Conflito de Cabinda

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Guerra atual
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Conflito de Cabinda
LocationCabinda.png
Data 1963 - atual
Local Província de Cabinda, Angola
Desfecho em curso
Combatentes
Angola Governo de Angola Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda


O conflito de Cabinda é uma insurreição separatista da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda na província de Cabinda contra o governo de Angola e que teve inicio na década de 60 durante a era colonial portuguesa [1]. Entre as razões do conflito armado estão a do factor económico, pois Cabinda é um enclave rico em petróleo, manganésio, fosfatos, e possui muitas florestas, sendo outra o afastamento cultural já que 90% da população de Cabinda tem como primeira língua o francês [1].

As raízes do conflito remontam à era colonial portuguesa e a guerra colonial e têm a sua origem na exigência de que província ultramarina de Cabinda deveria ser uma república independente. A FLEC inicialmente combateu entre os anos de 1963 a 1974-1975 contra o governo colonial português tendo em vista a independência. Segundo a FLEC, Cabinda nunca foi parte integrante da Angola Portuguesa e não possuía ligações administrativas, laços geográficos ou históricos com Angola. Supostamente, após o 25 de Abril de 1974, Cabinda terá sido anexada no âmbito das negociações do acordo de Alvor, que conduziria à independência de Angola, onde foram intervenientes os três principais agrupamentos políticos do país na época: o MPLA, a UNITA e a FNLA [2]. Um dos signatários, posteriormente primeiro ministro português (a partir do Outono de 1975), José Baptista Pinheiro de Azevedo, disse que o documento era um pedaço de papel sem valor [3]. Excluída das negociações, a FLEC, passou a dirigir a sua luta contra os angolanos. A partir dessa época, a posse do enclave de Cabinda tem sido reivindicada pelos independentistas que desencadearam uma actividade de guerrilha protagonizada por várias facções [4]. Os recursos petrolíferos de Cabinda são enormes [5] representando 60 por cento das reservas do petróleo de Angola, o que contribuíu para a persistência do conflito.

Desde então, um conflito latente manifesta-se no enclave, um dos mais antigos em África. Em 2006, foi assinado um acordo de paz, embora os signatários da FLEC não tivessem permissão comprovada para fazer tal acordo. O conflito irrompeu novamente na primavera de 2010, quando os guerrilheiros atacaram um maxibombo com os jogadores de futebol de Togo, o que levou os líderes de Cabinda no exílio a pedirem desculpa [6][7]. Na sequência desse episódio, foram feitas várias detenções, contestadas por organizações da sociedade civil de Cabinda e internacionais de defesa dos direitos humanos, como a Human Rights Watch [carece de fontes?].

Segundo a Organização das Nações e Povos Não Representados, Cabinda está sujeita a uma ocupação militar [8]. Antonio Bento Bembe, que liderou a FLEC, é actualmente um ministro angolano sem pasta encarregado dos direitos humanos em Angola [1].

Referências

  1. a b c «Cabinda». Globalsecurity.org. Consultado em 29 de outubro de 2011. 
  2. «Centro de Documentação 25 de Abril: Acordo de Alvor». Universidade de Coimbra. Consultado em 29 de outubro de 2011. 
  3. «Uma Mortalha, por Berço». macua.org. Consultado em 29 de outubro de 2011. 
  4. «Angola: Conflito armado de Cabinda em vias de terminar depois de mais de 30 anos de guerrilha». Notícias Sapo. 9 de Julho de 2010. Consultado em 29 de outubro de 2011. 
  5. «Cabinda: Oil – Block Buster». The Washington Post. Consultado em 29 de outubro de 2011. 
  6. Sturcke, James; Myers, Paul; Smith, David (2010-01-11). «Togo footballers were attacked by mistake, Angolan rebels say» The Guardian [S.l.] 
  7. «Togo footballers were attacked by mistake, Angolan rebels say». The Guardian. Consultado em 29 de outubro de 2011. 
  8. «UNPO Resolution Concerning the Cabinda Enclave». Unrepresented Nations and Peoples Organization. 7 de Julho de 2005. Consultado em 29 de outubro de 2011.