Operação Margem Protetora

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Operação Margem Protetora
Conflito israelo-palestino
Gaza closure December 2012.jpg
O território palestino da Faixa de Gaza.
Data 8 de julho - 26 de agosto de 2014
Local Faixa de Gaza e Israel
Desfecho Inconclusivo
  • De acordo com Israel, o Hamas foi severamente enfraquecido e não conquistou seus objetivos;[1]
  • De acordo com o Hamas, a ofensiva israelense em Gaza foi repelida pela resistência palestina;[2]
Beligerantes
 Israel Flag of Palestine.svg Faixa de Gaza
Comandantes
Israel Benjamin Netanyahu (Primeiro-ministro)
Israel Moshe Ya'alon (Ministro da Defesa)
Israel Benny Gantz (Chefe do Estado-maior)
Israel Amir Eshel (Comandante da Força Aérea)
Israel Sami Turgeman (Comandante do Sul)
Israel Yoram Cohen (Chefe da Shin Bet)
Flag of Hamas.svg Khaled Mashal
(líder do Hamas)
Flag of Hamas.svg Ismail Haniya
(líder político do Hamas)
Flag of Hamas.svg Mohammed Deif (líder do braço armado do Hamas)
Flag of Jihad.svg Ramadan Shalah (líder da Jihad Islâmica)
Baixas
67 soldados mortos[3]
651 feridos[4]

6 civis mortos e 87 feridos[3][5]


1 civil estrangeiro morto[6]
ONU:
+ 2 189 mortos[6](1 486 civis)

Ministério da Saúde de Gaza:
~ 2 143 mortos[3]
+ 11 000 feridos[3]
+ 100 000 desalojados[3]

Segundo Israel:
+ 900 milicianos palestinos mortos[7]

A chamada Operação Margem Protetora (em hebraico: מִבְצָע צוּק אֵיתָן, Mivtza' Tzuk Eitan; em árabe: الحرب على غزة 2014; também chamado al-Harb 'alaa Ġazzah, em português Guerra em Gaza de 2014) foi uma campanha militar lançada pelas Forças Armadas de Israel contra a Faixa de Gaza, governada pela organização palestina Hamas.[8] A operação aérea foi iniciada em 8 de julho de 2014,[9] enquanto as primeiras incursões terrestres contra Gaza aconteceram a partir do dia 17 do mesmo mês.[10] Em 26 de agosto, os combates se encerraram depois de sete semanas de lutas.[11]

O conflito teve início logo após o sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses em meados de junho de 2014. As Forças de Defesa de Israel então iniciaram a Operação Busca dos Irmãos, na procura dos três rapazes.[12] Como parte da operação, nos onze dias seguintes, militares israelenses mataram entre cinco e dez palestinos[13][14] e prenderam entre 350 e 600 outros,[15][16][17] incluindo quase todos os líderes do Hamas na Cisjordânia.[18][19] Em resposta ao sequestro dos israelenses, um jovem menino palestino, Muhamed Abu Khdeir, foi raptado e queimado vivo por extremistas judeus. Uma série de protestos eclodiram nos territórios palestinos e foguetes foram disparados contra o sul de Israel. Este, por sua vez, iniciou uma campanha de bombardeio aéreo intenso contra a Faixa de Gaza. Nove dias depois, o exército israelense decidiu começar uma invasão por terra no território e então os combates se tornaram generalizados, matando centenas de pessoas (a maioria civis).[20]

A Operação Margem Protetora foi a operação militar mais mortífera que ocorreu na região desde a Guerra de Gaza de 2008.[21] O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários estimou em 23 de julho que 697 dos mortos eram civis, dos quais 256 eram mulheres ou crianças. No final de agosto (com sete semanas de combates), mais de 2 000 palestinos e 60 militares israelenses já haviam morrido.[3] As Forças de Defesa de Israel acusaram o Hamas de usar civis como "escudos humanos"; uma alegação que é negada pelo grupo palestino.[22][23]

Grupos de direitos humanos argumentaram que os ataques de ambos os lados, tanto os lançamentos de mísseis palestinos contra o território israelense quanto a destruição de casas de militantes do Hamas em áreas civis de Gaza pelas forças de Israel, violam o direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra.[24][25][26]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Conflito israelo-palestino

Os confrontos que levariam a esta operação começaram após o sequestro e assassinato de três jovens israelenses. As autoridades de Israel culparam o Hamas, já que dois dos militantes responsáveis seriam ligados ao grupo. Um oficial de inteligência palestino teria confirmado esta informação.[27][28]

O Hamas negou envolvimento, dizendo que nem sequer tinha conhecimento do ocorrido e afirmou que não havia provas de que eles eram os responsáveis. Contudo, membros da organização aprovaram o sequestro, dizendo que os garotos pegos poderiam ser usados no futuro para trocas de prisioneiros. Vários palestinos foram presos em ações seguintes lideradas pelo exército israelense e várias instituições mantidas pelo Hamas, mesmo algumas com apenas fins humanitárias, foram obrigadas a fechar.[29]

Enquanto as tensões na região aumentavam, um palestino chamado Mohammed Abu Khdeir foi sequestrado por extremistas judeus e foi assassinado. Isso levou a uma revolta dentro da população nos territórios palestinos. Na Faixa de Gaza, mísseis foram lançados contra a região sul de Israel. O governo israelense retaliou com ataques aéreos maciços.[30]

Início da operação[editar | editar código-fonte]

Uma explosão causada por um foguete palestino na cidade israelense de Sderot.

Entre os dias 4 e 7 de julho, o governo de Israel lançou vários ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, matando dezenas de pessoas e ferindo várias outras. O Hamas retaliou, disparando centenas de mísseis contra o sul do país, atingindo cidades como Be'er Sheva, Ashdod, Ofakim, Ashkelon e Netivot, mas sem deixar vítimas.[31][32] No dia 8, militantes palestinos lançaram mais foguetes, acertando esporadicamente a área norte de Hadera, e até Tel Aviv. O sistema de defesa aéreo israelense, o Iron Dome, teria interceptado vários projéteis. Militares de Israel também teriam interceptado uma tentativa de infiltração de jihadistas pelo mar.[33]

No dia 8 de julho, as incursões da força aérea israelense na Palestina se intensificaram. Enquanto isso, o exército do país se aprontava, enviando milhares de soldados para a fronteira, ao mesmo tempo que ordenou a mobilização de mais 40.000 reservistas.[34]

Alcance dos mísseis lançados a partir da Faixa de Gaza

Um porta-voz das forças armadas de Israel afirmou que seus exércitos estavam prontos para iniciar uma invasão terrestre (Operação Margem Protetora) contra o Hamas na Faixa de Gaza, para "interromper as ações terroristas palestinas".[35][36] Um porta-voz do governo palestino respondeu afirmando que as ações do vizinho eram uma "declaração de guerra" e que eles se protegeriam contra o "massacre de inocentes", afirmando que os palestinos tinham o direito de se auto-defender.[37]

No dia 9 de julho, novos ataques aéreos feitos por Israel contra a Faixa de Gaza foram reportados, deixando vários mortos. Enquanto isso, o lançamento de foguetes por militantes palestinos, a maioria ligados ao Hamas, continuava. Ambos os lados aceleraram a mobilização de combatentes e apoiadores, ameaçando escalar a violência na região - transformando o conflito numa guerra total aberta.[38]

Nos dias 10 e 11, ambos os lados expandiram suas operações. O Hamas intensificou o lançamento de foguetes em mais cidades inimigas, enquanto Israel aumentava o número de incursões aéreas e bombardeios contra os palestinos. No amanhecer do quarto dia de operações, Benny Gantz, comandante do Estado-Maior das Forças de Defesa Israelenses, afirmou que o país estava pronto para iniciar a invasão terrestre contra Gaza, se tal ordem chegasse. Apenas nos três primeiros dias de confrontos, mais de 100 pessoas já haviam morrido no lado palestino, a maioria seriam civis.[39]

Em 13 de julho, com o término do quinto dia de operações, foi reportado que as forças armadas israelenses já haviam atacado mais de 1.320 alvos em Gaza,[40] causando mais de 167 mortos e 1.000 feridos.[41] Durante este mesmo período, mais de 600 foguetes foram disparados por militantes palestinos contra a região sul de Israel.[42]

Uma casa palestina em ruínas após um bombardeio israelense

Entre os dias 13 e 15 de julho, novos ataques, de ambos os lados, foram reportados. A situação humanitária na Faixa de Gaza, que já era deteriorada, começou a piorar, de acordo com organizações de direitos humanos. Nesse meio tempo, o governo do Egito fez uma proposta de paz, onde pedia um cessar-fogo bilateral e o encerramento dos combates. O gabinete do governo israelense sinalizou que aceitaria o acordo e a liderança política do Hamas afirmou que a proposta era viável. Contudo, extremistas palestinos e membros do braço armado do Hamas, as chamadas "brigadas al-Qassam", rejeitaram o texto, afirmando que a batalha iria crescer em "ferocidade e intensidade". Israel havia respondido que, caso os palestinos não aceitassem a trégua, o país ampliaria as operações militares contra Gaza.[43] Então, com foguetes continuando a ser disparados contra a região sul israelense, as forças armadas do país responderam intensificando os bombardeios aéreos.[44] No dia 16, quatro crianças palestinas entre 9 e 11 anos foram mortas em um bombardeio israelense a uma praia de Gaza.[45][46]

A segunda semana de operações foi marcada por aumento no número de mortos, tentativas de tréguas e alguns cessar-fogos pontuais. Em 17 de julho, o governo israelense e a liderança do Hamas fizeram, informalmente, um acordo para suspender as hostilidades temporariamente por razões humanitárias. Contudo, algumas facções palestinas continuaram a, esporadicamente, disparar foguetes e morteiros contra o sul de Israel. A paz tênue e temporária foi aproveitada pela população civil em Gaza, que correu para os bancos de ajuda internacional, atrás de mantimentos. A situação humanitária na região já havia sido descrita como 'terrível'.[47]

Ofensiva terrestre[editar | editar código-fonte]

Paraquedistas da infantaria israelense durante a operação na Faixa de Gaza.

No anoitecer do dia 17 de julho, o exército israelense iniciou sua primeira ofensiva terrestre contra Gaza na guerra.[48] De acordo com um comunicado oficial do governo, o objetivo da incursão era eliminar os "túneis utilizados para atividades terroristas contra Israel". O ataque, feito por militares de infantaria, blindados e artilharia, teve o apoio da força aérea e da marinha, que intensificaram seus bombardeios contra a Faixa de Gaza. O Hamas condenou a ofensiva terrestre e a chamou de "tola". No dia seguinte, o Ministério da Defesa Israelense aprovou a convocação de mais 18.000 reservistas, elevando o número total de convocados para 74.000. O ataque veio após um curto cessar-fogo entre as partes, visando ações humanitárias, no dia anterior.[10]

Ao fim do décimo dia de operações, mais de duas mil surtidas aéreas já haviam sido feitas por Israel. De acordo com o porta-voz do exército, general Moti Almoz, houve vários combates nas primeiras horas da invasão terrestre, que terminou com um soldado morto (possivelmente por fogo amigo).[49] Eles também afirmam ter matado pelo menos 14 militantes palestinos nos embates iniciais. Em um pouco mais de uma semana, cerca de 1.500 foguetes já haviam sido disparados a partir de Gaza.[50]

Ruínas da cidade de Beit Hanoun, no norte do território de Gaza.

No dia 20 de julho, os combates em terra se intensificaram. Israel afirmou ter matado 40 militantes palestinos apenas naquele dia. Já o Ministério da Saúde de Gaza estimou números mais altos, afirmando que ao menos 60 pessoas haviam morrido e outras 300 ficaram feridas em bombardeios aéreos. Mais tarde, foram confirmadas mais de 100 fatalidades neste dia, que acabou sendo o mais sangrento do conflito até então.[51] Naquela altura, 13 soldados israelenses tinham morrido por fogo inimigo nas operações terrestres. Túneis usados pelo Hamas para transporte de armas e suprimentos foram destruídos. Casas de pessoas comuns na região norte da Faixa de Gaza foram destruídas e as perdas de civis foram expressivamente mais altas do que a dos combatentes.[52]

A ONU, vários países do Oriente Médio e alguns da América do Sul (como o Brasil) condenaram a invasão israelense. Outras nações, como os Estados Unidos e as potências da Europa, demonstraram apoio ao governo de Israel e condenaram o Hamas.[53]

A terceira semana de conflito viu a continuidade das operações terrestres israelenses contra Gaza, enquanto bombardeios por terra, ar e mar também se intensificavam. Uma escola da ONU na cidade de Beit Hanoun, utilizada como refúgio por dezenas de famílias desabrigadas, teria sido atingida por bombas lançadas por aviões de Israel, deixando 17 mortos e pelo menos 200 feridos, o que trouxe condenação internacional.[54] Protestos na Cisjordânia e pelo mundo, feito por simpatizantes da causa palestina, foram reportados. Dois cessar-fogos para fins humanitários teriam sido declarados nesse meio tempo, mas os combates continuaram, enquanto a crise humanitária se tornava generalizada na Faixa de Gaza e o número de mortos passou, no dia 26 de julho, para mais de mil.[55]

Um tanque M-109 israelense disparando contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza.

No fim de julho, uma nova tentativa de cessar-fogo de três dias por razões humanitárias foi feita, mas o governo israelense acusou o Hamas de violá-lo. Os combates em terra se intensificaram novamente, assim como os disparos de foguetes palestinos e os bombardeios aéreos de Israel. No dia 1 de agosto, perto da fronteira com Gaza, dois soldados israelenses foram mortos em uma explosão e um outro teria sido capturado por militantes jihadistas. Mais 35 teriam morrido no lado palestino após pesados ataques com artilharia. Com o conflito completando um mês de duração, a comunidade internacional passou a exigir com mais veemência que ambos os lados chegassem a algum tipo de entendimento e encerrasse o derramamento de sangue.[56] Em 3 de agosto de 2014, o exército israelense começou sua retirada de Gaza, encerrando sua principal incursão na região. Segundo o comando das Forças de Defesa de Israel, todos os 31 túneis que conectavam o sul do país com a Faixa de Gaza foram destruídos e entre 700 e 800 militantes palestinos teriam sido mortos. Eles também afirmaram ter atingido seriamente a infraestrutura de lançamento de foguetes do Hamas, porém o grupo ainda conseguiu lançar mais de 3.000 mísseis contra diversas áreas de Israel durante o conflito.[57][58]

Blindados israelenses avançando nos territórios palestinos.

No dia 5, os israelenses se retiraram de todas as "posições de defesa" fora da Faixa de Gaza, dando início a mais uma tentativa de cessar-fogo, desta vez de 72 horas.[59] Em 8 de agosto, logo após o fim dessa trégua, ambos os lados voltaram a se atacar, enquanto as conversações de paz que aconteciam na cidade do Cairo, Egito, continuavam, ainda que sem muitos progressos.[60] No dia 10, outra trégua, para fins humanitários, foi firmada entre as partes.[61] Após uma nova extensão do cessar-fogo para tentar acelerar as negociações, em 9 de agosto, foguetes voltaram a ser disparados contra o sul de Israel, sem deixar vitimas. A aviação israelense respondeu, bombardeando Gaza (vários civis teriam morrido). Enquanto isso, as negociações voltavam a empacar.[62]

Cessar-fogo[editar | editar código-fonte]

Em 26 de agosto de 2014, representantes do lado palestino e israelense acertaram um cessar-fogo, com mediação do Egito, por tempo ilimitado na Faixa de Gaza. O acordo também previa futuras reuniões para acertar acordos mais definitivos de paz. Os últimos dois dias de combates teriam sido marcados por ataques mútuos, deixando várias mortes. Após o anúncio do fim das hostilidades, centenas de milhares de palestinos foram para as ruas comemorar. A liderança do Hamas afirmou que "a resistência se saiu vitoriosa", apesar do alto número de mortos e dos vastos danos a infraestrutura local.[11] Entre a população israelense, a maioria afirmou acreditar que não houve um vencedor claro do conflito. Mais de 2.100 pessoas teriam sido mortas durante as sete semanas que durou a guerra.[63]

Ao todo, o conflito durou um mês, três semanas e três dias. Mais de 2.000 palestinos e 70 israelenses morreram na guerra.[11] Os civis foram alguns dos que mais sofreram. No lado palestino, além das fatalidades, mais de 108.000 pessoas tiveram suas casas destruídas ou severamente danificadas.[6] Mais de 485.000 habitantes da região tiveram também que fugir dos seus lares.[64] Em Israel, ao menos 8.000 pessoas deixaram suas casas.[65] Já do lado financeiro, o ministério das finanças israelense estimou que, na fase inicial, mais de US$ 2,5 bilhões de dólares foram gastos na operação (o custo calculado posteriormente pode ser bem maior).[66] Na Faixa de Gaza, foi estimado que seriam precisos mais de US$ 6 bilhões de dólares para reconstruir a infraestrutura local.[67]

Violações de leis internacionais[editar | editar código-fonte]

Um mapa mostrando a localização dos ataques de mísseis israelenses no norte de Gaza.[68]

Uma série de questões legais relacionadas ao conflito surgiram durante os combates. Vários grupos de direitos humanos argumentam que tanto os ataques de foguetes palestinos, quanto destruição de casas de militantes do Hamas por Israel violam o direito internacional humanitário. Navi Pillay, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, também salientou haver "uma forte possibilidade" de que as ações de ambos os lados do conflito podem constituir crimes de guerra.[26][69][70] Em 23 de julho, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas votou para estabelecer uma investigação sobre as violações dos direitos humanos no conflito.[71]

Mortes de civis[editar | editar código-fonte]

Uma criança palestina ferida sendo cuidada em um hospital de Gaza.

Muitos dos mortos foram civis, provocando preocupação de muitas organizações humanitárias. A Anistia Internacional afirmou que "as forças israelenses realizaram ataques que mataram centenas de civis, inclusive por meio do uso de armas de precisão, como mísseis portáteis com drones e ataques com munições, tais como artilharia, que não podem ser precisamente direcionados, em áreas residenciais densamente povoadas, como Shuja'iyyeh. Eles também atacaram alvos civis diretamente."[72] Nove pessoas foram mortas enquanto assistiam às transmissões da Copa do Mundo FIFA em um café[73] e oito membros de uma família morreram. Israel afirmou que essas mortes foram "erros".[74]

Monica Awad, a porta-voz da UNICEF, condenou as mortes de civis por conta de ataques aéreos israelenses e acusou Israel de atingir mulheres e crianças, dizendo que as forças israelenses mataram deliberadamente 296 crianças em Gaza.[75][76][77][78]

Israel afirmou que muitas vítimas civis são o resultado do uso pelo Hamas da população civil de Gaza como "escudos humanos" em locais alvos de lançamento de foguetes.[79] As declarações usam dois argumentos: o uso de estruturas civis (como casas, mesquitas e hospitais) pelo Hamas para armazenar munições ou lançar foguetes, além do grupo forçar a população civil a permanecer em suas casas, de modo a proteger militantes.[80]

Membros do Congresso dos Estados Unidos aprovaram uma nota condenando o Hamas por usar escudos humanos.[81][82] A Anistia Internacional, no entanto, declarou que "não tem evidência neste momento que os civis palestinos foram intencionalmente utilizados pelo Hamas ou grupos armados palestinos durante as hostilidades atuais como 'escudos' para locais específicos, militantes ou equipamento militar dos ataques israelenses."[83]

Civis israelenses[editar | editar código-fonte]

O sistema de defesa israelense "Cúpula de Ferro" intercepta um foguete lançado a partir de Gaza.
Um dos túneis descobertos na Faixa de Gaza usados pelo Hamas para movimentar foguetes e realizar ataques transfronteiriços contra soldados israelenses.

Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, têm apontado para os ataques de foguetes do Hamas contra cidades israelenses como violações das leis internacionais, constituindo crimes de guerra.[70] A embaixadora da Palestina para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, Ibrahim Khraishi, admitiu que o Hamas agiu ilegalmente ao direcionar mísseis contra civis.[84]

Khaled Mashaal, uma figura política do Hamas, defendeu o disparo de foguetes contra Israel, dizendo que "nossas vítimas são civis e as deles são soldados".[85]

Nações Unidas[editar | editar código-fonte]

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA - sigla em inglês) tem várias instituições e escolas na região de Gaza. Em 24 de julho, 23 delas haviam sido fechadas, 77 danificadas nos combates e três funcionários palestinos da UNRWA foram mortos, sendo dois em casa e um terceiro enquanto caminhava para casa do seu local de trabalho. O Hamas aproveitou os fechamentos para empregar alguns destes edifícios vagos da UNRWA como locais de armazenamento de armas.[86] Os funcionários da UNRWA, quando descobriram que três[87][88] das escolas desocupadas haviam sido usadas para o armazenamento de foguetes, condenou as ações do Hamas, chamando de uma "flagrante violação da neutralidade de nossas instalações".[89][90][91]

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou que a UNRWA tinha entregue alguns foguetes descobertos ao Hamas.[92] O vice-presidente da Israel Democracy Institute, Mordechai Kremnitzer, acusou a agência da ONU para a Palestina de crimes de guerra por entregar os foguetes, enquanto o professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, Robbie Sabel, afirmou que a UNRWA "não tinha obrigação legal de entregar os foguetes a Israel" e não tinha outra escolha no caso.[93] A UNRWA afirmou que os arsenais haviam sido transferidos para as autoridades policiais locais, subordinadas ao governo de unidade nacional em Ramallah, de acordo com a "prática de longa data da ONU em operações humanitárias da organização em todo o mundo".[86][94][95] O secretário-geral Ban Ki-moon ordenou uma investigação sobre o assunto.[96]

Em 30 de julho, as Forças de Defesa de Israel disseram que tinham descoberto a entrada de um túnel escondido dentro de uma clínica médica da UNRWA em Khan Yunis. A clínica estava cheio de explosivos, que depois explodiram e mataram três soldados israelenses.[97] Este relatório foi posteriormente corrigido pelo Coordenador de Atividades do Governo nos Territórios, a unidade militar que implementa políticas governamentais nos territórios palestinos, que mais tarde naquele dia afirmou que, apesar de seu sinal da UNRWA, o local não estava registrado como pertencente à ONU.[98]

Ataques contra instalações da ONU[editar | editar código-fonte]

Cerca de 170 escolas da UNRWA estão sendo usadas como abrigos temporários para cerca de 120 mil palestinos.[99] Os abrigos da UNRWA foram bombardeados por Israel em seis ocasiões distintas.[100] Algumas destas escolas sofreram danos ou foram destruídas durante o conflito. Em pelo menos um caso a origem do ataque é contestada.[101][102]

Em 24 de julho, uma escola administrada pela ONU em Beit Hanoun usada para abrigar civis foi bombardeada; entre 13[103] e 16[104] civis foram mortos e 150 ficaram feridos. Várias agências de notícias relataram o governo de Israel como o responsável pelo ataque.[105][106][107] De acordo com a investigação israelense, o pátio da escola havia sido atingido por um único morteiro 'errante' disparado pelo exército israelense, mas não causou qualquer baixas, uma vez que o local estava vazio no momento.[108][109] A UNRWA rejeitou a investigação das Forças de Defesa de Israel, dizendo uma bomba inicial foi seguida por vários outras dentro de minutos. Repórteres que visitaram a escola pouco depois disseram que danos e detritos eram consistentes com os causados por morteiros.[110] O exército israelense disse que a área em torno da escola em Beit Hanoun tinha se transformado em um campo de batalha e pediu que o edifício fosse evacuado antes mesmo da escola ter sido atingida. Os militares disseram que um intervalo de quatro horas foi dado para evacuações. A UNRWA discordou, dizendo que os oficiais israelenses nunca responderam a pedidos urgentes da agência por um cessar-fogo.[111][112]

No dia 3 de agosto, depois que as imediações de uma escola da ONU foi atacada por forças israelenses nas cidade palestina de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e causou a morte de dez civis palestinos, Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas, declarou que "os abrigos das Nações Unidas devem ser zonas seguras, não zonas de combate." Ele completou dizendo: "Este ataque, junto com outras violações do direito internacional, devem ser rapidamente investigados e os responsáveis ​​responsabilizados. É um ultraje moral e um ataque criminoso".[113]

Reações[editar | editar código-fonte]

Protesto em Tel Aviv contra a operação

Partes envolvidas[editar | editar código-fonte]

  •  Israel - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou as críticas de grupos locais e internacionais de direitos humanos e prometeu continuar os ataques. Ele declarou: "Nenhuma pressão internacional vai impedir Israel de continuar sua operação em Gaza ... Os líderes do Hamas estão se escondendo atrás dos cidadãos de Gaza e eles são responsáveis ​​por todas as vítimas."[114]
  •  Palestina - O porta-voz do governo palestino, Nabil Abu Rudeineh, disse que a operação foi "uma declaração de guerra contra os palestinos" e, protestou sobre o que ele descreveu como um massacre de inocentes, acrescentou que "os palestinos têm o direito de defender-se por todos os meios legítimos".[115]

Organizações supranacionais[editar | editar código-fonte]

  •  Liga Árabe - Representantes da organização condenaram os ataques aéreos israelenses em Gaza e pediram ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que realizasse uma reunião de emergência sobre a situação atual.[116] O secretário-geral Nabil Elaraby condenou os ataques israelenses em Shejaia. Em um comunicado, a organização afirmou: "El-Araby ... consideramos as terríveis operações de bombardeio e ataque ao solo de Israel no bairro de Shejaia como um crime de guerra contra civis palestinos e uma perigosa escalada".[117]
Mapa mostrando as reações internacionais sobre a Operação Margem Protetora:
  Países que apoiaram a postura de Israel e/ou condenaram os ataques de mísseis do Hamas
  Países que condenaram e/ou expressaram preocupação em relação ao comportamento de ambos os lados
  Países que condenaram e/ou expressaram preocupação sobre o uso desproporcional da força por Israel
  Países com reações oficiais mistas
  • BRICS - Uma declaração na Sexta cúpula do BRICS, realizada no Brasil, clamou que Israel e Palestina acabem com o conflito e retomem negociações para uma solução pacífica que compreenda a existência de dois Estados. O grupo também solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que exerça plenamente as suas funções de acordo com a Carta das Nações Unidas no que diz respeito ao conflito em curso.[118]
Protesto em Paris contra a operação
  •  União Europeia - "A UE condena firmemente os ataques indiscriminados contra Israel por grupos militantes na Faixa de Gaza. A UE deplora o número crescente de vítimas civis, supostamente entre elas crianças, causadas ​​pelos ataques de retaliação por parte dos israelenses. A proteção e a segurança de todos os civis devem ser de suma importância."[119]
  •  Nações Unidas - O Conselho de Segurança pediu o fim da escalada de violência, a restauração do cessar-fogo de 2012, o respeito pelo direito internacional e a retomada das negociações diretas entre as duas partes envolvidas no conflito.[120] A Alta Comissaria para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que relatos de ataques a casas levantam dúvidas sobre se os ataques israelenses são legais sob a lei internacional. Ela também pediu uma investigação sobre os ataques aéreos israelenses no território de Gaza.[121]

Governos nacionais[editar | editar código-fonte]

  •  Brasil - Convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv e, em nota, o Ministério das Relações Exteriores pediu por "um imediato cessar-fogo entre as partes" e afirmou: "O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças".[122]
  •  Estados Unidos - O presidente Barack Obama emitiu um comunicado em que pediu que ambos os lados parem com os ataques. Ele reiterou que a "única maneira de alcançar a paz duradoura não é através da luta, mas através de uma compreensão e do comum acordo".[123] O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, afirmou: "Nenhum país pode aceitar o disparo de foguetes dirigidos contra civis e nós apoiamos o direito de Israel de se defender contra ataques viciosos".[124]
  •  Rússia - O presidente russo, Vladimir Putin, pediu para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu que encerrasse a operação militar contra Gaza, que estaria criando uma crise humanitária na região, com um elevado número de mortes de civis.[125]
  •  Reino Unido - William Hague, então secretário de relações exteriores britânico, falou sobre a preocupação do seu governo com a violência na Faixa de Gaza. Ele salientou também a condenação britânica ao lançamento de foguetes palestinos contra Israel.[126]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Netanyahu: Hamas suffered its greatest blow since it was founded". Página acessada em 2 de setembro de 2014.
  2. "Israel-Gaza conflict: Hamas claims 'victory for the resistance' as long-term truce is agreed with Israel". Página acessada em 2 de setembro de 2014.
  3. a b c d e f "Gaza truce open-ended, but puts off tough issues". Página acessada em 26 de agosto de 2014.
  4. "Gaza offensive 'fiercest,' 'deadliest': Israel". Página acessada em 6 de agosto de 2014.
  5. "Operation Protective Edge by the numbers". Página acessada em 11 de agosto de 2014.
  6. a b c "Occupied Palestinian Territory: Gaza Emergency Situation Report". Página acessada em 22 de outubro de 2014.
  7. «900 operatives killed over Gaza campaign, IDF says». Times of Israel. Consultado em 26 de agosto de 2014 
  8. "Confronto entre Israel e Hamas corre risco de se tornar generalizado". Página acessada em 9 de julho de 2014.
  9. «IDF's Operation "Protective Edge" Begins Against Gaza». Jewish Press. Consultado em 8 de julho de 2014 
  10. a b "Premiê israelense anuncia operação militar por terra na Faixa de Gaza". Página acessada em 17 de julho de 2014.
  11. a b c «Israelenses e palestinos acertam cessar-fogo duradouro em Gaza». G1. Consultado em 26 de agosto de 2014 
  12. «IDF Seizes Hundreds of Weapons in Nablus, as Operation 'Brother's Keeper' Enters 5th Day». Algemeiner Journal. 17 de juho de 2014. Consultado em 7 de julho de 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  13. «Hunt for missing Israeli boys stirs up familiar recriminations». The Guardian. 26 de junho de 2014 
  14. «Murder of Palestinian teen, Abu Khudeir, condemned». Daily News Egypt. 3 de julho de 2014 
  15. Maan News, "100 Palestinians killed in Israeli assault on Sunday alone". Página acessada em 29 de julho de 2014.
  16. Ahren, Raphael (23 de junho de 2014). «Is Israel's operation to find kidnapped teens a war crime?». The Times of Israel 
  17. Zitun, Yoav (17 de junho de 2014). «Operation Bring Back Our Brothers: IDF arrests 200, shift focus to Nablus». Ynetnews 
  18. «Watch: West Bank Hamas leadership in Israeli custody». The Jerusalem Post. 16 de junho de 2014 
  19. «Israel committed serious violations in West Bank operations: HRW». Al-Ahram. 3 de julho de 2014 
  20. «Entenda motivos dos dois lados do conflito entre palestinos e israelenses». G1. Consultado em 1 de agosto de 2014 
  21. «20 Palestinians killed overnight as UN holds emergency talks». Middle East Eye. Consultado em 10 de julho de 2014 
  22. Israel Says That Hamas Uses Civilian Shields, Reviving Debate ANNE BARNARD e JODI RUDOREN, The New York Times
  23. Josef Federman and Maggie Michael (14 de julho de 2014). «Egypt proposes cease-fire between Israel, Hamas». Associated Press 
  24. 'B'Tselem info sheet: 52 Palestinians killed in bombings of homes in Gaza Strip, which are unlawful', B'tselem, 13 de julho de 2014; acessado em 1 de agosto de 2014.
  25. «Palestine/Israel: Indiscriminate Palestinian Rocket Attacks». Jerusalem: Human Rights Watch. 9 de julho de 2014. Consultado em 22 de julho de 2014 
  26. a b Taylor, Adam (9 de julho de 2014). «'Roof knocking': The Israeli military's tactic of phoning Palestinians it is about to bomb». The Washington Post. Consultado em 17 de julho de 2014 
  27. «Israel IDs 2 main suspects in teens disappearance», CBS News, 26 de junho de 2014 
  28. "In extended version of kidnapped teens' call to police, murderers heard singing in celebration". Página acessada em 9 de julho de 2014.
  29. Greenberg, Joel (30 de junho de 2014), «'Hamas will pay,' Netanyahu vows after bodies of missing Israeli teens are found», Bellingham Herald 
  30. "Israel bombardeia Gaza e foguetes de militantes atingem Tel Aviv". Página acessada em 9 de julho de 2014.
  31. "Israel launches military offensive in Gaza". Al Jazira. Página acessada em 9 de julho de 2014.
  32. Noam Sheizaf, "Israeli-Palestinian clashes upsetting Israeli faith in status quo". Al Jazira. Página acessada em 9 de julho de 2014.
  33. "Israel hits Hamas, Islamic Jihad leaders after rockets land north of Tel Aviv | The Times of Israel". Página acessada em 9 de julho de 2014.
  34. "Israel mobiliza 40 mil reservistas e põe hipótese de operação terrestre em Gaza". Página acessada em 9 de julho de 2014.
  35. «IDF launches Gaza operation 'against Hamas' following massive rocket barrage on south». Ynetnews. Consultado em 8 de julho de 2014 
  36. «Israel launches operation to stop Gaza-based rocket fire». Jewish Telegraphic Agency. Consultado em 8 de julho de 2014 
  37. "Presidency: Palestinians have the right to defend themselves". Ma'an News Agency. 8 de julho de 2014.
  38. "Novos ataques de Israel matam palestinos em Gaza". Página acessada em 9 de julho de 2014.
  39. "Palestinian death toll hits 100". Página acessada em 11 de julho de 2014.
  40. "21 said killed in strike on Gaza police chief’s house". Página acessada em 13 de julho de 2014.
  41. "Gaza death toll at 167 as deadly Israeli strikes continue". Página acessada em 13 de julho de 2014.
  42. "Israeli Troops Launch First Ground Raid On Gaza". Página acessada em 13 de julho de 2014.
  43. "Israel ampliará operações militares em Gaza se Hamas rejeitar trégua". Página acessada em 15 de julho de 2014.
  44. "Israel retoma bombardeios contra Gaza após fracasso de cessar-fogo". Página acessada em 15 de julho de 2014.
  45. Reuters (16 de julho de 2014). «Bombardeio de Israel mata 4 meninos em praia de Gaza». Exame. Consultado em 20 de julho de 2014 
  46. Peter Beaumont (16 de julho de 2014). «Witness to a shelling: first-hand account of deadly strike on Gaza port» (em inglês). Guardian. Consultado em 20 de julho de 2014 
  47. "Israel aceita cessar-fogo a partir de sexta, diz oficial". Página acessada em 17 de julho de 2014.
  48. «IDF begins ground operation in the Gaza Strip». Ynetnews.com. Consultado em 17 de julho de 2014 
  49. «Netanyahu: We're ready to expand ground operation». Globes.co.il. Consultado em 18 de julho de 2014 
  50. «Israel deepens Gaza push to destroy Hamas tunnels». The Seattle Times. Consultado em 18 de julho de 2014 
  51. "Confronto na Faixa de Gaza tem dia mais sangrento". Página acessada em 21 de julho de 2014.
  52. «Gaza fighting's latest toll: 60 Palestinians, 13 Israeli soldiers dead». CNN. Consultado em 20 de julho de 2014 
  53. "At least 40 dead in Israeli attack on Gaza district". Página acessada em 20 de julho de 2014.
  54. «Bombardeio israelense atinge escola da ONU e deixa 17 mortos e 200 feridos». Veja. Consultado em 26 de julho de 2014 
  55. «How Israel's Ground Offensive in Gaza Could Impact Syria». ABC News. Consultado em 26 de julho de 2014 
  56. "Israeli soldier 'captured in tunnel attack' by Gaza militants". Página acessada em 1 de agosto de 2014.
  57. "Analysis: Israel's victorious withdrawal from Gaza". Página acessada em 3 de agosto de 2014.
  58. «Israel withdraws most of its ground troops from Gaza». CBS News. Consultado em 3 de agosto de 2014 
  59. «Israel anuncia retirada de tropas de Gaza; trégua de 72 horas entra em vigor». BBC Brasil. Consultado em 6 de agosto de 2014 
  60. «Israel, Hamas Resume Fighting in Gaza as Truce Expires». Voice of America. Consultado em 8 de agosto de 2014 
  61. «Começa a trégua de 72h na Faixa de Gaza». G1. Consultado em 11 de agosto de 2014 
  62. «Novos ataques na Faixa de Gaza suspendem negociações de paz». G1. Consultado em 20 de agosto de 2014 
  63. «Israelenses consideram que a guerra em Gaza terminou sem vencedor». G1. Consultado em 28 de agosto de 2014 
  64. "Occupied Palestinian Territory: Gaza Emergency - Situation Report (as of 3 August 2014, 1500 hrs)". Página acessada em 1 de setembro de 2014.
  65. "Southern Israelis cautiously prepare to head home". Página acessada em 1 de setembro de 2014.
  66. "Operation Protective Edge to cost NIS 8.5b". Página acessada em 1 de setembro de 2014.
  67. "Palestinian Official: Rebuilding Gaza Will Cost $6 Billion". Página acessada em 1 de setembro de 2014.
  68. «Damage Assessment in Gaza City, Gaza Strip – Occupied Palestinian Territory». UN UNOSAT. 31 de julho de 2014. Consultado em 1 de agosto de 2014 
  69. «UN's Navi Pillay warns of Israel Gaza 'war crimes'». BBC. 23 de julho de 2014. Consultado em 28 de julho de 2014 
  70. a b «Palestine/Israel: Indiscriminate Palestinian Rocket Attacks». Jerusalem: Human Rights Watch. 9 de julho de 2014. Consultado em 22 de julho de 2014 
  71. «U.N. Rights Panel Votes for Inquiry in Gaza Conflict». The New York Times. 23 de julho de 2014. Consultado em 30 de julho de 2014 
  72. «Israel and the Occupied Palestinian Territories: Israel/Gaza conflict, July 2014 – Questions & Answers». Amnesty International. 25 de julho de 2014. Consultado em 30 de julho de 2014 
  73. «World Cup fans killed as Israel hits Gaza». The Daily Star. 11 de julho de 2014. Consultado em 17 de julho de 2014 
  74. «Israeli Army Says Killing Of 8 Palestinian Family Members Was Not Intentional». Huffington Post. 10 de julho de 2014. Consultado em 17 de julho de 2014 
  75. «UNICEF: Israel deliberately killed 264 Palestinian children in Gaza». Middle East Monitor. 1 de agosto de 2014. Consultado em 1 de agosto de 2014 
  76. «UNICEF accuses Israel of deliberately targeting Palestinian children». Elbalad. 1 de agosto de 2014. Consultado em 1 de agosto de 2014 
  77. «UNICEF: At least 296 children, teenagers killed in Gaza op». Ydeiot Ahronot. 2 de agosto de 2014 
  78. «LIVE UPDATES: Israel will no longer negotiate for cease-fire, cabinet decides». Haaretz. 2 de agosto de 2014 
  79. Hamas again uses Gazan civilians as human shields to prevent the Israeli Air Force from attacking operatives' houses The Meir Amit Intelligence and Terrorism Information Center. Acessado em 13 de julho de 2014
  80. Harkov, Lahav (24 de julho de 2014). «Gaza reporters' tweets: Hamas using human shields». The Jerusalem Post. Consultado em 30 de julho de 2014 
  81. "Bills condemning Hamas on ‘human shields’ introduced in Congress." Jewish Telegraphic Agency. 29 de julho de 2014.
  82. "Ted Cruz, Kirsten Gillibrand team up on Hamas." Politico. 29 de julho de 2014.
  83. Israel/Gaza conflict: Questions and Answers | Amnesty International
  84. Tazpit, Aryeh Savir. ""Palestinian diplomat admits Hamas war crimes", Ynet News, 13 de julho de 2014; acessado em 28 de julho de 2014.
  85. "In defiant speech, Mashaal denies ceasefire close", The Times of Israel; acessado em 28 de julho de 2014.
  86. a b Colum Lynch, "The U.N. Takes Fire in Gaza", Foreign Policy, 24 de julho de 2014.
  87. ""UN admits its schools in Gaza were used to store Hamas rockets", The World Tribune, 23 de julho de 2014.
  88. Chandler, Adam. "Hamas Rockets Found in Second United Nations School", The Wire, 22 de julho de 2014.
  89. France-Presse, Agence. "UNRWA investigating discovery of 20 rockets found in empty Gaza school." The Guardian. 18 de julho de 2014.
  90. «UNRWA condemns placement of rockets, for a second time, in one of its schools». UNWRA. 22 de julho de 2014. Consultado em 30 de julho de 2014 
  91. Issacharoff, Avi (30 de julho de 2014). «Rockets found in UNRWA school, for third time». The Times of Israel. Consultado em 4 de agosto de 2014 
  92. Keinon, Herb; Cashman, Greer Fay (23 de julho de 2014). «Liberman to Ban: Israel outraged over UNRWA turning over rockets to Hamas». Jerusalem Post. Consultado em 30 de julho de 2014 
  93. "Did UNRWA Commit a War Crime by Handing Rockets Over To Hamas", Jerusalem Post, 22 de julho de 2014.
  94. «UNRWA denies giving rockets found on its premises to Hamas». Jerusalem Post. 21 de julho de 2014. Consultado em 23 de julho de 2014 
  95. "UN agency handed rockets back to Hamas, Israel says", timesofisrael.com; acessado em 28 de julho de 2014.
  96. Ban Orders Review Following Allegations That UNRWA Gave Rockets Back To Hamas,'. Jewish Telegraphic Agency, 24 de julho de 2014.
  97. [1] 3 IDF soldiers killed in booby-trapped UNRWA clinic, Mitch Ginsberg, 30 de julho de 2014, Times of Israel]
  98. «Militants 'blow up UNRWA clinic,' killing 3 soldiers». The Times Of Israel. 30 de julho de 2014. Consultado em 30 de julho de 2014 
  99. Ruth Pollard, "Israel bans radio ad listing dead children's names", Sydney Morning Herald, 25 de julho de 2014.
  100. Al-Mughrabi, Nidal; Browning, Noah (31 de julho de 2014). «Under fire and out of cash, U.N. overwhelmed by Gaza crisis». Reuters. Consultado em 31 de julho de 2014 
  101. "UN School In Gaza Hit By Shells, At Least 15 Dead" (UPDATED), Reuters.com, 24 de julho de 2014; acessado em 25 de julho de 2014.
  102. ""Source of deadly attack on Gaza UNRWA school remains unclear", Haaretz, 25 de julho de 2014.
  103. "Gaza UN school shelter hit, 'killing 13'", BBC.co.uk, 25 de julho de 2014.
  104. "Israeli tanks shell UN-run school, killing 16", China.org.cn, 25 de julho de 2014; acessado em 28 de julho de 2014.
  105. Jazeera, Al (24 de julho de 2014). «UN shelter in Gaza 'struck by Israeli shells'». Al Jazeera. Consultado em 25 de julho de 2014 
  106. "Pressure for Gaza Truce Mounts after Israel Shells U.N. Refuge", Naharnet Newsdesk, 25 de julho de 2014.
  107. "UN agency calls for probe into shelling of Gaza school", ITV.com, 25 de julho de 2014.
  108. «IDF: UN school yard was empty at time of Israeli strike». Haaretz. 27 de julho de 2014 
  109. «Israel rejects Gaza school shelter attack blame». BBC News. 27 de julho de 2014 
  110. Sherwood, Harriet; Balousha, Hazem (31 de julho de 2014). «'The world stands disgraced' – Israeli shelling of school kills at least 15». The Guardian. Consultado em 31 de julho de 2014 
  111. «Fresh West Bank clashes as Israel girds for 'day of rage'». CNN.com. 25 de julho de 2014. Consultado em 28 de julho de 2014 
  112. IDF shelling kills several at UN school in Gaza, DW.DE, 24 de julho de 2014.
  113. Organização das Nações Unidas (ONU), ed. (4 de agosto de 2014). «'Esse ataque é um ultraje moral e um ato criminoso', diz ONU sobre bombardeio a escola em Gaza». Consultado em 9 de agosto de 2014 
  114. Beaumont, Peter. «Ramadan in Gaza: life under missile-fire». The Guarrdian. Consultado em 12 de julho de 2014 
  115. Presidency: Palestinians have the right to defend themselves, Ma'an News Agency, 8 de julho de 2014 .
  116. «Arab League calls on urgent UN Security Council meeting on Gaza». The Voice of Russia. Consultado em 11 de julho de 2014 
  117. «Arab League calls Israeli attack in Gaza "war crime"». Reuters. 20 de julho de 2014. Consultado em 20 de julho de 2014 
  118. «BRICS calls to resume negotiations to end Israel-Palestine Conflict». news.biharprabha.com. Consultado em 16 de julho de 2014 
  119. «Statement by the Spokesperson on rocket fire from Gaza and on-going retaliation operations of the Israeli Defence Forces» (PDF). Brussels: European Union. 14 de julho de 2014. Consultado em 14 de julho de 2014 
  120. «UN calls for Israel-Gaza ceasefire». BBC. 12 de julho de 2014. Consultado em 14 de julho de 2014 
  121. Borger, Julian; Beaumont, Peter. «Israel's Gaza campaign may violate international law, says UN official». The Guardian 
  122. BBC Brasil, ed. (23 de julho de 2014). «Brasil condena Israel por 'uso desproporcional da força'». Consultado em 24 de julho de 2014 
  123. «Obama urges restraint israel-palestinians». ABC news. Consultado em 8 de julho de 2014 
  124. Beaumont, Peter (8 de julho de 2014). «Israel pounds Gaza with air and naval strikes in move against Hamas». The Guardian. Gaza City. Consultado em 11 de julho de 2014 
  125. "Putin urges Netanyahu to stop armed standoff in southern Israel". Página acessada em 1 de setembro de 2014.
  126. "International Leaders Condemn Rocket Fire on Israel". Página acessada em 1 de setembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um conflito armado é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.