119]

Grécia e Chipre[editar | editar código-fonte]

Os primeiros-ministros Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, e George Papandreou, da Grécia, em novembro de 2009.

Durante o governo de Erdoğan, as relações entre Grécia e Turquia foram normalizadas e relações políticas e comerciais melhoraram de maneira significante. Em 2007, Erdoğan e o Primeiro-ministro grego Kostas Karamanlis inauguraram o gasoduto greco-turco na fronteira entre os dois países. Um projeto unindo os dois países, o gasoduto fornece gás natural cáspio para a Europa, criando uma alternativa à hegemonia energética russa.[120] Turquia e Grécia assinaram um acordo para criar uma Unidade Operacional Conjunta, sob o patrocínio da OTAN, para participar das Operações de Apoio à Paz. Erdoğan e seus partidários apoiaram fortemente o referendo europeu de 2004 que decidiu reunificar Chipre.[121] As negociações acerca da entrada da Turquia na União Europeia foram paralisadas em 2009, após o país ter fechado seus portos aos navios cipriotas em retaliação ao isolamento econômico da República Turca de Chipre do Norte. Ainda hoje, a Turquia não reconhece Chipre como Estado-membro da União Europeia.[122]

Oriente Médio[editar | editar código-fonte]

Iraque
Ver artigo principal: Relações entre Iraque e Turquia

Sob o governo de Erdoğan, a Turquia foi incluída na coalizão da boa-vontade, que apoiou, militarmente ou verbalmente, a invasão do Iraque em 2003.[123]

No período em que ficou no governo, Iraque e Turquia fecharam 48 acordos estratégicos nas áreas de segurança, energia, petróleo, eletricidade, água, saúde, comércio, transporte, habitação, infra-estrutura, agricultura, educação e defesa. O governo turco manteve relações com o Curdistão iraquiano e abriu uma universidade turca em Arbil e um cosulado em Mosul.[124] Em 2009, Abdullah Gül tornou-se o primeiro chefe de Estado turco a visitar oficialmente o Iraque em mais de 33 anos.[125][126]

Israel
Ver artigo principal: Relações entre Israel e Turquia
Recep Tayyip Erdoğan deixa a sessão do Fórum Econômico Mundial de 2009 após discussão com Shimon Peres.

Erdoğan visitou Israel em 2005, juntamente com uma delegação de investidores para fortalecer os laços econômicos entre os dois países.[127] O então Presidente de Israel Shimon Peres discursou diante da Grande Assembleia Nacional da Turquia em 2007, sendo esta a primeira ocasião em que um líder israelense discursou perante a legislatura de um país islâmico.[128]

No Fórum Econômico Mundial de 2009, os debates sobre a Faixa de Gaza acirraram-se entre os dois governantes. Peres declarou a Erdoğan que a Turquia teria a mesma posição se fosse bombardeada por Istambul.[129] Erdoğan foi interrompido em seu discurso de resposta ao dizer que Peres seria um assassino de crianças. No momento, o moderador do debate interrompeu as discussões alegando o horário de jantar. Porém, Erdoğan deixou o painel de debates, acusando o moderador de favorecer Peres.[130]

Após o Ataque à Flotilha da Liberdade em maio de 2010, as tensões entre os dois países intensificaram-se. Erdoğan condenou fortemente o ataque, que descreveu como "terrorismo de Estado", e exigiu retratação por parte de autoridades israelenses. Erdoğan descreveu Israel como "principal ameaça à paz regional", e incentivou a inspeção do arsenal nuclear israelense pela AIEA. O Primeiro-ministro turco passou a criticar as medidas tomadas pelo Estado israelense no conflito, afirmando que este desejava transformar Gaza em uma "prisão a céu aberto". Os comentários frequentes de Erdoğan sobre a política externa de Israel foram vistos de forma negativa pelo Secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon.

Em 2012, Erdoğan voltou a tecer críticas ao governo de Israel. Desta vez, acusou-o de praticar genocídio contra os palestinos.

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

O Vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden visita Recep Tayyip Erdoğan em sua residência particular, em Istambul, 2011.

Após tornar-se Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama realizou sua primeira visita de Estado à Turquia em abril de 2009.

À ocasião, durante uma coletiva de imprensa, Obama afirmou: "Eu estou tentando fazer uma afirmação sobre a importância da Turquia, não somente para os Estados Unidos, mas para todo o mundo. Eu creio que a maior promessa de construir relações mais fortes entre nossos países reside no reconhecimento de que a Turquia e os Estados Unidos podem construir um modelo de parceira no qual uma nação predominantemente cristã, uma nação predominantemente islâmica" estão inseridos.[131]

Referências

  1. «3 Kasım 2002 seçimleri». Belgenet (em turco) [S.l.: s.n.] 14 de março de 2003. Consultado em 24 October 2011. 
  2. «Growing consumption». Metro Group. 24 de novembro de 2011. Consultado em 28 de julho de 2012. 
  3. Adil Çelik (23 de julho de 2007). «22 Temmuz Seçim Sonuçlarını Nasıl Okumalı?» (em turco). Stratejik Boyut. Consultado em 24 de julho de 2007. 
  4. Nick Tattersall. «Erdogan's ambition weighs on hopes for new Turkish constitution». Stratejik Boyut. Consultado em 9 de julho de 2013. 
  5. "Erdogan se opõe a manifestantes e pede apoio de seguidores islamitas". Página acessada em 28 de junho de 2013.
  6. "Governo afirma que protestos na Turquia reuniram 2,5 milhões". Página visitada em 28 de junho de 2013.
  7. «Premiê Recep Tayyip Erdogan é eleito presidente da Turquia». RFI. Consultado em 13 de agosto de 2014. 
  8. diariodigital.pt (28 de agosto de 2014). «Novo Presidente eleito da Turquia toma hoje posse». Consultado em 28 de agosto de 2014. 
  9. Basak Alpan. «AKP's 'Conservative Democracy' as an Empty Signifier in Turkish Politics: Shifts and Challenges after 2002». Academia. 
  10. «Erdogan triumphs with penty of help from his enemies». The Economist. 7 de novembro de 2002. 
  11. «Turkish PM quits for Erdogan». CNN. 11 de março de 2003. 
  12. a b Arsu, Sebnem (14 de novembro de 2009). «Turkey Plans to Ease Restrictions on Kurds and Help End Decades of Conflict». The New York Times. 
  13. «Attempts to Improve the Government». Infoplease. 
  14. «Turkey apologises for 1930s killing of thousands of Kurds». The Telegraph. 24 de novembro de 2011. 
  15. AFP (23 de novembro de 2011). «Turquia se desculpa por mortes de curdos nos anos 1930». UOL Notícias. 
  16. «A conversation with Recep Tayyip Erdogan». Council on Foreign Relations. 
  17. «Letter sent by H.E. Recep Tayyip Erdogan». Embaixada da República da Turquia. 10 de abril de 2005. 
  18. «Yerevan Rejects Turkish PM Erdogan's Dialogue Letter». The Journal of Turkish Weekly. 14 de abril de 2005. 
  19. «Peaceful Co-Existence of Armenia and Turkey Possible». PanArmenian. 16 de outubro de 2006. 
  20. Tait, Robert (18 de dezembro de 2008). «Turkish PM dismisses apology for alleged Armenian genocide». The Guardian. 
  21. «Sudanese President Bashir's visit to Turkey in limbo». Hürriyet Daily News. 11 de agosto de 2009. 
  22. Freedman, Seth (11 de novembro de 2009). «Erdogan's blind faith in Muslims». The Guardian. 
  23. «Turkish painter stabbed in Istanbul after 'humanity monument' meeting». Hurriyet Daily News. 18 de abril de 2011. 
  24. «Inching away from democracy?». European Voice. 19 de janeiro de 2012. 
  25. Tapan, Berivan (16 de dezembro de 2010). «Students Stay 5 more Months in Prison for Posting Banner». Bianet. 
  26. «Hopa demonstrations: Stone considered as weapons». Bianet. 19 de janeiro de 2012. 
  27. «Two-Year Prison Threat for Egg Throwing». Bianet. 16 de dezembro de 2010. 
  28. Bilefsky, Dan; Arsu, Sebnem (4 de janeiro de 2012). «Charges Against Journalists Dim the Democratic Glow in Turkey». The New York Times. 
  29. «Turquia tem maior número de jornalistas presos do mundo». Folha Online. 28 de dezembro de 2011. 
  30. «Número de jornalistas presos no mundo atinge recorde em 2012». TSF. 11 de dezembro de 2012. 
  31. «Eşcinseller de eşitlik istiyor, verecek miyiz?" [Homosexuals can keep demanding rights as they never going to get any». Milliyet. 29 de janeiro de 2008. 
  32. «Índice de Liberdade de Imprensa 2013». 
  33. «Liberdade de Imprensa 2012». 
  34. «Press Freedom 'Terrible' in Turkey: Watch Group». Journal Of Turkish Weekly. 23 de janeiro de 2012. 
  35. Arsu, Sebnem (28 de agosto de 2011). «Turkish Government to Return Seized Property to Religious Minorities». The New York Times. 
  36. Bağış, Egemen (31 de maio de 2013). «Minorities have $2 billion in property». Hristiyan Gazete. 
  37. Ozbilgin, Ozbe (24 de maio de 2013). «Turkey bans alcohol advertising and curbs sales». Reuters. 
  38. «The Turkish Model of Government». Canadians for Justice and Peace in the Middle East. Março de 2012. 
  39. Rodrik, Dani (20 de junho de 2013). «How well did the Turkish economy do over the last decade». Dani Rodrik. 
  40. «Turquia: déficit em conta diminui menos que o esperado». Portal do Holanda. 13 de maio de 2014. 
  41. Holland, Ben; Bryant, Steve (10 de novembro de 2008). «Erdogan's IMF Aversion, Budget Raise Business Qualms». Bloomberg. 
  42. «Turkey's flirting with IMF comes to an end». Hurriyet Daily News. 10 de março de 2010. 
  43. «Turquia paga toda a dívida devida ao FMI em maio». Diário de Notícias. 9 de fevereiro de 2013. 
  44. «Turkey now able to develop without foreign aid». AKParti. 11 de dezembro de 2014. 
  45. «2009 inflation finished at 39 year low». Hürriyet. 5 de janeiro de 2010. 
  46. Harvey, Benjamin (27 de junho de 2012). «Erdogan Proving Right as Debt Ratings Go Unheeded: Turkey Credit». BusinessWeek. 
  47. Christie-Miller, Alexander (17 de dezembro de 2013). «Once-staunch ally turns on Erdoğan in Turkish corruption probe». The Christian Science Monitor. 
  48. «Turkish Premier Blames Foreign Envoys for Turmoil». The New York Times. 22 de dezembro de 2013.  Texto "Arango, Tim" ignorado (Ajuda)
  49. Pamuk, Humeyra (16 de dezembro de 2013). «Enigmatic Turkish cleric poses challenge to Erdogan's might». Reuters. 
  50. «Turkish PM Says He Is Target Of Graft Probe». Associated Press. 26 de dezembro de 2013. 
  51. Akkuş, Alparslan (8 de julho de 2014). «Erdogan's presidential campaign bears logo». The Huffington Post. 
  52. «Logotipo da campanha de Erdogan traria nome de Maomé». O Globo. 8 de julho de 2014. 
  53. Uras, Umut (11 de agosto de 2014). «Erdogan wins Turkey's presidential election». Al Jazeera English. 
  54. Letsch, Constanze (10 de agosto de 2014). «Erdogan emerges victorious in Turkish presidential elections amid low turnout». The Guardian. 
  55. a b «Presidential elections results» (PDF). Supremo Conselho Eleitoral da República da Turquia. 15 de agosto de 2014. 
  56. «Turkey's Erdogan is inaugurated as president». BBC News. 28 de agosto de 2014. 
  57. «Düşük oy eleştirilerine "Peygamber"li yanıt iddiası». Nediyor. 14 de agosto de 2014. 
  58. «Erdoğan: "I'll be impartial if selected». CNN. 7 de agosto de 2014. 
  59. Ozerkan, Fulya; Williams, Stuart (11 de agosto de 2014). «Turkey's Erdogan prepares for strongman president role». Yahoo! News. 
  60. «Turkey will select new prime minister this month to replace outgoing Erdogan». The Guardian. 11 de agosto de 2014. 
  61. Candemir, Yeliz (29 de agosto de 2014). «New Turkish Cabinet Shows Continuity With Erdogan Legacy». The Wall Street Journal. 
  62. «Erdoğan's 'Ak Saray' likened to Alamut Castle, Ceausescu’s Palace». Hurriyet Daily News. 
  63. Arango, Tim (1 de novembro de 2014). «Turkis Leader, Using Conflicts, Cements Power». The New York Times. 
  64. Cameron, Christopher (1 de novembro de 2014). «Turkish President drops $350m on new palace». The Real Deal. 
  65. «Critical media block imposed on 'Ak Saray' amid opening graft concerns». Today's Zaman. 29 de outubro de 2014. 
  66. «Presidential residence to change after 91 years». Hurriyet Daily News. 3 de setembro de 2014. 
  67. Gursel, Kardi (30 de outubro de 2014). «Erdogan's $350m presidential palace». Al-Monitor. 
  68. «Kurds protest againstTurkey as IS advances on Kobane». BBC News. 7 de outubro de 2014. 
  69. «Turks PM blames opposition,world powers as protest death toll rises». Hurriyet Daily News. 8 de outubro de 2014. 
  70. «Turkey Kurds: Kobane protests leave 19 dead». BBC News. 8 de outubro de 2014. 
  71. «President Erdogan at NATO Summit in Wales». 
  72. «Erdogan, Obama to meet at NATO summit amid strained ties». Today's Zaman. 3 de setembro de 2014. 
  73. Carter, Chelsea J.; Brumfield, Ben; Mazloumsaki, Sara (6 de outubro de 2014). «Vice President Joe Biden apologises to Turkey, UAE». CNN. 
  74. Tisdall, Simon (7 de outubro de 2014). «US and Turkey's push-and-shove diplomacy has Kurds in the middle». The Guardian. 
  75. «Turkey loses out on UN Security Council seat». BBC News. 17 de outubro de 2014. 
  76. Avni, Benny (16 de outubro de 2014). «Turkey Loses U.N. Security Council Seat in Huge Upset». Newsweek. 
  77. Idiz, Semih (17 de outubro de 2014). «UN vote confirms Turkey's waning influence». Al-Monitor: The Pulse of the Middle East. 
  78. Samrt, James (28 de outubro de 2014). «Why Turkey lost its UN Security Council bid?». The Press Project. 
  79. «Turkey steps up bombing -- but on Kurds, not Islamic State». Los Angeles Times. 29 de julho de 2015. 
  80. Bertrand, Natasha (28 de julho de 2015). «Senior Western official: Links between Turkey and ISIS are now 'undeniable'». Yahoo!. 
  81. «Erdoğan: Tarafsız olmayacağım». Milliyet. 
  82. Kanal, Ulusal (3 de fevereiro de 2015). «Erdoğan tarafsız mı?». Ulusal Kanal. 
  83. Özilhan, Oktay. «'Tarafsız' Erdoğan: '400 milletvekili lazım' - Taraf Gazetesi». Taraf Gazetesi. 
  84. «-Abbas welcomed at Turkish presidential palace by Erdoğan – and 16 warriors». The Guardian. 12 de janeiro de 2015. 
  85. «Erdogan welcomes Abbas in Ottoman Empire style ceremony». RT. 13 de janeiro de 2015. 
  86. «AKP'nin şarkısında 'Uzun adam' gitti 'Osmanlı torunu' geldi !». Taraf Gazetesi. 
  87. «Erdoğan: Kampus değil, külliye». 
  88. «Recep Tayyip Erdogan: The ‘new sultan’ now has a new palace – and it has cost Turkish taxpayers £400m». The Independent. 
  89. «Erdogan is Turkey's new Sultan». WSJ. 
  90. «The next Sultan?». The Economist. 16 de agosto de 2014. 
  91. «'Turkey's president is not acting like the Queen - he is acting like a sultan'». The Telegraph. 2 de fevereiro de 2015. 
  92. «Turkish president Recep Tayyip Erdogan: I want to be like Queen of UK». The Telegraph. 30 de janeiro de 2015. 
  93. Fisk, Robert (10 de abril de 2014). «Has Recep Tayyip Erdogan gone from model Middle East 'strongman' to tin-pot dictator?». The Independent. 
  94. «Gülen acquitted of trying to overthrow secular government». Hürriyet Daily News. 6 de maio de 2016. 
  95. «Kılıçdaroğlu: Three days peace is suspect». Hürriyet. 27 de maio de 2014. 
  96. «Prime Minister speaks at TOBB:If I were a dictator I would not allow free movement». 22 de maio de 2014. 
  97. «13 yaşındaki çocuk, Erdoğan'a hakaretten ifade verdi - İlk Kurşun Gazetesi». ilk-kursun.com. 
  98. «Adolescente é preso por insultar o presidente da Turquia». ZH Notícias. 28 de dezembro de 2015. 
  99. Lusa (25 de dezebro de 2014). «Adolescente turco em prisão preventiva por caluniar Erdogan». Notícias ao Minuto. 
  100. «Islamic conservative». Silk Road Studies. 
  101. «'Spawn of Israel’: Erdogan's anti-Semitic obsessions». Haaretz. 
  102. Singer, Sean R. «Erdogan’s Muse: The School of Necip Fazil Kisakurek». World Affairs Journal. 
  103. Baer, Marc David (2013). «An Enemy Old and New: The Dönme, Anti-Semitism, and Conspiracy Theories in the Ottoman Empire and Turkish Republic». Jewish Quarterly Review. 
  104. «Project MUSE». 
  105. «Israel accuses Turkish PM of inciting anti-Semitism». Haaretz. 3 de agosto de 2014. 
  106. «Wiesenthal Center: Erdogan’s Anti-Semitic Diatribe Unmatched Since Hitler and Goebbels». Centro Simon Wiesenthal. 3 de agosto de 2013. 
  107. Rosenfeld, edited by Alvin H. (2013). «Resurgent antisemitism global perspectives». ISBN 0253008905. 
  108. «Erdogan accuses Israel of deliberately killing Palestinian mothers». Haaretz. 4 de agosto de 2014. 
  109. Dombey, Daniel (25 de abril de 2014). «Turkey's top judge accuses Erdogan of damaging rule of law». Financial Times. 
  110. «Turkish prime minister quits after rift with Erdogan». Financial Times. 
  111. «Premiê turco renuncia para fortalecer Erdogan». Brasil 247. 5 de maio de 2016. 
  112. Baumgarten, Reinhard (7 de maio de 2016). «Opinión: Erdogan, tras la exclusividad del poder». DW. 
  113. Moureanza, Andrés (5 de maio de 2016). «El presidente Erdogan fuerza la salida de su primer ministro». El País. 
  114. Balci, Ali; Mis, Nebis. «Turkey’s Role in the Alliance of Civilizations: A New Perspective in Turkish Foreign Policy?» (PDF). Turkish Studies Vol. 9. 
  115. a b «Erdoğan named European of the Year». NTV-MSNBC. 1 de dezembro de 2004. 
  116. «EU enlargement past, present and future». BBC News. 6 de novembro de 2008. 
  117. a b c «2012 Progress Report» (PDF). Comissão Europeia. 10 de outubro de 2012. 
  118. «Erdogan to EU: 'We're not idiots', threatens to send refugees». EU Observer. 11 de fevereiro de 2016. 
  119. «Turkey's Erdogan threatened to flood Europe with migrants: Greek website». Reuters. 8 de fevereiro de 2016. 
  120. Carassava, Anthee (19 de novembro de 2007). «Greece and Turkey Open Gas Pipeline». The New York Times. 
  121. Dymond, Jonny (25 de abril de 2004). «Analysis: Turkey's Cyprus gamble». BBC News. 
  122. «EU pays the price for admitting Cyprus: Turkish Prime Minister Erdoğan». Hurriyet Daily News. 5 de fevereiro de 2013. 
  123. «US names 'coalition of the willing». BBC News. 18 de março de 2003. 
  124. «Towards a new era in ties with Northern Iraq». Today's Zaman. 2 de novembro de 2009. 
  125. «Turkish President Visits Iraq as Bombings Kill 34». The Washington Post. 23 de março de 2009. 
  126. «Turkey's President Abdullah Gul makes landmark visit to Iraq». France 24. 23 de março de 2009. 
  127. Myre, Grey (2 de maio de 2005). «Report: Turkish Leader Visits Israel, Restoring Friendly Ties». The New York Times. 
  128. «Peres addresses Turkish Parliament». Brisbane Times. 14 de novembro de 2007. 
  129. «WEF 2009 Turkish leader storms out of debate with Israeli PM». The Telegraph. 30 de janeiro de 2009. 
  130. «Turkish PM storms out of Davos' Gaza session, slams moderator». Hürriyet. 1 de fevereiro de 2009. 
  131. «Obama in Turkey». CNN. 6 de abril de 2009. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons
Precedido por
Abdullah Gül
Presidente da Turquia
2014 - atualidade
Sucedido por
Precedido por
Abdullah Gül
Primeiro-ministro da Turquia
2003 - 2014
Sucedido por
Ahmet Davutoğlu