Conflito de Benishangul-Gumuz

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Conflito de Benishangul-Gumuz
conflito civil etíope
Benishangul-Gumuz in Ethiopia.svg
Localização de Benishangul-Gumuz na Etiópia
Data 23 de Junho de 2019 – presente
Local Benishangul-Gumuz, Etiópia
Beligerantes
 Etiópia Flag of the Benishangul-Gumuz Region.svg milícias gumuz[2][3]
  • Frente de Libertação Gumuz
  • Buadin
  • Movimento Democrático Popular de Gumuz

Frente de Libertação do Povo Tigray (alegado) Exército de Libertação Oromo

  • FLO/Shanne (alegado)
Comandantes
Etiópia Abiy Ahmed
Etiópia Ashadli Hussein
desconhecido
Baixas
desconhecido 65 mortos
357 – 485+ civis mortos

O conflito de Benishangul-Gumuz é um conflito armado na Zona de Metekel, Região de Benishangul-Gumuz, na Etiópia, que começou em 2019. [4]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Uma tentativa de golpe de Estado na Região de Amhara ocorreu em 22 de junho de 2019. Na madrugada de 23 de junho, homens armados suspeitos de apoiar o líder do complô golpista mataram 37 pessoas e feriram dezoito na Zona de Metekel.[5]

No início de setembro de 2020, semanas de ataques contra civis ocorreram na Zona de Metekel, especialmente em Bulan. A mídia social online estimou 150 mortes, as quais Atinkut Shitu, administrador da Zona de Metekel, contestou. De acordo com a mídia social, como relatado por Addis Standard, os alvos eram da etnia amhara. As autoridades afirmaram que os ataques não tiveram motivações étnicas. [6]

Em outubro, de doze a quarenta pessoas morreram em uma disputa pessoal sobre uma arma de fogo roubada na Zona de Metekel. Políticos amharas afirmam que foi um ataque a membros do grupo étnico amhara por milícias gumuz. [7]

Em 14 de novembro um ataque a um ônibus de passageiros em Benishangul-Gumuz matou 34 pessoas. [8]

Em 8 de dezembro o posto de comando da Zona de Metekel matou 23 insurgentes supostamente associados à Frente de Libertação do Povo Tigray em Dangur. [9]

Em 15 de dezembro, civis foram mortos nos woredas de Dangur e Dibate. Oficiais da Região de Amhara afirmaram que as vítimas eram amharas mortos por causa de sua identidade étnica. Os oficiais de Benishangul-Gumuz, por sua vez, discordaram da identificação do conflito como "violência intercomunitária entre várias nações". [10] Addis Standard estimou em 22 de dezembro que os ataques à Zona de Metekel mataram 24 pessoas. [11]

Na noite de 22-23 de dezembro de 2020, um massacre e incêndio criminoso de casas ocorreu no kebele de Bikuji na Zona de Metekel. [12][4] Em 23 de dezembro de 2020, a Comissão Etíope de Direitos Humanos contabilizou 100 mortes. [12] As autoridades responderam matando 42 suspeitos e prendendo sete oficiais. [13][14]

Grupos envolvidos[editar | editar código-fonte]

Ashadli Hussein, presidente da Região de Benishangul-Gumuz, afirmou que havia muitos grupos associados a partidos políticos que encorajavam o conflito armado. Ele culpou a Frente de Libertação do Povo Tigray (FLPT) como detentora da responsabilidade principal. [4]

Em dezembro de 2020, Ashadli afirmou que as forças de segurança federais e regionais estavam coordenando a "aniquilação das 'forças anti-paz', prendendo-as e confiscando armas de fogo". [4] O vice-presidente da Região de Benishangul-Gumuz, Getahun Abdisa, descreveu as ações da região em termos de um "esforço coordenado entre o governo regional, o governo federal, a polícia regional, forças anti-insurgência e de segurança" para detenção de membros de "grupos criminosos". [10] Em 21 de dezembro de 2020, o Posto de Comando de Benishangul-Gumuz afirmou que estava usando uma resposta de "caça de porta em porta" aos supostos perpetradores da violência. [11]

Em uma reunião pública com o primeiro-ministro Abiy Ahmed em 22 de dezembro, Zebid Budna da Zona de Kamashi atribuiu a violência a um grupo do Exército de Libertação Oromo, "OLF / Shanne". [11]

Processo de paz[editar | editar código-fonte]

Em 22 de dezembro de 2020, Abiy Ahmed manteve conversações com os residentes da Zona de Metekel, a Ministra da Paz Muferiat Kamil, o Chefe do Estado-Maior do Exército Berhanu Jula, Ashadli Hussein e outros oficiais. [11]

Em dezembro de 2020, Ashadli declarou que o Ministério da Paz coordenaria a criação de um comitê de reconciliação composto por pessoas das regiões de Benishangul-Gumuz e Amhara. [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. ANALYSIS: WEEKS LONG ATTACKS ON CIVILIANS LEAVE SEVERAL DEAD, INJURED IN METEKEL ZONE, BENISHANGUL GUMUZ REGION 
  2. a b «All Is Not Quiet on Ethiopia's Western Front». Foreign Policy 
  3. «Benishangul: At least 60 civilians mostly women, children killed». borkena.com. 12 de janeiro de 2021 
  4. a b c d e Mekonnen, Siyanne; Fasil, Mahlet (23 de dezembro de 2020). «News Alert: Eyewitnesses say more than 90 killed in fresh attack in Bulen Wereda, Benishangul Gumuz; region cautions civilians to join safe villages». Addis Standard. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  5. Meseret, Elias (26 de junho de 2019). «Ethiopia: 37 killed in another region after coup attempt». AP. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  6. Mekonnen, Siyanna; Abera, Etenesh (16 de setembro de 2020). «Analysis: Weeks long attacks on civilians leave several dead, injured in Metekel zone, Benishangul Gumuz region». Addis Standard. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  7. «12 killed in latest attack in western Ethiopia». News24 (em inglês) 
  8. «Benishangul-Gumuz: Attackers kill dozens in western Ethiopia». BBC News. 23 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  9. «Command post kills 23 insurgents in western Ethiopia – New Business Ethiopia» (em inglês) 
  10. a b Mekonnen, Siyanne (17 de dezembro de 2020). «News: As killings of civilians continue in Metekel, authorities in Benishagul Gumuz, Amhara regional states step up blames». Addis Standard. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  11. a b c d Mekonnen, Siyanne (22 de dezembro de 2020). «News: PM Abiy meets Metekel residents to discuss security; meeting comes a day after door-to-door 'hunt' launched to control 'criminal groups' behind attacks on civilians». Addis Standard. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  12. a b «More than 100 killed in latest ethnic massacre in Ethiopia». AP. 23 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2020 
  13. «Defence army takes measures against 42 anti-peace elements in Metekel zone». Fana Broadcasting Corporation. 24 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2020 
  14. «Ethiopian troops kill 42 armed men behind deadly village attack, reports state TV». Al Arabiya. 24 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2020