Guerra Civil do Afeganistão

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Guerra Civil do Afeganistão
Kabul during civial war of fundamentalists 1993.jpg
Uma rua de Cabul completamente destruida pela guerra.
Período 1978 - presente
Local  Afeganistão
Resultado Em andamento
Mortos ou feridos
1,845,600[1] [2]

A guerra civil do Afeganistão é um extenso e complexo conflito que assola este país da Ásia Central desde 1979 até o presente, e possui muitos diferentes grupos que combatem de acordo com os distintos estágios.[3]

Fases[editar | editar código-fonte]

Golpe de Estado "Revolução de Saur"[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Revolução de Saur

Em 27 de abril de 1978, os militares desfecharam um golpe de Estado, chefiado pelos partidos comunistas unificados Khalq e Parcham, após a morte de um dos principais membros do Parcham. O Presidente Mohammed Daoud Khan foi morto juntamente com familiares quando os golpistas tomaram o palácio presidencial. O termo pachto saur significa "abril".

Envolvimento soviético[editar | editar código-fonte]

O novo governo comunista do Afeganistão encontrou resistência aos seus programas. A seu pedido, a União Soviética interveio com suas forças armadas. Mesmo com o apoio soviético, o governo não logrou controlar efetivamente o país e impedir a rebelião, que recebia apoio do Paquistão, dos EUA e da Arábia Saudita. A União Soviética retirou suas tropas em 1989

Colapso do governo[editar | editar código-fonte]

Após a retirada soviética, a República Democrática do Afeganistão continuou a lidar com ataques dos mujahidin. O governo continuou a receber apoio financeiro e em armas da União Soviética por muitos anos e conseguiu melhorar seu desempenho, mas sofreu um golpe duro quando Abdul Rashid Dostum, um de seus principais generais, passou para o lado dos mujahidin.

Desentendimentos entre os mujahidin[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra Civil Afegã (1992-1996)

Após tomar o poder, a união dos mujahidin desfez-se e começou um período de lutas entre si. Gulbuddin Hekmatyar foi apontado como o responsável por um devastador ataque de foguetes contra Cabul, e Dostum começou a atacá-lo. Este último juntou suas forças às de Hekmatyar e os combates destruíram grande parte de Cabul, enquanto que o país foi dividido conforme as suas etnias. Em 1994, formou-se o movimento dos talibãs no sul do país, com apoio paquistanês, o qual rapidamente obteve vitórias contra Dostum e o comandante tadjique Ahmad Shah Massoud; em 1996, os talibãs tomaram a capital.

O regime dos talibãs[editar | editar código-fonte]

Após a queda de Cabul, Dostum e Massoud uniram-se para formar a Frente Unida Islâmica para a Salvação do Afeganistão (ou Aliança do Norte). Naquele período, os talibãs continuaram a avançar contra a Aliança até controlar 95% do território afegão. Dostum viu-se forçado a abandonar o Afeganistão, e Massoud foi assassinado em 9 de setembro de 2001.

Envolvimento ocidental e novo governo afegão[editar | editar código-fonte]

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a Aliança do Norte, com apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos, derrubou os talibãs e estabeleceu uma nova república, sob o comando do Presidente Hamid Karzai. Os talibãs constituíram então um movimento de resistência na porção meridional do país e com frequência usam o território paquistanês como refúgio.[carece de fontes?] Foram treze anos de guerra, viu um novo governo afegão ascender ao poder. Gradualmente as tropas dos aliados ocidentais começaram a se retirar da missão principal de combater os rebeldes islamitas e assumir uma posição de apoio as autoridades afegãs a lutar contra os jihadistas. Em dezembro de 2014, os americanos encerraram sua participação como um dos principais protagonistas da guerra, dando ao governo local a responsabilidade de seguir com a guerra. Enquanto isso, a violência se intensificava por todo o país.[4]

Referências

  1. Twentieth "Century Atlas - Death Tolls"
  2. "Twenty-first Century Death Tolls"
  3. Afghanistan Conflict Monitor
  4. Sune Engel Rasmussen (28 de dezembro de 2014). "Nato ends combat operations in Afghanistan" (Kabul: The Guardian). The Guardian. Consult. 31 de janeiro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]