Conflito armado no Peru

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Conflito interno no Peru
Zonas donde se ha registrado actividad de Sendero Luminoso.png
Áreas onde estava ativo o Sendero Luminoso
Data Fase principal:
18 de maio de 1980–Julho de 1999
Ressurgência de menor nível:
22 de junho de 2002–presente
Local Peru
Desfecho Derrota do MRTA e grave enfraquecimento do Sendero Luminoso.
Beligerantes
Flag of Peru.svg República do Peru Flag of Sendero Luminoso.svg Sendero Luminoso
Flag of the MRTA.svg MRTA
Comandantes
Flag of Peru (war).svg Fernando Belaúnde Terry
Flag of Peru (war).svg Alan García Pérez
Flag of Peru (war).svg Alberto Fujimori
Flag of Peru (war).svg Valentín Paniagua
Flag of Sendero Luminoso.svg Abimael Guzmán
Flag of Sendero Luminoso.svg Óscar Ramírez Durand
Flag of Sendero Luminoso.svg Camarada Artemio
Flag of Sendero Luminoso.svg Camarada Artemio
Flag of the MRTA.svg Víctor Polay Campos
Flag of the MRTA.svg Néstor Cerpa Cartolini  
Forças
Forças Armadas Peruanas: 35 000 (auge) 15 000 do Sendero Luminoso (auge)
~ 30 000 do MRTA (total, ao longo do tempo)
50 000 – 80 000 mortos (1980–2002)[1][2][3]

O conflito armado no Peru, foi um período da história peruana entre 1980 e 2000, marcado pela violência terrorista. Estima-se, segundo a Comissão para a Verdade e Reconciliação, que o conflito causou quase 70 mil mortes.[4] Os principais atores neste conflito foram o Sendero Luminoso, o Movimento Revolucionário Tupac Amaru e o Governo do Peru.

Sua data de conclusão é tema de muito debate. Alguns acreditam[quem?] que o conflito termina com a captura do líder do Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, em 1992. Outros, que continuou até a queda do governo de Alberto Fujimori em 2000. Finalmente, alguns acreditam[quem?] que o conflito ainda pendura porque um grupo armado que se reivindica como o Sendero Luminoso, regularmente ataca o exército peruano.

Em 2001, uma Comissão de Verdade e Reconciliação foi criada pelo presidente interino Valentín Paniagua para preparar um relatório sobre as causas do conflito armado. A Comissão estima que as perdas totais foram de 70 000 mortes (civis, guerrilheiros e militares combinados) entre 1980 e 2000. A maioria das vítimas deste conflito foram agricultores (56%), quechuas (75%), pobres e analfabetos (68%) das áreas rurais (79%).[5] Todos os atores armados na guerra deliberadamente mataram civis, tornando o conflito mais sangrento do que qualquer outra guerra na história do Peru.

Desde a década de 2000, a guerrilha continua a diminuir, enquanto o exército peruano assume o controle gradual de todo o país. Além disso, o Movimento Revolucionário Tupac Amaru cessou suas operações e foi dissolvido. No entanto, os rebeldes do Sendero Luminoso ainda estão armando emboscadas aos destacamentos do exército do governo.[6]

Referências

  1. «Final Report». Press Release. Truth and reconciliation commission 
  2. «Gráfico: ¿qué fue la CVR y qué dijo su informe final?». RPP. 26 de agosto de 2016 
  3. Rendon, Silvio (1 de janeiro de 2019). «Capturing correctly: A reanalysis of the indirect capture–recapture methods in the Peruvian Truth and Reconciliation Commission». Research & Politics (em inglês). 6 (1). 2053168018820375 páginas. ISSN 2053-1680. doi:10.1177/2053168018820375 
  4. Hatun Willakuy, Capítulo 1: Los hechos: La magnitud y extensión del conflicto. Página 17.
  5. Hatun Willakuy, Capítulo 1: Los hechos: La magnitud y extensión del conflicto, págs. 21-23.
  6. «Two die in Peru as rebels shoot down helicopter - CNN.com». edition.cnn.com. Consultado em 15 de maio de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]